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segunda-feira, julho 01, 2013

Por uma vida menos ordinária, seja original!

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Conheço pessoas que são trabalhadoras e honestas, mas comuns demais, não tem diferencial algum. Também tem aquelas que são superdescoladas e talentosas, mas são desonestas e preguiçosas. Eu procuro atingir o meio termo, ser diferente e continuar íntegro, tudo “por uma vida menos ordinária”.

Sabe o papo de fazer o que dar na telha, sem invadir o espaço de outros ou desrespeitar alguém? Pois é. Tomar atitudes para ser feliz longe da mesmice (claro que dentro da minha rotina batida). Sou felizão assim.

Romper normas sociais sem cometer infrações é uma arte. A originalidade faz bem, você pode fazer o que lhe aprazia e ainda assim manter o respeito dos que lhe cercam. As pessoas podem até falar mal, mas apreciam o diferente, principalmente aqueles que vivem em cima de uma esteira da velha linha de montagem.

Conheço gente que, para ser alguém (mesmo que em suas pobres percepções), precisam ser várias pessoas. Essas criaturas acham que sucesso é ter um carro legal, ser amigo dos figurões e ter foto em coluna social (aquela vertente medíocre do jornalismo).

As conversas destes patetas são sempre as mesmas, falam de dinheiro, pessoas importantes ou “populares”, cargos, carros, roupas e todo tipo de futilidade. Muitos querendo ser o que não são e outros curtindo a puxação de saco dos fãs interesseiros.

Tem gente que baba ovo até na internet. Patético!

Se você está lendo este texto e achando arrogante, é por está nesta esteira de linha de montagem de babacas, senão, no mínimo, está rindo. Eu não sei e pouco me importo.

Voltando aos anticonvencionais, tem maluco que possui um modo particular de trabalhar, que pode até não ser convencional, mas dá resultado. 

Eles não estão preocupados com status, poder, não fazem o que tooodo mundo faz e etc. 

Se quiserem, bebem numa segunda sem culpa ou ficam em casa numa sexta a noite lendo um livro. Mas desenvolvem suas atividades com responsa. São figuras felizes e no final das contas, isso é o que importa.

É, seja diferente, fuja do modelo social imposto. Mas, sobretudo, seja um maluco ciente de seus limites e atribuições. Neste início de semana, reflita sobre isso, pule da linha de montagem, não faça parte do “mais do mesmo”. Por uma vida menos ordinária, seja original!

Elton Tavares

sábado, maio 25, 2013

Hoje em dia, todo mundo quer ser Nerd

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 Hoje (25), é o Dia do Orgulho Nerd, por isso resolvi repostar o texto abaixo. Leiam:                                                                      

Hoje em dia, todo mundo quer ser Nerd


Observando blogs, programas televisivos e conversas alheias, cheguei a conclusão que, nos dias de hoje, todo mundo quer ser nerd. 


Ser nerd virou sinônimo de ser "Cult", ser foda em algo e, sobretudo, ser safo. Acho que sou 30% nerd, gosto de ler, até hoje jogo videogame e me interesso por coisas como a série Star Wars e Senhor dos Anéis, quatro coisas bem nerds.

O gosto pela leitura veio depois, graças a Deus, antes tarde do que nunca. O conceito de Nerd diz:“Um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.


Quando eu e meu irmão, Emerson Tavares, éramos adolescentes (meados de 92/93), a “Cúpula do Trovão” (a velha turma de amigos) nos apelidou de “Nerds”. Mas nós não éramos nerds. Líamos pouco, não éramos estudiosos e nem estranhos, éramos moleques comuns. A única semelhança com os nerds era o fascínio por videogame. O apelido foi nos dado meramente por que usamos óculos desde aquela época.

Concordo que os nerds são fodas, mas tem tanta coisa legal que os nerds não gostam, como por exemplo, o Futebol. Aí vem todo aquele blá, blá, blá, sobre o esporte “ser o ópio do povo” e “alienação das massas” e por aí vai.

Eu adoro futebol, não sou bom com tecnologia, se alguém tirar com a minha cara e não tiver outra saída, eu dou porrada mesmo (no sentido literal), não gosto de mangás, nunca joguei (RPG), apesar de saber que é bem legal e tantas outras atividades incomuns, tidas como esquisitices ou nerdces. Mas me acho razoavelmente inteligente, mesmo não sendo um nerd.


