Seguidores

Mostrando postagens com marcador Observações da Cortezolli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Observações da Cortezolli. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, abril 09, 2014

Alternativa

0

Ele ligou o rádio do carro e olhou para mulher ao seu lado. Perguntou-lhe o por quê daquele silêncio todo.

Ela respondeu com um sorriso. Porque para ela havia muito barulho, de seus próprios pensamentos, da arritmia cardíaca provocada pelo álcool em sua corrente sanguínea e outras ondas que não cabem nessa frase.

Havia ainda o som dos pneus do carro tocando a estrada, para que não perdessem a impressão de que estavam em movimento.

O vento assobiando na janela e ainda o timbre da voz dele.

Havia muito naquele nada.

Tudo, menos silêncio.

Hellen Cortezolli 

quinta-feira, setembro 26, 2013

A trama do egoísmo e a empatia ( @Cortezolli)

0

Às vezes é engraçado como os problemas nos são apresentados. Se analisarmos de maneira egoísta, como é de costume, não será possível interpretar nada a partir do ponto de vista de outra pessoa. Para desobscurecer tal afirmação, é preciso antes, conceber a ideia de que tudo que é poderá deixar de ser quase que instantaneamente.

Por mais que empatia seja um critério que não possa ser ignorado em qualquer relação social, nem sempre as pessoas sabem o que significa. Imaginar como o outro se sente diante de nossas ações, pode ser uma prática complexa demais para algumas mentes pensantes, para as inconsequentes também.

Nosso grau de egoicidade diminui ou aumenta em largas proporções se nos relacionarmos com pessoas com comportamentos semelhantes. Se há afeto, a coisa toda ganha um potencial ainda maior. Egoisticamente falando, amar alguém egoísta nos faz menos egoístas porque para fazer dar certo, alguém tem que ceder. E se é possível reconhecer os próprios desajustes no outro é porque nada é de fato por acaso. 

O conceito parece ser simples, mas a prática é o oposto. Você pode até entrar em crise existencial, com questões que provoquem análises mais profundas quanto a quem você realmente é. Quem quer ser? O que é preciso aprender? E finalmente, será que você consegue?

A graça não está apenas nas recompensas, nos abraços, beijos, sexo ou finalmente na tão sonhada paz entre os de bom coração... Está no exercício da respiração, na tentativa quase nula de fazer a pulsação normalizar, está em não se entregar a insônia, a autossabotagem, nem a dissolução dos sonhos.

Hellen Cortezolli

quarta-feira, setembro 25, 2013

Sabotagem ( @Cortezolli )

0


Perdi tato, o feeling, o tempo...

Perdi a oportunidade, a fé, a fome, a esperança...
Perdi o momento de ficar calada e até o de falar.
Penso demais. 

Perdi a coragem e a cara de prepotência habituais. 
Perdi o fio da meada, aquela condensada e tudo mais.

Ganhei um frio na barriga constante. 
Mãos trêmulas, suores frios.
Ganhei um medo pujante, taquicardia e até arrepios. 

Não consigo mais organizar meus pensamentos tortos por intermédio da escrita, não quero trocar palavras também com ninguém. Me tornei uma bomba ambulante. 

Puf... Explodi!

Hellen Cortezolli

sexta-feira, setembro 20, 2013

Já sinto... o teu abraço (@Cortezolli)

0
A vida nos prega peças e de repente, sempre de repente, precisamos rever conceitos, desconstruir visões e racionalizar mais que o habitual. Isso dá um medo e uma vontade de fugir do mundo, de se autodesligar...

De não se reconhecer no espelho, de mudar o cabelo, de ter um novo apelido de se desintegrar. Só que ser egoísta tem certas consequências, há pessoas que amamos que sentem nossa falta, mesmo quando tudo parece dizer o contrário.

Mas, o tempo não te dá chance, não dá pausa para pensar... E o corpo padece, dói. Você sente o chão se abrir e te engolir. E o todo a sua volta espera uma reação plausível que nem sempre é possível corresponder.

O jeito é reviver o que de mais doloroso possa parecer, não como um exercício masoquista (porque para o masoquista o sofrer é prazeroso), mas como forma de enxergar que o caminho complicado te leva a conquistas muito mais importantes. O valor de ouvir aquela voz, de sentir aquele abraço e de dizer “eu te amo muito mais do que você pensa”. 

