Seguidores

Mostrando postagens com marcador Citação legal Eu por mim mesmo Papo de Rocha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Citação legal Eu por mim mesmo Papo de Rocha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 23, 2011

A primeira vez que fui a uma Aldeia Indígena

0
                                                                         Eu na aldeia indígena Aramirã -Foto: Adryany Magalhães.

Eu nunca tinha ido a uma aldeia indígena, mas morria de curiosidade. Eis que surgiu a oportunidade no início desta semana. Na última segunda-feira (19), fui a Aldeia Aramirã, da etnia Waiãpi, que fica cerca de 93 km do município de Pedra Branca do Amapari, no centro-oeste do Estado do Amapá, quase 2:30h de carro da capital Macapá.

A experiência foi melhor do que eu pensava. Os índios foram gentis. Fizeram apresentações de dança e falaram sobre seus anseios, sua identidade e Cultura.

Que o nosso país é uma mistureba de raças, todos estamos cansados de saber. Mas certamente a indígena é a mais presente na miscigenação do povo da Amazônia.

Quando eu era mais novo e ignorante, tinha um certo preconceito com índios. Fui emprenhado pelos ouvidos, pois desde moleque ouvia que eles eram preguiçosos. Como dizia o sábio Renato Russo: gente que “fala demais por não ter nada a dizer”.
                                                          Trampando - Foto: Marcus Vinícius

 
Graças a Deus, com um pouco de leitura, deixando de lado tais pontos de vista idiotas, me toquei. Hoje vejo os índios com outros olhos e respeito seu modo de vida e peculiaridades. Afinal, eles lutam pela conservação de sua identidade e isso é nobreza.

A influência indígena na Cultura nortista é forte demais. Conhecimentos acumulados através dos séculos. São Remédios caseiros, como a Andiroba, nosso poderoso antiflamatório e mais uma porrada de ervas benéficas para o tratamento de doenças.

Sem falar nas comidas típicas como maniçoba, tacacá, farinha de mandioca, açaí entre tantos outros elementos que compõem nossos costumes e tradições.

Então, queridos leitores que possuem algum tipo de sentimento escrôto em relação aos indígenas, são os verdadeiros donos do Brasil, como racismos e preconceitos, é melhor aprenderem a respeitar a raça e valorizar sua Cultura, pois ela é fortíssima em nossas tradições, costumes e culinária .  Pensem nisso!

Elton Tavares

sábado, junho 25, 2011

Forrock paidégua!!

6
                                                                                                Por Elton Tavares
                                                    Biroska lotado. Festa perfeita - Foto: Camila Karina
Eu costumo ser nostálgico. Parece que as coisas mais bacanas já rolaram e tals. Mas quanto o assunto é Rock no Amapá, as coisas parecem mesmo estar mudando para melhor. Além de vários festivais na agenda anual, vira e mexe, alguém promove uma festa bacana.

Foi o caso de ontem (24), rolou o “Forrock na Vila”, na casa de shows Biroska, que diga-se de passagem é um espaço muito legal. Quando cheguei, lá pelas 23:30h, peguei o finalzinho da apresentação da banda Degrau Norte. Também assisti a boa performance da Beatle George, apesar de eu não gostar do vocalista (pois o moleque é metido a rockstar pra cassete), eles mandaram muito bem, principalmente quando tocaram The Doors.

Ainda falando da apresentação da Beatle George, eles simplesmente atrapalharam a apresentação das outras bandas, como a stereovitrola, pois estouraram o tempo estabelecido para o show. Tudo bem que rock não segue regras, mas eles cagaram na pia. A organização do evento teve que desligar os instrumentos para frear a molecada non sense.

Os shows da Radiofone e Oh My Dog foram perfeitos, cheios de energia, público pulando e cantando junto. Principalmente quando a Radiofone tocou clássicos dos Smiths e a Oh My Dog mandou Nirvana. Foi doido demais.
                                                                                          Banda Radiofone - Foto: Camila Karina
Ah, vale ressaltar, eu nunca tinha visto uma festa de rock em Macapá com tanta mulher bonita. É, parece que os tempos em que o público era 90% macharada de camisa preta ficaram pra trás. Que bom.

O mais legal foi ver a casa cheia de público "pagante". Sim, gente que se propõe a meter a mão no bolso. O pessoal que curte rock aqui estava acostumado com  ingressos de R$ 5 e cachaça na mochila. Sofri isso na pele quando promovi festas no antigo Mosaico, nos anos 90, era só prejú.

Ainda bem que as coisas estão mudando pra melhor, reconhecimento e valorização do rock. Fiquei feliz por isso. Enfim, a festa foi perfeita, não faltou bebida, não teve briga lá dentro, não tava quente, todos de divertindo, muitos amigos e som de qualidade. Parabéns aos organizadores.

sexta-feira, junho 24, 2011

Quatro casamentos e um funeral

0

Senhoras e senhores, peço desculpa por interromper a sobremesa. Só há uma ou duas coisinhas que acho que devo dizer como padrinho. Esta é só a segunda vez que sou padrinho. Espero que tenha me safado dessa vez. Pelo menos o casal em questão ainda fala comigo mas infelizmente eles já não falam um com o outro. O divorcio foi finalizado há uns dois meses. Mas garantiram-me que isso não teve absolutamente nada a ver comigo. A Paula já sabia que o Piers tinha dormido com a irmã dela antes de eu ter falado disso no discurso, mas o facto de ele ter dormido com a mãe dela foi uma grande surpresa e acho que foi o principal motivo para o pesadelo de recriminação e violência que se tornou o seu casamento de dois dias. Mas já chega. Gostaria apenas de dizer o seguinte: estou, como sempre, absolutamente fascinado por qualquer pessoa que consiga fazer este tipo de compromisso tal como o Angus e a Laura fizeram hoje. Eu sei que não ia conseguir fazê-lo e acho que é maravilhoso que eles consigam.”

Charles ( Hugh Grant ) no discurso do casamento de Angus e a Laura no filme "Quatro casamentos e um funeral". Eu concordo.