Acho que todo este esforço de parecer nerd, por gente que não é, uma babaquice. Eu sou fã de alguns nerds (e não nerds também). Entre eles, destaco a minha amiga Hellen Cortezolli. A menina saca de tecnologia, é antenada e debate sobre tudo, ela sim é uma nerd em essência.

Tem neguinho e pesetinha que paga de “pseudo-nerd-intelectual-descolado-safo-pá-caralho”, mas que não pode ouvir uma música baiana, que saem procurando um abadá para se botar dentro e cair na linha de montagem. Outras citam autores em seus blogs ridículos ou no twitter, mas não lêem, de fato, nem cardápio de lanchonete.

Ao ser convidado por uma escola para dar uma palestra, Bill Gates leu para os alunos 11 regras. A ultima delas se refere aos nerds: "Seja legal com os NERDs. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles", disse.

Este post é só um “setocation” para patetas que querem parecer inteligentes, mas que no campo de batalha das idéias, como uma mesa de bar, caem feitos moscas ao vento, diante de argumentos dos verdadeiros nerds. Por isso assumo, não sou nerd e sou feliz. Então, parem de fazer capa. Para estes otários, "fica a dica".


Elton Tavares

segunda-feira, novembro 12, 2012

Do Real ao Virtual. A Evolução Não Aceita Devolução.

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                                                                       Por André Mont`Alverne

Os internautas do final dos anos 90 certamente fizeram parte da geração IRC (Internet Relay Chat). Para os mais novos no meio virtual, o programa possibilitava a troca de conversas, além de pequenos arquivos, imagens e textos. Nessa época, webcams e microfones eram caríssimos, e por esse motivo, eram usados por poucos. Então as conversas se desenvolviam quase que inteiramente através de palavras escritas às escuras. Inicialmente eram imprescindíveis perguntas como: “De onde você tecla?, "Qual a sua altura e peso?”, ou "Como você é?”, entre outras.

Os canais ou salas de bate-papo popularmente conhecidas com esse símbolo (#) na frente, eram lotados, e os mais populares eram os canais que reuniam pessoas que moravam na mesma cidade, ou Estado. como por exemplo o #Amapá, que na época, conseguia movimentar muitas pessoas em torno de eventos criados pelos próprios integrantes, os famosos IRContros.

Aqueles bate-papos deram lugar ao MSN, veio o "BOOM" do google, as redes sociais e toda a evolução junto. Isso fez com que a internet de hoje, tenha quase o mesmo significado que a invenção da roda teve à milênios atrás. Afinal, você tem tudo o que quer ao seu alcance, sem precisar rodar atrás disso. Desde uma simples receita de bolo, até uma conversa com pessoas que vivem do outro lado do planeta. Além das músicas, filmes e seriados que estão aí pra quem quiser baixar.

Hoje temos mais e mais mudanças e numa velocidade cada vez mais rápida. Mas a principal questão, que aliás é bastante triste, é que se as pessoas ganham em agilidade e alcance, elas perdem em relações verdadeiramente afetivas. Afinal, para quê ir à casa de alguém fazer uma visita ou mesmo ligar para um amigo se o MSN e a internet em geral me permite falar com eles sem sequer sair do seu quarto?
 
A geração atual não pode ignorar esses avanços tecnológicos, e sim adaptar-se a eles. E é claro, que tudo isso nos trás muitas facilidades, que antes eram imaginadas somente pelos escritores de ficção científica, entretanto, isso não nos livra dos efeitos colaterais resultantes desse processo. São muitas informações na web, e isso, não implica em muito conhecimento. Só porque há muita informação disponível não significa que a sociedade esteja bem informada, é a velha história da quantidade X qualidade.
 
Obviamente, não devemos desprezar a força inovadora da internet, e tratá-la como se ela fosse o grande bicho-papão do novo século. Ela tem, sim, seus pontos positivos, mas o problema é que comumente centramos toda a nossa atenção na tela do computador e achamos erroneamente que o MSN, simples mediador de contato entre as pessoas, substitui o contato direto que as pessoas têm em uma conversa "cara-a-cara". 

Hoje, é difícil perceber coisas que antes eram comuns, como um simples "Boa Noite" do vizinho, pois este sai para ir buscar a sua pizza com o motoqueiro e não olha nem pros lados, com pressa de voltar ao mundo virtual. Mas mesmo que ele tenha lhe visto não se preocupe, ele não está com raiva de você, pode voltar pra sua casa tranquilo e entrar no MSN, que ele estará lá “Online” te desejando uma “Boa Noite" e perguntando, "Tudo bem com você?" seguido de uma carinha amarela e redonda sorrindo.


