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terça-feira, março 16, 2010

Encontrei as chaves

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                                                                                                            Por Lorena Queiroz

Sonhei um sonho ousado.

Ousei sonhar o que não aconteceria.

Meti-me a querer o que você não me daria.

Consegui voar sobre minha própria vida.

Permiti o espelho denunciar toda minha ignorância.

Temi não me autorizar querer outra coisa, sonhar outros desejos.

Amanheci no meio de tudo, mergulhada naquele “álcool mundo”, vendo tudo diferente com o negativo da minha conta-corrente.

Chorei por algumas únicas horas, pois aprendi que o choro bem chorado não se repete pelo mesmo motivo.

Pensei ter quebrado todas as algemas que me arrastariam novamente até você.

Descobri, pois, que não quebrei as algemas – eu, enfim, encontrei as chaves.

Marabaishow, uma viagem pela cultura do Amapá

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                                                                                                Por Fernanda Picanço
Marabaixo, cultura amapaense - Imagem: http://www.correaneto.com.br/

Acontecerá, no próximo sábado (20), no Monumento Marco Zero do Equador, o Marabaishow 2010, projeto que abrirá oficialmente o ciclo do Marabaixo, uma das maiores manifestações culturais do Amapá.

O evento faz parte da programação do Equinócio das Águas – Turismo e Biodiversidade, realizado pelo Governo do Estado do Amapá, Secretarias de Estado do Turismo (Setur), Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro) e Prefeitura Municipal de Macapá.

Para a equipe coordenadora do evento, o objetivo da realização do Marabaishow é promover um diferencial competitivo da cultura do Amapá, de forma a engrandecer o Marabaixo, integrando e internalizando o ritmo e a música no entretenimento e lazer da população.

Outra meta é fortalecer o Marabaixo, como produto turístico do Estado, acrescentando aos arranjos dos tambores tradicionais, outros elementos que darão uma nova musicalidade a dança.

Segundo a Secretaria da Setur, Célia Brazão do Nascimento, “Hoje o Marabaixo, vem sofrendo um desgaste por ser praticada de forma tradicional, (apenas nos barracões), sem uma devida divulgação que a torne a cara e identidade do povo amapaense, no ano de 2009 realizamos o 1º Marabaishow, nossa estratégia visou divulgar a cultura do Marabaixo em nossa cidade”, disse.

Segundo o coordenador do Marabaishow, Carlos Piru, o evento vem abrir o ciclo do Marabaixo que acontece no período do sábado de aleluia até o dia de Corpus Christi conhecido como ‘Domingo do Senhor’.

“Em Macapá a dança ocorre nos bairros da Favela e Laguinho, este ato religioso é dividido em quatro pontos dos respectivos bairros. No Bairro da Favela, onde se comemora a Santíssima Trindade dos Inocentes (Marabaixo dedicado as crianças), o evento è desenvolvido na Associação Folclórica Marabaixo da Favela, cujos pontos de festejo acontecem nas associações Azebic – Associação Zeca Costa e Bibi Costa.

No Bairro do Laguinho, onde é celebrado a Santíssima Trindade e o Divino Espírito Santo, o Marabaixo é dançado na Associação Folclórica Raimundo Ladislau e no grupo Folclórico Pavão”, afirma.

Para a 1ª quinzena de Abril, será lançada com o apoio da Setur, a gravação em estúdio do Cd do Marabaishow onde envolverá todos os participantes do evento.



Confira a programação do Marabaishow

Dia 20de março de 2010 no Monumento Marco Zero do Equador

*18h – abertura

*Autoridades e Homenagens

*Marabaixo do Artur – Crianças

*Grupo Raizes do Balão – Batuque

*Marabaixo da Velho Guarda – Tia Zezinha, Tia Zéfa, Zeze Libório, Raimundo Xoxo e Outros.

MARABAISHOW

• Nairá – Marabaixo do Pavão

• Maia – Marabaixo do Pavão

• Priscila – Azebic

• Marli Costa- Berço do Marabaixo

• Jacundá- Campina Grande

• Daniela- Raimundo Ladislau



Fonte: http://www.correaneto.com.br/

Eu odeio os forçados

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                                                                                                     Por Elton Tavares

Em Macapá, temos uma expressão para quem quer parecer o que não é, o famoso “forçado”. Não sei quando o termo foi inventado ou quando começou a ser usado pelas pessoas da banda de cá, mas escutei muito isso nos anos 90, quando um cara queria parecer ter melhor condição financeira, para ser aceito em grupos de patetas que possuíam carros legais. Os forçados fazem de tudo para serem aceitos, se dizem “ecléticos”, (pessoas sem senso crítico musical ou opinião formada sobre música), pois escutam o que tocar, do Brega á Ópera, puxam saco, concordam com tudo, riem de piadas sem graça e coisas do tipo.

A receita para ser um “forçado” era simples, você tinha que usar roupa de marca, puxar o saco dos playboys ou de alguém ligado a eles (geralmente jovens populares com algum talento especial, esportistas, por exemplo, ou o “talento” de ser filho de algum empresário ou político). Além disso, você tinha que ser “coca-cola” em todas as festas, boites e barzinhos.

