Seguidores

Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

domingo, abril 03, 2011

As pilhérias do Yashá

18
                                                                                       Por Ademir Pedrosa


Eu, por exemplo, não gosto do Amapá. Sou livre para achar este estado "o cu do mundo", se quiser. Não faço isso apenas porque a expressão me parece horrivelmente rasteira, nada mais que isso. (...) Há pessoas - pasmem! - que não gostam de Paris, por exemplo... Ora, se alguém pode ter a liberdade para sugerir que comer camarão com açaí na frente do rio Amazonas é melhor que degustar croissant com cappuccino ao pé da Torre Eiffel - sem ser internado num manicômio por isso! -, por que diabos eu não poderia achar Macapá um inferno, uma porcaria, um amontoado de buracos geometricamente organizados para destruir meu carro? (...) Não bastasse o bairrismo, agora o Amapá também inaugurou o "bairrismo POR AFINIDADE". O "povo" não se contenta mais em se sentir ofendido por quem faz piada com um determinado lugar: agora empresta sua revolta cívica aos lugares vizinhos.” – por Yashá Gallazzi.

Yashá Gallazzi sonhou ter nascido na Itália, mas nasceu no cafundó-do-judas – bem feito pra ele! Sandro Gallazzi, seu pai, deveria dar uns puxões de orelha – à moda italiana – nesse monello que não pára de execrar com a terrinha, onde também nasceu o neto do Gallazzi, o bambino Yashazinho.

A autoctonefobia do Yashá é grave, e quando ele dispara seu canhão não fica oca sobre oca em nossa aldeia tucuju, e somos reduzidos a pó, a esterquilínios. Sua soberba lhe estimula preferir comer croissant com cappuccino ao pé da Torre Eiffel a degustar um delicioso açaí com camarão na frente do rio Amazonas.

Ora, a coruja acha seus filhotinhos belos. Os flamenguistas podem achar o urubu (mascote do time) bonito. Eu, por exemplo, acho o urubu uma das mais belas aves de rapina: a elegância de seu caminhar e seu vôo plano – que inspirou a invenção da asa-delta, e aproximou o homem dos pássaros. A ameba deve achar a amebinha a coisa mais fofa do mundo, e o gambá... bom, deixa pra lá! Quis apenas explicitar que o belo e o feio são relativos, especialmente se conceituá-los como arte.

Gosto é que nem fiofó, cada um tem o seu – ainda que seja no oco do mundo. Recorro de um eufemismo para não ser tão deselegante quanto o Yashá, que expõe explicitamente o cu na vitrina, sujeito às mãozinhas aventurosas que não perdem a oportunidade de bolinar no que é alheio. Devo lembrar que pia com água benta de igreja seca rapidinho, pelas repetidas dedadas dos fiéis.  

O italiano anda tiririca da vida com os buracos das ruas de Macapá que causam prejuízos à suspensão de sua Ferrari. Seus lindos olhos azuis, esgazeados, lhe assomam à face, a ponto de ele chamar despudoradamente Macapá de cu do mundo – dourou a pílula, mas disse.

Yashá tem o direito de proferir o que lhe der na telha, a despeito de tamanha incivilidade. Da mesma forma que a Karis, amapaense, sua irmã que mora na Itália, goza do mesmíssimo direito, e pensa diferente do irmão: “Amo Macapá, em setembro vou matar a saudade aí...”

Saudade é uma palavra que não há no italiano (nem em outro idioma), só a língua portuguesa é capaz de expressar esse sentimento híbrido de nostalgia e contentamento. E por conta disso – não mais do que isso – que prefiro a declaração da Karis aos queixumes do Yashá, por uma questão de... afinidade bairrista.

Postscriptum – Eu não acho porra nenhuma que a expressão “o cu do mundo” seja horrivelmente rasteira. Eu considero o palavrão um recurso expressivo e legítimo da língua portuguesa. O que eu acho de fato horrível são expressões rastaqüeras, como “só o filé”, “com certeza”, “de boa”, etc. Palavras em caixa-alta é uó, RIDÍCULO! E o Yashá adora acionar o caps lock quando quer persuadir o leitor, como se tamanho fosse documento. Eu, hein, rosa...

Meu comentário: O Siachá é um intelectualóide. Parece uma bicha má twittando suas frasesinhas imbecis. Tenta ser super polêmico, pois faz tudo para aparecer. Seu senso de superioridade beira as núvens. Mas no fundo, deve ser um cara com recalques sérios. Gostei muito Ademir (e ri muito também).

Fonte: Facebook do Ademir Pedrosa.

Um maluco na “balada” rock (uma contradição de termos)

8
                                                      Por Elton Tavares
Perfil da maioria dos frequentadores do bar Vitruviano (imagens cedidas pela CK)


Sabem aquela frase, dentro da letra da canção oitentista “Como eu te quero quero”: “não aguento esses malucos todos fantasiados, dançando de pescoço duro em cima do muro”. Pois é exatamente o que vi ontem (2). Fui ao bar Vitruviano, já que a stereovitrola cancelou sua apresentação no bar Brisas, assistir o show da banda The Hides, que é bem legal.