Somos hoje grupos fechados em nossas casas, e eu me pergunto: onde vamos parar? ou, pra onde estamos indo? Porque acho muito difícil parar a essa altura do campeonato. Será que aquele tempo em que ficávamos horas sentados no portão de nossas casas conversando com os vizinhos e amigos, um dia vai voltar?

Infelizmente, as relações pessoais estão cada vez mais efêmeras, e muitos jovens de hoje não sabem o que significa uma conversa simplesmente real. Essa evolução é como um embarque, sem destino definido e sem retorno, mas se tivesse volta, será que nós iríamos querer? Como diria o meu grande amigo Eddie Vedder "It's Evolution Baby".


PEARL JAM - DO THE EVOLUTION ( TRADUÇÃO ) - FAÇA A EVOLUÇÃO
Woo...
Eu estou a frente, eu sou o homem
Eu sou o primeiro mamífero a usar calças, yeah
Eu estou em paz com minha luxúria
Eu posso matar pois em Deus eu confio, yeah
É a evolução, baby

Eu estou em paz, eu sou o homem
Comprando ações no dia da quebra
No frouxo, eu sou um caminhão
Todas as colinas rolantes, eu irei aplanar todas elas, yeah
É comportamento de rebanho, uh huh
É a evolução baby

Me admire, admire meu lar
Admire meu filho, ele é meu clone
Yeah yeah, yeah yeah
Esta terra é minha, esta terra é livre
Eu faço o que eu quiser, irresponsavelmente
É a evolução, baby

Eu sou um ladrão, eu sou um mentiroso
Esta é minha igreja, eu canto no coro
(Aleluia, Aleluia)

Me admire, admire meu lar
Admire meu filho, admire minhas roupas
Porque nós conhecemos, apetite por banquete noturno
Esses índios ignorantes não tem nada comigo
Nada, por que?

Porque é a evolução, baby!

Eu estou a frente, eu sou avançado,
Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos, yeah
Eu rastejei pela terra, mas agora eu estou alto
2010, assista isso ir para o fogo
É a evolução, baby!
É a evolução, baby!

Faça a evolução
Venha, Venha , Venha

sábado, agosto 18, 2012

Síndrome de Hardy Har Har

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Lembram-se do Hardy Har Har? A hiena que era puxa saco do Lippy, o leão. Pois então, tem muita gente que sofre de “Síndrome de Hardy Har Har”. O personagem, ao contrário de todo o resto de sua raça, que vive rindo de tudo, é infeliz, uma figura negativa em todos os sentidos. Hardy ficou famoso pela frase: “Oh dia! Oh azar!”

Conheço muitos Hardy Har Hars, alguns são invejosos, outros fofoqueiros e ardilosos, mas todos têm algo em comum, são insatisfeitos. Essas pessoas acham que suas felicidades sempre dependem de outra ou de outro lugar. Nunca estão 100% com a vida, vivem doentes ou acham que merecem muito mais do que suas pífias existências lhe oferecem.

Sempre se acham a vítima, suas histórias parecem novelas mexicanas regadas a lágrimas por tudo. Não satisfeitos, ventilam sua infelicidade aos quatro cantos, se queixam para amigos, colegas de trabalho e família. Haja saco para aturar os Hardy Har Hars.

Comentários comuns destes seres são contra pessoas, contra a falta de opções em Macapá ou seja lá onde moram. Eles sempre foram mais felizes no passado, “antes é que era legal, pois eu era isso, eu fazia aquilo”. Pôtaqueparéu!

Ah, os Hardy Har Hars são sempre coadjuvantes ou figurantes. Alguns têm até talento, mas se escondem, com a desculpa de descrição. São aqueles que sempre dizem amém. São abestados, pois derrotam a si mesmos. Ah, são ótimas escadas para os mais espertos. “Eu prefiro ser tipo o Lippy, o leão que sempre dizia:”Hardy, sorria! A esperança é a última que morre!” E a hiena: “É, mas morre”.

Tenho um conselho para os Hardy Har Hars, saibam separar tiros de festim dos de metralhadora. Voltem a serem hienas (no bom sentido, claro) e a sorrir. Parem com as lamúrias e vivam suas vidas. Os supostos algozes podem não ser os verdadeiros vilões que foram pintados. Pensem nisso.

