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quinta-feira, setembro 25, 2014

A origem da palavra CANDIDATO

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A palavra "CANDIDATO" vem do latim "candidatus", isto é, vestido de branco (candidus).

Na antiguidade, aquele que disputava um cargo público e precisava angariar votos, vestia-se de branco para simbolizar sua pureza.

No dicionário: cândido, candidez, candura, candor – significado: puro, sincero, inocente.

Ela vem, portanto, de 'cândido', puro…algo em que podemos confiar cegamente.

Na Roma Antiga, os candidatos a cargos eletivos vestiam uma toga branca como forma de identificá-los e diferenciá-los dos demais cidadãos romanos.

- Por que os candidatos vestiam a toga de cor branca e não de outra cor qualquer? Eis aí a questão fundamental!

A palavra candidato, como já vimos, vem do latim "candidatus", que significa aquele que veste roupa branca. Quer dizer: em sua origem, a palavra dá idéia de pureza, de brancura, de honestidade, isto é, para candidatar-se a um cargo eletivo, o cidadão precisava ser candidatus, ou seja, vestir-se de branco, como símbolo de sua idoneidade moral, para ser eleito.

E…, quando o povo, descobria que o "candidato" não era tão puro assim e, cometia lá seus deslizes, atirava lama em suas vestes brancas.

É lógico, portanto, que exijamos de um candidato ou candidata que a sua vida, e não apenas as suas roupas, estejam limpas!

- Será que é por isso que a maioria dos políticos hoje, veste ternos escuros???


quinta-feira, agosto 21, 2014

A origem de algumas expressões da Língua Portuguesa

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“Tirar o cavalo da chuva”

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.

Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

“Pensando na morte da bezerra”

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados.

Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

"Guardar a sete chaves"

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú, que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. 
Portanto, eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico, atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” pra designar algo muito bem guardado.

“Da pá virada”

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada, que foi logo associada ao homem vagabundo, irresponsável, parasita.

Conheço muitos “pás viradas” que nem pensam em desvirar.

“Dar com os burros n'água”

A expressão "dar com os burros n'água" surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul a Sudeste sobre burros e mulas.

O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados.

Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

“À beça”

A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas. A expressão significa o mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa.

"OK"

A expressão inglesa “OK” (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo “OK”.

"O pior cego é o que não quer ver"

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar, ficou horrorizado com o mundo que via.

Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.

“Rasgar seda”

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.

“Onde Judas perdeu as botas”

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas.

Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição.

Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. 

"Motorista barbeiro"

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas.

A partir daí, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, mas a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira..

"Para inglês ver"

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas normas eram criadas apenas “pra inglês ver”. Daí surgiu o termo.

"Vai tomar banho"

Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja.

Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios.

Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que eles fossem “tomar banho”.

“Anda à toa”

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

A origem da expressão "NHENHENHÉM"

– Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Ficar ocupado é o segredo da felicidade

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Não é que o tal ditado “mente vazia, oficina do diabo” faz sentido? E agora tem até comprovação científica. Mas só vale se a tarefa não for estressante, se você tiver o dia cheio, mas não se sentir pressionado pelo tempo.

Pois é, você precisa saber usar o tempo a seu favor. O segredo é ocupá-lo com tarefas que não te atormentem – pelo menos quando der. Se conseguir, aí vai entrar pro time das pessoas felizes, como as que fizeram parte da pesquisa de John Robinson, um sociólogo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Depois de analisar uma série de estudos sobre pressão, felicidade e atividades diárias, ele percebeu que as pessoas mais felizes eram aquelas que viviam com o dia cheio, mas que faziam as coisas com calma, sem pressão. Não é pra menos, já viu o tédio deixar alguém feliz? E a pressa? Não dá.