Conheço neguinho que surtou com este papo. Na época que eu ainda bebia em postos de gasolina (não tenho mais saco para isso, estou ficando velho), vi um cara chamar o frentista de “fudido”, não sei o motivo que iniciou a discussão dos dois, mas me revoltei com aquilo. Eu sacava o moleque que ofendeu o trabalhador, ele era mais um forçado, tipo pneu de barco, que só vai do lado, gente que faz figuração para o mundo de uma minoria idiota.

Não perdi a oportunidade, claro, de aplicar-lhe uma boa cagada: “Ei mermão, respeite o cara, ele está trabalhando, fica na tua se não vás pegar umas porradas”. Não sou bonzinho, mas odeio tais idiotices.

Bom, voltando ao assunto, nos dias de hoje, observo outros tipos de “forçados”, patricinhas com roupas de hippie, mas que são depósitos de caretice. Jornalistas com discursos sobre ética, mas são os primeiros a receber propina. Falsos liberais, que pregam a “gentebonisse” e no fundo são homofóbicos, racistas e xenófobos.

O político corrupto, que em dias de campanha, bate foto com criança no colo, anda no meio do povo, arregaça as mangas e realiza as mais nobres ações. Outro caso comum é o garanhão forçado, que não come ninguém, mas vive dizendo que passa o rodo, inventa histórias mirabolantes sobre meninas que ninguém conhece (potoca pura) ou fantasia com amigas, confunde as coisas e tals.

E os puritanos forçados? Que só dizem agir dentro do politicamente correto, vemos máscaras caírem todos os dias, desconfie de quem é muito certinho.

Tem até o forçado intelectual, que leu meia dúzia de livros, assistiu um punhado de filmes, tem conhecimento musical limitado e conhece pouco sobre política, mas vive opinando sobre tudo, com um jeito de quem tem conhecimento de causa. Estes tipos são cômicos, papagaios que somente reproduzem o que escutam, sem um pingo de bom senso e opinião própria (alguns desavisados me vêem desta forma, risos).

Às vezes, somos um tanto hipócritas, mas não seja um forçado, sempre tem alguém que te saca.

segunda-feira, março 15, 2010

Saudade

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                                                                                                      Por Lorena Queiroz
Minha prima Lorena Queiroz
Saudade de alguém que um perfume faz retornar

Saudade do rosto e do corpo que se tinha

Saudade de alguém que não vemos mais

Saudade de momentos, instantes que nunca mais serão iguais

Saudade de alguém que sabemos que não veremos mais

Tudo isso dói...

Mas a pior saudade é daquilo que não foi, daquilo que não dissemos, daquilo que não sentimos e daquilo que não fomos porque naquele momento não tínhamos o retrato do futuro que seria.

A pior saudade é daquilo que não dá para consertar, daquilo que perdeu seu tempo de acontecer.

A pior saudade na minha vida é não saber como seria com você...

Mengão!!

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Deus, perdoe essas pessoas ruins que não sabem bater pênaltys - Imagem: Kibe Loco

O futebol é um esporte de 11 contra 11 que o Flamengo sempre vence o Vasco (risos). Ô freguesia véia! "Ó meu Mengão, eu gosto de você. Quero cantar o ano inteiro a alegria de ser rubro-negro..."

Dois meses de blog

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Dois meses de blog, muito obrigado pelos quase 1.500 acessos, sigamos questionando, elogiando e contando causos.

domingo, março 14, 2010

Conheci um cara chamado Hollyland

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Eu e Hollyland - 2007

Eu adoro retratar figuras, mas hoje, deixarei a descrição para a minha amiga, a jornalista Mayara La-Rocque. Ela descreve, com perfeição, um velho amigo nosso, o Hollyland. O Holly, como o chamo, é um maluco da velha guarda.

Não vou negar, já fiquei puto com ele em algumas ocasiões (risos), mas é o tipo de pessoa que você não consegue ficar bolado muito tempo com ela. Existem algumas curiosidades sobre o sacana, ninguém sabe ao certo o seu nome ou idade e ele não conta. Claro, adoramos aquele cara. Aí está o texto:

Conheci um cara chamado Hollyland
                                                                                         Por Mayara La-Rocque

Nos conhecemos andando pelas ruas e estradas, pelos caminhos de pedras e terra. Nos debatemos no vazio das horas, em conversas infindas, cerveja e pôr-do-sol. Ele era um cara de muito papo. Tinha a prosa na ponta da língua. Tagarelava a toa, tagarelava com o tempo.

Hollyland era uma figura que nunca se preocupava com suas vestimentas; ora usava calças jeans e camisas de botão, ora bermudas e camiseta; as vezes, as peças eram todas de uma cor só, ou então, de várias cores ao mesmo tempo. Era um cara descombinado. Mas, desajeitosamente, tinha seu próprio jeito de andar; um andar que titubeava pelos bares das esquinas. Usava a barba por assim fazer e dizia que esse era o charrme para o seu sorriso - assim barbudo, seus dentes realçavam mais e seu riso delineava todo o seu rosto.

Apesar de não se importar muito com a aparência, curiosamente, se preocupava com seus sapatos. Estes sim, lhe diriam seu caminho, e até quando continuar andando. Falava pra mim, que seu caminho era um vastidão de terra e por isso seus sapatos deveriam estar destituídos de buracos, para que não possibilitasse a poeira de entrar. Deveriam estar flacidamente confortáveis para que, no trajeto, não machucasse seus pés por entre as pedras.