*Texto escrito há dois anos e continuo pensando isso dos que exageram na auto-piedade.

Elton Tavares                                       

terça-feira, agosto 30, 2011

A Escrôta

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(Imagem-Google)

Todos nós, ao longo da vida, já cruzamos com a escrôta. Um certo tipo de mulher que, além de ser feia e invejosa, é fútil e nojenta. Deixe-me explicar, conheço algumas figuras assim, que se acham o último biscoito do pacote, mentem com tanta veemência que alguns espíritos fracos acreditam. A escrôta geralmente tem grana e carro, se cerca de “amigas” bonitas e burras, assim é mais fácil manipulá-las, além de se vestir de forma ridícula. Mas para ela não importa, o importante é estar na moda (parece uma frase que li há anos: “Não importa ser bonito, rico ou inteligente, o importante é ser boçal”).

A escrôta usa expressões como: “aquele seu carrinho popular”, “esta bodega”, “espelunca” e, como não poderia deixar de ser, “fulano é liso”. A figura em questão costuma mentir sobre supostos casinhos (tipo amigo imaginário de crianças) que nunca aconteceram. É, em 80% dos casos, efusiva, além de plantar boatos que caras estariam interessados nela e coisas do tipo.

A doida costuma sair para a boite. Se for para um camarote, onde pode ser vista, melhor ainda. Adora dar conselhos sentimentais, apesar de sua vida amorosa ser pura teoria. Gosta de falar mal do namorado ou marido da “amiga”, afinal, é muito ruim ser a única da turma que ninguém come.

A escrôta pode até ser bonita, mas a maioria é feia e como já dizia o poeta e diplomata Vinícius de Moraes: “As feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental”.De certa forma, discordo dele, pois tem muita mulher que não tem beleza plástica, mas é gente boa, inteligente e interessante. Agora, mulher feia, fresca e nojenta não dá né? 


Certamente, as características que citei se encaixam com alguma figura que você conhece. Vou lhe dar um conselho, nunca dê muito papo para uma escrôta, ela vai lhe sacaniar, cedo ou tarde.


Obs: Este texto é antigo, mas resolvi repostar, pois a escrôta em questão lembrou do gordinho aqui. A diferença é que eu sempre me dou bem. Já ela, continua sendo a escrôta de sempre.  

segunda-feira, agosto 22, 2011

O camaleão (a)

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Hoje falarei sobre um tipo peculiar de gente, o “camaleão”. Pessoas camaleoas são mutantes, se adéquam (ou fingem) a qualquer ambiente. Para estes fulanos, os fins justificam os meios e são totalmente falsas. Tais seres não possuem identidade própria, são interesseiros e puxa sacos e, sobretudo, canalhas, pois são capazes de difamar quem as ajudou num passado recente só para se apadrinhar a outros que podem lhe trazer algum tipo de benefício.

Ao primeiro momento, o camaleão é tido como gente boa, espirituoso e safo, pois fala somente o que sua nova vítima quer ouvir. Ah, esse tipinho de gente tem um discurso pronto, muito bem amarrado em falsas ações e valores fictícios.

Os camaleões são, quase sempre, sobreviventes de situações adversas, fato que não lhes da o direito de serem canalhas. Outra, em 90%  dos casos  são totalmente dissimulados, carentes e mal amados, portanto, vivem tentando uma auto-afirmação.

Escrevi este texto com pena de uma pessoa assim. Após conversar com amigos , descobri que filhadaputisse não tem limites e os camaleões não sabem o que é gratidão. Por fim, mas não menos importante, prestem atenção, os conhecimentos destes fulanos são superficiais, seja sobre Música, Literatura, Arte, Política e etc.

No final das contas, o Camaleão é um repetidor, alguém que absorve o mínimo e tenta mostrar que sabe alguma coisa. Somente velhos papagaios de pirata. Gente que pensa que pensa,mas são só idiotas plagiadores e coadjuvantes da vida.  Não preciso de amizades fabricadas e nem de falsos amores, sou sempre eu e as pessoas gostam de mim assim. Diferente de tais personalidades fabricadas.


Não preciso dizer que este texto é direcionado, sobre a pessoa “muito legal e de repente descolada” só digo uma coisa: Boa sorte, você precisa da benevolência e compreensão de terceiros, eu não.

