Seguidores

Mostrando postagens com marcador Repostagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Repostagem. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Escreva, Elton, escreva !

0

Sabem, quando trabalhava no Portal Amazônia (2008), aprendi que internet é velocidade da informação. Durante um curso de webjornalismo, em Manaus (AM), me ensinaram que é necessária a atualização diária de uma página eletrônica e, se possível, mais de uma vez ao dia.  

Quando este blog foi criado, no final de 2009, lembrei-me dos ensinamentos do PA e comecei a postar cada vez mais conteúdo. São coisas sérias e besteiras. Foi assim que adquiri esse lance de me cobrar escritos.  

Nesta página, publico tudo que me dá na telha, a blogagem é um vício legal. Tento informar e divulgar Cultura, coisas interessantes, além de besteiras que me agradam, sempre tentando pontuar as coisas de forma diferente, fugindo das mesmices, modinhas e papos furados. Sempre tentando usar o cérebro e também o coração. 

Não gosto discutir o sexo dos anjos, mas perco tempo com disparates legais sim, além de disparar minha opinião sobre qualquer coisa, doa a quem doer. O problema são os questionadores que não entendem que este blog é meu, portanto, sou responsável pelo que escrevo aqui e não pelo que eles entendem. 

Ah, este espaço está aberto para divulgação de Cultura em todas as suas vertentes, é só mandar por e-mail (endereço no layout do blog). 

Continuarei postando aqui o que me der vontade, mas nunca uma mentira. Como dizem no velho Latim: Verum, dignum et Justus Est! (É verdadeiramente digno e Justo). A não ser que seja algo engraçado e tão absurdo que ninguém acredite. No mais, esse testículo foi só para matar a coceira dentro da minha cabeça que diz: “escreva, Elton, escreva!”.

Elton Tavares

sexta-feira, outubro 04, 2013

Sou uma anamorfose ambulante!

1
Minha amiga Janisse e meu irmão Emerson.

Certa noite, por sinal muito divertida, eu e alguns amigos conversávamos, no Bar Norte das Águas, sobre sermos as “ovelhas negras” de nossas respectivas famílias. Em um momento brilhante, minha amiga e mestra em Psicologia, Janisse Carvalho disse: “Nós somos anamorfoses”. Claro que nenhum de nós entendeu o significado do termo. Leiam o texto:

                                                                   Sou uma anamorfose ambulante! 

                 Por Janisse Carvalho

Uma anamorfose (do grego anamorphosis) é uma imagem deformada que aparece em sua verdadeira forma quando visto em alguns “não convencionais” caminhos. É a representação de uma figura (objeto, cena etc) de maneira que observada frontalmente parece distorcida ou mesmo irreconhecível, tornando-se legível quando vista de um determinado ângulo, a certa distância, ou ainda com o uso de lentes especiais ou de um espelho curvo.

As anamorfoses sociais têm sido estudadas pela psicologia social,o professor Antonio da Costa Ciampa, da Universidade de São Paulo (USP) compara o conceito que vem das artes visuais com as chamadas personas non gratas de nossa sociedade, os marginais. Aqueles que burlam as regras!

Uma anamorfose se diferencia do comportamento corrupto, pois este é carregado de mau-caratismo e se caracteriza em querer se dar bem em cima dos outros. As anamorfoses são almas transgressoras que, segundo rabino Nilton Bonder, líder espiritual da Congregação Judaica do Brasil e autor do livro Alma Imoral, são necessárias para evolução do mundo.

Em sua obra, Bonder compara o sujeito que deu o primeiro passo diante do Mar Vermelho como um transgressor. Ou seja, uma anamorfose é o sujeito que por não concordar, consciente ou inconscientemente, com o que lhe é imposto, com aquilo que o oprime de alguma maneira, transgride!

Eu diria que pessoas, consideradas “loucas” por muitos, em suas respectivas épocas eram anamorfoses. Ícones como Van Gogh, Pablo Picasso, Raul Seixas, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Freud, Chico Xavier, Nietzsche, Jesus, etc. O problema não está em cometer erros, está em não compreender os sentidos que estes mesmos erros podem alcançar e significar para sociedade o que está por trás deles. Anamorfose é, no final das contas, outra forma de dizer a verdade! Por isso são, na sua grande maioria, incompreendidas.

Diante da explicação de Janis (como chamamos nossa ilustre e inteligente amiga), brindamos a nossa saúde, as ovelhas negras ou melhor, anamorfoses. Daí, o resto da noite foi regado a dezenas de boêmias bem geladas e muitos outros assuntos interessantes, como sempre. É por essas e outras que adoro essa galera.

