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terça-feira, novembro 25, 2014

Hoje rola Recital Memória, dos Poetas Azuis, na Unifap

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O Grupo Cultural Poetas Azuis realiza hoje (25), a partir das 19h, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Recital Memória.  O evento integra a programação do Congresso de Jornalismo da Unifap (Conju). Vi um show dos caras na semana passada e recomendo, pois eles são sensacionais! 

Poetas Azuis

Um jornalista, um letrado e um físico, que têm em comum a paixão pela literatura, decidiram criar o grupo em 2012. Thiago Soeiro, Pedro Stkls e Igor de Oliveira decoram e declamam textos de escritores brasileiros e amapaenses através de músicas.

Poema de agora: FIM (@danalvescst )

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Esqueci nós,
Por falta de tempo
Fiz laços frouxos.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Encontro do Pena & Pergaminho

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Prontos para mais um encontro do Pena & Pergaminho? Nesse verão - quase inverno - decidimos fazer algo de diferente, algo mais intimista (ui), algo ao ar livre... E esse encontro definitivamente promete. Então esperamos todos lá na Praça Veiga Cabral, dia 05.12.2014, às 19h00. 

Nosso tema geral será a arte da ESCULTURA e o tema das poesias será bem variado: Corpo, forma, métrica, parnasianismo, beleza, proporção, barroco, e o que mais você acha que se relaciona ao tema.
Obs1.: Teremos um amigo invisível poético, então leve sua poesia toda trabalhada no clima natalino/ano novo para agraciar algum penoso. Ressalva: o sorteio será feito apenas no dia do encontro.

Obs2.: Faremos uma ceia poética - não, não comeremos poesia, não literalmente pelo menos -, então leve sua contribuição alimentícia.

Tiago Quingosta
Assessor de Comunicação do P&P



sexta-feira, novembro 14, 2014

Poema de hoje : Val(idade) (@Laritang)

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Val(idade)

I

Com medo de sua mortalidade,
Sentia tanta inveja dos felinos
Peludos, ariscos e distintos,
Que quis ter sete vidas para poder ir além.
Tinha pavor de falecer menino
E, sabendo da própria transitoriedade,
Começou a espalhar fofocas,
Desprezar o amor ao próximo,
Causar intrigas e semear discórdia
Pra ver se conseguia, de alguma forma,
Se por acaso ou por misericórdia,
Incorporar os anos de vida dos outros também.

II

Qual não foi sua surpresa,
Quando a longevidade alheia
Acumulou-se em sua existência.
De fato, já nem mais envelhecia,
Para desespero da ciência.
Mas chegou um ponto em que o fim da linha
Era a opção mais confortável a seguir.
Levou desde sempre atitudes tão mesquinhas,
Que agora sequer sabia para onde ir.
Quando se petrificou o secular coração,
Tomado pelo vazio da apatia,
De tão miserável, morreu um dia
Por causa da solidão.

Lara Utzig

quinta-feira, novembro 13, 2014

Poema de agora: Homem de Barros (Luc Araújo)

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Homem de Barros

Seu Manoel
lançou um desafio pro ser vivente.
Disse assim sorrindo falando:
a palavra que o sorriso desenha é passarinho
em asa de vento que voa cantando,
e você que ouve lê se joga chove liberdades.
Seu Manoel como se entende essas coisas?
Sorriso de quem sabe dessas águas que das terras sorriem...
Descontente, avise quando transbordar!

Poema de agora: AS BENÇÃOS (Manoel de Barros)

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AS BENÇÃOS 

Não tenho a anatomia de uma garça pra receber
em mim os perfumes do azul.
Mas eu recebo.
É uma benção.
Às vezes se tenho uma tristeza, as andorinhas me
namoram mais de perto.
Fico enamorado.
É uma benção.
Logo dou aos caracóis ornamentos de ouro
para que se tornem peregrinos do chão.
Eles se tornam.
É uma benção.
Até alguém já chegou de me ver passar
a mão nos cabelos de Deus!
Eu só queria agradecer.

Manoel de Barros

* Hoje o poeta Manoel de Barros fez a passagem. Que siga em paz. 

quarta-feira, novembro 12, 2014

Poema de agora: Lágrimas Andorinhas (@alcinea)

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Lágrimas Andorinhas

Se a saudade que sinto
dos teus olhos
me fizer chorar,
quero que as lágrimas
não só lavem a minha alma,
mas que se transformem em andorinhas
e voem rumo à frente da cidade,
onde por certo de encontrarão.
Se elas te encantarem
eu serei feliz.

Alcinéa Cavalcante

Poema de hoje Sobrevoando o inferno (@idanielsa )

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Sobrevoando o inferno

Olhou para baixo
e sentiu o calor
arder em seu rosto.

O corpo queimava
mas seu espírito
permanecia imaculado.

Observou com repulsa
o contentamento
de seus inimigos.

Eram eles
as chamas
do seu inferno.

Ivan Daniel Amanajás

terça-feira, novembro 11, 2014

Poema de agora: Décimo Primeiro Mês ( Lara Utzig )

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Décimo Primeiro Mês

Quanto tempo faz, que já nem lembro?
Quanto tempo falta para demorar?
Ando sem lenço nem documento,
Só um GPS para te encontrar.

Quanto tempo faz? Já foi novembro...
Quanto tempo falta para superar?
E eu decorei cada momento:
Uma pasta de imagens para recordar.

Mas o tempo está a me atropelar.
Quanta vida me resta gastar?

Quanto amor eu dei sem vencimento?
Qual lastro eu tinha para usar?
Acho que cheguei nos 100%
E o meu estoque já vai transbordar.