Elton Tavares

quinta-feira, agosto 18, 2011

Tudo Que Você Precisa é Amor

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Sabem aquelas pessoas que sempre estão de mau humor, reclamam de tudo e de todos, sempre achando que fazem ou fariam melhor? Aquele tipinho de gente sisudo, que no final das contas come ovo e arrota filé? Saca aquela figura que fala com uma pessoa na sua frente e logo que o cidadão em questão se afasta, ela sai logo destruindo? Pois é, essa pessoa é invejosa e certamente mal amada.

Este é um tipo peculiar de canalha, com alma pequena e sonhos grandes, mas só tenta realizá-los pelo errôneo caminho da derrubação, fofoca, tramóias e afins.

Sim, além de mal amada, ela é sorrateira. Ô God, o senhor soube o que fez quando não lhe deu dinheiro, pois aí que ela espalharia o ódio, a desesperança e a discórdia. O pior de tudo é essas pessoas tentam passar a impressão de quem são felicíssimas e ultra fodas (e não conseguem).Tsc, tsc, tsc. 

Dá vontade de dizer: “Tire sua triste maldade da frente, pois estou passando com a minha alegria”. Às vezes fico puto com tal comportamento, mas na maior parte do tempo, sinto pena.  Parafraseando John Lennon: "all You Need Is Love" (Tudo Que Você Precisa é Amor), concordo! Tenham todos uma ótima quinta-feira.

Elton Tavares

sábado, agosto 06, 2011

Tatau em Macapá, grandes merdas!

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Tatau, ex Araketu, um remanescente da explosão da infame “axé music”, no final dos anos 80, no Brasil, se apresenta hoje na orla de Macapá. Certamente será um sucesso de público, já que o mau gosto é majoritário em todo o país e aqui não foge à regra.

Enquanto uma minoria pensante clama por bons shows de rock na capital amapaense, este tipo de coisa, que por sinal está no ostracismo, ainda se apresenta em nossa bucólica city.

Palmas para o ecletismo musical, que permite todas as tribos pulando como macacos amestrados ao som do axé music, estilo originário da Bahia, Estado conhecido como caldeirão de ritmos sem conteúdo.

Se os milhares de amapaenses (patetas) que forem ao show tiverem um pouquinho de sorte, até rola versões ou covers da banda “É o tchan”.

Ah, só para ficar registrado, gosto mais do “Catatau”, amigão do Zé Colméia. Definitivamente, deste tipo de show, eu passo.

Elton Tavares

sábado, junho 04, 2011

Os dez mandamentos do homem feio

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                                                                                             Por Xico Sá


Hoje a intenção é encorajar os irmãos esteteticamente prejudicados. Vamos nessa. Dez coisas que um homem feio -ou mal-diagramado, como digo - deve saber para tirar mais proveito da vida, essa ingrata: 

I) Que a beleza é passageira e a feiúra é para sempre, como sabia Sérge Gainsbourg, aí na foto com Jane Birkin. Sim, aquele mesmo francês que gemeu sem sentir dor também com a Brigite Bardot. O cara do maior hino de motel de todos os tempos, “Je t´aime moi non plus”.

II) Que as mulheres, ao contrário da maioria dos homens, são demasiadamente generosas. E não me venha com aquela conversinha de que elas são interesseiras. Corta essa, meu rapaz. Se assim procedessem, os feios, sujos e lascados de pontes e viadutos não teriam as suas bondosas fêmeas nas ruas. Elas estão lá, bravas criaturas, perdendo em fidelidade apenas para os destemidos vira-latas.

III) Que o feio, o mal-assombro propriamente dito, saiba também e repita um velho mantra deste cronista de costumes: homem que é homem não sabe sequer a diferença entre estria e celulite.

IV) Que mulher linda até gay deseja e encara, quero ver é pegar indiscriminadamente toda e qualquer assombração e visagem que aparecer pela frente.

V) Que homem que é homem não trabalha com senso estético. Ponto. Que não sabe e nunca procurou saber sequer que existe tal aparato “avaliatório’’do glorioso sexo oposto.

VI) Que as ditas “feias” decoram o Kama Sutra logo no jardim da infância.

VII) Que para cada mulher mal-diagramada que pegamos, Deus nos manda duas divas logo depois de feita a caridade.

VIII) Que mulher é metonímia, parte pelo todo, até na mais assombrosa das criaturas existe uma covinha, uma saboneteira, uma omoplata, um cotovelo, um detalhe que encanta deveras.

IX) Que me desculpem as muito lindas, mas um quê de feiúra, um quezinho, é fundamental, empresta à fêmea uma humildade franciscana quase sempre traduzida em benfeitorias de primeira qualidade na alcova.