* Janisse Carvalho é psicóloga, militante da Cultura, professora universitária, atriz e professora de Teatro.

sábado, setembro 21, 2013

Like a Rolling Stone - Tocados pelas mãos de Deus II

3
                                                            Por André Mont'Alverne

Like a Rolling Stone é uma canção de rock and roll de 1965, escrita e gravada pelo cantor e compositor Bob Dylan. Ela representa, pela sua duração (6:09), musicalidade e estilo, uma das canções mais influentes desse artista inigualável, que hoje é uma lenda (ainda) viva.

A faixa de abertura do álbum "Highway 61 revisited", o sexto álbum do, até então, jovem da música folk, "Like a rolling stone" deu novos rumos para a poesia no rock, que até então era restrito aos temas "boys meets girl", "I love you" e "Let`s dance all night". Com ela, Bob Dylan estabeleceu uma mudança de rota que ele vinha tentando fazer há algum tempo, desde que conheceu durante uma turnê, a promissora cena roqueira Britânica que, com os Beatles na linha de frente, começava a ultrapassar as fronteiras da Grã-Bretanha para ganhar o mundo.

A melodia dessa música é como uma correria para contar uma história. Começa com uma batida seca na bateria e depois as letras tomam conta (Era uma vez...). Os versos cantados rápidos e perguntas com ar de deboche faz com que a música ganhe ritmo, mesmo quando ela é somente lida no papel, sem ouvir os instrumentos.

Diferente das letras diretas de protesto que Bob Dylan compôs até aquele momento, como "Blowin' in the wind" e "The times, they're are a changin'", o conteúdo dessa é ambíguo, e permite diferentes interpretações. Era uma narrativa inédita nas letras de rock naquele período.

Em uma análise superficial, a letra conta a história de uma esnobe da alta sociedade que vira indigente. Entretanto, há quem diga que se trata de uma referência a Edie Sedgwick, amiga de Andy Warhol, por quem Bob Dylan se apaixonou. Há também quem defenda a teoria de que o cantor está falando de si próprio, metaforicamente, quando a ideologia do sonho americano começava a cair por terra, com o assassinato do Presidente Kennedy e a Guerra do Vietnã.

O impacto mediante ao público e aos artistas da época foi imediato. Alguma coisa nova estava acontecendo, e nada mais seria como antes na música pop americana. Bruce Springsteen disse: "ela soava como se alguém tivesse aberto a porta de sua mente".

Essa música teve uma importância histórica tão grande que rendeu até um livro de 256 páginas: "Like a Rolling Stone: Bob Dylan na Encruzilhada", lançado pela Companhia das Letras, de autoria do historiador cultural e jornalista de rock Greil Marcus. Nesse livro se encontram várias curiosidades que cercam esta belíssima canção de rock, como a revolução que ela provocou nas rádios, que na época, se limitavam a tocar canções de no máximo 3 minutos, e da inspiração que Bob Dylan teve para criar essa música que, segundo ele mesmo (PASMEM!!), veio de "La bamba", de Richie Valens.

Em 2004, a revista Rolling Stone nomeou esta canção, como a melhor de todos os tempos e declarou: "Nenhuma outra canção pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas da sua época".

Já que tanto foi falado de "momento histórico", eu recomendo para quem não assistiu esse encontro, que aconteceu aqui mesmo, em terras brasileiras. Absorvam cada segundo, agora mesmo!

Like a Rolling Stone - Letra e Tradução

Once upon a time you dressed so fine
Era uma vez, você se vestia tão bem

You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
Jogava esmola aos mendigos em seu auge, não foi?

People'd call, say, "Beware doll, you're bound to fall"
As pessoas chamavam, dizendo “Cuidado boneca, você está pedindo pra cair”

You thought they were all kiddin' you.
Você achou que todos eles estavam brincando com você.

You used to laugh about everybody that was hangin' out.
Você costumava rir de todo mundo que ficava vadiando ao redor.

Now you don't talk so loud, now you don't seem so proud.
Agora você não fala tão alto, agora você não parece tão orgulhosa.

About having to be scrounging for your next meal.
De estar tendo que vasculhar pela sua próxima refeição.

(REFRÃO)

How does it feel?
Como se sente?

To be without a home.
Por estar sem um lar.

Like a complete unknown.
Como uma completa estranha.

Like a rolling stone?
Como uma pedra que rola?

You've gone to the finest school all right, Miss Lonely.
Você freqüentou a melhor escola muito bem, Senhorita Solitária.

But you know you only used to get juiced in it.
Mas você sabe que você apenas ficava enchendo a cara lá.

