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segunda-feira, julho 21, 2014

A falta em busca da presença

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Crônica de André Mont`Alverne

Na falta de ter o que falar, eu decido tentar escrever sobre tudo o que me vem à cabeça.

Eles dizem que é na falta de idéias ou no excesso de informações e imagens inúteis que juntas não somam um nada, que Diabo dá aquele toque - "aí eu faço a festa". Mas hoje não cara, hoje não.

Essa platéia silenciosa talvez nem exista e mesmo assim está sedenta pelo desejo de finalmente ver de perto as grandes expectativas tomando formas concretas. Uma exposição onde os aplausos fariam ecos no universo.

As expectativas fazem parte da vida, mas com o tempo podem desgastar os corações esperançosos como a areia fina, que corre rápido por entre os dedos, deixa a mão seca e grossa, capaz de arranhar os rostos mais delicados.

As coisas belas, que foram construídas em tempos que há muito sumiram da memória daqueles que não tem nada de bom para lembrar, reaparecem no além do que se pode imaginar.

Correr atrás do sol para manter o dia claro ou enfrentar a escuridão da noite para ver o amanhecer?

Quando óbvio pula de trás da moita de uma forma assustadora, a verdade passa a ser uma passageira diária que desceu de um ônibus lotado no centro da cidade. Pronta para iniciar mais uma longa e árdua semana.

Boa semana para todos os leitores do BLOG DE ROCHA

André Mont`Alverne

sábado, fevereiro 15, 2014

Quando Albert não era um Einstein

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Albert não era nenhum Einstein. Os professores não iam com a cara dele. Nunca suportou a sala de aula. E só conseguiu se formar porque um amigo emprestava cadernos para ele estudar antes das provas. O diploma até veio, mas não adiantou grande coisa: o rapaz ficou dois anos sem arranjar um emprego decente. “Não sabia de onde viria minha próxima refeição”, lamentava. Albert tinha 21 anos.

Formado em física e matemática pela Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, o alemão não conseguia uma vaga de professor de jeito nenhum – a fama de aluno relapso não ajudava. Suas tentativas de fazer doutorado também só davam na água. Desencantado da vida, passou a viver dos trocados que levantava dando aulas particulares. “Abandonei completamente a ambição de algum dia trabalhar numa universidade”.

Uma pena. Só que ele não era mais moleque: precisava arranjar alguma coisa estável logo. Do jeito que as coisas iam qualquer trabalho com salário fixo já estava ótimo. E foi aí que o mesmo amigo que emprestava cadernos para ele, Marcel Grossmann, o indicou para um emprego numa repartição pública suíça, o Escritório de Patentes, em Berna. O trabalho teria pouco a ver com ciência. Mas e daí? O fato é que “esse negócio chato de passar fome”, como ele mesmo disse numa carta emocionada para Grossman, iria acabar: “Estou realmente tocado por você não ter esquecido seu amigo azarado. Vou fazer tudo o que puder para não desonrar sua indicação”.

Não desonrou. Assumiu a vaga de “Expert de Terceira Classe” em 1902, aos 22 anos e, se a moda já existisse, teria ganho vários títulos de Funcionário do Mês. O trabalho dele era analisar calhamaços de especificações técnicas, comparando os projetos de quem requeria patentes com invenções que já estavam patenteadas. Chato.

E Albert passaria sete anos na repartição. Oito horas por dia, seis dias por semana. Mas foi de lá, da mesinha dele, que ele produziu boa parte de sua obra. Albert provou a existência dos átomos (com a Teoria do Movimento Browniano), fundou um pilar da física quântica (com a Teoria do Efeito Fotoelétrico, que lhe renderia um Nobel aos 42 anos). E ainda viria o Sgt. Pepper’s dele: a Teoria Especial da Relatividade, que apresentava o tempo e o espaço como uma coisa só; e a matéria e a energia como duas faces da mesma moeda. Era a maior revolução da história do pensamento. Agora sim: Albert virava um Einstein. Tudo nos intervalos de um trabalho massacrante. Escondido do chefe.