Hellen Cortezolli

quinta-feira, setembro 12, 2013

Poema de agora: Menos agorafóbica ( @Cortezolli)

0


Menos agorafóbica 

Esvaneço, sumo, desapareço num estalar de dedos. 

Poucos percebem, mas aos que manifestam estranheza não tenho muito que dizer, sem muitas explicações a dar...

Fui viver e me deixar levar.  Atualmente fugitiva do ostracismo ao qual me submeti real, hipotética ou imaginariamente, saí para dançar, dancei, debochei, ri, beijei, bebi, namorei e cheguei cedo para ver o sol raiar.

Hellen Cortezolli

sexta-feira, agosto 30, 2013

Máquina do tempo, relatividade e outros paranauês manjados

0
Durante raras ocasiões onde certas implicâncias raivosas podem ser compartilhadas em redes sociais, disseminei meu ódio momentâneo por Einstein, isso mesmo o referido gênio me tirou do sério. 

Afinal, ele bem que poderia ter nos deixado de herança as máquinas do tempo, oposto de a teoria da relatividade. Por que quem mais que nós, meros ansiosos mortais empobrecidos de qualquer genialidade, para saber o quanto nos é caro cada segundo de vida à espera de algo, alguém, ou alguma coisa?

Mais absurdo ainda foi o motivo de ter abandonado a teoria que supostamente unificaria todos os fenômenos físicos em um único tratamento teórico e matemático, para ficar pasmem: chafurdando na luxúria. Todo mundo sabe que é bom, né? 

Todavia, egoisticamente falando onde fica o bem comum? Se ele tivesse namorado menos... Estaríamos viajando no tempo, voltaríamos até aquela fatídica data e não votaríamos no cara aquele... Não faríamos as mesmas escolhas e nos jogaríamos no leque de possibilidades de conhecer outros “eus” de nós mesmos. Vivenciaríamos os melhores momentos de nossas vidas tão regradas ou não. 

Porém, a motivação destas linhas e raciocínio caótico é que um também colega jornalista mencionou a seguinte frase no comentário do status “A imaginação é uma máquina do tempo e ela é melhor que o conhecimento”. E pirei com isso, pirei! Essa frase fez um efeito bombástico em mim...

Não consigo “imaginar” sem recorrer ao meu “banco de dados”, ou seja, preciso de referências, já que não tenho aptidões inventivas natas. 

Explico: 

Se partirmos da premissa de que é preciso algum conhecimento, (seja ele empírico ou acadêmico) para abastecer nossa capacidade imaginativa, penso que na ausência nosso acervo seria limitado, logo, tal afirmação se tornaria improcedente. Porque mesmo os gênios precisaram recorrer a algumas experiências... 

Agora se de repente ele fez menção ao próprio Einstein quando afirmou que “em momentos de crise só a imaginação é mais importante que o conhecimento”, então, nada tem a ver com a falta de conhecimento e sim com criatividade, proatividade, pensar rápido, visão e “aqueles paranauês” que os orientais manjam bem “com crise se cresce”. 

Entretanto, usufruirei do meu “direito da dúvida” e proponho que você faça o mesmo, já que não sou dona da verdade (nem é o meu desejo) e não acredito em nada que se apresente como absoluto. 

Destaco por fim, que sou limitada e preciso de referências e apesar de aprender alguma coisa todos os dias, me surpreendo em não saber nada e com a crescente insegurança diária com a qual me deparo diante das inúmeras situações.

É difícil em um mundo onde tudo é tomado para si e readaptado, ter de fato ideias próprias, autênticas... Tudo parece, um remake, uma releitura, adaptação ou apropriação indébita de autores mortos... Até de fome.   

Hellen Cortezolli

quinta-feira, agosto 08, 2013

Gente Pelada (@cortezolli)

0

Ando numa vibe cheia de confusão. Explico: Quer dizer, posso tentar explicar a minha confusão. Que é cercada de subjetividade.

Seria algo muito parecido como adentrar no quarto de alguém. Pode estar bagunçado aos olhos do visitante, mas também pode ser a melhor arrumação já existente...

Papo de mulher é um termo extremamente preconceituoso, as conversas apenas fluem mais facilmente com esta ou aquela pessoa, tanto faz o sexo dela. Contudo, numa dessas conversas fluentes engrossávamos um grupo feminino. 

E não sei como surgiu a questão, não sei se comentávamos sobre prazeres fortuitos ou as 10 coisas que gostaríamos de fazer antes de... sei lá o que... Mas, levantamos a hipótese de traçar uma faixa etária para posar nua, nada a ver com questões lícitas ou ilícitas, o papo reto era: “Toparia ou não posar nua?”.

Cerca de 90% do grupo ao menos acenou com a cabeça que já pensou nisso. Sem  sequer questionar para quê ou com quem faria o tal ensaio. Para mim a ideia ficou no ar, todo mundo quer um ensaio, mas para que? Por que daqui a pouco cai tudo? Antes de ter filhos? Depois de tê-los? Para ampliar e deixar na sala de estar?

Tentei responder horas depois, quando olhava pela janela do quarto a chuva que caia delicadamente nos paralelepípedos, que por sua vez resolvia refletir a luz vinda dos postes... Tá, isso serve para dizer que não obtive sucesso. Minhas ideias embaralhadas se perderam por aí.

Por quê? Com quem? Pra que? Como faria um ensaio sobre nudez?
Achei obviamente muita coisa na internet, que alimentou minhas dúvidas. Vi muita coisa de qualidade estética, contudo, nada que respondesse satisfatoriamente a questão toda... Minhas incertezas ganharam proporções ainda maiores. E isso é tão instigante!  

Qual a diferença entre sensualidade e erotismo? Sendo que trata-se de conceitos subjetivos, o que pode ser sensualidade para mim pode não ser para você... E vice e versa. Muitos desses materiais que citei ter admirado entre um clique e outro, estava relacionados com as duas tags "erótico", "sensual".

E a nudez pela nudez? Agora que virou modinha protestar pelado. Ok, ok, isso não é de agora. Mesmo assim, porque o nu choca? Ou não choca mais? Mamilos? Depilação e suas variáveis? Qual viés deve ser evitado para que o trabalho não vire pornografia?

Óh, dúvidas! Não posso viver sem elas. 
Só sei que por enquanto, além de não saber nada, tenho visto muita gente pelada... Quase que o tempo todo. 

Hellen Cortezolli

sábado, julho 20, 2013

Artes cínicas (@Cortezolli)

0

Não se trata de uma palavra parônima ou uma brincadeira proposital regada de ironia para falar de artes cênicas, é cínica mesmo. Há por aí aos montes e talvez você também conheça, alguém de sua convivência com tais dotes, um artista cínico.

Mas, a origem do cínico vai além de sua semântica, que despreza as conveniências sociais, muito pelo contrário, este ser específico, reconhece as oportunidades em explorar os potenciais alheios de modo a servi-lo, e não se furta de enredar tantos quantos forem necessários para que convenham aos fins em que ele for o beneficiário direto. Tão pouco economiza energia caso tenha de enveredar por outros caminhos não tão dignos.

Artífice, porque leva-se um tempo até identificar seu caráter obsceno, outro tempo mais para ver que pessoa dissoluta chega a ser, desde que a finalidade seja sempre o próprio sucesso, obviamente.

É uma trama tão bem feita, que os otários passam pelo chamado “tempo da piada” e riem exageradamente, sem notar sua patética participação no enredo, até que no fim do ato, todas as máscaras caem, e lá está você rindo de si mesmo, por não ter valor algum, por não ter entendido que o gracejo é ninguém além de você e, no fim das contas, pagar para ser motivo de riso.

Hellen Cortezolli

O Retorno da Tempestade (@cortezolli)

0
Voltei a desabafar usando a palavra escrita.
Eu havia me distanciado porque as pessoas não liam mais o que eu escrevia. Era como falar para as paredes... Então, tempos depois cansei de falar sozinha. Minha ausência foi tão grande, que parti de mim mesma.

Toda vez que sentia meu sangue subir para cabeça ou queria gritar para o mundo o que eu sentia... Lembrava que escrever não adiantaria, pois não conseguia organizar as ideias.

Com o tempo minha segurança resolveu dar as caras.
Decidi que só falaria de coisas boas. Contudo, não poderia dividir meus momentos mágicos, para que estes, não me abandonassem também.

Agora que o esporte “chute o balde à distância” foi reativado, meus desabafos têm sido mais constantes... e finalmente desencadeei a revolta dos que ontem se diziam meus amigos.

Tomam dores que não são deles, se identificam com o que descrevo e, interpretam como querem. E lá estou eu novamente, a velha Cortezolli gerando polêmica, remexendo em feridas alheias, incomodando gente... Aquela tempestade de olhos castanhos voltou.

E me vejo em confusões muito parecidas com as que anteriormente me desgastavam. Que me dava ao trabalho em discutir, emburrar, me aborrecia por não me fazer entender, agonizava quando me viam como um monstro incapaz de sentir complacência dos demais seres ditos inteligentes. Agora, só me escondo, os evito, aqueles problemas que me causam dores. E ainda assim, machuco gente. 

Sei que minha cabeça vai mais leve repousar no travesseiro, mas o que me motivou a escrever estas linhas foi que percebi: Sou lida!

Hellen Cortezolli

quarta-feira, julho 17, 2013

Por memórias e almas mais vivas (@Cortezolli)

0
Biblioteca da Universidade da Região da Campanha (Urcamp) às 15h de uma segunda-feira - Foto: Hellen Cortezolli
Quando alguém vai embora de vez... Quando inevitavelmente a ficha cai que não veremos mais aquela pessoa, percebemos o quão ínfimo somos.

Há os que em vida buscam fazer a diferença, porém, certa tarde, buscava informações de uma dessas pessoas responsáveis por fazer a tal diferença na cidade onde resido. Fui diretamente à biblioteca da faculdade fundada por ele...

Me surpreendeu não só o descaso com o espaço físico, o abandono, a falta de tato, mas o descuido intelectual. Quem era afinal o “fulado” pelo qual tive interesse? A bibliotecária aprovisionada da má vontade, que infelizmente a profissão é famigerada, chegou a sugerir outro nome, como se eu não soubesse quem era a figura em questão. Vestida de uma paciência que não me é peculiar, respirei fundo e insisti.

Ela então, se deu conta de que eu sabia de quem se tratava, ora, ele era o fundador do lugar para o qual ela levanta da cama, se arrumava, tomava seu café, usava o transporte e se dirigia todos os dias durante não faço ideia do tempo, mas que ela chamava de trabalho, ofício, pão de cada dia...

Triste fim este de não ser ninguém, tendo sido de fato.
Hoje novamente um desses episódios penosos, porém, legitimistas, onde compreendemos que apesar de ser quem somos, não constituímos nada além de pó. A memória permanecerá aos que dela dependerem diretamente, aos que o amaram somente. Mais coisa nenhuma. Com o tempo tudo desaparece.

Obviamente que nos apegamos às nossas crenças, a elas cabe o intento de amenizar a ausência insubstituível. Ao contrário do que dizemos diariamente, munidos da praticidade, dinâmica e tomada de decisões. Ninguém o é, mas aos vivos resta a lembrança, enquanto forem capazes de usar a consciência e os próprios sentimentos.

Tão frias e clichês são as palavras de lamento, ou condolências que tentamos expressar quando alguém nos confessa a morte de outro alguém que lhes foi caro. Eu costumo me calar e se possível lhe conceder um pouco de calor humano, mesmo que a tentativa seja fracassada de dizer:

 “Pode contar comigo pelo menos para ouvi-lo quando quiser falar, isso sei fazer”.

Oferecer apoio parece tão pouco para mim, quando vejo o sofrimento aparecer de todas as formas, raiva, soluço, silêncio, dor... Mas, para quem o recebe é fundamental. E quando tenho pressa algumas pessoas tendem a dizer que há tempo.Que tempo? Quanto tempo? Por quanto tempo haverá esse tempo de que falam?
Quando se derem conta já não haverá mais.

Hellen Cortezolli

terça-feira, julho 16, 2013

Pertencimento (@Cortezolli)

0

Pertencimento 

Aprendi essa palavra nova...
Aprendi o seu significado literal.

Pertencer a alguém, não como uma propriedade, mas de maneira a fazer parte.
Ser parte integral de um todo, se tornar prioridade.
Ser o presente e o futuro.

Ter uma relação de respeito, concernente.
Esse é o meu atual modo de tocar a alguém e ser tocada.

Hellen Cortezolli

sexta-feira, julho 05, 2013

O ceticismo cego (@cortezolli)

0

Depois de ter acumulado algumas decepções das quais me orgulho muito, criei uma carapaça bem grossa, cravejada de desconfiança e suspeita maciça. 

Sei que sou eu quem tem o poder de decidir o que quero ou não para minha vida, mas apesar desse “conhecimento adquirido”, a vida segue seu próprio curso, cheio de curvas surpreendentes. Ainda bem, né?! Caso contrário, que chatice seria!

Acreditar na sinceridade das pessoas é um exercício muito cansativo, confesso que prefiro uma sessão de duzentos abdominais, sem exagero. Contudo, do qual não conseguimos escapar se quisermos viver em sociedade. Quem tem a habilidade de identificar facilmente quem é sincero ou não tem visão privilegiada em terra de cegos. 

Lembro de ter dito que não havia prometido nada para ninguém, num desses deslumbramentos da minha anódina existência, para alguém em específico que respeitava e tinha uma grande admiração profissional, daquele jeito que você imagina a pessoa em um pedestal sabe? - (Salvo os músicos, roqueiros e tals, esses não deveriam nunca descer de lá, rs), deveriam continuar inatingíveis, assim não perderiam o charme que os envolve... Entretanto, esse aspecto rende outro texto.  

No loop constante que estimula ramificações racionais para justificar esta abordagem, quando vejo campanhas ou movimentos em prol de algum pensamento direcionado à coletividade ou até mesmo que beneficiem uma classe particular, não consigo evitar alguns questionamentos que faço na escuridão da minha descrença: 

Quem quer se promover? 

Quem ambiciona se candidatar a algum cargo político ou a síndico do prédio?  

Quem almeja morrer pela causa e ter seu nome em algum lugar de destaque?

Quem quer comer quem?

O resultado é raiva ou emoção de caráter semelhante, quando são identificados interesses escusos saltando aos olhos, apesar da tentativa de vilipendiar ser livre, assim como a aderência aos pensamentos. O que ofende é a presunção de que não há quem esteja apto a enxergar além da obviedade. 

As alianças a partir daí, brotam como ervas daninhas. Já estive submersa nesse lamaçal, conheço o núcleo e os subterfúgios mais comuns para obter êxito. Fingir a amizade é o mais comum para chegar ao objetivo. Sabe aquele lance de usar como degrau? Porém, quem age assim não vem com a maldade estampada no peito, fazem carinhas de bons companheiros engajados na causa. Por favor!!!

Quanto à cegueira que estimulou a construção dessas linhas, e a imunização para tipos de ataques a inteligência alheia, mesmo que a suposição exista, nem sempre é possível afastar o inimigo, ele não se apresenta feio, mau humorado, cheirando mal ou “com a cara da riqueza”.  

É por detrás de um sorriso falso, discurso repetido ou elogio de igual valor que se camuflam àquelas péssimas intenções que beneficiam apenas uma patota. Pior ainda, estes perfis nunca dizem não. 

Por outro lado, é muito fácil crer que a mentira e o intuito de adição unilateral são fruto da minha imaginação.  Me chamem de paranoica, não ligo!

Hellen Cortezolli

segunda-feira, junho 24, 2013

(In) Sana (@Cortezolli)

0
Como não lembrar Machado de Assis e seu “Alienista”? Deveras uma leitura que até hoje faz parte de meu repertório, principalmente a provocação sobre quem inventou a sanidade ou a loucura.

Mas, iniciar deste modo é tão provocante quanto às diversidades contidas nas conversas de amigas numa tarde qualquer, regadas a riso, tour gastronômico, abordagens políticas da atualidade e a velha máxima de não necessariamente ter “opinião formada sobre tudo”, parafraseando Raul Seixas. 

Loucuras! 

Contudo, quem definiu o que é loucura?  Felicidade às 15h de uma tarde de sol é inapropriado? Tão óbvio não é mesmo?! Que tal a mesma façanha num dia cinza, frio, cuja semana traz consigo todas as expectativas da última do mês de junho? Admiro muito a existência dos porquês. 

De volta à premissa da loucura, que deu início a esse raciocínio ilógico, mas de longe até que obtém sucesso na extração de estranhezas sobre sua essência, ou não... 
Campus UFSM/RS por Hellen Cortezolli
Quisera uma tarde de sol, de um dia de semana, depois de todos os afazeres burocráticos da rotina de uma grande / média /pequena cidade, sentar embaixo de uma árvore e saborear o clima e o gosto de um bom livro. 

Boa semana para nós que sexta-feira está logo ali, porque mais relativo que o tempo e a loucura, é o modo com o qual encaramos nossos dias! 

Hellen Cortezolli

domingo, junho 02, 2013

Análise sobre os próprios porquês (@Cortezolli)

0

Sempre tive pressa, porque morri muitas vezes... Literalmente até.

Tenho pressa porque no trajeto até aqui vi pessoas que colecionavam pessoas. Não que eu seja peça única, apesar do sustenta o DNA, não é também que me sinta melhor que qualquer outro, nem tão pouco pior. Contudo, não sou colecionável e sem pestanejar sempre me desfarei do que não me fizer bem.

Sou quem sou, porque já vivi algumas coisas, intensas... Potencializadas para que fosse possível construir um discernimento baseado em teorias, fórmulas e acima de tudo sentimentos. 

Carrego comigo cicatrizes de guerra, as mais profundas, de que me lembro, travei comigo mesma. 

As mentiras tomam forma de verdades se contadas muitas vezes, quem sabe até em voz alta, para que quem as profira, possa acreditar nelas. 

A minha verdade se equipara aos meus erros, porque sou adepta da filosofia do sim ou não e justificar os porquês. Essas explicações raramente são bem recebidas, lidas ou interpretadas. A verdade dói, assim como a vida dói... Se não doer como saberemos que não é um sonho? Que não estamos dormindo em nossas camas quentes? 

Sou quem sou, porque admito e sustento minhas palavras, meus atos, minhas convicções, mesmo que as quedas sejam inevitáveis. O jeito é levantar e prosseguir.

O tempo nos apresenta caminhos e, escolhemos por quais percorrer... Mas, uma coisa é certa, sempre haverá caminhos... No plural! 

A premissa de que há apenas um, além de equivocada, não nos é apresentada com cara feia, ela vem bem maquiada, cheia de enfeites, pronta para seduzir ou apenas encantar. 
Me despi sim  com o tempo, da carapaça grossa que defendia meus valores, sinto muito quando não sou compreendida, mas não surto por isso. Não perco meu sono. 

Me entendo, me aceito e com o tempo, quem sabe um dia... Posso vir a mudar. Porque até as pedras mudam. Ainda assim, descarto e não olho para trás, porque a evolução está sempre à frente. 

Hellen Cortezolli

sexta-feira, maio 24, 2013

Estímulos

0

O que é isso que instiga meus sentidos?

Já não ouço, vejo, sinto, provo, nada do mesmo jeito. Sou outro alguém... Mais humana, mais emocional. Até mesmo minha racionalidade se confunde!

O escrever me comove porque acredito no que meus dedos são capazes de traduzir. As borboletas no estômago anunciam uma nova era. É hora de produzir.

Há motivos extras, ou principais para acordar pela manhã, para sorrir em frente ao espelho com os cabelos desgrenhados. Escovar os dentes não mais como uma prática essencial de higiene, mas porque eles passam a maior parte do dia num complexo exibicionista. 

Os músculos que mais se exercitam são os da face, que contornam o sorriso e o olhar, e mal cabem em um único rosto. Ele contagia os próximos e até os que estão distantes.

- Entre, veja a bagunça instalada. 

- Não vejo nada, vejo que cada coisa está desorganizadamente em seu lugar. A espera da próxima ventania. 

- Deite-se; Repouse seu corpo sobre o leito. Feche os olhos. Sim, de fato o tempo parou! Agora acorde!

- Mas, eu não estava dormindo. 

- Tem razão. Você não está sonhando. É tudo real! As transformações acontecem, o tempo todo! Só que antes, você não as percebia, não as merecia. Mas, agora até isso mudou.

Hellen Cortezolli

quinta-feira, maio 16, 2013

A Racionalização de Sentimentos

0

Tem amigos que você não consegue identificar quais das qualidades deles mais te agradam, apenas gosta da pessoa e a quer por perto. 

Tem também amigos que completam o que falta em você, te apresentam outros pontos de vistas, novas possibilidades.