And nobody has ever taught you how to live on the street.
E ninguém jamais lhe ensinou como viver nas ruas.

And now you find out you're gonna have to get used to it.
E agora você descobre que você vai ter que se acostumar com isso.

You said you'd never compromise.
Você disse que nunca tinha compromisso.

With the mystery tramp, but now you realize.
Com o vagabundo misterioso, mas agora você percebe.

He's not selling any alibis.
Que ele não está vendendo álibis.

As you stare into the vacuum of his eyes.
Enquanto você olha fixamente para o vácuo de seus olhos.

And ask him do you want to make a deal?
E o pergunta, você quer fazer um trato?

(REFRÃO)

How does it feel?
Como se sente?

To be without a home.
Por estar sem um lar.

Like a complete unknown.
Como uma completa estranha.

Like a rolling stone?
Como uma pedra que rola?

You never turned around to see the frowns on the jugglers and the clowns.
Você nunca se virou para ver as carrancas dos equilibristas e dos palhaços.

When they all did tricks for you
Enquanto todos eles faziam truques para você.

You never understood that it ain't no good.
Você jamais entendeu que isso não é bom.

You shouldn't let other people get your kicks for you.
Você não deveria deixar as outras pessoas se divertir no seu lugar.

You used to ride on the chrome horse with your diplomat.
Você antigamente cavalgava o cavalo cromado com seu diplomata.

Who carried on his shoulder a Siamese cat.
Que carregava em seu ombro um gato siamês

Ain't it hard when you discover that.
Não é difícil quando você descobre que

He really wasn't where it's at.
Ele realmente não era tudo que aparentava ser.

After he took from you everything he could steal.
Depois que ele levou de você tudo que podia roubar.

REFRÃO

Princess on the steeple and all the pretty people.
Princesa no campanário e todas as pessoas bonitas.

They're drinkin', thinkin' that they got it made.
Estão todas bebendo e pensando que estão por cima.

Exchanging all kinds of precious gifts and things.
Trocando presentes caros e coisas.

But you'd better lift your diamond ring, you'd better pawn it babe.
Mas é melhor você surrupiar o seu anel de brilhante é melhor você penhora-lo, baby.

You used to be so amused
Você antigamente era tão entretida

At Napoleon in rags and the language that he used
Com o Napoleão de trapos e a linguagem que ele usava

Go to him now, he calls you, you can't refuse
Vá para ele agora, ele te chama, você não pode recusar

When you got nothing, you got nothing to lose
Quando você não tem nada, você não tem nada a perder

You're invisible now, you got no secrets to conceal.
Você está invisível agora, você não tem mais segredos a ocultar

(REFRÃO)

How does it feel?
Como se sente?

To be without a home.
Por estar sem um lar.

Like a complete unknown.
Como uma completa estranha.

Like a rolling stone?
Como uma pedra que rola?

sexta-feira, setembro 06, 2013

Hoje é o Dia do Sexo!!

0

Hoje (6) é o Dia do Sexo. Portanto, mandem ver, seja com parceiro fixo ou varejando mesmo, depende do que lhe faz feliz. Se solteiro, use uma abordagem criativa, se enrolado, faça tudo para fazê-la feliz. Ah, a data foi escolhida porque é dia 6/9=69 (risos). Então, desejo a todos um ótimo day sex ou sex day, sei lá. Mandem ver! 

"Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão

Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval" 

Trecho da música Amor E Sexo - Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor

Elton Tavares

segunda-feira, setembro 02, 2013

A Falta em busca da presença

0

Na falta de ter o que falar, decidi tentar escrever sobre tudo o que me vem à cabeça. E na falta de ideias em minha mente ou o excesso de informações e imagens inúteis que juntas não somam um nada, dizem que é nessa hora que Diabo dá o toque "é aí que eu faço a festa". Mas hoje não cara, hoje não.

Essa plateia silenciosa talvez nem exista e mesmo assim está sedenta pelo desejo de finalmente ver de perto as grandes expectativas tomando formas concretas. Uma exposição onde os aplausos fariam ecos no universo.

As expectativas fazem parte da vida e com o tempo podem desgastar os corações esperançosos... Como a areia fina que corre rápido por entre os dedos, mas que deixa a mão seca e grossa. Capaz de arranhar os rostos mais delicados.

As coisas belas, que foram construídas em tempos que há muito já sumiram da memória daqueles que não tem nada de bom para lembrar, reaparecem no além do que se pode ver.

Correr atrás do sol para manter o dia claro. ou enfrentar a escuridão da noite para ver o amanhecer?