Quando for reclamar da sua vida, vale lembrar do que esse cara fez com a dele.   


quarta-feira, fevereiro 12, 2014

O assessor sim senhor (@PradoEdi)

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Por Édi Prado 

Por definição clássica, o assessor é o assistente, adjunto, auxiliar; coadjutor; ajudante. Pessoa colocada como adjunto ou assistente ou participante de funções de outrem. Mas deve estar havendo a inversão de função. O assessor, talvez por desconhecer o significado da função, o princípio, ou não está preparado para o cargo, figura muitas vezes, como o personagem mais importante que o assessorado. E quase sempre é uma barreira de acesso ao assessorado. Na verdade o assessor está sendo o algoz que tira a liberdade e apaga os holofotes, para poder conduzir o assessorado em direção ao ostracismo, quando ele ainda é o ator principal. 

O assessor faz quase tudo o que não deveria e se esquece de preparar para cumprir com a função dele, que é o de assessorar, informar, subsidiar com informações inerentes às atividades profissionais dele. É quase como o dar o passe perfeito para o gol. A relação com a imprensa se complica ainda mais, porque ao esmerar-se em proteger o chefe cria tantas dificuldades que fica mais cômodo pautar outra pessoa.

O pior é quando mais se precisa ouvir uma declaração ou até mesmo conceder a oportunidade de defender-se durante o ataque, o assessor informa que ele não pode atender por estar em eternas reuniões ou pede para “passar amanhã”. Só que amanhã a imagem já estará manchada e tarde demais. E muitas das vezes o chefe nem sabe o que está se passando, porque as informações não chegam ou chegam distorcidas ou muito torcidas, quando a realidade é catastrófica e bem avessa a que chega, quando era mais prudente prevenir do que tentar remediar.

As notícias dos meios de comunicação estão fartas de exemplos. Como a de um prefeito de uma grande capital, por estar blindado contra informações desconfortáveis, resolveu visitar um bairro onde a imagem dele era o símbolo do descaso. O assessor não pode impedir a constrangedora situação e ganhou, como brinde, algumas ovadas no paletó impecável. Ficou com a imagem literalmente suja e mal cheirosa. Situação que poderia ser evitada se houvesse preocupação com o protegido dele e com ele, mesmo.

O bom assessor não é o que “filtra” a notícia. É o que leva junto as sugestões para contornar a situação, depois de ouvir outras pessoas mais experientes. Mentir é desaconselhável. Haverá sempre alguém para instigar e “esticar” o assunto. Assumir o erro e garantir o reparo afasta especulação e dá o assunto como encerrado, aconselham os consultores, depois de passar por situações embaraçosas.

O assessor que se preza e pretende manter-se no cargo, não deve jamais se incompatibilizar com a imprensa nem deixá-la sem informações, nem que seja sobre outro assunto interessante. Chá de banco nem pensar. Cada repórter tem no mínimo três pautas. E se a espera for a causa do repórter “furar”a pauta dele fique certo de que o assessorado terá tratamento “vip” no primeiro tropeço.

O assessor deve ter uma relação de camaradagem com a imprensa; facilitar ao máximo o trabalho do repórter. Garantir o acesso para fotos e imagens, quando o encontro não for aberto à imprensa. Nada de exageros nem protecionismo. O que está ocorrendo e de forma ostensiva são assessores cão de guarda rosnando para a própria sombra. A continuar assim, não se queixe que a imprensa não dá importância ao assessorado, a empresa ou o órgão que ele representa. 

O problema pode está sendo você, assessor, que não compreendeu que não é o astro. Apenas um lanterninha que conduz o assessorado para a poltrona individual e indivisível. Caso você nunca esteve do outro lado, na redação, cuidado: você ainda pode ir para lá. E mais cuidado ainda com os colegas de trabalho. Um dia, quem você atrasou a vida, pode ser o seu chefe.

domingo, janeiro 19, 2014

Seja feliz com quem você é e não com os que os outros gostariam que você fosse

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Ao lembrar um papo que bati ontem, resolvi devanear sobre a imposição social a respeito de quem somos e quem “deveríamos” ser. Estereótipos comuns, coisas do tipo: seja inteligente, se vista bem, saiba dançar, vá à igreja, dirija, compre um carrão, seja atlético e, é claro, seja politicamente correto. 