Nenhum dos participantes teve de especificar como ocupava as horas do dia, mas outra pesquisa, de dois americanos da Universidade de Harvard, tratou de investigar isso. Eles pediram a 2.250 voluntários para contarem, em determinadas horas do dia, o que estavam fazendo, como se sentiam, e se estavam compenetrados ou com a cabeça em outros pensamentos. E os ocupados eram os mais felizes – mas só quando estavam absortos na atividade, sem pensar em nada além daquilo.

“A mente humana é dispersa. E uma mente dispersa é uma mente triste. A habilidade de pensar no que não está acontecendo é uma conquista cognitiva que tem um custo emocional”, diz o estudo. É, o negócio é manter o foco e silenciar  a mente.

E aí, conhece alguma coisa que prenda tanto assim sua atenção? E você fica mesmo mais feliz quando faz isso?

Meu comentário: Estar de folga é bom, mas ficar sempre sem fazer nada é horrível. Mesmo que, vez ou outra, eu reclame do meu trampo (odeio me queixar de qualquer coisa), amo meu trabalho. Realmente trabalhar nos ajuda a combater eventuais tristezas. Bora trampar e sermos felizes. Uma ótima semana pra todos nós! 


quinta-feira, abril 17, 2014

A origem da expressão “onde Judas perdeu as botas”

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Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas.

Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição.

Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. 

sexta-feira, agosto 02, 2013

Palíndromos

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Hoje falarei sobre uma curiosidade. Certa vez, os amigos Sal Lima e Edgar Rodrigues me mostraram um lance, no mínimo, interessante, o “Palíndromo”. São palavras e frases que, se lidas de trás para frente, possuem o mesmo significado. É um lance engraçadão, como diz o “cabuçuquês”, é uma parada “invocada”.

O conceito desta curiosa palavra diz: “Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades (como uma cadeia de ADN; Enzima de restrição) que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos (diacríticos ou de pontuação), assim como os espaços entre palavras.

Depois que li alguns exemplos, fui pesquisar essa peculiaridade da nossa língua, saquem os palíndromos que encontrei no Google (leiam de trás para frente):

Após a sopa.
O céu sueco.
A droga da gorda.
A torre da derrota.
Rir, o breve verbo.
O galo ama o lago.
O lobo ama o bolo.
Roma me tem amor.
A mala nada na lama.
A base do teto desaba.
Assim a aia ia à missa.
Sá dá tapas e sapatadas.
Saíram o tio e oito Marias.
Anotaram a data da maratona.
Átila Toledo mata modelo Talita.
Zé de Lima, Rua Laura, mil e dez.
A diva em Argel alegra-me a vida.
Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
Me vê se a panela da moça é de aço, Madalena Paes, e vem.
O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro.
Luza Roselina, a namorada do Manuel, leu na moda da romana: anil é cor azul.

Doideira, né não? Pelo menos, acho que os que gostam de ler acharam interessante. Viva a língua portuguesa!

Elton Tavares

domingo, dezembro 09, 2012

O PODER DO TAMBOR (texto porreta de Fernando Canto)

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Fernando Canto
Sociólogo

Não é de hoje que vejo - e ouço – algumas associações de sincretismo entre o catolicismo e os ritos de origem africanos no Amapá como o Candomblé e o Tambor de Mina. 

Nunes Pereira, uma das raras referências etnográficas do folclore amapaense, disse em seu livro “O Sahiré e o Marabaixo” (Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 1989, pág. 101/115), que quando esteve no Laguinho e no Curiaú em 1949, observou que os tambores utilizados não exerciam claramente sobre os negros o poder transfigurador que os instrumentos de percussão têm na África ou do tipo usado nos terreiros Mina-Gêge de São Luís do Maranhão. Mesmo assim registrou os mais estranhos e emocionantes movimentos de dançarinos no Marabaixo.