Aquele não é só mais um boteco-de-luxo-sofisticado, o bar é legal, bem decorado e a The Hides é muito firme. O lance é que logo que cheguei, me senti um cachorro dentro de um aquário. Bom, vamos por partes. O termo “baladas” não casa com “rock”, é como “Guerra-santa”, uma contradição total.

Primeiro, o local é frequentado por playboys e patricinhas (e algumas boas excessões, claro). Tudo bem, é um tipo de preconceito as avessas, mas vou explicar. Os play's têm uma sincronia única no modo de dançar e gesticular, é quase um balé. As patys seguem a risca a padronização que lhes cabem: vestido colado, maquiagem pesada, chapinha e dancinha da tchutchuca. Ah, e claro, com uma Ice na mão. Taqueparéu!

Henrique pilotando o show da The Hides, muito legal! - Foto: Elton Tavares (celular)

Quando os play's vibram com alguma música, que tocou expressivamente nas rádios, é como se conhecessem o som com propriedade? Para sacar esse mundo, acho que é preciso algum tipo senha, que não quero saber qual é. Sifudê...Parece que eles tem um código de conduta. (risos).

Conversei sobre todos estes elementos com amigos, que me remeteram a velha nojentice, uma mistura de ironia fina e humor sofisticado (nada modesto), pois ri de 70% dos patetas. Durante a noite, além de tirar barato com a futilidade alheia, colei no balcão, curti o som, bebi cervas e vodkas.

Resumo da ópera, me diverti muitão. Afinal, eu sou um apreciador do bom rock, uma "pedra rolando” e particularmente, “i like rolling Stones”. Além do mais, a The Hides é uma bandaça, que faz um som repleto de energia e entusiasmo. Por isso, voltarei lá qualquer sábados desses.

segunda-feira, março 21, 2011

Cinco anos de Twitter

0
                                                                                   Por Darth J.Vader

Hoje, dia 21 de março, é aniversário do Twitter. O microblog apaga cinco velinhas e tomou conta de todo o mundo com aquela pergunta tola: O que você está fazendo agora? Eu duvide-o-dó que os inventores do ‘passarinho’ - os americanos Biz Stone, Evan Williams e Jack Dorsey – achavam que a idéia ia dar tão certo.

O certo mesmo é que muita gente não vive sem Twitter, e eu sou uma delas. A formidável troca de informação, aliada ao resumo do resumo de uma notícia, me levou a apostar na rede social mesmo antes da minha antiga chefe. Aliás, levava altas broncas porque tinha que ‘caçar notícia e não ler porcaria’.

A luta foi longa e perdida, ao menos enquanto trabalhava lá. Depois que saí, ela admitiu o estrondoso crescimento da audiência do site e eu soube que, atualmente, existe alguém somente para olhar o microblog.

O dicionário mostra duas definições para Twitter: “uma pequena explosão de informações sem importância” e “pios de pássaros”. Segundo os fundadores, ambas as definições eram perfeitas.


Ao contrário do que alguém escreveu aqui sobre o Twitter, ele é sim uma ótima ferramenta de trabalho. Como rede social também. Conheci muita gente boa e hoje me relaciono com elas no mundo real.

É claro que há informações inúteis, mas é fácil você solucionar essa: pare de seguir o idiota! Se ele/a continuar a insistir, bloqueie, ora! Fico louca quando alguém me diz que não gosta porque há muita “leseira” – idiotice, em amazonês. Leso é quem insiste em ler bobagens tendo a opção de não o fazer!

Pra finalizar, é bom que se diga que até o The Boss deste blog está aderindo devagar ao Twitter. Deve ser porque é um ótimo difusor de informações, ou ele viu que há coisas irreversíveis.

De qualquer maneira, segue eu! Twitter.com/JucaraMenezesAM. Até mais, pipou!

Quem não tinha o direito de morrer

0
                                                                               Por Darth J.Vader
Quando pensamos em ídolos, a cabeça de todos nós é muito rápida. Você pode citá-los em um piscar de olhos e explicar o porquê por horas a fio. É uma questão de sentimentos, de identificação imediata, de amor quase incondicional.

Nessas horas, penso em Clara Nunes, a “tal mineira” que foi a primeira mulher a gravar Samba. Sorry, mas ela não tinha o direito de morrer, já que a indústria fonográfica (em minha “modesta” opinião) ainda não encontrou quem a substitua. Sobre ela, post exclusivo para amanhã.

Outra mulher sem o direito de nos abandonar foi Elis Regina. Ela deixou interpretações que nunca foram devidamente regravadas. Aliás, do que sei até hoje, apenas Daniela Mercury teve essa coragem, com “Atrás da Porta”. A baiana fez uma nova versão em seu show “Clássica” de arrepiar os cabelos e parar a respiração, mas não de lagrimar como na voz da pimentinha da MPB. (Dani, I love you!).

De um tempo um pouco mais próximo, temos Cássia Eller, com sua voz rouca, imputando em nós o que bem entendesse com seu banco e violão, e a gente cantando junto. Além disso, ela ajudou e muito no movimento anti-homofobia. Ora, todos sabiam que era lésbica e isso nunca foi empecilho para seu sucesso. Até depois de sua ida para fazer um dueto com Tom Jobim, ela auxiliou na causa. Foi a primeira vez na história deste País que uma mulher conseguiu na Justiça o direito da guarda do filho da companheira, o Chicão. E isso abriu precedentes. 