A existência de um tipo “comum” e de uma “padronização de modos”, e a falta de percepção dos que pensam que pensam faz deles cópias de outros, sem identidade. É um tal de seguir um modelo de felicidade empurrado goela adentro e sem cerveja pra ajudar a descer. 

O problema é que, esta forma de encarceramento ideológico, torna tudo uma grande hipocrisia. A maioria dos politicamente corretos são farsas.

 Sempre deixo claro aos leitores desse blog que continuo nada politicamente correto, muito embora finja bom senso para o convívio social/profissional. Meu lado religioso é pelo caminho da espiritualização, ou pelo menos da tentativa dela. 

Tento viver um dia de cada vez da melhor forma possível. Apesar de não me iludir, ainda sonho, mas sem criar uma realidade inexistente e pouco provável. Isso fica para os filmes e livros. Todos sabem: não sou dado à submissão e não gosto só de calmaria. A depender da circunstancia, às vezes sou sutil e, às vezes estúpido. Acho brigas e rivais algo normal. 

Todo esse devaneio é somente pra frisar, amigos leitores, que o grande lance da felicidade é não ter fórmulas.  Seja quem você é, faça o que ama, encontre-se, independente de julgamentos, nem que pra isso seja preciso escamotear (disfarçar, miguelar, dar um passo pra trás para dar dois pra frente) de vez em quando. 

Enfim, para mim, importante é amar a família, não todos, somente os que valham à pena, ser justo consigo e com os outros, e ser feliz com quem você é e não com os que os outros gostariam que você fosse. 

Molde-se somente às coisas que lhe aprazem e foda-se o resto! 

"Não tenha medo, não preste atenção. Não dê conselhos, não peça permissão. É só você quem deve decidir o que fazer pra tentar ser feliz" - Teorema (Renato Russo).

Elton Tavares

segunda-feira, setembro 30, 2013

Jazz e jornalismo

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"Você tem que respeitar o seu público, e você é grato para o seu público, mas você tem que jogar os seus próprios sentimentos e sua própria verdade. Jogar para si mesmo, porque isso é basicamente o que o público quer ouvir. Eles querem ouvir o que você está sentindo, essa é a música. Isso é jazz. "

É o Sonny Rollins falando sobre música, mas resume perfeitamente o que eu penso sobre jornalismo.

sábado, janeiro 05, 2013

Comentário legal do amigo @tagahasoares

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"Minha primeira noite em 2013 foi maravilhosa. Calma, explico: eu, Eltão e Paparazzo no Bar da Euda. E Erica também estava lá... Cerveja estúpida, bom papo. Depois fomos dar uma volta pela cidade, parada básica no Lamaru, camarão no bafo, farofa, tucupi apimentado e suco de limão. Ter amigos é melhor do que ganhar o prêmio acumulado da Mega-Sena da virada... Sou um homem feliz... As coisas simples da vida fazem toda a diferença."

Tãgaha Soares - Jornalista

segunda-feira, novembro 19, 2012

"Quando a vaidade se sobrepõe a inteligência, fode tudo!" Concordo!

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John Coltrane & Miles Davis

Durante um papo, entre dois fantásticos compositores e instrumentistas jazzistas, o lendário saxofonista John Coltrane falou para o mitológico trompetista Miles Davis: "Quando a vaidade se sobrepõe a inteligência, fode tudo!"

Boto fé!


terça-feira, outubro 16, 2012

Comentário engraçado sobre a falta de combustível em Macapá

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Essa confusão no sistema de distribuição de combustível vem mais uma vez reforçar a minha tese de que nós, os pobres, temos vantagens de sobrevivência diante da decadência em um futuro caótico iminente. Pedestres não deixaram de funcionar regularmente e levar uma vida normal e feliz, pois já estamos acostumados a caminhar longas distâncias contando apenas com comida e havaianas, os ciclistas estão inclusive mais aliviados com a baixa de transito, e os skatistas continuam “skeitando”, enquanto a maioria de vocês, motorizados, está cada vez mais aflita e confinada em suas casas, das quais não saem andando nem pra comprar pão” - 

Camila Ramos, jornalista bem humorada e inteligente. 