Observou que (aos negros) “Nem lhes faltaram, nas máscaras luzidias de suor, o fulgor das pupilas e nos ritus dos lábios carnudos, a expressão dramática, que a posse do Guia, Santo ou Vodum, lhe transmite, e a expressão sensual, que nasce dos sentidos, açulados pelas libações e pelos contactos dos corpos em festa”... Mais adiante ele viu “saltos elásticos de alguns jovens, tais os dos bailarinos acrobatas, ou negaças fulminantes de capoeiras” que lhe reafirmavam um justo conceito, não de antropólogo, mas “de um viajante fascinado”.

Nunes Pereira ficou mesmo encantado com a dança dos negros e mestiços que aos poucos se avolumava no salão sob o comando do Mestre Julião Ramos. E informa que se “nos lembramos das atitudes místicas dos Voduns Mina-Gêge, erguendo os braços para o alto ou baixando-os para abrir mãos que se diriam afagar a terra, também nos lembramos dos passos do frevo pernambucano e das marchinhas do carnaval carioca”. Sua descrição da dança arremata que “Mestre Julião, de súbito, como se fosse envolvido pela fascinação daquele ritmo e daquelas atitudes, entrou a substituir um dos tocadores das ‘caixas’, arrebatando-lhe o instrumento. E, então, pela expressão de sua voz e pela segurança de seus toques, a dança atingiu o seu Pathos. E nela fomos envolvidos também”.

Dizendo isso, suponho que ele tenha mergulhado na “mucura”, a bebida  alcoólica muito utilizada no Marabaixo, pois nenhum antropólogo é de ferro.

Ele ainda tentou atrair as negras velhas para conversas sobre terreiros, sobre Mães de Santo e Vodus, mas elas se esquivaram discretamente, entretanto sem poder negar que tudo isso lhes era familiar.

Certa vez eu presenciei uma incorporação sob os tambores do Marabaixo, porém imediatamente retiraram o “cavalo” (uma mulher) do recinto, não dando chance para perguntas. 

Sobre esse assunto fui informado de outro caso, provocado por uma bebida possivelmente alucinógena preparada com cachaça e a casca macerada do caimbé branco, árvore abundante no cerrado das cercanias de Macapá.

No Haiti, sincreticamente São Tiago é associado a Ogum, o deus daomeano, com seu ar feroz, barba hirsuta e espada erguida. Em Cuba Ogum se equipara a São Pedro por levar em suas mãos as chaves do céu que são de ferro e a Santiago dos castelhanos, que, a cavalo, os ajudava na guerra matando mouros. No Brasil durante as cerimônias, os “adosu” por eles possuídos assumem uma expressão feroz e durante as danças empunham uma espada e executam a mímica da guerra e dos combates. Segundo Pierre Verger, a assistência grita, saudando: “Ogum ye”. Seus adeptos, muito numerosos, usam colares de cores azuis-escuras e braceletes de ferro. Na Bahia ele é assimilado a Santo Antônio e no Rio de Janeiro a São Jorge, que é outra personagem, ou figura da Festa de São Tiago de Mazagão Velho

Não é de hoje, repito, que essas coisas estão ligadas ao Marabaixo. Mesmo que se diga que seus principais ritos sejam de origem católica, a ancestralidade comanda o inconsciente coletivo. E o toque do tambor é muito poderoso. Inderê, Olô!   

sexta-feira, agosto 10, 2012

INSETOS CANTORES (*)

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Algumas pessoas costumam apreciar o “canto” de certos insetos. Em alguns países os grilos são aprisionados para que o homem possa desfrutar de seu estrídulo. Alguns tons são tão agudos que são inaudíveis para o homem.

Esse “canto” pode ter várias origens. O grilo produz roçando uma asa contra outra. O fretenir da cigarra é um som semelhante ao bater das castanholas, produzido pela vibração das membranas situadas no abdome. 

O gafanhoto raspa a protuberância da parte interna das patas traseiras contra o bordo dos élitros, fazendo-o vibrar. Em geral só os machos “cantam”, principalmente para atrair as fêmeas.

Daí ter surgido a famosa expressão “cantada”, quando o homem faz uma abordagem sensual à sua pretendida.