Hollyland dizia que no início de seu riso, também haveria esse mesmo deserto, no qual se plantariam flores e se emanariam extensões de florestas verdes, verdes, imensamente verdes... Nessas florestas sempre haveria sombras para o seu descanso.

Seus pés sempre foram o sustento de tudo. Os sapatos, o sustento de seu sustento. E o sorriso, a essência desse sustento - a essência da manutenção da vida.

Ele seguia quase sempre debaixo do sol, suando a testa, procurando algo pra fazer, ou simplesmente um barato para curtir. Gostava de um bom papo e quando falava era quase sem pausa, e emitia de quando em quando, um gaguejado. Mas, mesmo assim, parece que nunca perdia a fala. Até que um dia, o vi falar, vagarosamente, sobre o amor. Sua voz pesava tanto quanto os intervalos entre as palavras, e sua boca fechada, deixava um silêncio denso, torto, grosso, espesso... sim, Hollyland também falava de amor. Fazia metáforas. Sentia o amor como uma doença encravada no peito. Não se podia arrancar, não se podia arrancar... nem os remédios podiam curar.

Mas seguia assim, descombinadamente dançando, fazendo motejos com os braços, mexendo para cima e para baixo, e com seus dedos indicadores que apontavam sua própria direção. Com a barba mal feita, malandrosamente rindo, carregava o motriz para que continuasse seguindo em frente. Tinha em mente que enquanto continuasse andando, continuaria sonhando com as flores, com as florestas verdes, verdes, sempre verdes. Sonhando com a sombra, enfim, para o seu descanso.

sábado, março 13, 2010

Mengão x Vasquinho

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                                                                                                       Por Elton Tavares


Amanhã tem clássico, Flamengo x Vasco. Muitos aguardam isso há meses. Os campeões brasileiros da primeira e segunda divisões nacionais, respectivamente, se enfrentam em busca do título do segundo turno do Campeonato Carioca. É bem possível que um deles esteja na grande final contra o Botafogo. Tomara que seja o Mengão.

Como bom Flamenguista, detesto o Vasco, mas não os vascaínos, pois tenho muitos amigos entre os “cruzmaltinos”. Assisto clássicos como este desde que me entendo, o Vasquinho é um freguês antigo.

Costumo dizer que só tem uma equipe de futebol que repudio mais que o Vasco, a seleção da Argentina. Se jogar Vasco e o time do inferno, torço para o Diabo fazer três gols (risos). Brincadeiras á parte, as duas equipes atravessam bons momentos, será um grande jogo. Como sempre, já apostei umas cervas com alguns.

Falando de futebol, parabenizo o time amapaense do São José pela classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, a equipe local despachou o América de Natal (RN), na casa deles. Apesar de eu ser torcedor do Ypiranga, o futebol amapaense precisa de resultados como este.



sexta-feira, março 12, 2010

Piratão campeão!

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                                                                                                     Por Elton Tavares
Piratas da Batucada, campeão do carnaval 2010

Eu já disse aqui que preferia perder para qualquer agremiação, melhor que o antigo resultado, que corou todas as escolas como campeãs do Carnaval 2010. Mas os envelopes foram abertos, o Piratas da Batucada, minha escola do coração, sagrou-se campeã.

Muitas coisas serão ditas, questionamentos, acusações, “deixem o Piratão desfilar sozinho”, “Pirataria mais uma vez”, “jurados malditos” e afins, mas somos campeões mais uma vez. O título é importante sim, mas o que importa mesmo é manter o carnaval amapaense entre os melhores do Brasil.

Parabéns ao Boêmios do Laguinho, a escola fez um grande desfile, eu pensava que a agremiação iria vencer. Enfim, eu não julguei, mas que bom que o carnaval tem um vencedor, por que se não, que graça teria?



Será o fim desta novela?

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Os envelopes que faltaram ser abertos na tumultuada apuração do Carnaval Amapaense serão aberto hoje (12), no Quartel da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), no bairro Beirol, zona Sul de Macapá.

Seja qual for o resultado, será muito melhor que a decisão da Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesa/AP), pois o desfecho da linda festa virou palhaçada, que foi abordada pela mídia nacional.

Apesar de, no meu entendimento, do carnaval precisar de um campeão, a insatisfação das agremiações derrotadas é certa. Será o fim desta novela?

Cinema

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O Serviço Social do Comércio (SESC/AP), por meio do CineSESC Araxá – Clube de Cinema, realizará, durante todo o mês de março de 2010, sessões de cinema, de segunda a sexta, às 12h e 19h. A Entrada será franca. O SESC fica no bairro do Araxá, zona Sul de Macapá.