X) Saiba, por derradeiro, irmão de feiúra, que a vida é boxe: um bonitão tenta ganhar uma mulher por nocaute, a nossa luta é sempre por pontos, minando a resistência das donzelas. Boa sorte, amigo esteticamente prejudicado, nesse grande ringue da humanidade!

sexta-feira, junho 03, 2011

Marcelo Tas comenta o "Politicamente correto"

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"Me dá uma certa compaixão destas pessoas. Um colunista que se pauta pelo Twitter, ele está muito sem assunto. Esta pessoa deveria sair mais de casa, ler livros melhores. Acho muito preguiçosa esta postura de ficar fazendo crítica a piadas no Twitter. Criticar uma piada, vocês vão me desculpar, mas é uma burrice.

Nós temos jornalistas debatendo piada como se fosse uma coisa séria. A piada engraçada e a piada que não tem graça. Se a piada não tem graça, você procure outro comediante, você vai ler Shakespearte, vai ver um filme do Woody Allen, vai até o Ary Toledo, o “Zorra Total”.

Se você não gosta do “CQC” você tem um monte de opção, não nos assista, não assine o Twitter dos integrantes do programa. Você tachar uma piada de 140 caracteres de nazista, é uma atitude muito fascista"

Marcelo Tas

Meu comentário: Concordo plenamente, é só a galera ler o texto de anteontem, título "Politicamente correto e chato".

quinta-feira, junho 02, 2011

Controle

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Stephen Covey

Este é um princípio que mostra a relação entre o que temos ou não de controle sobre o que sucede em nossa vida.

- 10% da vida estão relacionados com o que se passa conosco e não temos controle sobre eles.

- 90% com a forma de nossa reação aos fatos que vão determinar suas conclusões.

O que isso quer dizer? Realmente, não podemos evitar que um carro quebre, um avião atrase, um semáforo fique vermelho, etc. Isso representa 10% do que nos sucede. Os restantes 90% serão determinados com nossas reações.

Exemplo: Você esta tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa cair café na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto, mas terá sobre o que acontecerá em seguida.

Você se irrita, repreende severamente sua filha, ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa e daí, tem o prosseguimento de uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai trocar a camisa e voltando, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai para o trabalho também contrariada e você tem que levar sua filha de carro para a escola. Como esta atrasado, dirige em alta velocidade é barrado por um guarda de trânsito e multado após 15 minutos de discussão. Deixa sua filha na escola, que desce sem se despedir de você e ao chegar ao escritório, percebe que esqueceu de sua maleta.

Seu dia começou mal e ansioso para terminar o dia, é recebido friamente e em silêncio pela sua esposa e filha, ao chegar em casa.

Por quê seu dia foi tão ruim?

1. Por causa do café?
2. Por causa de sua filha?
3. Por causa de sua esposa?
4. Por causa da multa de trânsito?
5. Por sua causa?

A resposta correta é a de número 5, pois o fator determinante foi a ausência de controle sobre o acontecido.

De outra forma:

O café cai em sua camisa. Sua filha chora e você diz gentilmente a ela: “Esta bem querida, você só precisa ter mais cuidado”.
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui dando adeus com a mão.

Notou a diferença?

Duas situações iguais com finais opostos. Portanto se alguém fizer um comentário negativo, procure não levar a serio, evitando assim ser afetado e tirando sua energia.

sexta-feira, maio 20, 2011

Eu tenho chatofobia

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                                                                               Por Elton Tavares


Silvio Santos, um dos caras mais chatos da TV.

De tanto ler sobre fobias, preconceitos e outras ligas tortas, cheguei a conclusão que tenho “chatofobia”. Vou explicar, eu adoro pessoas legais, como a maioria dos meus amigos, pois de chato, já basta eu. Observo as variações destes tipinhos inconvenientes. Vou descrever alguns que lembro neste momento, superficialmente, claro.

O metido gaiato, que é sem graça e vive fazendo piadas ridículas. O “superprofissional”, que julga todos incompetentes e só ele é bom. O sabidão, que é metido a saber de religião, futebol, carnaval, política, história e não aceita a opinião dos outros.
 
Muricy Ramalho, técnico competente, mas chato pra caralho.