Mudando o Tom para Bossa Nova, tínhamos Jobim. Voz gostosa, melodia triste, versos fáceis e agradáveis. Fez uma música para sua filha Luíza tão bonita que este foi o primeiro nome na minha cabeça quando fiz a ultrasom.

Já falei de Bezerra da Silva, o partideiro indigesto, e posso até falar de Michael Jackson se quiser, afinal o post é meu... rs. Falando sério, MJ foi o ícone de várias gerações, tinha algo tão diferente, com uma infância tão triste e uma história adulta igualmente complicada, que quando ele faleceu ninguém ficou incólume. Alguns se embebedaram (mea culpa) por conta do Rei do Pop.

Tem ainda Chico César, Renato Russo e Cazuza, cada qual no seu estilo. E estou citando só os que tenho em casa. Pensando nestes grandes nomes (e não porque eu vou relaxar amassando umas hoje =P), vou ouví-los no meu aparelho de som superpower. Sim, porque já que a tecnologia nos proporciona mordomias palpáveis, a homenagem aos eternos merece ser em grande estilo.

quinta-feira, março 17, 2011

Todo jornalista é assim? Égua!

0
                                             Por Darth J. Vader

                                                                                       
Costumam dizer que todo jornalista é boêmio, adora um papo furado, fuma que é uma beleza e é desleixado com a aparência. Num sei não, mas eu acho que é verdade.

Não me recordo de nenhum jornalista que não beba ao menos um drink, no fim de semana. Encontrá-los em mesas de bar cheias, principalmente depois de plantões que parecem intermináveis, me parece mais comum que engarrafamento ao meio-dia.

E como parecemos cruéis, Senhor! Procuramos notícias de morte nos acidentes de transito, senão nem vale sair da redação. Queremos mulheres assassinadas brutalmente por maridos estúpidos, porque só um espancamento não dá manchete. É melhor o aluguel subir porque assim quem gosta de esportes também lê economia. E é perfeito quando o time do coração está ferrado porque todo mundo quer xingar o técnico que afirma estar tudo dentro do esperado.

Mas ah! Existem obrigações tão interessantes! Coletivas de imprensa com gente interessante, almoços free, presentes de grátis que sempre precisamos, confraternizações de empresas e governos em nossa homenagem e eu já falei das entradas VIP?

E o público, que pensa em nós como os salvadores da pátria e também nos acusa de xeretar? Somos acusados de facilitar divórcios por causa daquela foto comprometedora, de derrubar ministros, de interromper a novela com uma notícia “sem importância” como um tsunami no Japão.

Oh sim! Para “os de fora”, todo jornalista é igual, só muda a editoria!

quarta-feira, março 16, 2011

A sutil diferença

0
                                                                                         Por Darth J. Vader

Hoje assino Darth J. Vader porque este alter ego grita horrores quando certas coisas não saem como deveriam, na opinião desta que vos escreve. É simples assim: o supremo-chefe do Lado Negro da Força não admite que as coisas saiam do controle e procura, com um certo sucesso, fazer tudo ficar irmanamente equilibrado (irmanamente, neste caso, significa mais para mim e menos para você).

Hoje, não posso de deixar de comentar certas notícias do Amazonas e peço desculpas antecipadas aos palavrões e despautérios, mas tem dia que não dá.

A primeira porrada vem da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Depois do comentário infeliz do prefeito da capital perante àquela paraense, um dos vereadores resolveu pedir o impeachment do prefeito Big Black.

Antes mesmo de entrar em votação, os próprios parlamentares da Casa anunciaram ajuda ao FDP. O presidente da CMM disse que só haverá votação se TODOS os vereadores estiverem presentes. Ora! Quando isso aconteceu na História da Humanidade? Ainda mais porque os “nobres“ eleitos pelo povo adoram ter um programa de TV do tipo tragédia e pobreza, aproveitando-se dos mais humildes (e às vezes mais idiotas)! Ninguém pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e vocês podem imaginar que horas passa isso. Grrrrr!!

(Respira fundo e continua, minha filha). A base aliada assinalou para toda a imprensa que estaria lá para defender o ‘pobre’ prefeito, que ‘não merecia’ um pedido de afastamento por uma coisa ‘de momento’.

Meus nobres, eu vos digo que é verdade. O bate-boca com a dita mulher não pode se configurar nem na lista dos 100 maiores motivos para que o Big Black deixe o poder. Isso só serviu para o Brasil perceber que tipo de ‘gente’ comanda a capital verde. Vai afastar o cara? Que seja por desvio de verba, por improbidade, acusações de ser mandante de assassinatos, de exalar poeira branca e até de fumar charuto em lugares fechados!! Mas que seja realmente algo ilegal, caraleo!!

Uma investigação real, meu Senhor, é só isso que Lhe peço!!

Para fechar com chave de ouro este post, até o que eu considerava o mais ferrenho dos vereadores de oposição negou-se a votar a favor! Gzus! Onde vamos parar!

Enquanto isso tudo acontece, ainda não almocei. Tenho que pegar dois ônibus para chegar em casa e comer o frango guisado feito por minha mulher. A comida (e a mulher, que não sou besta) é uma delícia, mas ir do trabalho até os Quintais do Aleixo demora uma hora e meia, com sorte.