CineSESC Araxá – Clube de Cinema

12h

15/03 -Ziraldo: eterno menino maluquinho

16/03 - Kirikou e os animais selvagens

17/03 - O pequeno Narigudo

18/03 - Irmãos Grim

19/03 - Sem Destino

22/03 - Good Riddance

23/03 - O grilo feliz

24/03 - Tapete Vermelho

25/03 - Sob o céu do Líbano

26/03 - O Menino Maluquinho

29/03 - Um Rei em Nova York

30/03 – Cartola

31/03 - Narradores de Javé

19h

15/03 - Dançando no escuro

16/03 - Os imorais

17/03 - Arquitetura da Destruição

18/03 - A queda

19/03 - Primavera, Verão, Outono, Inverno

22/03 - O homem Sputinik

23/03 - Rebecca

24/03 - Jule e Jim

25/03 - O Segredo de Beethovem

26/03 - PIAF

29/03 - Por 30 dinheiros

30/03 – Pro dia nascer feliz

31/03 - Janela aberta/Entre quatro paredes

Fonte: Ascom/ Sesc Araxá

quinta-feira, março 11, 2010

Colação de grau

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Eu com meus amigos Alieneu e Édson - Juramento.


Eu e meus colegas da faculdade Seama colamos grau ontem (10), no Teatro das Bacabeiras. Agora podemos dizer que somos jornalistas por formação acadêmica e com muito orgulho. Mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) ter afirmado que a prática é como corte e costura e que não precisamos estudar para sermos jornalistas.

É inegável que a mídia local melhorou e muito, após a soma da prática dos antigos jornalistas com a teoria dos novatos. Esta interação positiva é vista na qualidade de nossos noticiários, programas de rádio e impressos.

Senti falta de amigos na cerimônia, que foi emocionante, muitas pessoas competentes não colaram grau por adversidades. Formamos juntos com mais três turmas de Comunicação da Seama, de Relações Públicas, Publicidade e Sistema de Informação. Destaque para o discurso da professora Raquel Schorn, que descreveu características de alguns acadêmicos e de si própria.

Pensei que não iria me emocionar ou ficar nervoso. Pensava que era só nos vestirmos de “Harry Porter”, como brinquei com o professor Alexandre Brito, mas aquele momento é realmente único, um ritual de passagem, uma verdadeira vitória.

O ponto negativo foi a organização do evento, que deixou muito á desejar. A outorga demorou demais, ficamos no Teatro das 19:30h ás 23:30h, cansativo. Acho que suei uns cinco litros (risos). Fora isso, o negócio foi bonito, muita gente emocionada, pais e amigos orgulhosos.

Tomara que o juramento de honrar a profissão se concretize. Tomara que eu e meus colegas consigamos questionar e informar, esclarecer fatos e abrir os olhos da sociedade.

quarta-feira, março 10, 2010

Flatus

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Como vocês sabem, costumo ler de tudo na internet, nesta madrugada, encontrei, no blog: http://amapazonia.blogspot.com/ , o poema “Flatus”, irreverente e inteligente, resolvi postar aqui para descontrair (risos):

Flatus  - Por Graciliano Galdino

Algo estranho nas entranhas

Movimenta, esquenta

Enche e incomoda

Não faço nada, não me concentro

Até o perfeito momento

Onde acabo o meu lamento

E aliviado falo sorrindo:

peidei

terça-feira, março 09, 2010

Pérola presidencial

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"A imprensa brasileira, por hábito ou por desvio, não gosta de falar em obras inauguradas. Ou seja, coisa boa não interessa. O que interessa é desgraça." (Lula)

Alieneu Pinheiro, uma lição de vida

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                                                                                              Por Elton Tavares
Meu amigo Alieneu, sempre com um sorrisão estampado no rosto

Salve amigos! Amanhã (10), no Teatro das Babeiras, no centro de Macapá, será a minha outorga do curso de Comunicação, com habilitação em Jornalismo. Mesmo com o Supremo Tribunal Federal (STF) ter rasgado o meu diploma antes mesmo de eu recebê-lo, estou muito feliz. Hoje falarei de um colega que se tornou amigo, uma verdadeira “lição de vida”.

Durante os quatro anos que passei na faculdade, convivi com muita gente, uns legais e inteligentes, outros, idiotas e fúteis. Um caso que chamou a atenção de todos foi o do Alieneu Pinheiro, de quem me tornei amigo.

Alieneu nasceu em Macapá, no dia 30 de agosto de 74. Quando tinha um ano e nove meses e vida, foi vítima de Poliomielite, enfermidade que o tornou um cadeirante. Todos nós conhecemos pessoas que chamamos de “viradas”, gente trabalhadora, que vence adversidades com sorriso no rosto. Assim é Alieneu.

“Agradeço ao todo poderoso por ter permitido isso, imagine se eu tivesse adoecido com 12 ou 16 anos? Teria ter de lutar com a minha aceitação e seria muito difícil. Como a doença se manifestou ainda criança, vejo a minha vida assim, não tenho de lutar comigo mesmo”, afirmou Alieneu.

Alieneu explicou como se interessou pela nobre profissão:

“Na adolescência eu tinha o sonho de ser advogado. No ensino médio eu tinha um amigo, Alan Sotelo, conversarmos em fazer o vestibular da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) para o curso de Direito. Ao terminar o ensino médio, ele tentou e passou.

Eu não cheguei a fazer o vestibular e me acomodei por muito tempo. Aos 30 anos, pensei: ‘tenho de correr atrás de um profissão’, então me escrevi para o vestibular da Seama, me escrevi para direito, e a minha segunda opção de curso foi jornalismo. Não consegui passar em direito “graças a Deus”, então me matriculei no curso de jornalismo e aqui estou. Amo o que eu faço”, disse ele.

A “deficiência” é somente uma vírgula na sua vida, já que ele consegue fazer tudo e até mais que muitas pessoas. Contudo, Alieneu disse que sofreu muitos preconceitos, infelizmente, as coisas ainda são assim, não só no Amapá, mas no Brasil e mundo.

“Lembro que um dia fui ao banco receber, fui de mototaxi; entrei na agencia e saquei o dinheiro. Ao sair tive de ficar em frente ao banco para esperar o moto-taxista foi ai que um cara se aproximou e me ofereceu 5 reais, fiquei sem jeito, mas falei a ele que eu não precisava, e que tinha acabado de receber. Ele disse que era a primeira vez que ele via um deficiente recusar dinheiro. Sabe o que é, a sociedade vê o deficiente como uma pessoa que só serve pra pedir...esquece que ele pode ser útil a essa sociedade. é só ela nos dá um oportunidade que podermos provar isso”, desabafa.

É amigos, mesmo com uma Lei que determina que pelo menos 2% do efetivo das empresas deve ser composto por deficientes físicos, não é bem assim que acontece. As empresas estão começando a cumprir a legislação, mas o desemprego ainda é grande entre os portadores de necessidades especiais.

Existe falta sensibilidade do empresariado em ampliar o número de vagas. Além disso, o despreparo e falta de qualificação profissional de quem precisa de educação especial é outro problema. Alieneu Pinheiro faz parte da estatística de portadores de necessidades especiais que conseguem ingressar no mercado de trabalho. Ele está em um grupo ainda mais restrito, porque não possui apenas um, mas dois empregos.

Alieneu é exceção, além de estudar na Seama, ele trabalha há quatro anos na própria faculdade e conseguiu um outro emprego no contra turno no setor administrativo de um estabelecimento de saúde.

Resolvi escrever sobre Alieneu por conta da sua história bonita, sofreu preconceito, dificuldades financeiras, enfim, uma série de adversidades, mas tudo com um bom humor invejável e quase inabalável. Ele é, com toda certeza, uma dessas pessoas com espírito guerreiro, que não precisam de pernas para correr mais rápido que os estúpidos.

Eu fui várias vezes á pé para casa, junto com Alieneu. Na época, eu estava fazendo dieta e andar os 3 ou 4 km (não sei ao certo) do Seama para a minha casa ajudava muito. Íamos conversando sobre o curso, sobre colegas e afins. Ele sempre me chamava atenção sobre as minhas freqüentes faltas: “Porra gordo, tu estás vacilando, vamos levar o curso á sério”.

Outro fato que nunca esqueço é a frase: “Eu já vou, não posso beber muito, pois estou dirigindo”. Ele sempre dizia isso quando estávamos no boteco em frente á faculdade, após tomar algumas cervas.

Infelizmente, minha turma não levará o nome de Alieneu. Apesar de eu gostar muito do homem que receberá esta homenagem, o professor Carlos Magno (outro espírito iluminado). Eu não fui à reunião que definiu isso, mas foi uma falta de discernimento tremenda. O importante é que estaremos juntos amanhã, no momento que esperamos durante quatro anos.


segunda-feira, março 08, 2010

Cinema

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                                                                                               Por Alexandre Brito
Sesc Araxá - Foto: Elton Tavares

Amigos audiovisuais,temos uma oportunidade única para articular nossa rede estadual de cineclubes. Acontecerá hoje (08.03) às 18h, no SESC ARAXÁ, sala Charles Chaplin, uma reuniãocom Rodrigo Bouillet representante do Cine Mais Cultura. Agora é com a gente: temos que ir lá e participar, para que o Amapá se insira na discussão cineclubista que vem acontecendo no Brasil.

Resumindo:
Dia 08/03
Local Sesc Araxá
Horário 18h
Conversas cineclubistas com Rodrigo Bouillet (Cine Mais Cultura)

sábado, março 06, 2010

Ê mestre, tu pensas que todo mundo é burro?

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                                                                                                        Por Elton Tavares

O meu irmão, Emerson Tavares, reside, há 10 anos, em Belém (PA), mas vem á Macapá uma vez ao mês, á trabalho. Ele é contador e presta serviço para algumas empresas da capital amapaense. Contou-me ontem um lance engraçado, por causa da repercussão do caso “Adautogate”, sobre o suposto desvio de dinheiro público, pelo ex-secretário de educação do Amapá. 

Conforme o mano, em dezembro de 1997, ele estava quase reprovado em Matemática e não tinha estudado para o exame final. Emerson estudava no Núcleo Amapaense de Ensino (NAE), cujo proprietário era (ou é, sei lá) o professor Adauto Bittencourt, o mesmo também era diretor da instituição.

Foi então que o meu irmão convenceu um colega, CDF roxo, daqueles que só tirava notas 10 ou 9, á fazer a prova no seu lugar. O plano era o seguinte: “Fulano, entramos juntos na Sala, o exame não será aplicada pelo professor e sim por outra pessoa, eu pego a prova de quem faltar e tu pegas a minha”.