(*) Texto publicado no jornal “O Arte Cultor”, Macapá-AP, Ano I, nº 003, 2001.

terça-feira, julho 10, 2012

A origem da expressão “à beça”

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A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas. A expressão significa o mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa.

Fonte: http://simaopessoa.blogspot.com/

domingo, abril 01, 2012

A origem da expressão “ANDA À TOA”

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Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

Fonte: http://simaopessoa.blogspot.com/

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Anos Bissextos

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No ano bissexto, acrescenta-se um dia a mais para se corrigir a discrepância entre o ano-calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol tomando-se o ano trópico que utiliza o equinócio vernal (ou seja, o equinócio de primavera no hemisfério norte) como referência. A Terra demora aproximadamente 365,2422 dias solares para dar uma volta completa ao redor do Sol, enquanto o ano-calendário comum tem 365 dias solares. Sobram, portanto, aproximadamente 5h48m46 a cada ano trópico. As horas excedentes são somadas e adicionadas ao calendário na forma inteira de um dia.

No caso do Calendário Gregoriano, este dia extra é incluído no final do mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias (ano com 366 dias) em lugar dos 28 dias de anos normais (ano de 365 dias).

A origem da expressão bissexto foi uma conseqüência da adoção do Calendário Juliano em 45 a.C. quando Júlio César fez várias modificações no irregular Calendário Romano de Numa Pompilio: acrescentou dois meses Unodecembris e Duodecembris ao ano deslocando assim Januarius e Februarius para o início do ano. Fixou os dias dos meses em uma sequência de 31, 30, 31, 30… de Januarius a Duodecembris (Duodecembris com 30 dias), à exceção de Februarius que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, seria de 30 dias. 


Como os romanos dividiam o mês em Kalendas, Nonos e Idos, coincidentes com fases lunares, ao passar dos Idos e próximo ao final do mês eles se expressavam em linguagem regressiva dizendo algo como: faltam 6 dias para as Kalendas de Março, faltam 5 dias para as Kalendas de Março… e também eles o faziam de forma inclusa, …faltam 4 dias, faltam 3 dias, dia anterior e dia. Nesta época era mais importante contar desta forma, pois, ela representava as fases lunares as quais eram muito mais significativas para a vida cotidiana da população.

Com esta forma de contagem, e não pela numeral seqüencial que hoje usamos, nestes anos de 366 dias o mês de Februarius teria então dois dias "Ante die VI (sextum) Kalendas Martias", sendo daí a origem da expressão "bis sextum", hoje por nós conhecidos como anos bissexto. 

Contudo há ainda outro tipo de calendário, o Calendário da Paz, também chamado de Calendário Maia. Os Maias, como se sabe, eram extremamente avançados em astronomia, e fizeram portanto um calendário de 13 luas de 28 dias, mais um dia "extra" chamado o dia fora do tempo. Assim, são 13 x 28 dias = 364, mais um dia fora do tempo, 365 dias.


Na década de 1920, as igrejas Ortodoxas do Leste Europeu criaram um mecanismo diferente para determinar os anos bissextos. Substituíram o "divisível por 400 é bissexto" por "os anos que divididos por 900 apresentarem resto da divisão igual a 200 ou 600 são bissextos". Isso significa que os anos de 1900, 2100, 2200, 2300, 2500, 2600, 2700, 2800 são comuns e os anos 2000, 2400 e 2900 são bissextos. Isso não cria conflitos com o resto do mundo até o ano de 2800. Na prática significa que há 218 anos bissextos a cada 900 anos, o que faz a duração média do ano nesse sistema ser de 365,24222 dias, o que é mais preciso que o adotado pelo calendário gregoriano.