Agora tenho que ir. Preciso virar sardinha com meus conterrâneos dentro dos cacarecos que chamam transporte coletivo. Porque aqui é assim: você mal de uma coisa e quando vê tem sempre mais que poeira embaixo do tapete.

“Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma” – Shakespeare, taurino.

Hipocrisia e a falsidade virtual

0
                                                       Por Elton Tavares


Sabem aquele velho papo de: “Égua, quanto tempo, temos que marcar algo”. Pois é, hoje vou falar desse tipo de falsidade corriqueira, principalmente na internet. Tenho pelo menos uns 400 contatos no MSN, uns 500 amigos no Orkut e mais não sei quantos no Facebook. Bom, vamos por partes.

Quase todo mundo é muito, digamos, solícito na internet. É uma tal de paideguice descabida no mundo midiático que adoça até a tela do computador. É um lance de “amigo”, “querido”, “parceiro”, “irmão” e outros adjetivos. Sem falar nos elogios e a tal saudade daqueles que não vemos pessoalmente há meses ou anos.  

Aí que entra o tal “Égua, quanto tempo, temos que marcar algo”.Papo furado, a maioria dos antigos amigos de escola, faculdade ou antigo emprego se tornam boas lembranças ou somente mais um rosto conhecido na rua e nada mais. Claro que tenho muitos velhos amigos. Mas eles não dependem do mundo virtual.

Tá bom, somente uma que mora em Macapá, mas não temos contato pessoal pela total falta de compatibilidade de lugares freqüentados e etc. E dois que moram longe. O restante são somente pessoas legais, que talvez um dia tenham significado algo ou até foram amigos, mas o tempo, distância ou qualquer que seja o fator, os afastou. E isso é fato.

Claro que não estou tirando o mérito dessas pessoas, alguns foram personagens importantes de nossas histórias. Parafrasenado o escritor Fernando Canto: “De um tempo que fomos para sermos o que somos”. Cirúrgico!

Outro dia, uma efusiva conhecida (daquelas que a gente aceita só por educação na rede social) mandou um recado para o bate papo do Facebook: “Oi Elton, precisamos marcar com a fulana, o beltrano e o Sicrano, igual antigamente”. Acontece que perdi o contato com esse pessoal há tempos e quando encontro falo só de “oi”.


O ápice do papo furado é quando, erradamente, pensam que você pode beneficiá-los de alguma forma. Aí a rasgação de seda sem sentido é um atentado à minha modesta inteligência. A estes figuras, como diz o meu amigo Fernando Bedran: “panemas e pregos que acham bonito ser otário” e disparam todo tipo de falsidade clichê, dedico este texto.

Ah, eu adoro 80% dos meus contatos de internet, este escrito fala de uma minoria, que fique claro. Pois ao contrário de Cazuza, "mentiras sinceras" NÃO me interessam.

Deus é brasileiro e gosta de samba. Posso provar.

0
                                                                                     Por Juçara Menezes


Continuo na minha saga de não saber ao certo o que escrever aqui, mas eu inventei essa e prometi não decepcionar meu querido fio e muito menos baixar a audiência deste blog. Vamos às generalidades, até achar um caminho. A jornada de mil quilômetros começa com o primeiro passo (Sábio babuíno sábio Rafiki, de "O Rei Leão", mas acho que é um ditado chinês).

Sempre gostamos de achar que estamos corretos e mais uma vez posso provar que estou certa:


Gosto da Elza Soares. De verdade. Ela tem uma voz incrível, inconfundível, marcante. Quando ela canta: “Esse político é safado, cuidado na hora de votar”, lembro do meu querido povo amazonense que, apesar de todas as provas em contrário, continua elegendo quem não presta.

Ferrou-se. “O ladrão está escondido lá em baixo, atrás da gravata e do colarinho”, continua ela na homenagem a Bezerra da Silva. Muita gente ainda não percebeu que esta verdade também serve para Manaus.

O Samba de Raiz sempre explicou muito bem o que acontece no Brasil, só não vê quem não quer. Ou quem prefere escutar forró e acreditar nos “versos poéticos” advindos de tais “melodias”.


Aí vem Dicró, um dos grandes Malandros. O cara, junto com Moreira da Silva, que uma vez declarou: “Sou radicalmente contra a homofobia. Este tipo de coisa é de gente que não é de Deus. Quem é contra o amor, por favor, não fale comigo”.

Muito obrigada por terem feito parte da minha história, desde criança. Muito obrigada por existirem! Vocês são a maior prova que Deus é brasileiro, afinal, só existem seres tão criativos quanto Ele na pátria em que nasceu!

quinta-feira, março 10, 2011

Skate!

0

domingo, março 06, 2011

Promessas vazias ou falta de atitude?

0
                                                                                       Por Enzo Ballarini 

Hoje eu começo a me exercitar. Hoje eu termino de ler aquele livro que está esquecido na minha cabeceira. Hoje eu corto o cabelo e faço a barba. Hoje eu sou outra pessoa. Essas e outras promessas que vão caindo no esquecimento ao final do dia. E então outro dia recomeça e... Lá vamos nós de novo.

Nós somos tão desenvolvidos, tão avançados, mas às vezes me pergunto se somos os mais aptos.

