Por Bianca Andrade
Tudo bem que ninguém é propriedade de ninguém, mas cá entre nós, quem nunca fez ou se diverte quando alguém faz uma marcação de território? Algo bastante salutar e, na maioria das vezes, engraçadas (pelo menos eu fico rindo...). Óbvio, com exceções em alguns casos.
Tanto animais irracionais como os racionais praticam este comportamento. É uma forma equivocada (ou não) de pensar: “Vou defender o que é meu!”. Mas isso não quer dizer que se faz necessário traçar uma luta corporal, como muitos povos faziam/fazem, claro que não! Refiro-me a singelos ou exacerbados avisos visuais, auditivos ou olfativos, que por vezes ocorrem até involuntariamente.
Cada ser tem seu ritual. Exemplos claros sobre tais práticas de comunicação são vistos em cães, gatos e aves. Os dois primeiros se utilizam de uma necessidade fisiológica, a urina, para demarcarem seu território. Já as aves emitem sons, que são de fundamental importância para sua defesa e, também, para pegar animais, e isso se propaga em outras espécies. Eis um vídeo de quem sabe marcar seu território com estilo:
Expressões corporais, verbais, insinuações através de coisas materiais, adesivos no carro com frases como “fulano e sicrana se amam”, desenhos de casais... - E a pala interna de proteção contra sol (para-sol) do carro? Essa se transforma em: “eis o nome da (o) namorado (a)/esposo a)”, uma forma de “fica a dica”, passageiro (a)! - Tudo isso é complemento de estratégia territorial.
Nas redes sociais estas práticas “brincam de pira”, desde o status de relacionamento até um comentário aqui, uma postagem ali, que pode ser dita diretamente para a pessoa, mas que se insiste em anunciar: “estamos aqui”. E estas ações são realizadas em todos os níveis de relacionamento afetivo, mas que nem sempre se traduzem como tal, esses são alguns casos específicos. Se assim fosse, ninguém mais se comunicaria por analisar com este olhar.
Assim como estas situações são hilárias, algumas pessoas levam isso muito a sério, a ponto de se comportarem com deslumbramentos excessivos, atingem a si próprias e ao outro, isso, em vários âmbitos: pessoal, social, profissional, etc. Muitos especialistas afirmam que a possessividade anda de mãos dadas com o ciúme, podendo ocasionar até morte. A psicóloga Karen Camargo afirma que o ciúme patológico é uma preocupação infundada, irracional e descontextualizada.
Penso que seja mais interessante unir o elementar ao agradável, definir território através da presença amiga (independente do tipo de relacionamento), do companheirismo, das ações acolhedoras, sendo bom /boa amante, do que deixarmos tais fixações virarem bola de neve e se tornarem grandes marcações... Gafes!