Ah, mas ninguém barra os politicamente corretos, defensores ferrenhos de gays, negros e do meio ambiente. E os Falsos moralistas, que primam pela moral e os bons costumes, que em alguns casos são grandes hipócritas. Com certeza, estes tipos são os piores. Pois não riem de piadas legais, porque enxergam preconceito e descaso em tudo.

Nerds que acham todo o resto do mundo estúpido, mas tudo que sabe da vida é teoria e nada de prática, é um merdinha desprovido da malacagem. Os chatos lisos, que são pobres soberbos e só querem andar com que tem o vil metal. Alguns jornalistas, advogados e policiais, que acham que só porque exercem suas funções profissionais, estão acima do bem e do mal. Grandes merdas.
 
Lulu Santos, músico talentoso, mas uma mala. 

Sem falar em idiotas que se empolgam com cargos de confiança, sem se tocarem que podem ser demitidos do dia para a noite. Os fiscalizadores, que aguardam a todo o momento que você erre (como um certo colega de profissão que cata erros de português ou concordância dos outros, só para disfarçar sua mediocridade).

Os sempre mau humorados, que já acordam cuspindo fogo para todos os lados. E também os que só reclamam da vida, pensando que tudo de ruim só acontece com eles.

Tem também os enxeridos, fofoqueiros (tudo bem, todo jornalista é meio fofoqueiro). Mimados, eu se melindram com qualquer criticazinha, enfim, acho que chato mesmo sou eu, por não suportar frescurinhas, burrice, conversa fiada e pobreza de espírito.
 

Figuras assim são atrasos de vida, só trazem cansaço, aporrinhação e ainda te atrapalham. Mas infelizmente temos eu conviver com eles da melhor forma possível. Não se trata de uma pretensa superioridade em relação a este tipo de pessoa, mas tem neguinho que não tem o mínimo de noção. Sim, eu assumo, tenho chatofobia aguda.

Apesar destes patetas que descrevi aí em cima, minha vida é muito legal e eu dou risada deles. Tenham todos uma ótima sexta-feira!

sexta-feira, maio 13, 2011

O pseudo blogueiro-intelectual

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                                                   Por Elton Tavares
                                                                                
Eu gosto de ler, gosto mesmo. Mas não li nem metade dos livros que gostaria. Também gosto de escrever, claro, senão não teria escolhido a profissão de jornalista. Escrever em um blog é uma coisa que comecei a fazer incentivado por uma antiga namorada e viciei nesse papo de “blogar” e ler páginas na blogsfera, tanto amapaense, quanto nacional.

Assim como encontro blogs muito legais, alimentados por gente inteligente, com boas sacadas, me deparo com páginas ridículas. Trata-se dos copiadores de idéias, plagiadores, falsos malucos, blogs voltados para o marketing pessoal, puxação de saco e exposição de idéias “super legais” que não combinam com o indivíduo que as escreve. Só capa.

Tudo bem, cada um escreve o que bem entender. Mas as hipocrisias são tão grotescas que chegam a ser cômicas. Por exemplo, gente que escreve sobre política, mas a única visão política que tem é a pelegagem, esperam que suas postagens a tragam algum benefício. Pessoas que escrevem sobre rock, mas escutam bregão (pois vivem dentro de uma aridez musical e se acham ecléticos) e só usam suas páginas para parecerem interessantes.

Outro exemplo da mediocridade alheia é embasar suas viagens com frases de algum autor que o referido blogueiro nunca leu. Essas pessoas só assistem novelas, reality shows, programas de auditório. Mas citam em seus textos os grandes filmes, livros e músicas que escutaram alguém comentar.  

Se duvidar, de tão ignorantes que são, essas criaturas só leram o Pequeno Príncipe porque foram miss caipira no colégio, precisaram ganhar alguma gata ou até mesmo passar de ano, com uma redação meia boca. Você, que está lendo e se encaixa neste perfil, sabe disso. E como sabe!

Acreditem, essas práticas que relacionei são mais comuns do que vocês imaginam. Eu conheço, no mínimo, uns 10 blogs sangue-sugas e com idéias maquiadas. Os pobres coitados, ávidos por atenção, empilham clichês e repetem todos os chavões que conseguem encaixar em seus textos pobres.

É por isso que eu boto fé na Hellen Cortezolli, Silvio Carneiro, Fernando Canto e Camila Karina, que possuem blogs muito legais. Ah, e a galera que está no Eu sou do Norte também tem idéias bem bacanas.