Claro, muitos animais também caem no conformismo e vivem na mesma situação por muito tempo, mas acho que eles não são lá muito racionais. E quanto a raça humana, que sabe o que é melhor pra si, que distingue perfeitamente o bem, o mal, o socialmente aceito, as regras e morais, e tem perfeito conhecimento do que está a sua volta?

Nós somos extremamente conformistas e relaxados. Afinal, pra que melhorar? Pra que ser mais inteligente? Nos apegamos tanto ao material que vivemos em função do mesmo. A grande maioria prefere comprar a TV dos sonhos a uma enciclopédia completa.

Continuamos comprando a melhor geladeira e o melhor fogão pra continuar comendo a mesma porcaria de sempre, os mesmos fast-foods, nossas tão queridas “junkie foods”. Nem vou começar a entrar no âmbito “junkie”, senão vamos ter uma overdose de drogas de informação. Ou desinformação.

Todos os dias eu me proponho a mudar drasticamente. Mudar quem eu sou e como eu me relaciono com a sociedade e comigo mesmo. Ao menos dessa vez eu fiz algo, escrevi um texto. Próxima vez talvez não ocorra o mesmo. Quem sabe esse não é o começo de um extenso período do que nossos antigos filósofos gostavam de chamar de “ócio produtivo”. E quanto a você, já arrumou uma produção nesse ócio?

sábado, março 05, 2011

O NOVO DO R.E.M.

1
                                                                       Por André Mont'Alverne

Definitivamente, 2011 está sendo um grande ano para quem gosta de música boa. Estamos apenas começando o terceiro mês do ano e grandes discos já estão rodando por aí, vários deles são fortíssimos candidatos à obra prima. É o caso de "Collapse Into Now", novo do R.E.M.

Para uma pessoa que mora numa casa em que, nem todo mundo é bamba, e que, NUNCA, teve ziriguidum, e muito menos, balacobaco. Esse disco promete fazer com que eu sobreviva a mais um carnaval.

Aperte o play e confira uma das maiores bandas de todos os tempos em plena forma. O novo disco do R.E.M. transborda frescor, inspiração e juventude, e, em minha opinião, talvez apressada, é o melhor da banda desde o "New Adventures In HI-FI (1996)".

Trata-se de um disco direto, certeiro, cheio de vigor, recheado de guitarras elétricas, acústicas ou substituídas pelo tradicional bandolim de Peter Buck. Aliás, fica evidente nesse álbum que o R.E.M. cresce muito quando Peter Buck está inspirado.

"Collapse Into Now" tem canções rápidas, canções lentas e todas elas contam com Michael Stipe cantando MUITO. As vezes, como aquele jovem rebelde e elétrico dos tempos de "Document (1987)", e as vezes, como aquele cara maduro e confiante dos tempos de "Automatic for the People (1992)", enfim, um disco variado que transpira bom ambiente, com ótimos convidados ( Eddie Vedder e Patti Smith ) que mostra uma das mais importantes bandas das últimas décadas envelhecendo como vinho e ficando cada vez melhor.


Olhando nas fotos de divulgação de Michael Stipe e Peter Buck, fiquei impressionado no quanto o tempo foi implacável com as suas fisionomias. O tempo pode ter sido cruel nesse aspecto, mas como outras raríssimas bandas dos anos 80, com certeza não afetou em nada a sua arte.

Meu destaque, até agora, são para as faixas:

“Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I” - LINDA, é uma das melhores canções do grupo em muitos anos. Michael Stipe mostra porque é um dos maiores vocalistas que existe, e me faz entender porque eu gosto tanto desses caras.

"Oh My Heart" - Lenta, atmosférica, densa, com arranjo repleto de camadas sonoras e Michael Stipe, quase que, "declamando" versos de rasgar corações sobre alguém que volta para a casa e tem contas a acertar com o seu passado.

R.E.M. - Collapse Into Now - 2011

01. Discoverer

02. All The Best

03. Überlin

04. Oh My Heart

05. It Happened Today (Ft. Eddie Vedder)

06. Every Day Is Yours To Win

07. Alligator Aviator Autopilot Antimatter (Ft. Peaches & Lenny Kaye)

08. Walk It Back

09. Mine Smell Like Honey

10. That Someone Is You

11. Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I

12. Blue (Ft. Patti Smith)

Alguns links para baixar o disco:




Carta de Satanás

0

Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão.

Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro, à have, ao cinema, à balada, quantas coisas! Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom!

Mas o mais me agrada é que você não se arrepende, talvez se arrependa mas não quer mudar, e não tem forças e sabe porque? hahahahaha....eu estou do seu lado e vou te enfraquecer o quanto puder pra você se perder! Você pensa ser jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus, mas eu tenho que dizer que um dia você vai ficar velho e vou rir de você quando de bengala procurar um deus por aí, ou na cama entrevado querer ir à igreja e eu não vou deixar, porque você é um dos meus!

Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho que conhece a Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A música vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus, e diz que não tem forças, ora mas desiste e dorme, sente medo a noite mas me adora sem saber, faz minhas vontades, está nas trevas..e vou te levar cada vez mais pro fundo do poço...até aquele dia em que vai arder comigo no fogo!

Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes???

Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, musicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado.


O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!

Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.

Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada. Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo.

Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás ou como queira me chamar.

(P.S. Se realmente me amas, não mostre à ninguém mais esta carta.)