Quando óbvio pula de trás da moita, de forma assustadora, a verdade passa a ser uma passageira diária que desceu de um ônibus lotado, no centro da cidade... Pronta para iniciar mais uma longa e árdua segunda- feira.

André Mont`Alverne

sábado, agosto 17, 2013

QUASE FAMOSOS - UMA HISTÓRIA DE AMOR VERDADEIRO

4
                                                                                            Por André Mont'Alverne

Neste filme, o diretor Cameron Crowe apropria-se de uma cena rock and roll, assim como havia feito com o grunge de Seattle em "Singles - Vida de Solteiro", para embalar sua historia de amor. 


A diferença é que aqui as coisas são verdadeiras. Quase Famosos é praticamente um filme autobiográfico. Cameron Crowe foi de fato o jornalista prodígio que cobriu uma turnê do Led Zeppelin, ainda na adolescência, para a revista Rolling Stone.


Estamos em 1973 e William Miller, o alter-ego de Crowe na tela, (interpretado pelo estreante Patrick Fugit) tem apenas 15 anos. O rock manda no mundo. David Bowie é um mito que veio do espaço. Lou Reed largou o Velvet Underground e começou a caminhar no lado selvagem da sua carreira solo. Neil Young deixou o Buffalo Springfield para dedicar-se também a carreira solo e começou a brincar com os amigos David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash.

Imagine Black Sabbath, The Who, Led Zeppelin e Pink Floyd no auge, lançando seus melhores trabalhos. Naquele tempo os Deuses andavam sobre a Terra e um garoto rabiscava textos sobre música em um pequeno jornal de San Diego, até conhecer Lester Bangs que é só o cara mais genial que escreveu sobre música em todos os tempos e naquela ocasião editava a Cream Magazine. 


No filme Lester Bangs, (interpretado pelo ótimo Phillip Seymour Hoffman), aparece como mentor do garoto, sempre lhe dando muitos conselhos como: "As bandas irão te usar, irão te apresentar garotas, irão te dar drogas, tudo para que você fale bem delas, por isso, ao escrever sobre uma banda seja honesto e impiedoso".


Depois de ser surpreendido por um telefonema de Ben Fong-Torres (o mais famoso editor da mais famosa revista pop de todos os tempos) dizendo que quer uma matéria sobre uma banda nova, William embarca no mundo de "sexo, drogas e rock and roll" com a banda fictícia Stillwater, para desespero da sua mãe, numa interpretação sensacional de Frances McDormand. A pauta da matéria foi acertada via telefone, sendo assim, o editor não percebe que está conversando com um menino de 15 anos.

Sua missão era escrever uma matéria para a revista Rolling Stone: 3000 mil palavras sobre o Stillwater (o grupo é uma mistura de Led Zeppelin, Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd e The Who). No filme, somos apresentados ao mundo do rock and roll juntos com William.


 Antes, ele era apenas um fã que ouvia e venerava as bandas de rock e desconhecia o conturbado mundo de turnês, mentiras e brigas de egos. A época era de exageros, orgias, drogas e álcool, mas aqui, com os olhos do garoto, vemos uma versão romanceada disso tudo. Nada é escondido no filme, mas tudo é mostrado com uma sutileza que atinge a medida certa, o que é uma característica marcante de Cameron Crowe.


William é doce demais para o rock. E se apaixona logo pela garota mais bonita que aparece, Penny Lane, groupie que acompanha bandas, interpretada por Kate Hudson, com conhecimento da causa, já que ela tem uma certa inclinação a se envolver com músicos - depois de se separar de Chris Robinson, líder do Black Crowes, atualmente namora o Matt Bellamy, do Muse.


É difícil não fechar os olhos e se colocar na posição de William. Principalmente para um fã de música, como eu, e para aqueles que, como diz a groupie Sapphire (Fairuza Balk), gostam tanto de uma música ou de uma banda a ponto de doer. "Quase Famosos" é um parente próximo de "Alta Fidelidade" que se aproxima mais de quem faz música, ou pelo menos de quem faz parte da indústria musical: bandas, empresários, jornalistas e, é claro, os fãs.

Dizem por aí que tudo sempre acontece por causa de uma garota, Penny Lane trouxe para Kate Hudson um lugar de destaque na minha - prateleira-de-coisas-boas-que-duram-para-sempre - por mais que a atriz agora amargue personagens fraquíssimos e veja sua carreira reduzida a comédias bestas, ela sempre será a eterna Penny Lane.