Quando você se apaixona por alguém, quer que este alguém aprove seus amigos e vice-versa. Já que estes últimos são a família que você escolheu. Então, partindo desse pressuposto, é possível identificar o que falta em si mesmo, o que falta neles que você consegue completar, o que os motivam a alimentar sempre essa amizade e não importa a distância ou qualquer outro artifício... Seu desejo é manter a paz entre as pessoas que ama e ponto.

Aprendi muito com os amigos que tenho... Aprendi também com os inimigos e pessoas que não eram nem uma coisa, nem outra. O que importa é que aprendi... E isso me pertence!
Então, as situações novas ou, não tão novas assim, são expostas e expõem você, te testam e com base no aprendizado... se pode evoluir... Tá o papo parece coisa de gente convertida, só que não é... Rsrs. É outra vibe, é melhor.

Quanto a algumas pessoas, você apenas não quer desistir delas, porque alguém, em algum momento não desistiu de você. A ação se assemelha àquelas voltas que a roda do mundo completa, ou o movimento de translação da terra... Escolha a sua própria teoria e não queira tudo mastigado também.

Enfim... Te ajudou, te reergueu, com uma palavra, um gesto, uma expressão que o sacudiu, não importa como, foi útil. E, você precisa pagar, ajudando quem quer que seja. Sei lá, tudo tem um preço.

Essa viagem meio sem nexo, serviu para dizer que ontem tive vontade de bater em alguém de quem gosto, queria que a pessoa em questão acordasse, parasse de sentir pena de si mesma, ouvisse as barbaridades que disse sobre quem é... Aprendesse a se amar antes de qualquer coisa.

Então, respirei fundo: E não o fiz! 

Não é do meu feitio a agressão física, prefiro a psicológica ou a verbal, duram mais... Tá, atirar coisas até rola, mas bater, não. 

Lembrei do Eltão na hora... por se tratar de um amigo que nunca desistiu de mim, que nunca me abandonou quando estive no limbo. Que é minha versão masculina na “porralouquice”, mas também por equilibrar muitas vezes minha fúria infundada, com um deboche apropriado. 

Amizade não se agradece como o Ewerton França me ensinou... Mas, eu precisava muito compartilhar contigo e com quem tiver capacidade emocional e intelectual para entender, que minha família é importante, que a família que escolhi é tanto, quanto. E que sou grata às conspirações do universo por te ter como meu amigo!

Te amo!

Hellen Cortezolli

sábado, maio 11, 2013

Poema de hoje: Fragmentos meus - Motivação (@Cortezolli)

0

Motivação
Motivo;
Ação;
Aquilo que te movimenta em alguma direção.

Depois de tanto tempo perdida, deixei o vento soprar e me levar para onde ele bem quisesse.
Repousei em um abraço...

Cheiro, gosto, tudo intenso.
Olhares...
Reconhecimento.

Agora o espaço e o tempo, antes inimigos, fizeram sua parte.
Minha vez de ser feliz... 
Seremos. 


Hellen Cortezolli

domingo, abril 07, 2013

Feliz Dia do Jornalista

0
Felicitações à todos os jornalistas que incansavelmente lutam pela ética e amor a profissão escolhida. 

Hellen Cortezolli

sexta-feira, março 22, 2013

News!

0

A Hellen Cortezolli, colaboradora deste blog e querida amiga minha, sempre me surpreende positivamente. Pedi uma imagem gif e ela fez essa arte paid'égua. Gostei muito e como diz aí em cima, faça sua propaganda aqui

quarta-feira, março 13, 2013

Crise Psicótica (@Cortezolli)

0

Tenho uns surtos de felicidade, durante os quais posso ver meu rosto se iluminar. Até meu sorriso muda, dispensa a exposição de meus dentes e, ainda assim, é um sorriso. Há quem diga que se podem ver sorrisos em olhos, ou verterem pelos poros...

Nesses momentos, me sinto com um saquinho de chá, com sabor único. E quando submersa libero aromas.

Isso é tão cinematográfico, teatralizado ou apenas musicalidade... 

Por vezes sou arte, artista ou apreciadora apaixonada. De repente, acordo e vejo o monstro da curiosidade ficar ainda mais faminto e sigo sorrindo.

Hellen Cortezolli