Meu comentário: Recebi este texto por e-mail e achei interessante e engraçado. Uma boa reflexão para os religiosos e os que não gostam do tema. Ah, o “P.S.” é ótimo (risos).

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Você assume os seus defeitos?

2
                                                                                     Por Elton Tavares


Sei que vocês dirão ou pensarão: Lá vem o Elton com esse papo reflexivo de novo. Bom, é isso mesmo. O papo hoje é: você assume seus defeitos?

Eu assumo que sou esquentado, ciumento, brigão, possessivo e, ás vezes, intolerante. Mas e vocês? Vejo muita gente escrevendo na blogsfera, detonando os outros a torto e a direito, por pura e simples maldade. Principalmente no twitter. É um tal de contar podre dos outros em somente 140 caracteres, coisa feia mesmo.

Ah, ainda tem os que dizem que quem trabalha não faz nada, mas em alguns casos, o crítico é somente um invejoso querendo puxar o tapete de quem está tendo oportunidade de trabalhar. Isso em vários setores públicos e privados.

Aí fico me perguntando, será que alguns fulanos e, principalmente, fulanas não sabem que nós sabemos de seus respectivos tetos de vidro e rabos de palha? Moramos em um Estado onde todos escutam coisas sobre todos.

Em Macapá então, nem se fala. Aí vem neguinho ou doidinha pagar de sabidão, detentor de uma mentirosa conduta exemplar. Gente capaz de tudo para andar do lado de quem está por cima.

Acredito que críticas são construtivas para a melhoria dos serviços, mas se forem embasadas e não disparadas na doida, por assim dizer. Aí volto a dizer e perguntar. Eu assumo os meus defeitos, que não são segredos para ninguém. E vocês?

Ainda tenho o péssimo hábito de pré julgar pessoas, o famoso pré-conceito, principalmente quando elas se mostram frescas ou arrogantes em um primeiro momento. Mas, em alguns casos, depois que apuro melhor e saco que são legais, fica tudo certo.

Antes de julgar. Tentar sacaniar, apedrejar ou detonar com alguém, pensem na sua conduta, sobretudo em vossas histórias. Que pelo visto, vocês pensam que ninguém sabe. Ledo engano. O velho papo da ação e reação. Fica a diga.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

As lições de vida da novela Passione

0

Certo. A novela já terminou faz tempo. A Zerozen ia manter a sua tradicional ignorância sobre o assunto. Aliás, no dia em que algum impoluto integrante dessa revista acompanhar 200 capítulos de uma trama banal e ridícula, os terroristas venceram. De qualquer forma, os fãs (sic e sci-fi) insistiram para que a gente comentasse. Tá bom. O que a gente não faz por um copo de chopp...

Em primeiro lugar, a novela Passione ensinou várias lições de vida aos brasileiros. A primeira e mais importante é a seguinte: nunca confie nos pobres. Sim, os vilões Fred (Reynaldo Gianecchini) e Clara (Mariana Ximenes) eram uns pés-rapados ambiciosos. Ou seja, na visão da novela, se você é um sujeito de baixa renda deve se contentar com a sua posição infeliz ou então vai mofar na cadeia.

Duvidam? Fred tentou se vingar da família Gouveia por ter demitido o seu pai depois de um acidente. No final da novela descobriu que seu progenitor era um trapaceiro. Perceberam? Pobre honesto? Nem pensar. Mas o arguto zeronauta pode argumentar: mas os ricos eram cheios de problemas.

Mesmo? Sério? Gerson (Marcelo Anthony), que poderia ser um perigoso pedófilo, na verdade foi abusado na infância. Era um reles viciado em voyeurismo sexual pela internet. Danilo (Cauã Reymond), que superou o drama das drogas, em uma noite esfaqueou um segurança! Sim, esfaqueou um pobre coitado (sem trocadilho)! Mas como rico não vai para a cadeia sequer foi processado. E o sujeito ainda acabou fugindo da cidade.

Ainda não acredita? Analise o caso de Melina (Mayana Moura). Começou como amiga quase irmã do galã Mauro (Rodrigo Lombardi). Mas virou uma bruxa ao longo dos capítulos. Casou com Fred e armou todas que podia contra a mocinha Diana (Carolina Dieckmann). Perdeu a identidade e ganhou a raiva do público. Só que em uma maluquice típica de novela reapareceu nas últimas semanas. O problema é que virou uma santa arrependida. Algo completamente inconcebível. E para piorar ficou com Mauro! E você, seu lorpa, esperou 200 capítulos por isso?

O único rico legal era o escroto do Saulo (Werner Schünemann). Infelizmente morreu. Bem, para falar a verdade foi assassinado. E a novela investiu tudo nesse mistério. O criminoso só foi revelado no último capítulo e quem poderia ser culpado senão alguém pobre? Claro que foi a Clara (Mariana Ximenes).

E teve até uma explicação razoável. A sua avó, Valentina (Daisy Lúcidi), quando ela era criança, oferecia a garota para o pedófilo filho de Bete Gouveia. Saulo levou a relação até a fase adulta e contratou a vilã para matar seu pai, Eugênio, para conseguir o controle da empresa da família. Mais tarde, Clara deu o troco. A vilã ainda matou uma coadjuvante inocente. Ela sequestrou a garçonete da cantina do seu Talarico para que ela morresse carbonizada no acidente de carro em seu lugar. Coisa fina.