O calendário gregoriano possui 970 anos bissextos a cada 4000 anos. Há estudiosos que defendem uma regra na qual ocorram 969 anos bissextos em cada 4000 anos (365,24225). A média ficaria mais próxima da duração do ano trópico que no atual modelo. A regra consiste em excluir os anos múltiplos de 4000 como sendo bissextos. Assim como o método sugerido pelas igrejas Ortodoxas do Leste Europeu esse sistema é compatível com o atual por muito tempo, ou seja, pode-se postergar até próximo do ano 4000 do calendário gregoriano para debater o assunto.

Os anos bissextos sempre foram cercados de mitos e tradições. Uma das mais divertidas surgiu no século XIII, na Escócia. Em um ano bissexto, eram as mulheres (e não, como de costume, os homens) que tinham o direito de escolher quem desejassem para marido. E se o escolhido não concordasse com o casamento, era obrigado a pagar uma multa de respeito.


Nos países não católicos a mudança foi feita mais tarde; a Inglaterra e suas colônias fizeram a mudança em 1752, onde o dia 2 de setembro precedeu o dia 14 de setembro e o dia de ano novo foi mudado de 25 de março para 1º de janeiro.


Há pessoas que julgam que o ano bissexto assim se chama justamente por ser composto de 366 dias (dois seis, bissexto), ao contrário dos 365 nos demais anos. O que expressa uma coerência mnemônica popular e aos estudiosos um grande e histórico equívoco.


A lenda do ano bissexto


Quando Júlio César chegou ao Egito com suas legiões descobriram que o calendário solar usado naquele país era mais perfeito do que o romano. Este era tão deficiente que em cada pequeno lapso de tempo tinham que acrescentar um mês a partir do dia 23 de fevereiro.


Quando César subiu ao poder supremo, em Roma, começou a preocupar-se com a reforma do calendário, e para isto chamou o famoso astrônomo alexandrino Sosigenes, que abandonou o calendário dos meses lunares em favor do método egípcio, baseado nos cálculos solares. Assim teve origem o Calendário Juliano, cujo nome foi dado em honra a César e que consiste de 12 meses, ou 365 dias. Em cada quatro anos era intercalado um dia adicional precisamente na data em que antes, era acrescentado o décimo terceiro mês.


Mas os romanos dividiam o mês em três períodos, e os dias não eram designados com nomes, mas com números. Para eles, o nosso 23 de fevereiro era “ o sexto dia antes das calendas” (primeiro) de março. 


O dia extra, introduzido pela reforma do calendário juliano, foi situado depois desse sexto dia, ou “sextilis”, e daí vem o nome de “bissextilis”, em vez de bissexto, e, possivelmente são devidas a essa expressão algumas das curiosas tradições que se observam em certos países.


Muita gente, ignorante do latim, acreditava que “bisextilis” significava “dois sexos” em vês de “ os dois sextos” do antigo calendário romano, e assim apareceu a lenda de que o ano bissexto traz privilégios especiais para as pessoas do “segundo sexo”.


Fonte: Wikipedia.org & http://calendario.cnt.br/Blog

sexta-feira, dezembro 09, 2011

A origem da expressão “DAR COM OS BURROS N’ÁGUA”

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A expressão "dar com os burros n'água" surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul a Sudeste sobre burros e mulas.

O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados.

Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

quinta-feira, novembro 17, 2011

A origem da expressão "VAI TOMAR BANHO"

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Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja.

Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios.

Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que eles fossem “tomar banho”.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Mantra Palonvitas para hoje

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Por causa da data de hoje (11/11/11), resolvi postar um mantra aqui. Ele é embasado na Lei da Atração e do Poder dos Pensamentos, especialmente para hoje. De acordo com astrólogos renomados, Palonvitas é um mantra poderoso. Trata-se de um anulador de transições virtuais de realidade ruins.

Portanto, escreva e repita em voz alta este mantra várias vezes hoje... Vai que é verdade né? Bora fazer essa onda!

"Palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, Palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, Palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas, palonvitas....."