Meu comentário: minha amiga Camila, a “Raminhos”, é genial! Sempre com uma boa sacada sobre tudo. Eu ri! 

terça-feira, outubro 09, 2012

Juiz flamenguista faz piada com Vasco em sentença

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Um torcedor do Vasco entrou na Justiça contra uma empresa de TV por assinatura que interrompeu os serviços de transmissão do Campeonato Brasileiro alegando falta de documentação. Elizeu Passos Caldas, que garante ter cumprido todas as exigências, pediu indenização por danos morais por não ter conseguido assistir aos jogos do seu time na televisão.

O juiz André Luiz Nicolitt deferiu o pedido - mas "em termos". Segundo o magistrado, o dano é menor porque o Vasco já foi rebaixado. "Não é possível comparar a frustração de não poder ver um jogo de times que já frequentaram a segunda ou terceira divisão com aqueles que nunca estiveram nestes submundos", diz a sentença.

Ainda de acordo com Nicolitt, o valor de indenização poderia ser maior se o torcedor autor da ação fosse flamenguista. "Exemplificando, se fosse o Fluminense, por ter jogado a terceira (divisão), valor ínfimo, o Vasco e Botafogo, por terem jogado a segundona, um pouco maior, já o glorioso Clube Regatas do Flamengo, que jamais frequentou ou frequentará tais submundos, o dano seria expressivo".

A empresa de TV por assinatura foi indenizada a pagar 2.000 reais - quantia considerada "razoável" pelo magistrado.


segunda-feira, outubro 08, 2012

Democracia ...

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Democracia. Do grego: a estupidez da maioria fudendo com todo mundo. E nem reclame, não existe jeito melhor de cuidar de um espaço regado a petróleo e cimento". 

Frase do artista, desenhista, skatista, fotógrafo e militante cultural, Daniel Nec. Boto fé!

segunda-feira, maio 07, 2012

10 maneiras de levar unfollow no Twitter

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                        Fonte: http://blogdoseujose.blogspot.com.br/

terça-feira, março 20, 2012

Entendam...

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quarta-feira, março 07, 2012

Papos De Rocha direto do Twitter

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quarta-feira, agosto 10, 2011

Agradecimento do Fernandinho

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                                            Eu e o jornalista Fernando França no Norte das Águas.                            
Pedra Branca amanheceu branca, serragem branca, manhã fria e um sol refrescante. E a felicidade logo tornou-se branca, com leve tom azulado.

Agradeci a Deus primeiramente, depois ao Zé Tupinabá, ao seu Baiano, à Vovó Servana, a São Jorge, ao meu pai que olha por mim sempre, a minha mãe que sempre me acompanha em suas orações, aos anjos, querubins e a todos os guerreiros de Deus que me protegem.

Agradeci também a todos que sorriem quando me aproximo e aos que possuem boas energias. Obrigado!
Fernando França

domingo, agosto 07, 2011

Manifesto dos mutantes sobreviventes

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                                                                                     Por Cláudia Pereira
Yeah, a vida é totalmente ordinária, mas nós não precisamos ser, ok? Por quê? Ora, nós somos joviais,inteligentes, confiantes, e às vezes (ou sempre) malvados com eles. Quem são eles?
Eles são essas pessoas pequenas, insignificantes, sem graça, absolutamente desprovidas de charme, de alegria, de joie de vivre, perversas em todas as suas ambições. Nós somos mutantes perdidos à procura de autoconhecimento, de novas descobertas, de novas tendências.

Somos sobreviventes dos maravilhosos anos 80 (a quem amamos acima de tudo), mas estamos aqui, no século 21, correndo atrás de nossas identidades perdidas, armados até os dentes com nossos mísseis anti-depressão. Temos nossos super heróis que assim como nós estão em busca do planeta perfeito.

Você, assim como eu, também é um sobrevivente. Um sobrevivente do medo, do rancor, do ódio, da incapacidade intelectual. Nossos olhos enxergam além dessa tela vazia que é a vida, pois somos cheios de imaginação, e como Mia Farrow, em “Rosa Púrpura do Cairo”, preferimos viver a fantasia em preto e branco. Não nos interessa a superficialidade das coisas, mas sim a integração do nosso mundo à natureza.

Nossos ouvidos estão sintonizados com parabólicas que nos levam a outros continentes e nos fazer ver imagens em terceira dimensão. Nossa trilha sonora é a base de sons estridentes & calmos. Temos preferências, mas não fazemos disso uma bandeira brutalizante da moda, do fashion week. Praticamos sexo como se pratica yoga, na mais absoluta paz, sem outdoors ou outing...

Sonhamos de olhos abertos, pois temos medo de dormir e acordar nos terríveis anos 70. Celebramos nosso amanhecer no quintal, brindando sempre & sempre ao eterno retorno de nossas crianças interiores. Estamos eternamente em comunhão. Temos o compromisso com o autêntico, com o verdadeiro, apesar de nem sempre termos acesso a ele. Não somos covardes. Estamos prontos para qualquer batalha, mas nos reservamos o direito do silêncio do pensamento. Assim, nos tornamos sábios e irresistíveis.

Como já disse antes, a vida é muito ordinária, mas isso não nos diz respeito, já que somos imunes a ela.....e também imune a qualquer spray do racionalismo e preconceito, da mesmice, do convencionalismo moral.

Somos contemporâneos sem compromissos com a esquerda ou direita, azul ou vermelho, branco ou negro. Vivemos no mais absoluto abismo de todas as incertezas, buscando nosso paraíso particular que pode estar aqui ou ali...ou em qualquer lugar....

Não buscamos fama & dinheiro. Nosso plano de conquista é amplo, mas exclui tanques de guerra e porta-vozes americanos com metralhadoras e microfones. Somos aliados dos que buscam assim como nós, um mundo mais digno e mais alegre. Não fazemos oba oba de carnaval, nos trancamos em nossos quartos e dançamos a nossa música particular.

Celebramos nosso ano novo com modestos foguetes via marte, embutido de mensagens anti-sequestro, anti-assalto, anti-matança, anti-ataques.....E esperamos resgatar com o nosso sopro de atitude e tolerância, o que julgamos ser imprescindível para a nossa sobrevivência: PAZ. HARMONIA. COMUNHÃO.

Fonte: http://www.pulganafarinha.blogspot.com/

  (O blog é da nossa colaboradora Darth J. Vader e o textaço de autoria da Cláudia, sua esposa)

quinta-feira, agosto 04, 2011

A covardia me deu a oportunidade de continuar

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                                                                                        Por Darth J. Vader
Descobri o que me fazia tão infeliz quando escrevia os poemas, em minha adolescência, e o porquê destes serem tão melancólicos. Eu já havia aceitado que era lésbica e já sabia, de antemão, quão iria sofrer se abrisse a boca.

Um dia, porém, isso teve que acontecer, e o foi exatamente como o esperado: brigas diárias, preconceitos escarrados, indiretas fulminantes e a rotina de humilhações. Não me matei porque já tinha minha filha, mas confesso: tentei ainda uma vez depois que ela nasceu.

A covardia me deu a oportunidade de continuar. Ainda sim, preferia ficar só. Eu sofri e sofro com estas humilhações até hoje. Por isso, raramente me assumo no trabalho onde estou, mal falo com minha família, tenho horror a festas familiares e nojo de certas reuniões hipócritas que eles, graças a Deus, pararam de insistir a minha presença.

O importante agora é que, apesar da mágoa ainda pulsante, há pessoas que me amam por quem eu sou. São poucas, mas não tem problema. Quase cheguei ao estágio de não me importar completamente com aqueles que deveriam me amar, dizendo que se importam, mas eu ainda desconfio ser de verdade...#Prontofalei

quarta-feira, agosto 03, 2011

A santa inquisição do Fofão

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Lembro-me bem, no início dos anos 90, do pânico em Macapá causado por um boato “satânico”. Espalhou-se que dentro do boneco do personagem Fofão teria uma adaga ou punhal, por conta de um pacto demoníaco, feito pelo autor do mesmo, com “o coisa ruim”. Iniciou-se uma caça sem precedentes ao brinquedo, uma Santa Inquisição do Fofão. Eu e meu irmão vitimamos os bonecos das primas (prima sempre tinha Fofão, boneca da Xuxa ou Barbie).

Na época, muitos diziam que ouviram do primo do vizinho do fulano, que uma pessoa tinha sido assassinada pelo próprio boneco. O Fofão tinha uma cara enrugada, era tosco, usava uma roupa parecida com Chucky, o brinquedo assassino e dentro ainda tinha uma aste (punhal) de plástico, que era usado para manter o seu pescoço em pé, realmente os fatos estavam contra ele.

Houve até queima dos portadores do mal em praça pública, sim, naquela praça que ficava em frente ao cemitério São José, que hoje abriga a nova Catedral, homônima ao depósito de pés juntos. Na verdade, comprovou-se que o fato não passou de um golpe de marketing, pois muita gente comprou só para conferir e destruir o brinquedo em seguida. Coisas como o lance das músicas da Xuxa que, como se falou na mesma época, se tocadas ao contrário, continham mensagens do diabo, hilário.

Fora o fato de a população potencializar suas crendices e atos insanos por conta de um mero boato, foi muito divertido, eu ateei fogo em vários Fofões, muito melhor do que a época junina, a maioria dos muleques adorou e grande parte das meninas chorou a partida daquele tão querido brinquedo.

Concordo com o dramaturgo inglês, William Shakespeare, quando ele escreveu que “Há mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia”, mas o episódio do Fofão foi uma histeria generalizada, uma espécie de Santa Inquisição dos brinquedos.

Elton Tavares

terça-feira, maio 17, 2011

Pálido ponto azul

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Por Carl Sagan

Vista de uma distância cósmica, a Terra não parece ter nenhum interesse especial.

Mas para nós é diferente.

Este pontinho solto no espaço é o nosso lar. Somos nós.

Nele, todos a quem você ama, todos aqueles que você conhece, todos de quem já ouviu falar, todos os seres que já existiram, viveram suas vidas.

Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilizações, cada rei e camponês, cada casal jovem apaixonado, cada mãe e pai, cada criança esperançosa, inventor e explorador, cada professor de moral, cada político corrupto, cada superastro, cada líder supremo, cada santo e pecador de nossa história viveram aqui, neste grão de poeira suspenso num raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores, para que, na gloria do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração deste ponto.

Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto deste pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, o quão frequentes são seus desentendimentos, o quão dispostos estão para matar uns aos outros, e quão inflamados seus ódios.

Nossas atitudes, nossa pretensa importância, a desilusão de que temos uma posição privilegida no universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida.

O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, em meio a toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá o socorro que nos salve de nós mesmos.

A Terra é, até agora, o único mundo conhecido que abriga a vida. Não há nenhum outro lugar, ao menos no futuro próximo, para onde nossa espécie possa migrar. Para visitar, sim. Para se estabelecer, ainda não.

Gostemos ou nao, a Terra é, por enquanto, o único lugar em que podemos viver.

Dizem que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade. Certamente não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que a imagem distante do nosso minúsculo mundo.

Para mim, ela revela a responsabilidade de nos relacionarmos mais gentilmente uns com os outros, para preservarmos e amarmos este pálido ponto azul, o único lar que conhecemos.

Carl Edward Sagan foi um cientista e astrônomo americano que teve um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Foi consultor e conselheiro da NASA desde os anos 1950. Ele também foi um dos maiores divulgadores da ciência de todos os tempos ao apresentar a série Cosmos em 1980 e escreveu o romance de ficção científica "Contato", que foi levado para as telas de cinema pelo diretor Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro e Forrest Gump).