Os dois fizeram como combinado. Emerson pegou a prova de um tal Maurício, que havia faltado naquele dia. Como não sabia nada, desenhou uma grande árvore de natal nela, com a frase: “Feliz natal Adauto”, uma travessura adolescente (risos). O colega safo fechou a prova e os dois saíram da sala para comemorar a proeza ardilosa.

Mas passada 1h, um funcionário do NAE foi na frente do colégio e disparou: “Ei Emerson, para você ir lá com o Adauto”. Puta merda! A casa caiu, pensaram os dois. O colega inteligente botou o caderno debaixo do braço e foi embora para sua casa e mano para a diretoria.

Ao chegar à sala do diretor, viu as duas provas, na mesa do mesmo, uma ao lado da outra. Foi quando Adauto perguntou: “Qual dessas provas é a sua?” e o Emerson: “Essa aqui”, apontando a resolvida, claro. Adauto propôs a anulação das duas e que meu irmão fizesse um novo exame, passado por ele próprio, na diretoria.

Emerson não topou, foi quando Adauto disparou: “Ê mestre, tu pensas que todo mundo é burro?”. O mano foi reprovado, mas isso não o afetou e hoje é um empresário de sucesso. Diante dos atuais acontecimentos e denúncias contra Adauto Bittencourt, tanto eu, quanto o meu irmão, gostaríamos de perguntar ao secretário afastado por corrupção: “Ê mestre, tu pensas que todo mundo é burro?” (risos).


sexta-feira, março 05, 2010

Nilson Chaves se apresenta em Macapá

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O cantor e compositor paraense Nilson Chaves, se apresentará hoje (5), a partir das 21h, na Casa de Cultura Pura Raiz. O evento será promovido pela Bacabeira Produções, dos produtores culturais Clícia Di Miceli e Claudiomar Silva. A mesa custará R$ 50,00.

Nilson Chaves é um dos mais importantes artistas da Amazônia. O show contará com apresentações de convidados, como Joãozinho Gomes, Ana Martel e Enrico Di Miceli.

FestCine Amazônia Itinerante em Macapá

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                                                                                                          Por Igor Reale

O primeiro roteiro itinerante levará cinema e vídeo ambiental para capitais da região Amazônica.

A cidade de Manaus (AM) será a primeira capital da região Norte a receber o Fest Cineamazônia Itinerante 2010. A exibição será no próximo dia 9 de março. Em cada estado, uma produção local abrirá o festival. Segundo o curador Jurandir Costa, “é uma forma de aproximar os realizadores da Amazônia com os organizadores do festival.

Ainda neste mês de março, o festival estará presente no dia 11 em Boa Vista (RR), Macapá (AP) no dia 13, Belém (PA) no dia 15, Palmas (TO) no dia 17, e em Rio Branco (AC) no dia 19. Nesta etapa itinerante são exibidos filmes e vídeos participantes do festival realizado em Porto Velho.

O Fest Cineamazônia estará exibindo ainda as três produções que mostram os bastidores do festival em diferentes etapas da itinerância de 2008. O vídeo Uma Só América é um registro da etapa itinerante realizada na America do Sul; O Circo do Cinema é um documentário da etapa rondoniense no olhar do palhaço Bob; O Cinema no Meio do Mundo registra o Festival em outros continentes. “As capitais que receberam o Festival em 2008 estarão agora, se vendo na tela do cinema”, destacou Costa.

O Festival tem o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, Eletrobras e Correios, conta com o apoio cultural da Santo Antonio Energia, Prefeitura de Porto Velho, Semed e Fundação Iaripuna, Governo de Rondônia - Secel, e apoio da Bancada Federal de Rondônia, senadora Fátima Cleide, senador Valdir Raupp, deputado federal Eduardo Valverde e deputada federal Marinha Raupp.

Em Macapá:
Horário: 13 de março, de 15:00 a 18:00

Local: Salão de Atos da Faculdade Seama

Rua: Av. Nações Unidas 1201 - Jesus de Nazaré

(Fonte: Chico Terra)




quarta-feira, março 03, 2010

A casa caiu

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Demorou, mas a casa caiu. O juiz Paulo Madeira, com base em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE/AP), ordenou hoje o afastamento de Adauto Bittencourt do cargo de secretário de estado da Educação. Madeira também determinou o afastamento de outros servidores denunciados pelo desvio verba pública da SEED. Além do afastamento, a Justiça também bloqueou as contas e os bens dos acusados de fraude no órgão.

Diversas entidades estavam organizando, para o próximo dia 10, um ato público em protesto contra Adauto, seria em frente à Seed. Apesar das propagandas de TV e alguns veículos de comunicação, que insistiam em afirmar que a educação vai muito bem, não teve jeito.

Tomara que os fatos sejam apurados á fundo e os acusados, se forem culpados, sejam punidos com os rigores da Lei. Fico na torcida.Encerro este post citando o escritor Darcy Ribeiro: "Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca."



O modismo boêmio de Macapá

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                                                                                                       Por Elton Tavares


Eu estava pensando com os meus botões sobre o que escrever, a Dan me deu a idéia de descrever o modismo noturno de Macapá. Sim, sou do tempo que os jovens “charlavam” andando a pé ou de carro na frente do antigo Novotel, hoje Macapá Hotel. Como sou nostálgico, me parece que aquele tempo que era bom.