Enfim, em Passione a patuleia, a massa ignara, a escumalha aprendeu que é preciso temer os pobres e amar os ricos. E depois ninguém sabe por que nesse país tropical ainda está "deitado eternamente em berço esplêndido"...

Fonte: Site Zero Zen.

domingo, fevereiro 13, 2011

LEVA NÓS, PRA LONGE DESSE LUGAR, BABY!!

3
                                         Por André Mont'Alverne

Banda LevaNóiz (cruzes!)



A matéria que você vai ler a seguir foi publicada no site do Bol. Ela fala do novo "sucesso" da música baiana que promete ser o maior hit do Carnaval baiano deste ano:

"Uma música que junta super-heróis de quadrinhos a coreografias com rebolados e insinuações sexuais entre o Super-Homem e a Mulher Maravilha é o hit do verão (baiano). "Foge, foge, Mulher Maravilha. Foge, foge com o Superman", diz um dos trechos de "Liga da Justiça", da banda LevaNóiz. A palavra "foge" é repetida mais de 80 vezes em quatro minutos, mas o cantor André Ramon, 23, nega que haja duplo sentido."A maldade está na cabeça das pessoas", afirma ele.

Lançada em novembro passado, "Liga da Justiça" é uma das mais tocadas nas rádios baianas e já figura como favorita na disputa pelo título de música mais tocada no Carnaval de Salvador. A música já passou pelo repertório de Ivete Sangalo e Claudia Leitte, principais representantes da axé music. Elas funcionam como uma espécie de Midas para bandas como o LevaNóiz.

No Youtube, vídeos relacionados à música, como o clipe oficial feito pela banda, já ultrapassaram 1 milhão de visualizações. No clipe, o cantor André Ramon aparece vestido de Super-Homem e rebola ao lado de duas dançarinas fantasiadas de Mulher Maravilha. O vídeo traz ainda uma animação com os personagens repetindo a coreografia, com direito a gritos agudos do Robin e troca de olhares maliciosos entre o Super-Homem e a Mulher Maravilha."

Liga da Justiça - Banda LevaNóiz

Super-Man ficou fraco,
O Pingüim jogou criptonita

Lex Luthor e Coringa roubaram laço da Mulher Maravilha (2x)

Liga da Justiça toda dominada,
Agora só tem uma saída!

Foge! Foge Mulher Maravilha.
Foge! Foge! Com Super-Man. (8x)

Você é minha Maravilha e eu sou seu Super-Man,
No swing aqui do Leva eu quero ver você meu bem! (2x)

Liga da Justiça toda dominada,
Agora só tem uma saída!

Foge! Foge Mulher Maravilha.
Foge! Foge! Com Super-Man. (8x)

Super amigos, Salvador City! (4x)


Antes de deixar meu comentário sobre essa aberração, gostaria de deixar claro que não tenho preconceito nenhum em relação à Bahia, baianos ou nordestinos em geral. Assim como também não tenho preconceito de credo, raça, cor ou orientação sexual.

Sou um fã de música, gosto de Rock And Roll, MPB, Jazz, Blues, Samba e qualquer música ou estilo que me proporcione algo que seja, no mínimo, agradável. Não gosto de Axé Music, não gosto do tipo de música que se produz na Bahia hoje em dia, não gosto do mercado que se formou em torno do Carnaval baiano que, há tempos, extrapolou os limites do Estado da Bahia e se espalhou pelo Brasil como uma epidemia com o nome de "micareta", e entendo que cantoras como Claudia Leitte, Ivete Sangalo e outros produtos pré-fabricados da Bahia não mereciam metade da metade da metade do prestígio que têm.

Não acho que bandas como o LevaNóiz sejam grupos que produzem música, não acho nem que isso seja entretenimento. Não respeito o trabalho desses pseudo artistas. Existem músicos bons e músicos ruins, bandas boas e bandas ruins, mas o som que vêm de bandas como essa, não pode ser considerado música, é no máximo um ruído de péssimo gosto.

Todos sabem que o maior apelo do Carnaval baiano não é, e nem nunca foi, a música. Não é o som que sai dos Trios Elétricos, e não são as guitarras, baixos e bateria dos músicos que trabalham enquanto a maioria se diverte pra ganhar o seu dinheiro suado (esses sim são músicos de verdade). O que movimenta o Carnaval baiano, o que arrasta multidões de mortos vivos atrás dos trios elétricos é a possibilidade de sexo fácil. Foi-se o tempo em que Gilberto Gil e bons músicos baianos eram os mais aclamados na Bahia. Hoje, o rebolado e o apelo sexual das canções (?) e das cantoras e cantores é o que conta.

Um verdadeiro universo de idéias esgotadas, melodias pobres, cantoras irritantes e desafinadas repetindo letras sem sentido algum. Denegrir a imagem de super heróis e dar uma conotação sexual a esses personagens, não têm cabimento. É uma falta de respeito sem tamanho. Super-Homem e Mulher-Maravilha são personagens fictícios que movimentam o imaginário de milhões de pessoas, principalmente crianças. Macular a imagem desses personagens é de uma covardia enorme. Criar uma versão de duplo sentido, com uma letra digna de um retardado mental é insultar demais a inteligência das pessoas.

