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quarta-feira, maio 21, 2014

Professores da Unifap paralisam em adesão a movimento nacional

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Por Abinoan Santiago

Professores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) aderiram nesta quarta-feira (21) a paralisação nacional da categoria. O movimento faz parte de uma agenda nacional de mobilização dos docentes a fim de pressionar o governo federal em relação as reivindicações da classe. Na Unifap, as atividades estão suspensas durante todo o dia em todos os campi da instituição no estado, que tem no quadro efetivo cerca de 500 professores.

Em âmbito nacional, os docentes cobram a reestruturação da carreira de professor e a valorização salarial. As pautas de reivindicações locais ainda serão definidas em assembleia geral, segundo informou o Sindicato dos Docentes da Unifap (Sindufap). A mobilização aconteceu em frente ao campus Marco Zero, em Macapá.

"Queremos uma carreira com degraus homogêneos para cada nível e a recuperação de perda salarial acumulada nos últimos dez anos que está em R$ 5 mil", comentou um membro da diretoria do Sindufap Sidney Lobato.

O sindicato também não descartou a realização de greve nos campi da Unifap. A decisão depende da mobilização nacional da categoria que definirá o cronograma a ser seguido pelo movimento.

Em caso de aprovação, essa será a segunda greve dos professores das universidades federais em dois anos. A última aconteceu em 2012, quando os docentes ficaram quatro meses em greve.

Técnicos

O movimento dos professores soma com a greve dos técnicos-administrativos da Unifap, que também aderiram à greve nacional da categoria e suspenderam as atividades no estado em 22 de abril.

Os profissionais que atuam em todos os setores da instituição cobram reajuste salarial, além de benefícios para a aposentadoria da categoria, que soma 287 técnicos no Amapá.

Por causa da greve dos técnicos, os serviços estão suspensos ou reduzidos em todos os departamentos da Unifap, como pró-reitorias, biblioteca e cadastro acadêmico. Na Unidade Básica de Saúde (UBS), localizada dentro do campus Marco Zero, na Zona Sul de Macapá, os atendimentos foram reduzidos.

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