E o efeito Bolsonaro não passa...

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                                                                                   Por Darth J. Vader


Hoje (17) é o Dia Internacional de Combate a Homofobia. Como já escrevi aqui antes, todo início de semana é mais uma oportunidade de recomeçar, de tentar coisas novas ou melhorar o que foi feito. Podem chamar de efeito Pollyanna, mas pense positivo que as coisas podem andar melhor. Desta vez, a semana começou um pouco diferente...

Deparei-me com o assassinato de um rapaz de apenas 18 anos, ocorrido em Manaus (AM). Podia ter sido mais um dos tantos que vemos diariamente, mas este homicídio chama a atenção por conta de alguns detalhes. Vamos a eles:

- O rapaz de 18 anos, identificado como José Barroso, estava completamente nu, de costas;

- Levou 10 facadas no peito e no rosto;

- Sua cueca estava lá longe e um monte de camisinhas ali perto;

- Encontrado por populares em uma área conhecida em Manaus como Garden, sabidamente um ponto de encontro gay;

- A polícia não descarta, e esta é a primeira suspeita, da ação de homofóbicos...

Posso falar? Tô ficando cansada desse efeito Bolsonaro que não passa.

É certo que tivemos duas grandes vitórias nas últimas semanas, mas celebramos somente na hora.

Foi ao ar o primeiro beijo gay em uma telenovela. O Ibope do SBT foi às alturas e comemoramos a valer.

O reconhecimento do STF sobre a união homoafetiva ser uma entidade familiar, com direitos e deveres, é uma vitória, mas que ainda não foi perfeitamente entendida.

Decidi, portanto, devolver na mesma moeda: a religião. Bênçãos a todos os do Bem!

Meu comentário: Tenho poucos preconceitos na vida, como aporrinhação para que eu siga uma determinada religião ou com música escrôta, mas só isso. Tenho orgulho de ter muitos amigos homossexuais, pessoas íntegras e inteligentes, que pagam suas contas e contribuem para o bem da sociedade.

Elton Tavares

segunda-feira, maio 16, 2011

Os Bugs do Blogger

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Por André Mont`Alverne

Seguinte pessoal: Na tarde do dia 12/05 até o dia 13/05 o Blogger ficou fora do ar em todo o mundo. O sistema caiu e ficou inacessível.

No inicio eram alguns posts que davam erro na hora da publicação e depois isso evoluiu para um BUG generalizado. Não era possível nem visualizar as matérias publicadas.

Algum tempo depois o Blooger tornou os blogs novamente visíveis, mas apenas isso.

Não era possível acessar o painel de controle para editar, alterar e publicar novos posts.

O mesmo acontecia quando se tentava postar um comentário em qualquer texto.

E mais: todos os posts publicados em alguns blogs durante o dia 13/05, com seus respectivos comentários, foram excluídos.

Isso quer dizer que a maioria dos blogs que você lê todos os dias estavam fora de área.

O Blogger, para quem não sabe, é o hospedeiro da grande maioria dos blogs em todo o mundo, principalmente por sua facilidade de publicação e por ser totalmente gratuito, ao contrário, por exemplo, do Wordpress, que exige do usuário um conhecimento um pouco maior de HTML, além de ter alguns serviços que cobram.

Ficamos assustados com tudo isso. O De Rocha está no ar a quase dois anos, o número de acessos diários é progressivo e chegamos aos 50 mil acessos recentemente. Temos muito material publicado, muito mesmo. É uma quantidade enorme de informação, a grande maioria dela é útil e de qualidade.

Essa história toda nos fez pensar em algumas coisas, em como tornar o site mais seguro e estável.

A maneira como eu vejo o De Rocha hoje em dia é como um imenso acervo de informações sobre as nossas experiências, visão do cotidiano, palpites e opiniões sobre as mais variádas formas de entretenimento.

Contamos com a colaboração das pessoas que pensam de maneira similar à nossa para levar o site adiante.

Toda a Equipe do DE ROCHA agradece.