Quanto amor cabe dentro de um incenso?
Quem sabe, de repente, eu possa queimar.
Talvez ele vire pó, e lento,
Possa enfim, meu peito, sossegar.

Mas o amor está a me afogar.
Quanto ainda consigo respirar?

Pela ampulheta caem cinzas
Em vez de areia para me guiar.
Os ponteiros marcam horas findas
Em vez de uma chance de recomeçar.

 Lara Utzig 

segunda-feira, novembro 10, 2014

Poema de agora: Desalinho - (@ThiagoSoeiro)

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Desalinho

Este poema é um protesto
Ao excessivo uso de formalidade
E manuais de instruções
É do direito da palavra e das coisas
Serem livres de fórmulas e regras de etiqueta
Quero a informalidade da lingua
Que tramita entre nossas bocas
O poema meu Sr.
Nasceu do livre desejo de ser vida
Bem ou mal vivida, 
Mas vida.

Thiago Soeiro

Poema de agora: Deâmbulo (Obdias Araújo)

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Poema de agora: Redamor (@alcinea)

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Redamor 

Eu te diagramo
tu me revisas
eu te pagino
tu fotolitas minha mente confusa
e tentas imprimir
a notícia imparcial
quando o momento é de parcialidade.

Alcinéa Cavalcante

sexta-feira, novembro 07, 2014

Poema de agora: Presente do passado (@ThiagoSoeiro)

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Presente do passado 

Enquanto eu esperava o mundo agia
As coisas nem sempre parecem fáceis
Dia desses me peguei chorando pela falta de quem nem conheci
Havia um pedaço meu sem estreia
A data marcada foi apagada do calendário
Sem lugar na agenda
O fuso horário ainda me deixa lento
Acordo no meio da noite e confiro que não foi um sonho
O telefone tem números novos agora
O passado invadiu meu presente nem faz cinco minutos.

Thiago Soeiro

quarta-feira, novembro 05, 2014

Poema de agora: Ligação ( @ThiagoSoeiro )

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Ligação 

Existe um perigo eminentemente
Entre nós dois
Ligação fatal
De batimentos cardíacos
Veias arteriais
E emoções banais
O dia a dia aponta o caminho
Quase certo
É incerto o futuro
E saber disso é a única certeza
Há horas em que o acreditar no amor
É a nossa salvação.

Thiago Soeiro

terça-feira, novembro 04, 2014

Poema de agora:Matéria-Prima (Lara Utzig)

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Matéria-Prima

Um químico explicaria
Que o ser humano é composição séria:
Somos feitos, basicamente, de oxigênio e carbono.
Um poeta como Shakespeare já diria
Que o ser humano possui outra matéria:
Somos feitos, essencialmente, de sonhos.

Lara Utzig 

segunda-feira, novembro 03, 2014

Encontro Mensal do Grupo Pena&Pegaminho

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domingo, novembro 02, 2014

Poema de agora: Queloide (Lara Utzig)

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Queloide

Quando a tristeza anestesia a esperança
De um amor que se findou,
Este mesmo amor gera uma lembrança
De um fio que sempre esteve por um fio...
E enfim se cortou.

O fio, outrora de cobre
Agora não cobre a costura do tear.
Frágil, este mesmo fio se descobre
E amortece, e tece
O não se importar.

De tanta dor, o amor não se esquece,
Mas cria espaço para a chaga fechar.
E o fio, por um triz,
Virou cicatriz
Até a pele sarar.

Depois de anestesiado
Pelo amor do passado
Que ainda está vivo,
Apenas um pouco sonolento...
Em desmedido sofrimento,
Termino de bordar o tecido:

Amor-tecimento.

 Lara Utzig 

segunda-feira, outubro 27, 2014

Poema de agora: Síndrome de Estocolmo (Lara Utzig)

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Síndrome de Estocolmo

se amor é despedida
e o fim inevitável é sempre um adeus
não vejo justiça na vida
que teima em desgraçar os filhos seus.
amor de verdade é desprendimento,
um desalgemar da alma,
passagem só de ida com o vento,
uma esmola dada com calma.
prazo de validade?
quando a gaiola se abre
não importa a idade
apenas se sabe que é tarde.
dou-me por vencido.
o código de barras atesta:
produto podre, coração ferido,
acabou a festa.
culpa de quem?
do amor?
discordo, vou além.
o amor é indolor.
é desapego sincero,
um bem-querer que se quis,
um acenar singelo
de quem só quer ver o outro feliz.
responsabilizo pois,
os amantes.
que adiam, deixam para depois,
o que deveria ser feito antes.
os pulsos machucados
são libertos devagar...
com a jaula entreaberta
vou voltando a respirar:
posso voar!
mas prefiro ficar e esperar.
mais que amante, sou tola
por crer que a mola
do mundo é o amor.
e que o tempo não apaga
as contas das tecelãs do destino,
tampouco serve de adaga
para cravar no peito a lâmina do desatino.
as velhas costureiras me miram
com os olhos negros e enrugados
e tudo que me ensinam
é a não desistir do que está escrito e tatuado.
na pele
nas estrelas
no cerne
nas veias
e por escolher permanecer
sou refém da felicidade,
para contigo ser...
aprisionada por vontade.

Lara Utzig

segunda-feira, outubro 20, 2014

Poema de agora: Felizes para Sempre...(Pat Andrade)

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Poema de agora: Sobre o ciúme que senti (Thiago Soeiro)

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Sobre o ciúme que senti

"Isso tudo são centímetros
Sentimentos mínimos
Perto do amor que sinto por ti
Que invade quilômetros em meu peito,
Campo aberto do teu viver".

(Thiago Soeiro)