Todos iam para a então Praça Zagury, nossa atual Beira Rio, uma cocotagem só (risos). Na época, ia todo mundo para o mesmo lugar por pura falta de opção, mas hoje em dia, a população cresceu, mas todos, ou a maioria, ainda praticam o tal modismo boêmio. Quando abre um novo “lounge”, “pub” ou qualquer nome fresquinho para boteco de luxo, vai todo mundo para lá.

Não importa o preço ou se está cheio de pavões com seus narizes empinados e suas roupas de marca. Não importa se o figura come ovo de dia (nada contra, adoro um “bife do olhão”), mas de noite, está com sua garrafa de Red Label (ou Ice, como queiram) no barzinho da moda, boite então, nem se fala. Não importa se o atendimento é péssimo, o que eles querem é bater foto para coluna social ou site de patetas na festa.

Às vezes, vou nestes lugares, não para “charlar” e sim para agradar um amigo ou alguém que gosto, que quer muito tomar uma long neck de R$ 4,00 e ouvir “pop rock” (odeio este termo controverso, é como “guerra santa”, é geralmente usado para rotular bandas como Jota Quest, NX0, CPM22, enfim, música fuleira).

Entre os locais que me refiro estão a Mipiza, Oficina, Zázzas ou Portau (é com “u” mesmo). Nestes recintos, a cerveja, ou qualquer outra bebida, é cara, o atendimento é horrível, as mesas são insuficientes para a massa (de Maria-vai-com-as-outras) que prestigia a tal sucursal do inferno, que está sempre lotada.

É sempre o mesmo papo: “Ei, abriu um bar paidégua, bonito e refrigerado (que sempre fica um calorzão lotado), vamos lá asilar as gatinhas”. Puta merda! Alguns podem me chamar de retrógrado, chato, ou algo assim, ledo engano. Não sou contra as mudanças, se forem para a melhor, tudo bem, mas não é o caso.

Prefiro meus botecos rotineiros, Bar do Francês e Norte das Águas, onde tem música e gente legal, onde o papo não é sobre o cargo do fulano ou o carro que ele anda.

O boteco que tem cerva gelada, um bom rock ou samba tocando é muito melhor que os tais lounges ou pubs, se estivermos com os amigos então, é festa. Isso é o que acho e ponto. Se você é um “baladeiro” modista e é feliz assim, sorte sua (risos). Amo minha cidade, mas que tem dessas coisas isso tem. Talvez aconteça em todo lugar, mas moro aqui e só falo do que sei.



Textos polêmicos

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Há tempos, descobri como escrever um texto polêmico e “cool”. Você contextualiza e detona o objeto que já está sendo detonado (política, religião, pessoas, música, etc...).

Desenvolvimento - Esmiúça um “porém” e descreve alguma hipocrisia de ordem genérica, absolvendo o objeto.

Conclusão – Vem no formato bunda-mole “um tapa na cara da sociedade” – todo mundo, aliás, é bunda-mole (em algum aspecto, claro). Só não são aqueles que concordarem com o texto (risos).

Epílogo - Alguém diz que aquele é o melhor texto produzido sobre o tema.

Claro que é uma brincadeira, mas devemos criticar e aplaudir, sempre que for preciso. O importante é seguir questionando os fatos e acontecimentos ao nosso redor.



RETIFICAÇÃO

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Bom dia amigos, aí está uma nota de retificação da assessoria de comunicação da Prodemac, sobre a matéria postada aqui, no dia 23 de fevereiro de 2010, com o título “Justiça condena Penitenciária do Amapá “


RETIFICAÇÃO


                                                                                  Por Camila Karina Ferreira


A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente (PRODEMAC) esclarece que a Ação Civil Pública ajuizada contra o Instituto Penitenciário do Amapá – IAPEN, deferida pelo Juiz Normandes Antônio de Sousa no mês de fevereiro de 2010, foi proposta em 2005 pelos Promotores de Justiça Manuel Felipe e Marcelo Moreira, ajuizada pelo Ministério Público Estadual por meio da Promotoria de Justiça com atribuições na Vara de Execuções Penais, e ainda que, a referida ACP recebeu acompanhamento da Prodemac a partir do ano de 2007.

terça-feira, março 02, 2010

Sexo, mentiras e videotapes

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   Eu estava fazendo a minha blitz diária pelos blogs e encontrei, no endereço: http://acoisapublica.zip.net/, este texto (humorado e inteligente) sobre cinema. O escrito é um devaneio inteligente do meu amigo Ronaldo Roni e do Ronaldo Rodrigues. Como gostei muito da doideira, resolvi, graças ao Google, montar este painel, ele acompanha a ordem exata dos filmes citados pelos autores. Aí vai o painel (que pode ser melhor visualizado se vocês clicarem nele) e o texto: 

O painel acompanha a ordem exata dos filmes citados pelos autores
                                                                 


 Sexo, mentiras e videotapes
                                                                             Por Ronaldo Roni e Ronaldo Rodrigues

Diretamente de Paris, Texas, o repórter Borat relata uma trama macabra: O mágico de Oz matou a excêntrica família de Antonia e foi ao cinema. Tudo por um punhado de dólares, que teve o sol por testemunha.

Pegou o taxi driver que conduzia Miss Daisy, atravessou as vinhas da ira, além da linha vermelha. Entrou no cinema Paradiso e viu os Piratas do Caribe invadindo a Fortaleza. Convidou o exterminador do futuro pra tomar um drink no inferno. Sentindo-se um náufrago, saiu em direção ao aeroporto, de volta para o futuro, sonhando com a ilha do tesouro.

Entrou no Bagdá Café e comeu tomates verdes fritos, que estavam como água para chocolate. Do nada, surgiu King Kong deixando todo mundo em pânico. Ouviu alguém gritar: Corra, Lola, corra para os embalos de sábado à noite. Nisso, passou correndo uma multidão. Seriam as invasões bárbaras? Ou o grande motim?

Eram todos os homens do presidente e o povo contra Larry Flint. Cansado de tantos filmes, voltou à casa do lago, onde Harry Potter tinha instalado sua fantástica fábrica de chocolate. À beira do abismo e à queima-roupa, fez ao poderoso chefão a pergunta que não quer calar: Quem vai ficar com Mary?

Gírias e expressões do Amapá

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                                                                                Por Camila Karina e Elton Tavares

Atire a primeira gramática quem nunca falou uma gíria! Uma expressão tipicamente do Norte. Se você não tem o hábito de falar girioguês, ponto pra você que mantém a beleza de um bom português falado, mas há de concordar que o nortista tem uma irreverência singular quando se trata da língua portuguesa.

Já você que não tem mais a noção do que é uma gramática, seu estado verbal é grave, procure o dicionário urgentemente, pois você corre o risco de não ser compreendido.

Muitos blogs já retrataram algumas expressões engraçadas e peculiares da nossa linguagem, mas recolhemos tudo que achamos e resolvemos explicar, da melhor forma, os seus respectivos sentidos.

Mas, como diria o saudoso Chapolin Colorado: “palma palma, não priemos cânico”, o blog “De Rocha” traz uma lista de gírias genuinamente amapaenses para você que ainda é incompreendido por conta do seu girioguês, um manual prático on line.

Aprenda, se informe e gargalhe, no Amapá a gente fala:

Paidégua! (muito legal!); Eita porra! (impressionado); Mas uh caralho! (muita admiração); Maninho, maninha (pode ser para qualquer pessoa, conhecido ou não); De rocha (palavra ou assunto com convicção); Não é cuia (claro que é); Não é pão (claro que é também); Muito escrôto (muito ruim); Nããooooooooo ( ironizando uma negação ) – Égua moleque tu é doido! (fato realmente surpreendente).

Fooolêgo (Muita admiração); Égua da largura (muita sorte); Égua moleque (surpresa, alegria, raiva, este é muito usado); Vai querer queixar? (vás me negar?); Gala seca (idiota); Rapidola (rapidinho); Égua da potoca (que mentira); Ulha disk (espanto com desdém); Pega- te (tome esta ou pegue esta, torcida por um ponto feito ou gol marcado).

Tu juura não (claro que não); Táááá não (nunca); Bora lá só tu (Eu não irei); Tá lá uma hora dessas (eu não); Virar o zêzeu (botar p/ quebrar); Essa é da grife do varal (roupa roubada); Discunjuru até (por conta do termo “Te esconjuro”, tipo Deus me livre); Levou o farelo (morreu); Só o filé da gurijuba e só a poupa da bacaba (bacana, legal, ótimo); Já tá do meio-dia pra tarde (quase acabando, velho ou quase morto); Ele é do tempo da calça “tucandeira” (calça com a barra curta).

Taááá, “cheroso!” (o mesmo de Tu Juura) - Tu acha isso bonito? (reprovação); Tá remando pra beira (tomando cuidado, voltando atrás, sendo cauteloso); Tu é o belo velho (O mesmo que “ta cheiroso); Esse peidado do juízo (Este é louco); Paga uma aí (pague uma bebida); Só te dou-te na cara (vou te bater); Não, é cuia! (claro que sim)

- É Pissica da braba (mandinga) - Só pode ser feitiço (quando algo dá errado) - Vigia o que tu tás fazendo (preste atenção) - Vigia bem (preste muita atenção) – Miudinho (pequeno) - Logo quem, não? (já esperava isto dele) - Muito enxerido! (intrometido) - Bora lá (vamos lá) - Umborimbora? (vamos embora?) - Ééééééééguaaaa ( muito espanto, surpresa) - Égua mas tu é muito cabeça de pica né ? (gala seca, otário)

Zé ruela (babaca) - Abestado (besta) - Mas tu é muito pau no cú ( abestado, idiota ) Levou ou deu “um Nike” ( levou um fora ) - Dizar (deu um fora, se esquivou) - Asilando ( dando em cima, paquerando ) - na moral ( na cara de pau ) - paga pau (dá muita moral, invejoso)- Migué ( Mentira, mentiroso) - Égua não ( não acredito).

Não que não (afirmando com convicção) – Pior né? (afirmação..tipo : é verdade ! ) Porrudo ( algo grande ) - É o vai da estrela (com certeza ele(a) não vai .) - Xarlando ( Se exibindo) - Arreda aê ( afasta aí ) - Teu cú ( claro que não).