Eu lamento profundamente que ainda existam multidões de ensandecidos que acham que senso crítico é, no máximo, nome de drink afrodisíaco e pensam que isso é só uma "musiquinha", que "não tem nada demais". Eu recomendo a todos que não se lembram da sua infância, que pelo menos levem em consideração a infância de quem ainda é criança.

Pensem nisso antes de comprar abadás e ouvir Ivete Sangalo que recentemente teve que pagar uma fortuna para fazer um show no Madison Square Garden, em Nova Iorque, onde ela teve a audácia de cantar uma versão axé medonha de Human Nature do Michael Jackson (na minha opinião, uma das músicas mais lindas de todos os tempos, com o MJ cantando, claro! ) Eu me pergunto. Onde estavam os atiradores de elite da SWAT quando se precisava tanto deles?

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

O pobre soberbo

7
                                                                                      Por Elton Tavares


Quem costuma ler este blog sabe que, vez ou outra, publico devaneios sobre o comportamento que observo por aí. Não que eu seja um estudioso da natureza humana, nada disso, escrevo sem propriedade alguma, somente baseado nos meus achismos e pontos de vista.

Bom, hoje falarei do “pobre soberbo”. Não, não sou elitista, na verdade nunca liguei para quem tem grana ou sobrenome. Sempre andei com lisos bacanas e agradáveis desconhecidos, assim como eu. Acredito que gente legal atrai gente legal. Enfim, voltemos ao pobre soberbo.

Este tipo de cidadão possui uma renda mensal que está sempre abaixo do orçamento que gostaria de ter, até aí, tudo normal. O pobre soberbo costuma ter bom gosto com roupas, culinária e etecétera e tal. Mas é do tipo que gosta de manter a aparência de bacana, usar vestimentas de marcas famosas, mesmo que isso comprometa suas prioridades (como supermercado, prestações ou algo assim).

O importante para este tipo peculiar de pessoa é manter a capa. Elas costumam freqüentar locais “chiques”, sempre conversando sobre futilidades e afins. Ah, os assuntos preferidos do pobre soberbo são carros e pessoas que ocupam cargos públicos. Sim, eles são afiados nessa ladainha.

O pobre soberbo conhece todo figurão ou seus filhos, por estudar há anos a fio, suas fisionomias nas inúteis colunas sociais. Aí ele espera só uma oportunidade para puxasaquear o tal fulano e aplicar o seu marketing pessoal, pleiteando algum tipo de status.

Ah, quando um pobre soberbo consegue alcançar algum lugar dentro da sociedade, este fica pior do que os verdadeiros ricos, nojentão total. Conheci várias pessoas assim. Lembro de um figura, nos anos 90, que disse para mãe que iria se matar, se ela não comprasse um carro para ele. Lembro das meninas da faculdade dizendo: “É um Fulano do carro tal” ou “é o Ciclano, filho do Beltrano”.

Outra característica dos pobres soberbos é dizer o preço das coisas que usa: “Saca este sapato, dei R$ 500 nele”. Essas pessoas são de uma superficialidade incrível.

Estes figuras são cheios de falsas certezas. Basta o mínimo de percepção para arrancar suas máscaras. A maioria só faz figuração na vida. Parafraseando Arnaldo Jabor: "eles assumem a verdade das suas mentiras".

Dos pobres soberbos, que não são pobres só de posses, mas de espírito, eu só sinto pena e desprezo. Deles, só quero distância.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Família, ingratidão e canalhice

2
                                                                                      Por Elton Tavares

Costumo dizer que não possuo um comportamento politicamente correto, mas tem duas coisas que são primordiais para mim, o meu trabalho e a minha família. No trampo, o aprendizado é diário, mas acredito que, no âmbito familiar, aprendi, há muito, a dar valor aos meus. Tive minha fase de idiota, como todo adolescente, mas hoje vivo em paz e feliz com o meu povo.

É impossível contabilizar os benefícios que recebemos de nossos pais, particularmente na infância. Dia desses presenciei um desmando sem igual. Uma das cenas mais execráveis que vi na vida. A ingratidão de uma filha, ofendendo sua própria mãe, tudo por conta de seu egoísmo descabido. Uma verdadeira bomba dentro de um lar.

Sem citar nomes ou motivos (ou pretextos), vou somente desabafar sobre a canalhice da figura, pois com a consciência anestesiada, os ingratos costumam dizer que são vítimas e se justificam com argumentos mentirosos, e até convencem uma minoria.

Além de má filha, descobri que a desgraçada em questão é uma suicida em potencial, caloteira, mãe relapsa e sem nenhum senso do que é família. Um tipo de alma que até o diabo dispensa.

Como aprendi que o velho bordão que diz: “as aparências enganam” está corretíssimo, este foi somente mais um caso. A pessoa que critico aqui tem cara de anjo, fala mansa e jeito meigo, tudo capa. Comparo-a com um vaso sanitário, branquinha por fora e podre por dentro.

Torço para esta cidadã reflita e mude seu comportamento. Pois tem muita gente que eu gosto que a ama. Como disse o sábio Miguel Cervantes: “A ingratidão é filha da soberba”.

Abraços na geral e tenham uma ótima semana.