Quase Famosos funciona como uma máquina do tempo para as pessoas que se dizem órfãos dos anos 60 e 70, embora nunca tenham vivido a época propriamente dita, ou seja, quando estiver deprimido, não leve a sério, visite seus amigos e veja esse filme. Quase Famosos é, na verdade, um filme de grandes amizades, amores inesquecíveis e muito, muito do verdadeiro e puro rock and roll.


Aqui algumas curiosidades deste filme magnífico:

Este filme ganhou o Oscar de melhor roteiro, Grammy de melhor trilha sonora e dois Globos de Ouro: melhor filme e melhor atriz coadjuvante para Kate Hudson.

- O estreante Patrick Fugit foi escolhido após um teste com 200 adolescentes.

- O papel de Russell Hammond foi escrito para Brad Pitt, que depois de gravar quase a metade do filme, não agradou Crowe e foi substituído.

O papel de Penny Lane foi escrito para Sarah Polley. A atriz estava ocupada com um projeto pessoal e Kate Hudson, que ficou com personagem que seria de Polley, havia sido escalada para viver a irmã de William.

- Para parecer uma banda real, os atores que viveram os integrantes da Stillwater ensaiavam quatro horas toda noite. Os ensaios duraram seis semanas.
- Peter Frampton ensinou a Billy Crudup como tocar guitarra durante as filmagens e as músicas da banda Stillwater foram escritas por Peter Frampton.

- A mão que escreve em uma folha na cena inicial do filme pertence a Cameron Crowe. O episódio da discussão no avião é inspirado numa viagem que Cameron Crowe fez com o The Who.

- A cena inicial é uma homenagem ao drama O Sol é Para Todos (1962), um dos filmes preferidos de Cameron Crowe. Depois da sequência, William Miller e sua mãe começam a discutir sobre o protagonista do filme.

- Quando Russell Hammond declara: “Eu sou um deus dourado!”, ele faz uma menção a Robert Plant, da banda Led Zeppelin, que disse a mesma frase na sacada de um hotel na Sunset Strip. A diferença é que Plant estava sóbrio, Hammond não.

- Na cena em que o avião sofre uma turbulência, Russell começa a cantar “Peggy Sue”. A ação é uma referência a Buddy Holly, que morreu devido um acidente de avião enquanto estava em uma turnê. Depois, Russell muda de música, ele canta “Whoa baby!”, referência a The Big Bopper, que também morreu em um acidente de avião.

- Kirsten Dunst quase ficou com o papel de Penny Lane. Cameron Crowe disse que escolheu Hudson por ela transmitir a sensação de `espírito livre´. O diretor, cumprindo uma promessa que havia feito para Dunst, dirigiu um filme estrelado pela atriz em 2005, que é "Tudo Acontece em Elizabethtown".


- A mãe de Cameron Crowe fez uma ponta no longa. O cineasta tentou manter ela distante de Frances McDormand, já que a atriz interpreta uma personagem baseada em sua mãe. Assim que Crowe deixou o set por alguns minutos no primeiro dia de filmagens, McDormand e sua mãe estavam lanchando juntas.


Assistam ao trailer do filme: 



sexta-feira, agosto 02, 2013

Resenha do Alta Fidelidade ( por André Mont'Alverne)

1
Por André Mont’Alverne


“O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumi-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz? Ou era infeliz porque ouvia música pop?”

É com essas frases, ditas por Rob Gordon (John Cusack), olhando diretamente pra você (telespectador), que começa a maravilhosa comédia romântica “Alta Fidelidade”, que é uma adaptação do livro de Nick Hornby. É um desses filmes que fica melhor a cada vez que você assiste. Sempre existe uma, entre as várias músicas, que compõem a trilha sonora do filme, que não foi notada ou alguma cena que passou batida. O roteiro envolve o telespectador de uma maneira que não há quem não se identifique com Rob. A interação dele com a câmera é perfeita e acontece várias vezes durante o filme.


Rob é o dono de uma romântica loja de discos que, aparentemente, está à beira da falência, a loja conta com dois funcionários hilários e totalmente diferentes um do outro. Enquanto Dick (Todd Louiso) é um típico fã de Belle and Sebastian. Já Barry (Jack Black), é uma pessoa alegre cheia de swing que gosta de músicas mais agitadas e eles sempre discutem sobre essa diferença. Barry rouba todas as cenas em que aparece.

Rob leva um fora da sua linda namorada Laura (Iben Hjejle) e, por conta disso, passa por uma tremenda dor de cotovelo e decide reencontrar suas exs namoradas com o intuito de descobrir o "Porque??" seus relacionamentos nunca dão certo.

O Filme é recheado de listas (Top Five) musicais e diálogos interessantes que acontecem no interior da loja de discos e, no decorrer da trama, Rob vai fazendo uma alto avaliação, sempre se questionando sobre o que é realmente importante para ele. Mas será que está preparado para mudar de estilo de vida?




Entre as várias boas cenas do filme, eu destaco a cena onde Rob encontra Laura pela primeira vez depois que ela o deixou, ele pergunta se ela já tinha transado com o novo namorado Ian 'Ray'(Tim Robbins). Ela responde que não, porque não teve vontade. Ele sai dançando, ao som de We Are The Champions, do Queen. Essa cena diz muito sobre a natureza masculina.

Alta fidelidade é um filme cheio de diversão, mas que também nós leva a reflexão, admitir que o amor por uma pessoa não apaga o desejo sexual por outra é uma das mensagens importantes que o filme transmite.O filme é feito por gente que se preocupa com a inteligência de quem assiste. Aqui vai o meu Top Five dos filmes mais Rock da história do cinema:

The Doors de Oliver Stone (1991)
The Commitments (1991)
Quase famosos (2000)
A festa nunca termina (2002)
Johnny & June (2005)



segunda-feira, julho 29, 2013

Sempre fica para a próxima segunda-feira

0

Estava aqui pensando sobre o que escrever, aí lembrei que sempre adio tudo para a próxima segunda-feira.  Como retomar os exercícios físicos (tô porrudo e preciso queimar um pouco do pirão e gelada) e continuar aquele livro grossão, o qual eu li só metade.   

Se forem coisas escrôtas de se fazer então, fica para uma segunda longínqua. É só vocês prestarem atenção, dieta, exame médico, parar de fumar, beber ou malhar, para a maioria das pessoas, fica para depois, muito depois.

Sempre o velho hábito adiar, adiar e adiar. O problema é que o tempo voa, a vida passa depressa demais. Um dia desses eu estava curtindo a vida no anos 90, sem grandes preocupações.

Às vezes é preciso acontecer alguma cagada para nos espertarmos. O velho tratamento de choque. Aí você trata de perder peso, esquecer o tabagismo, cortar sal, estudar, arrumar um emprego ou casar.

Até pensei em aproveitar o ensejo e desligar o computador, pegar meus alteres e começar a malhar. Depois tomar um banho e ler pelo menos uns 30 minutos. 

Bom, é hoje! Então vamos cumprir as promessas galera. Tenham todos uma ótima semana.

* Texto repostado, pois toda segunda é isso. 

Elton Tavares

segunda-feira, julho 01, 2013

As memoráveis férias de julho em Macapá e a babaquice de quem não sabia curtir

9

Começou o mês de julho. Em outra época, o período mais aguardado pelos jovens amapaenses. A galera que não viajava tinha a oportunidade de rever os amigos. A maioria deles, estudantes que moravam em vários estados do Brasil. Era aí que rolava a troca de informações culturais e a indignação. Nós inventávamos festas divertidíssimas, com muito rock e birita barata.  Oh “ajuntamento”paidégua aquele. 

Alguns amapaenses, mais exigentes e com a memória fraca, ficavam mordidos com o fato de Macapá não mudar. Eles falavam que não tinha isso ou aquilo, que a cidade onde moravam era o máximo, que todos lá eram legais e blá, blá, blá. Era aquele velho papo para encher os olhos e ouvidos de quem nunca saia daqui, era mais para aparecer, pois a maioria terminou os estudos e voltou para cá, onde as oportunidades ainda são grandes. 

Mas também tinha a galera que notava todos os contras de nossa terra, mas não dava importância, pois estavam felizes de estar com a família e amigos. A mudança de comportamento dessas pessoas era de acordo com sua personalidade, os legais saíram daqui e voltaram cheios de novidades, idéias e muita vontade de mudar Macapá para a melhor. 


Já os pregos, chegavam torcendo o nariz e (pasmem) até mudavam sua forma de falar, com sotaques e vícios de linguagem das respectivas cidades onde moravam. Sabemos que, em alguns casos, é normal que pessoas absorvam o linguajar do local onde moram, mas a maioria deles era pura falta de personalidade mesmo.

Tinha cada figura. Nós éramos rotulados de loucos, pois escutávamos rock e fazíamos o que dava na telha. Fomos alvo de uma moçada “careta” que fazia o tipo politicamente correta. Até esses patetas irem estudar fora do Amapá. Foi um choque para eles, teve santa que virou puta, teve prego que virou safo, sapo que virou príncipe e princesa que virou baranga. E vice-versa. 


Alguns, que eram babacas, viraram caras legais e outros, que eram legais, se tornaram chatos esnobes. Parecia muito com o papo do Douglas, aquele personagem do ator Bruno Garcia, no filme “Lisbela e o Prisioneiro”. 


Douglas era um pernambucano, que se esforçava para falar com sotaque carioca, pois tinha passado um tempo no Rio de Janeiro e ao voltar para sua cidade natal, desdenhava de tudo, pois as coisas boas se passavam no "Rio di janêiro". A grande febre dos anos 90, na capital amapaense, foram as boites e barzinhos. A noite ficava mais agitada, todos estavam afim de diversão (é incrível, mas tinham mais opções que hoje).

Foi uma época em que a vida noturna local era muito mais badalada (não sei se essa opinião é a confirmação de que estamos ficando velhos). O mais legal eram as festas. Rolavam muitas festinhas nas casas, reuniões de amigos, regadas a rock e vinho barato. 

Já tivemos “julhos memoráveis”, eventos marcantes como o Dia Mundial do Rock, realizado pelo Bio Vilhena, noites no antigo Mosaico, show do U2 Cover e quando inventamos o Lago do Rock (para combater a micareta), som legal e companhia paidégua. Nostálgico!

Casos e mais casos engraçados. Conhecemos tanta gente assim, mas o melhor das férias de julho, quando não viajávamos, era rever os amigos, a maioria deles não era como as que citamos neste texto. Eles amam este lugar tanto quanto nós e ficavam felizes em estar conosco, os provincianos enraizados, mas por vontade própria (risos).


 Elton Tavares e André Mont’Alverne

terça-feira, março 19, 2013

A vez que fui reprovado em História da Arte

0

(Fonte img: google)
Em uma noite qualquer de 2006, recebi minha nota de um trabalho do 2ª semestre de jornalismo, matéria História da Arte. A professora me deu ZERO, aquela cagona. Ela pediu para definirmos os movimentos artísticos Neoclassicismo e Romantismo. Só não sacou que os conceitos estão certos, só foram explicados de forma irreverente. Leiam:

Análise pessoal de movimentos artísticos - Por Elton Tavares

O Neoclassicismo :


O Neoclassicismo aconteceu entre o fim do século XVII e o início do século XIX, expressava os valores da burguesia endinheirada e fútil da época. No neoclassicismo era difundida a idéia de que para uma obra de arte ser perfeita, ela deveria se basear na arte grega e romana, com sua estética clássica (daí o nome: Neoclassicismo, ou seja, novo classicismo).

Pra isso, era necessário que o artista aprimorasse seu aprendizado através de técnicas e convenções da arte clássica (puro academicismo, que por sinal, é o outro nome do neoclassicismo).

Exemplos bem marcantes da arte neoclássica estão na arquitetura ocidental em grandes cidades – principalmente na Europa. Estas construções neoclássicas “coincidiam” em geral com períodos históricos importantes (tipo revoluções, ditaduras, etc), como forma de atender os anseios do “ego descontrol” de algum louco surtado.

Na pintura, a inspiração, além da arte greco-romana, vinha também da renascença italiana, com suas formas humanísticas perfeitas e acentuadas. Na pintura, o mais significativo pintor, o “foda” mesmo foi Jacques Louis David, considerado o pintor da Revolução Francesa, que depois se tornou oficialmente o pintor do império de Napoleão Bonaparte (entendeu a ligação?! Hein! Hein!).

O Romantismo:

Já o Romantismo, aconteceu no século XIX, foi uma reação ao neoclassicismo, suas características são: a liberdade de estilo/expressão do artista e a valorização dos sentimentos/imaginação como princípios da criação artística. Desligando-se assim, dos tecnicismos acadêmicos vigentes na época. Além disso, temas como a natureza (com nuances dinâmicas), o estado emocional do artista (pura viadagem) e acontecimentos contemporâneos e históricos eram comuns nas obras do romantismo – no caso de Goya (a invasão de Napoleão na Espanha) e Delacroix (a revolução de 1830 na França).

Era comum também a pintura de paisagens da natureza (principalmente na Inglaterra), com um forte realismo de imagens, principalmente a modificação das cores causada pela sombra e luz. Esse lance todo tem um “quê” de frescura, essa contemplação toda da natureza, dos sentimentos e blá blá blá. Depois não querem que falem que os ingleses são frescos, rs (não, não sou homofóbico, foi só pra tirar onda). 


Lá pelo quarto ano de faculdade, após eu ter pago a matéria, mostrei este texto para minha coordenadora de curso e alguns professores. Eles foram unânimes, afirmaram que a ideia  o conteúdo sobre os dois movimentos artísticos  foi bem explicado, apesar da brincadeira que fiz no texto.

Agora me digam, como um professor de jornalismo pode ter a cabeça fechada a ponto de não sacar o humor e sarcasmo no texto? Eu me tornei jornalista antes de me formar e acredito que aprendi mais fora do que dentro da faculdade. Sobre a "mestra" em questão, acho que ela  é melhor de Samba do que de interpretação de textos.  

Elton Tavares
*Texto repostado

sábado, janeiro 26, 2013

Gírias e expressões do Amapá (texto que escrevi em parceria com a jornalista Camila Karina)

0


Atire a primeira gramática quem nunca falou uma gíria! Uma expressão tipicamente do Norte. Se você não tem o hábito de falar "girioguês", ponto pra você que mantém a beleza de um bom português falado, mas há de concordar que o nortista tem uma irreverência singular quando se trata da língua portuguesa.

Já você que não tem mais a noção do que é uma gramática, seu estado verbal é grave, procure o dicionário urgentemente, pois você corre o risco de não ser compreendido.

Muitos blogs já retrataram algumas expressões engraçadas e peculiares da nossa linguagem, mas recolhemos tudo que achamos e resolvemos explicar, da melhor forma, os seus respectivos sentidos.

Aprenda, se informe e gargalhe, no Amapá a gente fala:

Paidégua! (muito legal!); Eita porra! (impressionado); Mas uh caralho! (muita admiração); Maninho, maninha (pode ser para qualquer pessoa, conhecido ou não); De rocha (palavra ou assunto com convicção); Não é cuia (claro que é); Não é pão (claro que é também); Muito escrôto (muito ruim); Nããooooooooo ( ironizando uma negação ) – Égua moleque tu é doido! (fato realmente surpreendente).

Fooolêgo (Muita admiração); Égua da largura (muita sorte); Égua moleque (surpresa, alegria, raiva, este é muito usado); Vai querer queixar? (vás me negar?); Gala seca (idiota); Rapidola (rapidinho); Égua da potoca (que mentira); Ulha disk (espanto com desdém); Pega- te (tome esta ou pegue esta, torcida por um ponto feito ou gol marcado).

Tu juura não (claro que não); Táááá não (nunca); Bora lá só tu (Eu não irei); Tá lá uma hora dessas (eu não); Essa é da grife do varal (roupa roubada); Discunjuru até (por conta do termo “Te esconjuro”, tipo Deus me livre); Levou o farelo (morreu); Só o filé da gurijuba e só a poupa da bacaba (bacana, legal, ótimo); Já tá do meio-dia pra tarde (quase acabando, velho ou quase morto); Ele é do tempo da calça “tucandeira” (calça com a barra curta).

Taááá, “ cheiroso!” (o mesmo de Tu Juura);  Virar o zêzeu (botar pra quebrar); Quedi mano? (onde está?); Hum, tá não! (nem pensar); Tu acha isso bonito? (reprovação); Tá remando pra beira (tomando cuidado, voltando atrás, sendo cauteloso); Tu é o belo velho (O mesmo que “ta cheiroso); Esse peidado do juízo (Este é louco); Paga uma aí (pague uma bebida); Só te dou-te na cara (vou te bater); Não, é cuia! (claro que sim)

- É Pissica da braba (mandinga) - Só pode ser feitiço (quando algo dá errado) - Vigia o que tu tás fazendo (preste atenção) - Vigia bem (preste muita atenção) – Miudinho (pequeno) - Logo quem, não? (já esperava isto dele) - Muito enxerido! (intrometido) - Bora lá (vamos lá) - Umborimbora? (vamos embora?) - Ééééééééguaaaa ( muito espanto, surpresa) - Égua mas tu é muito cabeça de pica né ? (gala seca, otário)

Zé ruela (babaca) - Abestado (besta) - Mas tu é muito pau no cú ( abestado, idiota ) Levou ou deu “um Nike” ( levou um fora ) - Dizar (deu um fora, se esquivou) - Asilando ( dando em cima, paquerando ) - na moral ( na cara de pau ) - paga pau (dá muita moral, invejoso)- Migué ( Mentira, mentiroso) - Égua não ( não acredito).

Não que não (afirmando com convicção) – Pior né? (afirmação..tipo : é verdade ! ) Porrudo ( algo grande ) - É o vai da estrela (com certeza ele(a) não vai .) - Xarlando ( Se exibindo) - Arreda aê ( afasta aí ) - Teu cu ( claro que não).

Elton Tavares e Camila Karina 

*Texto escrito em 2010 e repostado a pedido.