Bom, foi só o meu texto de opinião de hoje. Se é que alguns destes “pseudo blogueiros – intelectuais” lêem o De Rocha e podem achar este meu desabafo um tanto arrogante, fica a dica: sejam mais autênticos, creditem fotos, parem de montar textos com frases dos outros, pois a prática da “colcha de retalhos” pode enganar por um tempo, mas não dura muito.

quarta-feira, maio 11, 2011

Mônica e Eduardo

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                                                              Por Adolar Gangorra - 18/05/01


Esse texto é uma análise comportamental crítica sobre Eduardo e Mônica (aquela música que todo mundo tem obrigação de tocar em churrascos, ao lado de Wish You Were Here, Stairway to Heaven, etc ....) A música Eduardo e Monica da banda Legião Urbana esconderia uma implicância com o sexo masculino? É o que garante Adolar Gangorra. Leia e confira.

O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso.

Como no caso da música Eduardo e Monica, do álbum Dois da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos.

Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente ("Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram") ao mesmo tempo que tentar dar uma imagem forte e charmosa à Monica ("enquanto Monica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram"). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã, como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura ("Festa estranha, com gente esquisita..."). Bom, "Festa Estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poder fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos ("- Eu não estou legal. Não agüento mais birita"). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Monica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground. Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram ("E a Monica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar"). Vamos por partes: em "E a Monica riu" nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela, bêbada inveterada, ri de um bêbado inexperiente!

Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais" leia-se "quis dar para"! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho que tentava impressionar"! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho"... Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe ("Se encontraram então no parque da cidade A Monica de moto e o Eduardo de camelo"). A não ser que o Eduardo fosse um beduíno, e estivesse realmente de camelo, mas ainda nesse caso não seria um "boyzinho". Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 ("Ela era de Leão e ele tinha dezesseis") todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica.

E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu? Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo ("O Eduardo sugeriu uma lanchonete, mas a Monica queria ver um filme do Godard"). Atitude esta nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto, em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho e com muitas cenas de baitolagem.

Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Monica ("O Eduardo achou estranho e melhor não comentar, mas a menina tinha tinta no cabelo"). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Note que Russo informa a idade de Eduardo, mas propositadamente omite a de Monica. Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga escrota mesmo.

O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par. ("Ela fazia Medicina e falava alemão") e Eduardo como um idiota retardado ("E ele ainda nas aulinhas de inglês"). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo...

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois ("Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud"). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.As, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo ("E o Eduardo gostava de novela") e crianção ("E jogava futebol de botão com seu avô"). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos ("Ela falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação"). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada ... Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto ("E o Eduardo ainda estava no esquema "escola - cinema - clube - televisão"). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola, caramba?!?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Monica ("Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar"). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra ("A Monica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar"). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência ...

Ainda em "Ele aprendeu a beber", não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição!

Depois, temos "deixou o cabelo crescer". Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo. Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade ("E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular"). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em ("porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação"). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.

O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. Bem típico de algum recalque homossexual do autor, talvez magoado com a natureza masculina. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu amulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra.

Por quê? Ora, porque tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até... Renato!

Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos The Fevers.

Meu coment: Adoro Legião, é parte da trilha sonora da minha adolescência. Apesar do tamanho, gostei desse texto. Ninguém pode negar que o escrito é divertido e inteligente.

segunda-feira, maio 09, 2011

Eu odeio gente dramática

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                                                    Por Elton Tavares


Eu odeio muitos modelos de pessoas e algumas “pessoas modelo”, afinal, gosto mais do ”lado negro da força”. Brincadeiras a parte, hoje vou descrever gente dramática. Sim, aquele tipo de pessoa que acha que é o calcanhar do mundo e acha que tudo de ruim só acontece com ela, transformando sua vida desinteressante em uma novela mexicana.

Este tipo de pessoa possui uma carência inesgotável, precisa de atenção, nem que seja preciso uma chantagenzinha emocional. Fica repetindo uma espécie de mantra: “aconteceu isso ou aquilo comigo”. Égua-moleque-tu-é-doido!.

Mas o pior tipo de dramático é o dissimulado, que só sofre na frente de uns, só para manter seu status às avessas de coitadinho. Mas na verdade está curtindo com a cara de todo mundo, mandando o bom senso as favas. E pior, pensa que ninguém saca. Ora vejam só que ridículo.

Ainda vem me falar em consideração, logo para mim, que tive mais consideração que muitos. Chega de papos furados. Usando a filosofia popular: “cada macaco no seu galho”. Sem drama real e muito menos falso. Já deu né?