11 de novembro de 2011, a data do "Portal da Tripla Grande Energia"

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Eu não sou lá muito ligado em Numerologia, mas de acordo com a referida ciência, hoje (11) é o dia do "Portal da Tripla Grande Energia". Tudo por conta da data: 11/11/2011.

Para os numerólogos, a data soma “33”, número de positividade para eles. Segundo os estudiosos da Numerologia, hoje é o dia ideal para resolver problemas ou fazer algum pedido. Pois, conforme a Ciência, existem grandes possibilidades de obter sucesso no seu objetivo.

Portanto, já que o dia 11/ 11/ 2011 é uma porta aberta para o processo evolutivo pessoal e ainda por cima é sexta-feira, a data é espetacular ! Desejo uma grande sexta a todos. Abraços e que Deus nos abençoe.

Elton Tavares

quarta-feira, novembro 02, 2011

A origem da expressão "NHENHENHÉM"

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– Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

terça-feira, novembro 01, 2011

A origem da expressão “da pá virada”

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A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada, que foi logo associada ao homem vagabundo, irresponsável, parasita.

Conheço muitos “pás viradas” que nem pensam em desvirar.

segunda-feira, outubro 31, 2011

A origem da expressão “pensando na morte da bezerra”

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A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados.

Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

sábado, outubro 29, 2011

A origem da expressão “tirar o cavalo da chuva”

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No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.

Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

terça-feira, outubro 25, 2011

A vez que Mick Jagger furou o olho de Eric Clapton

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A modelo, cantora e atualmente mulher do presidente francês Nicolas Sarkozy, Carla Bruni, foi o centro de uma rivalidade de dois monstros sagrados do rock’n'roll em 1989. E olha que ela só tinha 21 anos. A menina namorava o astro Eric Clapton, que tinha 44 anos na época e disse : “começamos a sair, e em pouco tempo fiquei obcecado por ela” - contou o guitarrista em sua autobiografia, lançada em 2007.

O lance foi o seguinte: quando a turnê Steel Wheels, dos Rolling Stones, passou por Nova York, ela pediu a Clapton levá-la ao show. Há exatos 22 anos, no dia 22 de outubro de 1989, Eric levou Bruni ao Shea Stadium e a apresentou ao líder dos Stones. Foi aí que a merda agarrou na palheta. A cara de mau de Mick Jagger levou a melhor sobre o jeito de bom moço de Eric Clapton.

 De acordo com a biografia “Jagger Não-Aurorizado”, do jornalista Chistopher Andersen escreveu: "Quando Eric Clapton apareceu nos bastidores com uma modelo, Jagger olhou-o com inveja". Pode ser, mas fato mesmo é Mick Jagger (malacão todo) ficou encantado com a beleza de Bruni e nem um pouco preocupado com a velha amizade com Eric Clapton.

Prevendo a periculosidade do ardiloso Jagger, então com 46 anos de idade, Eric teria dito ao amigo britânico: “Por favor, Mick, esta aqui, não. Acho que estou apaixonado”. Foi o mesmo que pedir a uma pedra, que rola, mas ainda sim uma pedra.

Segundo Clapton, em sua autobiografia, o romance foi interrompido quando, durante uma turnê dele pela África, Carla Bruni cedeu (e deu) às investidas de Mick Jagger. Resumo da ópera: o autor de “I cant’t get no (satisfaction)" passou a ripa na gata do compositor de "Cocaine". Foi a vitória do rock saltitante sobre o Blues melancólico.  O romance entre a modelo e o líder dos Stones não durou muito, mas dizem que Clapton demorou um ano para se recuperar da “furada de olho”.

Ah, isso tudo aí só reforça a tese de ação e reação ou que o inferno é aqui mesmo, pois o mesmo Clapton tomou a esposa do beatle George Harisson, mas esta é outra história de sexo, drogas e rock and roll.

Fonte: Revista Status (edição de lançamento)
Adaptação: Elton Tavares.

A origem da expressão "MOTORISTA BARBEIRO"

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No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas.

A partir daí, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, mas a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira..