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quarta-feira, junho 16, 2010

Os intocáveis

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Recebi por e-mail, gostei e resolvi postar:

Os intocáveis

No meio jornalístico, a quem diga que existem profissionais intocáveis, como é o caso do repórter Caco Barcellos. Com postura ética. Falo isso pelo que vimos e vemos na TV. Caco ousou falar a verdade, foi ameaçado e passou uma temporada fora do País. De volta ao Brasil Caco Barcellos divide seus conhecimentos no programa Profissão Repórter com “Focas” (molecada que está saindo das faculdades). Deste profissional poderia discorrer muitas palavras positivas, mas na verdade eu quero chegar aos intocáveis do Amapá.


Os intocáveis são alguns colegas jornalistas e blogueiros, que tentam passar a imagem de detentores da verdade, o “suprasumo” do jornalismo tucuju, mas na verdade, tem (como eu) suas paixões e sentimentos. Eles (ou elas) acabam escondendo do público o que realmente são.

Nos dias de hoje, observo a postura destes “intocáveis” no microblog twitter e em seus próprios blogs. Ali acusam e defendem como se estivessem (e na verdade estão) prestando serviços a políticos A ou B. Com essa postura antiética eu me pergunto e deixo uma pergunta no ar. São intocáveis mesmo?

É, tem muito corneteiro por aí, eles se acham no direito de governar, não se limitam a informar, ainda por cima, rotulam colegas de profissão, jornalistas que querem ser somente jornalistas. Os intocáveis são verdadeiras estrelas.

Bom, bom, não está, mas tá bom!

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                                    Por Elton Tavares

A Seleção Brasileira estreou ontem (15) na Copa 2010, contra a Coréia do Norte, com um resultado magro. Na primeira etapa, vimos um futebolzinho fuleira, uma bola quadrada e tals. Mas o importante é que o Brasil saiu na frente, jogou melhorzinho (nada empolgante), ganhou os três pontos e é líder do seu grupo.

O destaque foi o atacante Robinho, que não marcou gol, mas jogou muito e deu até passe para o meia Elano marcar o segundo. O Káká não jogou porra nenhuma, o Felipe Melo só constatou que é um merda e o Maicon fez o que esperávamos dele. No próximo domingo (20) tem mais.

Alguns, mais otimistas, dizem que o resultado foi bom, que foi só a estréia e Copa do Mundo é assim mesmo. Outros, críticos como eu, acharam a apresentação da Seleção de Dunga frustrante, mas o Robinho jogou bem. Já não posso dizer o mesmo do Luís Fabiano. Enfim, ta valendo.

Pensem bem, poderia ser pior, a Espanha perdeu para o time suíço, a primeira zebra do mundial da África do Sul (risos). Como diz o bordão de uma comediante brasileira: “Bom, bom, não tá, mas tá bom.” Vamos Brasil!

terça-feira, junho 15, 2010

É hoje!

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                                                              Por Elton Tavares

Nossa Seleção estréia hoje (15), ás 15h30, na Copa do Mundo 2010, realizada na África do Sul. O primeiro confronto é contra a desconhecida e misteriosa Coréia do Norte, país de regime fechado e regras duras do ditador Kim Jong-il. Falando nele, os coreanos disseram que a vitória em cima do Brasil será em homenagem a Kim Jong-il. Como dizemos por aqui: Tááá jabá!

Outra coisa boa de hoje é que, este espaço completa seis meses de existência, quero comemorar o aniversário do blog com uma vitória “De Rocha” em cima dos coreanos. Tomara que o Brasil dê uma “porrada seca” neles, pois os figuras de olhos puxados disseram não temer a única Seleção pentacampeã do mundo.

Eu confio no resultado positivo, mas quem for religioso que se pegue com seus santos, orixás, simpatias e afins. Tenho certeza da vitória, mas uma fezinha nunca é demais. Agradeço os mais de 6.400 acessos, obrigado mesmo. Vamos Brasil!

segunda-feira, junho 14, 2010

Emoções e patriotismo aflorado, é Copa do Mundo!

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                                                                Por Elton Tavares
As seis Copas da minha vida: 86,90,94,98,2002 e 2006.

Eu amo futebol, principalmente essa época, tempos de Copa do Mundo. A euforia toma conta da população, gente que nem gosta de futebol adora os mundiais de futebol. Pensando no que escrever sobre o assunto, resolvi falar das copas de minha vida. Ao todo, foram 8 mundiais, de 1978 á 2010 (já que nasci em 1976), mas falarei somente da Copa de 1986 para cá, pois minhas lembranças só alcançam até meados de 1983.

Apesar de achar o Dunga um FDP, acredito no time dele. A Seleção Brasileira estréia no campeonato amanhã (15), contra a Coréia do Norte, a partida é válida pela Copa do Mundo 2010, realizada na África do Sul. O texto é extenso, mas agradará aqueles que gostam de futebol. Leiam sobre as copas da minha vida:

México 1986

Na época da Copa de 86, realizada no México, eu tinha 10 anos e já gostava de futebol. Aquela foi a competição do Maradona, o ídolo argentino ganhou o torneio sozinho, o time era Maradona e mais 10, simples assim. Lembro quando perdemos para a seleção francesa, liderada pelo craque Michel Platini. O meu ídolo Zico (e de toda a molecada da época) perdeu um pênalti naquele jogo.

Penalidade essa comemorada exageradamente. Vou explicar, eu e minha família estávamos na casa dos meus avós paternos e meu tio, Itacimar Simões (que hoje mora no céu) ficou uma bandeira do Brasil bem em cima de um cano de água da casa. Resultado, perdemos a Copa e ele e meu pai (que também já se foi) tivera que ir atrás de um encanador.

Uma cena que me marcou foi o choro do jornalista da Rede Globo, Fernando Vanucci, ao final da partida em que o Brasil foi eliminado nos pênaltis; Vanucci declamou uma mensagem de um torcedor brasileiro à seleção, narrando a tal poesia, não conseguiu conter as lágrimas.

Itália 1990

A Copa de 1990, na Itália, foi a Copa em que ganhei grana apostando na Argentina. Calma, vou explicar. Eu ganhei o bolão na casa do meu tio. Cheguei perto do início do jogo, todos os palpites possíveis a favor do Brasil já tinham sido dados, eu disse: " Coloca 1x0 para a Argentina", secante e profético.

Com um passe de Maradona, Caniggia fez o gol que nos tirou daquele torneio. Nesta mesma partida, o lateral Branco saiu dizendo que havia pedido água ao massagista da equipe adversária e, depois de beber, tinha ficado zonzo. Estranhou que a água dada a ele não fosse do mesmo frasco entregue a Maradona. Ficou preocupado e comunicou ao bandeirinha. Depois, na volta para a concentração, dormiu no ônibus e continuou sonolento no dia seguinte. A história, que parecia uma desculpa pelo fracasso da Seleção em campo, acabou sendo comprovada pela imprensa argentina.

USA 1994

A copa do Romário, o baixinho arrebentou demais, Bebeto inventou a comemoração do embalo do bêbê e Tafarell, goleiro frio, de poucas palavras e poucos sorrisos, fechou o gol. Aquela foi a melhor Copa da minha vida, eu tinha 18 anos, foi tudo muito lindo. Assisti aos jogos na companhia de meu primo Gleuber e meu saudoso tio Ita (aquele do cano de 86).

Meu saudoso pai, Zé Penha, disse que o título foi sem graça, uma seleção retranqueira e tals. Concordo, mas o Romário deu show e me fez tomar incalculáveis litros de cerveja. Aquela foi a Copa.

França 1998

A Copa de 98, realizada na França, foi literalmente dos franceses. Aquele mundial era uma tragédia anunciada, já que o Romário foi cortado por conta de uma contusão. Mas o Baixinho deu a palavra de que estaria recuperado ao fim da primeira fase e eu botava fé nele, mas a comissão técnica não.

Chegamos a final contra os donos da casa, a partida marcou os torcedores. Um tal de Zidane, então desconhecido da maioria dos brasileiros, passou por cima da nossa seleção. Muitos discutem a possibilidade do Brasil ter "vendido" a final desta Copa. Poucos sabem o que realmente aconteceu na madrugada anterior ao jogo desta final, que resultou em um “bug ug” no Ronaldo Fenômeno, ainda um mistério para todos nós.

Japão e Coréia do Sul 2002

A copa de 2002 foi realizada em dois países, no Japão e Coréia do Sul. O zagueiro Roque Júnior calou a minha boca, eu critiquei muito o negão, mas ele defendeu com louvor. Com França e Argentina eliminadas na primeira fase e Itália fora (roubada contra a Coréia do Sul), pegamos a Alemanha na final, aí o Ronaldo lá na frente e o Marcos lá trás, arrebentaram.

Todo mundo chegou voando na copa de 2002. Até hoje, não sei se o Ronaldinho Gaúcho queria cruzar ou marcar aquele gol contra a Inglaterra, mas foi paidégua.

Uma particularidade daquela Copa foi o horário dos jogos, tivemos que beber de manhã e, ás vezes, amanhecer bebendo para ver os jogos.

Alemanha 2006

Não tenho muito o que falar sobre 2006. Apesar de um time de estrelas, a Copa foi palha para nós, quase não passamos por Gana e perdemos para a França, de novo, em um jogo que o Henry comeu a bola. A Itália venceu da França, com um futebol retranqueiro, o tal moderno, que fecha atrás e sai no contra ataque (modelo adotado pelo Dunga para 2010).

Tomara que a Copa de 2010 seja nossa, vamos Brasil!

Parabéns MIS

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Imagem premiada - Foto de Maksuel Martins

O Museu da Imagem e do Som do Amapá (MIS), com sede no Teatro das Bacabeiras, divulgou o vencedor de um concurso de fotografia, categoria “amador”. A imagem vencedora, intitulada "Desenho de Deus" é, de acordo com o MIS, uma composição limpa e equilibrada. Mais informações na página da instituição, que contribui com o aprimoramento nas áreas da imagem e do som. Leia: http://museudaimagemedosom.blogspot.com/

O vencedor do concurso foi Maksuel Martins, professor de fotografia, que foi aluno de duas das oficinas promovidas pelo MIS, Iluminação e Fotografia, dentro do projeto Teia Cultural da Secretaria Estadual de Cultura do Amapá (Secult).

Araken, o Showman!

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                                                       Por Elton Tavares 
Araken, sucesso da Copa de 1986.

Tomado pelo espírito da Copa do Mundo, lembrei da de 1986, realizada no Mexico (falarei das copas em um texto sobre os mundiais que vi). Na época, a molecada (e os adultos) viraram fãs do personagem Araken, o Showman! O Araken aparecia em vinhetas, antes do início e nos intervalos dos jogos transmitidos pela Rede Globo.

A irreverência do publicitário José Antonio de Barros Freire, o Barrinhos, que interpretava o personagem caiu na graça do povo e roubou a cena daquela Copa. Araken encarnava o torcedor brasileiro, que não perde a esperança e leva tudo na sacanagem. Hoje, aos 54 anos, Barrinhos é documentarista e mora no interior de São Paulo. Ele trabalha com produção de vídeos de responsabilidade social e programas para televisão.

O Araken satirizava os adversários e fazia sucesso com a mulherada, era o malandro feinho que sempre se dava bem. Ele também criticava a seleção como todo torcedor. Aparecia nas situações mais engraçadas, sempre na pele de um ferrenho torcedor, vestindo a camisa verde-amarela.

Araken deixou saudades em mim e (acredito) em toda a geração que acompanhou aquela Copa do Mundo. A musiquinha que ela cantava era mais ou menos assim: “Nessa Copa do Mundo não tem ninguém, vai dar Brasil meu bem, com Araken, o showman”. Êta nostalgia. Vamos Brasil!


domingo, junho 13, 2010

Mesmice

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Continuação da série "Um sábado qualquer":
Tédoidé? (risos)

sexta-feira, junho 11, 2010

O Dia dos Namorados

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O Dia dos Namorados é uma data esperada por muitos casais, época de boas vendas para o comércio, restaurantes lotados e em alguns casos, reconciliações. Para outros, é uma data infame. Já ouvi de amigas o seguinte lamúrio: “Pô, vou passar o Dia dos Namorados sozinha, que merda”. Besteira. Ainda há aqueles que adoram não ter uma namorada (o), pois não gastarão dinheiro com seus pares, mesquinho não? (risos). Eu parabenizo aqueles que namoram, que conseguem dividir alegrias e tristezas, glórias e fracassos, aventuras e desventuras, enfim, parafraseando Cazuza, “transformam o tédio em melodia”.


A definição da data é: “Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim, como é conhecido em outros países, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais. Neste dia é comum a troca de cartões e presentes como simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até a poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada a 14 de Fevereiro.


Eu acho bacana, pois já namorei muita gente legal, apesar de, no momento, preferir ficar sozinho, pois as prioridades são outras. Tudo bem, namoros não são somente flores, já tive muitas dores de cabeça por conta deles (na maioria das vezes, por causa do meu gênio ruim). Mas eu também tenho meus créditos, afinal, todos os meus relacionamentos duraram um tempão. Já rolou até “amigamento” (ô termozinho palha, risos).


O mais legal é que me tornei amigo da maioria das minhas “exs”, tudo bem, algumas me odeiam e é recíproco. Costumo dizer, aos que me cercam, que sou melhor como amigo do que como namorado. É, ciúmes, neuras,cobranças, etc. Uma série de coisas incompatíveis com inteligência. Ah! Também digo que não tenho inteligência emocional, sabe aquele lance de gestão de conflitos? Pois é, nesse quesito eu sou apenas um jornalista razoável (risos).


Resumindo, parabéns a todos que agüentam TPMs, barracos, telefonemas incessantes, atrasos, traições de gente sonsa (sim, tem coisas que descobrimos após o suposto relacionamento ter acabado, risos)ronco, peidos, não pegar chuva por causa da chapinha, não poder ir ao bar com os amigos, aniversários da família chata da sua parceira (o), gastos e mais gastos com tudo que possam imaginar, fiscalização de Orkut e afins.


Não me entendam mal, não sou contra nenhum tipo de relação afetiva. Claro que tem uma porrada de benefícios também, afinal, é foda, mas é foda, se é que me entendem (risos). Por exemplo, viagens, sexo, domingos de chamego (TV no domingo era osso), sexo, jantar com o casal de amigos, sexo, cinema a dois, sexo, e etc. Entretanto, acredito que, nos dias de hoje, relacionamentos tem prazo de validade (salvo os casamentos bem sucedidos, cada vez mais raros), este tempo varia de casal para casal, mas cedo ou tarde a coisa azeda, por isso é preciso viver o momento, sempre.


Aproveitando o ensejo, quero mandar lembranças para minhas ex, pessoas com as quais aprendi muita coisa. Valeu praca, abraço para vocês (ta bom, nem todas).Já vi muitos casais, que pareciam inseparáveis e inabaláveis, se largarem por motivos pífios ou sérios, não importa, mas eles seguiram seus caminhos. Também conheço muitos que estão juntos há décadas, essa administração de conflitos é osso, invejável.


 Todos nós temos virtudes e defeitos, ás vezes, a paixão ou amor não basta para matar um leão por dia. No meu caso, costumo dizer que sou melhor como amigo do que como namorado, acreditem, eu fico um tanto ditador, possessivo e ciumento.


Se você acredita na alma gêmea, destino traçado e metade da laranja, cuidado, o “admirável mundo novo” é cheio de surpresas. Mas se você tem consciência que tudo tem uma vida útil e quer viver o momento, namore. Certa vez, li que se quisermos fazer Deus rir, basta fazer planos. Se, ás vezes, entramos em atrito com nossos pais ou irmãos, imaginem com alguém que conhecemos já adultos? Volto a dizer, acho legal namorar, só ando sem saco, com uma certa preguiça efetiva e cansado de palavras tortas e singulares (risos).


Gosto de relacionar meus textos a canções, sobre relacionamentos, Renato Russo cantou: “Uma menina me ensinou, quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei”, este verso tem uma precisão quase cirúrgica, namoros e afins são sempre aprendizados. Também posso citar o Leoni: “Será que você não é nada que eu penso?Também se não for não me faz mal..”, sobre pequenas decepções que enfrentamos ao longo da vida.


Enfim, parabéns todos os namorados e namoradas, sejam eles héteros ou homossexuais, como cantou Milton Nascimento, na música Paula e Bebeto: ” Qualquer maneira de amor vale aquela, qualquer maneira de amor valerá”. Para finalizar, deixo a minha favorita no quesito “love”:

Eclipse Oculto - Caetano Veloso

“Nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan

Demasiadas palavras, fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida

Não me queixo, eu não soube te amar
Mas não deixo de querer conquistar
Uma coisa qualquer em você, o que será?

Como nunca se mostra o outro lado da lua
Eu desejo viajar do outro lado da sua
Meu coração galinha de leão não quer mais
amarrar frustração
Ó eclipse oculto na luz do verão

Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o
prelúdio

Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito
É, minha cara, falar, não sou proveito sou pura
fama

Nada tem que dar certo, nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio, atrasado e aflito
E paramos no meio sem saber os desejos aonde
é que iam dar
E aquele projeto ainda estará no ar?

Não quero que você fique fera comigo
Quero ser seu amor, quero ser seu amigo
Quero que tudo saia como som de Tim Maia, sem
grilos de mim
Sem desespero, sem tédio, sem fim”

Quarteto Amazon Music

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O Quarteto Amazon Music, pilotado pelo multiinstrumentista Finéias Reis, se apresentará amanhã (12), ás 22h na casa de shows “Prato de Barro”. A banda, de música Instrumental, é formada por músicos consagrados do Amapá.O repertório do Quarteto Amazon Music é repleto de canções, em estilos diversificados como MPB, Jazz, Blues e MPA. A apresentação promete. Nós recomendamos.

O quarteto Amazon Music é formado por músicos e professores da Escola de Música Walkíria Lima, localizada no centro de Macapá. A Proposta da banda é suprir a carência de música instrumental no Amapá, desenvolvendo um trabalho de qualidade.

Horário: 22: hs.
Rua: General Rondon, Próximo a sede do Trem
Informações: 9138-3248/9115-1774

Eu gosto de ser estranho

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                                 Por Elton Tavares

O pessoal do trampo, galera legal, vive me convidando para ir ao pagode, a shows de brega, micaretas ou boites. Eu não vou, não não gosto, é assim mesmo, sou um estranho e gosto disso. No máximo, vou a barzinhos mais sofisticados da cidade, mas “balada” não, não me divirto nelas.

Os convites são recheados de prós, como bebida grátis e abundância de mulheres (supostamente fáceis), mas o público e a trilha sonora destes lugares não me agrada, eu gosto mesmo é de Rock and roll, MPB e Samba (samba não é pagode), exatamente nesta ordem.

Este depoimento pode soar preconceituoso, não acho, é somente uma preferência, não estou dizendo que minhas opções são o que deve ser feito. Eu gosto mesmo é de boteco, de bater papo (coisa que não pode ser feita em boites e afins), de ouvir som legal.

Ser diferente tem um preço, você pode ser tachado de antipático, arrogante, porra-louca, antisocial e etc. Mas eu realmente passo de “vibes”, “charlação” ou qualquer uma dessas “paideguices”. Enfim, eu gosto de ser estranho (risos).

quinta-feira, junho 10, 2010

Mau caráter desde gitinho

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Continuação da série “Um sábado qualquer”:
É, pau que nasce torto...

Pipoca de Bits

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Quem me conhece sabe, eu odeio roupa coladinha em mim. Acho que poucos gordos gostam de andar por aí apertadinhos. Aí, minha amiga Hellen Cortezolli, me mostrou uma página virtual intitulada “Pipoca de Bits”. O site faz levantamentos e contextualização sobre temas diversos. Nele, vi este modelo exótico aí e resolvi postar aqui. Como diz a minha avó: “Deus tem cada seguidor..” (risos).

Ah, o endereço do Pipoca Bits é: http://www.pipocadebits.com

Um dia de fúria

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                                    Por Elton Tavares


Vocês sabem aquele dia que tudo da errado? Pois é, ontem foi osso, tanto no trabalho, como em questões particulares. Foi notícia ruim, cagada no trabalho, arrogância, pressão, falta de comunicação, afobação, fora as fofoquinhas cotidianas, lá pelas 18h, eu já tava quase surtando, assim como o personagem do ator Michael Douglas, no filme “Um dia de fúria” (risos).

Dá vontade de mandar tudo e todos para a caixa prega e, em alguns casos, socar algumas faces (risos). Mas tudo bem, quando fui dormir pensei: “Amanhã é outro dia, bola para frente”. Afinal, se não fossem as adversidades, seria até chato. Como diz um popular slogan amapaense: “A gente não pára!”. Que venham outros “dias de cão”, parafraseando o “Seu Creisso”: eu me agarantio!

quarta-feira, junho 09, 2010

Aproveite a vida e cuidado com as mulheres

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Continuação da série “Um sábado qualquer”:

Eu que o diga (risos).

terça-feira, junho 08, 2010

Eu tenho medo do Felipe Melo

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                                            Por Elton Tavares

Felipe Melo, o volante psicótico

A seleção de Dunga está muito longe do que o Brasil poderia mandar para o mundial de futebol. Se não bastasse o futebolzinho feio (o qual o treinador chama de moderno e que ganhou tudo), ainda temos um jogador chamado Felipe Melo. Eu pensei que nada seria pior do que, mais uma vez, Gilberto Silva, mas Felipe Melo é doido de pedra, um verdadeiro cagão.

O cabeça de área, eleito o pior jogador do Campeonato Italiano 2009/2010, sofre surtos psicóticos durante os jogos. O cara adora um cartão amarelo, difícil é quando ele não toma um. Se não bastasse a selvageria que desperta inveja até em Lúcio ou qualquer argentino, ele pecou muito ontem, errou o primeiro passe aos 23 segundos e não parou mais. Um jogador assim pode botar tudo a perder, até o Luiz Fabiano está menos marginal.

Outro ponto negativo é que, o time de Dunga tem seu principal craque, Káká, bichado e jogou contra Tanzânia e Zimbábue, que porra é essa? Mesmo que sejam os melhores times da Tanzânia e Zimbábue de todos os tempos, isso não é adversário, não dá para avaliar o time, a Seleção Brasileira não deveria jogar contra essas seleções medíocres.

Se não bastasse todos estes problemas, ainda vem o Galvão Bueno, conhecido locutor seca pimenteira, que matou Airton Senna, fez a Dayane dos Santos errar nas Olimpíadas, quebrou os joelhos do Ronaldo Fenômeno e etc. (ele tem muitos feitos em seu currículo de secador) dizer, aos 42 minutos do segundo tempo:

“O Gomes deixou o seu recado, o Júlio Cezar é o melhor goleiro do mundo, mas eu estou aqui para fazer as minhas defesas”. Logo em seguida, Gomes leva um gol, puta merda! Égua-moleque-tu-é-doido-do-secador!! Vou assistir a Copa em qualquer outro canal, menos na Globo.

Não sou expert em futebol, só aprecio o esporte, tomara que eu esteja errado, tomara que este timinho (mas eu gosto do Robinho, Júlio Cesar e outros) arrebente. Lembro que falei muita merda do Roque Jr em 2002 e o cara arrebentou, mas do Felipe Melo, eu tenho medo.

segunda-feira, junho 07, 2010

Em busca do Elo Perdido

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Reunião do MIS

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Ontem (6) rolou reunião no Museu da Imagem e Som. Quer saber o que aconteceu? O encontro de preparação para o Fórum Audiovisual da Amazônia Legal (FAAL), realizado na sala do MIS, fixada no Teatro das Bacabeiras, debateu sobre diretrizes para expandir a organização, por parte da galera que curte o audiovisual no Amapá, para que o cenário se fortifique, resulte em produções independentes de qualidade e valorize os talentos locais.

O FAAL deverá acontecer em Belém, PA, no período de 09 a 11 de Julho quando serão discutidos assuntos de interesse dessa galera acima citada, divididos em cinco eixos. Leia a matéria completa na página do MIS, no endereço eletrônico: http://museudaimagemedosom.blogspot.com/


Arte e música

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Sesc/AP - Foto: Elton Tavares

Projeto Botequim

O Serviço Social do Comércio (SESC/AP), por meio do Projeto Botequim, apresentará amanhã (8) o cantor Helder Brandão. A programação começará a partir das 21h.

Contato: Bio Vilhena – técnico de música do SESC: 8123-0178

Exposição: Do canto das árvores plásticas

No período de 09 a 30 de junho, o SESC AMAPÁ estará recebendo mais um produto do circuito cultural referente ao Projeto SESC Amazônia das Artes a exposição “Do canto das árvores plásticas” da artista Mirtes Rufino, de Rondônia.

A artista, Maria Mirtes Rufino é natural de Santarém/PA, radicou-se em Rondônia no final da década de 80. No contato freqüente e direto com a natureza descobriu seu poder de criação a partir do aproveitamento das formas trabalhadas nos galhos de árvores retorcidos pela força das águas dos rios. Suas esculturas feitas com materiais retirados diretamente da natureza retratam um cenário mágico de expressão e alegria, transmitida por bailarinas, palhaços, músicos, pássaros e homens da floresta.

A artista estará em Macapá nos dias 08 e 09 de junho para uma demonstração de sua técnica artística e para apresentar seu trabalho ao público amapaense na vernissage que ocorrerá no dia 09.06 na Galeria de Artes Antônio Munhoz Lopez a partir das 19 h - Centro de atividades Araxá.

O projeto SESC Amazônia das Artes na sua terceira versão, é um projeto que viabiliza a circulação e intercâmbio de espetáculo de teatro, dança, shows musicais e exposição de obras de artes que fazem parte da produção cultural de cada Estado da Amazônia Legal.

Exposição “Do Canto das árvores plásticas - Esculturas de Mirtes Rufino – RO

Período de Exposição: 09.06 a 30.06 de 2010.

Vernissage: 09/06 às 19h

Local: Galeria Antônio Munhoz – Centro de Atividades Araxá

Contato: Aline Pacheco – técnica de artes plásticas – 8122.6410

Fonte: Ascom/Sesc/AP

Blog Skate Extremo Norte

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                                                    Por Elton Tavares

Quem me conhece sabe que, há décadas, prestigio o cenário alternativo local. Por isto, indico o blog “Skate Extremo Norte”, um novo espaço, que tem o objetivo de levantar dados, relatar e divulgar histórias do skate amapaense.

Eu nunca andei de skate, mas aprecio e tenho muitos amigos que praticam o esporte. Entre eles, o dono do blog, o publicitário Jamary de Mira Neto, o popular “Kookimoto”, que anda de “carrinho” (gíria para skate) há cerca de 18 anos.

Na página, Kookimoto discorre sobre experiências pessoas ao longo da sua vida como skatista, história do esporte e história do skate no Amapá. Tudo com direito a fotos de personagens, encontros e competições da nobre atividade. É cultura urbana pura, vale conferir.

“O blog tem um formato de revista, com colunas, entrevistas e matérias. Aborda assuntos diversos, mas que cercam o estilo de vida “skater”, as atualizações serão quinzenais, esse período é importante para poder gerar uma boa quantidade e qualidade de conteúdo”, disse Kookimoto.

Skate e rock

Os skatistas amapaenses agitaram a cena rock de Macapá nos anos 90, dessa galera de esportistas, surgiu a saudosa banda “Little Big”, formada pelos praticantes de skate (você pode encontrar todas as informações sobre a Little na seção “Macapá é rock and roll” deste blog, no segundo capítulo da série “A história do rock amapaense).

Ah, o endereço da página é:



domingo, junho 06, 2010

O infame domingo

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                                                           Por Elton Tavares

Há pouco, durante uma conversa com uma amiga no MSN, falei que estava um tanto entediado hoje e ela também se queixou do infame domingo. Você está ferrado se você não sair de casa, não tem internet, TV á cabo, um bom filme ou um bom livro para ler no domingo.

A programação televisiva é pífia, com um formato chato e ultrapassado. E os apresentadores então? Todos os são medíocres. Fora aquela sensação de “acabou o final de semana, puta merda!” que o domingo trás (risos).

Tudo bem, domingo é dia de almoço de família, das velhinhas irem á missa e outras dominguices. No meu caso, domingo é ressaca (ás vezes moral), videogame, leitura e etc. No final das contas, é como dizem os velhos Titãs, na música Domingo:

"Domingo eu quero ver
o domingo passar
Domingo eu quero ver
o domingo acabar
Domingo eu quero ver
o domingo passar
Domingo eu quero ver
o domingo acabar..”



sábado, junho 05, 2010

Sempre tem um filho da puta!

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                                 Por Elton Tavares

Vocês já perceberam que sempre existe um filho da puta? Sim, puxa-sacos inveterados, o secador do seu time, aquela amiga da sua namorada que vive dizendo para ela te sacaniar, parente invejoso, falso amigo, colega de trabalho metido a foda, gay enrustido, que paga de machão e sacaneia outros homossexuais, racistas, xenófobos, mal comidas, enfim, sempre tem um filho da puta!

Tem também aquele doido, caretaço e otário, que vive te derrubando porque não consegue ser como você, que é maluco e se da bem mesmo assim. Aquelas doidas que nunca conseguem um namorado, ficante ou algo assim e detonam os das amigas. O cara que vive colocando defeitos nas suas coisas, por que bom mesmo são os utensílios dele.

Além dos filhos da puta da “elite”, que adoram ostentar suas futilidades, gabar-se de seus carros, jóias, apartamentos, roupas e afins. Ou pior, os filhos da puta que queriam ser como os elitizados, mas são parece o Batman, só capa, só foba, por assim dizer.

Também tem aquele parente que te sacaniou anos atrás e que não para de falar mal de ti, o vizinho que coloca o som que você odeia (no volume máximo), o colega invejoso, o falso amigo, o fura olho, mulher insatisfeita ou mordida (que te detona pelas costas), os “comilões” de plantão, que se gabam de feitos amorosos e, ás vezes, sem que eles tivessem existido.

O incompetente, que tenta puxar seu tapete, já que ele não consegue brilhar, a mulher sonsa, que paga de santinha e é a maior devassa, o cara que sempre senta na sua mesa liso, bebe, come e no final diz: “Hoje eu não tenho grana”, a sogra que quer mandar na vida do casal, o pai que cria o filho para ser competitivo e o torna um canalha e o chefe que rouba sua idéia.

É foda, mas temos que driblar, diariamente, vários filhos da puta. Eles sempre estão à espreita, esperando você marcar bobeira para lhe sacaniar. Como dizia meu avô: “Tem gente que não serve para serem nossos amigos, temos somente que transitar entre eles, da melhor maneira possível”. Não adianta neurar com isso, afinal, os filhos da puta são filhos da puta por insatisfação, se você não é um filho da puta, meus parabéns. Pois eu também não sou (risos).

Nietzche está morto!

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Continuação da série “Um sábado qualquer”:

sexta-feira, junho 04, 2010

O amor é uma espécie de preconceito

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                                                   Por Elton Tavares
Charles Bukowski, o velho safado

Há anos atrás, minha querida prima, Lorena Queiroz, me emprestou o livro “Misto quente”, do poeta e romancista alemão Charles Bukowski. A publicação é duca, muito boa mesmo. Nela, o escritor discorre sobre pontos de vista, histórias e posicionamentos anticonvencionais e, ás vezes, marginais (risos).

O velho Bukowski, falecido em 1994, cruzou meu caminho novamente um dia destes, quando minha amiga, Camila Karina, me enviou, pelo MSN, o seguinte parágrafo (que eu ainda não sei de qual livro foi retirado) escrito pelo alemão:

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa, quando há dez mil outras no mundo, que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece”

É, aquele velho safado e beberrão sabia das coisas. Como cantou o saudoso Renato Russo, no final da música “Metal contra as nuvens”:

“Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos”.

Então não sejamos preconceituosos (conforme o ponto de vista de Charles Bukowski, claro), afinal, hoje é sexta cambada, chega de literatura, ligue o foda-se e caia na farra (risos).


O emo-core e a Cultura de Massa

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                                                 Por Adnoel Pinheiro


 

Todo mundo já deve ter visto pelas ruas, praças e principalmente infestado nos meios de comunicação, como a TV e escutado nas rádios, uma série de bandas intituladas de emo-core. Entre elas podemos citar: o NX Zero, Cine e Fresno. São as mais populares atualmente no cenário nacional. Pois bem, o emo-core é um subgênero do rock e uma variante do Hard-core. É, por incrível que pareça, são significados totalmente distintos, apesar de o primeiro ser considerado fruto do segundo.

O emo-core em uma tradução simples para o português significa algo emocional, pois o termo core no sentido aplicado na palavra não tem uma tradução, ao contrario de Hard-core que na sua tradução nos indica algo como duro, difícil, árduo, estilo esse que nasceu na década de 80 nos EUA, sendo posteriormente propagado para o mundo inteiro.

A Cultura de Massa (cultura do povão) que não atinge somente o povão, pois qualquer forma de manifestação cultural se dá socialmente entre indivíduos constituintes de um povo e sociedade, é uma realidade pós revolução industrial. Também é um equívoco dizer que o “povão” não possui cultura, pois esse determinado grupo social tem determinados hábitos e jeito de viver, pensar e de ser, por mais que sejam considerados medíocres pelas classes intelectualizadas da sociedade.

Chegando ao principal ponto de discussão neste texto; o emo-core é objeto da cultura de massa, uma cultura voltada para o consumismo, a um povo-objeto. Após a revolução industrial e os avanços tecnológicos cada vez mais presentes em nosso cotidiano a sociedade se tornou “atomizada” (individualista), marcada pelo isolamento dos indivíduos, onde os mesmo ficam à deriva e decide por si só no mundo e age como convém, pois são manipulados pelos grupos que detêm o poder.

A massa converte-se a uma falsa-moral (que modela gostos, visando a obtenção de lucros) e a função da cultura de massa é divulgar essa falsa-moral e para isso usa os meios de comunicação de massa, onde os clipes das bandas emo são apresentados incansavelmente nas rádios e principalmente na grande modeladora de gostos. A MTV.

Em suma, essa indústria cultural que tem como propagador os meios de comunicação de massa é a grande modeladora de gostos, pois através das bandas de emo-core vende atitude, comportamento e uma modinha. E para quem vende? Para um grupo social amorfo, complacente com a comodidade da fantasia e escapismo, acéfalo e incapaz de pensar, de refletir, que tende a simplificar o mundo real e encobre seus problemas com soluções fáceis e falsas.

A cultura de massa visa a manutenção de capital e está atrelada ao consumo imediatista, pois quem lembrará de NX zero daqui há 10 anos? Ninguém. Pois não sobrevive ao tempo, não possui conteúdo, é descartável! É considerado porcaria e representa um produto industrializado, mercantil e compreendido como medidor de um valor estético. Então é bom refletir no que se está consumindo para não ter uma indigestão. Para quem considera a música como arte como eu ainda resta uma afirmativa; a arte ainda existe na era contemporânea.

Referência bibliográfica: para o alto e avante; iuri Andreas reblin; editora asterisco.

quinta-feira, junho 03, 2010

Edricy Tattoo

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                                                                   Por Elton Tavares

Escrevi este texto, há alguns meses, para a seção Punho Forte, do blog “Eu sou do Norte, do qual sou colaborador. No espaço falamos sobre talentos locais. O escrito é sobre o desenhista, grafiteiro e tatuador Edricy França dos Santos. Uma figuraça, que além de talentoso, é meu amigo. Leiam:

Edricy nasceu em Belém (PA), em 05/11/82. Apesar de paraense, ele se diz amapaense de coração e alma, pois cresceu em Macapá. Ele se interessou por arte em 1992, por conta do fato de dois primos seus, que estudavam na Escola de Arte Cândido Portinari, na capital amapaense. Edricy ficou fascinado e começou a rabiscar alguns retratos de sua avó. Sua mãe percebeu a veia artística e o matriculou na escola de arte.

Em 1993, o futuro tatuador precisou parar os estudos, pois sua casa foi destruída por um incêndio. Edricy se tornou skatista e começou a curtir culturas urbanas, como o grafite. Em 2002, resolveu voltar a estudar arte, fez amizades com vários artistas, como o grafiteiro e caricaturista Marconi, com quem aprendeu a grafitar.

Conforme ele, o grafite virou uma fonte de renda. Edricy decorou muitos estabelecimentos em Macapá, como o Bar e Pizzaria do Francês (local já descrito e indicado pelo Eu sou do Norte). O dinheiro foi usado para ir á São Paulo (SP), onde o artista aprendeu tatuar com o Tattoo Cigano.

Edricy tem muitas influências, como dos “Gêmeos de São Paulo”, conhecidos grafiteiros daquela cidade. No desenho, se espelhou em Tattoo cigano, Frank Frazeta, Robeste Hernandes e o nosso amigo Carlos Cabral (tatuador amapaense que mora na Suécia).

Com todos estes elementos, o artista se tornou um tatuador muito bom na técnica realismo, que reproduz fotos e imagens com perfeição. Nos dias de hoje, Edricy se reveza entre Macapá e São Paulo, onde já tem espaço garantido.

O tatuador possui um estúdio no bairro do Trem, em Macapá, onde “risca” pessoas e materializa fantásticas imagens em pele. Antenado, tatua ao som de rock. Quando fiz a minha tatuagem, escutamos desde Nação Zumbi á The Smiths. Ainda brinquei, disse a ele: “Edricy, eu pensava que saia mais sangue do que isso aí”. E ele: “Comigo não, desenho machucando o mínimo possível” (risos).

Brincadeiras à parte, ele é um artista talentoso, carismático e criativo. Edricy é muito bom no que faz, tanto que é requisitadíssimo na capital amapaense. Mas quer mais, como disse:

“Pretendo sair de Macapá definitivamente em breve, quero mais experiência na Tattoo e de vida. Estudo o realismo e quero ser reconhecido lá fora, reconhecimento muito difícil aqui”, afirmou o artista.


O show do Biquini Cavadão foi o melhor no Amapá

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Tomado por frustração, critiquei ontem mais um show de axé em Macapá. A falta de boas atrações (de fora do Estado) na capital amapaense, para o público pensante, é latente. Eu fui a vários showzaços em Macapá, Titãs na Chopperia da Lagoa, Lô Borges (também na Chopperia), Nando Reis (na Fazendinha e no Ceta Eco hotel), Lobão e Capital Inicial (em edições distintas da Feira Agropecuária), Autoramas (nas três vezes que eles vieram aqui), etc. Mas nenhum show no Amapá se compara ao do Biquini Cavadão, em dezembro de 2006, em Santana.

A apresentação da banda, que foi contratada pela Prefeitura daquele município para a festa de aniversário da cidade, foi emocionante. Fui de buzão, uma verdadeira missão, mas valeu à pena. O Biquini tocou todos os seus sucessos e alguns covers clássicos do rock nacional e internacional. Meu amigo Ewerton até subiu ao palco e cantou com os caras. O ápice da apresentação foi a execução da música “Timidez”, grande hit da banda.

É disso que sinto falta, shows de rock (de qualidade). Tudo bem, volta e meia vem os “Zumbidos do lado B”, alguma “ascendente banda” do circuito underground (risos). Mas eu sou da antiga, eu gosto de som novo e também das velhas. Bandas que ainda são muito boas e que poderiam tocar em Macapá ou Santana.

Fica a dica para o empresariado amapaense, já temos público para isso, basta ser showzão. Sobre a apresentação do Biquini Cavadão, leiam o que o Bruno (vocalista da banda) disse sobre o show de Santana.

Um Show Na Linha do Equador (depoimento do Bruno, vocalista do Biquíni Cavadão)

O Amapá sempre me fascinou. Primeiramente pela sua característica geográfica, na foz do Amazonas, o tal Oiapoque que a gente aprendia quando criança como sendo o extremo Norte do país (estudos hoje dizem que Roraima é que detém este marco) e o fato de ser a capital que ficava na linha do equador.Em 1992, estivemos em Macapá. Lembro-me como se fosse hoje. Um bandeirante bimotor fez o trajeto Belém Macapá por duas vezes para que nossa equipe toda chegasse. Eu, Coelho, e mais alguns da banda fomos antes.

Ao chegarmos à cidade, tivemos tempo de visitar a fortaleza que estampa a bandeira do estado e que vale a pena conhecer. Também fomos ao Marco Zero. Onde um imenso monumento indica a passagem da Linha do Equador, separando o estado nos hemisférios Norte e Sul.Aproveitando-se desta característica ímpar, O Zerão, estádio de futebol da cidade, também divide o campo entre Norte e Sul!

Pois bem, lá estávamos nós quando ouvimos no parque o barulho de um aeroplano, destes que são controlados por controle remoto. Olhamos pro céu e vimos um aeromodelo rasgando o céu a poucos metros de nós. Coelho, distraído e míope como é, nos perguntou se já era o pessoal chegando. “Será que são eles?” Só o técnico de som havia ouvido e ele começou a rir. Diante do vexame, ele pediu: “não conta pra ninguém…”, mas nosso técnico na época não fez por menos e abriu a boca pra todos rirem muito!

Quatorze anos depois, lá estávamos nós a caminho do Amapá novamente. Uma viagem demorada, saindo de São Paulo com escalas em Brasília e Belém. Uma noite virada e eu totalmente sem voz. O show no ginásio em Poços de Caldas havia me criado um cansaço vocal imenso, aliado a duas noites sem dormir (dormir bem é fundamental para ter boa voz). Para piorar, meu assento não reclinava. Foi uma viagem do cão! Quando chegamos a Macapá, o que restou de mim mal conseguia falar o básico. Havia ainda um almoço gentilmente oferecido pelo prefeito de Santana, onde faríamos a festa pelo aniversário da cidade.

Foi preciso declinar no convite. Todos foram menos eu, que entrei no quarto e só não apaguei direto por que encontrei uma baixela de frutas como boas vindas e achei melhor comer algo, especialmente as acerolas. Nunca havia provado assim, somente em polpa e estavam saborosas. Não por menos que elas são chamadas de ‘cerejas do Suriname’. Ao acordar, já havia melhorado sensivelmente minha voz. Com um pouco de exercícios fonoterápicos, consegui me preparar para o show desta noite.

A praça estava lotada e nós todos muito animados. O show encontrou um público muito receptivo, ainda que tenhamos sido avisados que rock não é a música principal que se toca na região. De todo modo, todos dançaram e participaram. Mais uma vez, uma criança marcou o show. O menino estava no ombro do pai e eu o chamei para conhecer o palco conosco. Ele olhava todos tocando e se agitava muito, ainda que não soubesse cantar conosco. Fez a maior festa e levantou a galera.

Ao final do show, agradecemos a todos pelo carinho. Sabíamos que a temperatura é mais elevada na Linha do Equador; hoje tivemos a confirmação do fato e sua principal causa: o calor é humano!