Seguidores

Mostrando postagens com marcador Televisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Televisão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, outubro 16, 2014

Hoje tem debate na Band Macapá (Via blog da Alcilene)

0

Fonte: http://www.alcilenecavalcante.com.br/

segunda-feira, maio 12, 2014

Tyrion Lannister, o anão mais foda de todos os tempos!

0













segunda-feira, março 17, 2014

Os Lobos Gigantes de “Game of Thrones”

0

Na serie “Game of Thrones”, exibida pela HBO (originária dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo de George Martin). Os Starks encontram  seis lobos juntos da mãe, uma loba gigantesca, morta na neve com um chifre de cervo enterrado em seu pescoço. Segundo algumas lendas da trama, a mãe pode ter dado a luz após a morte. A simbologia da sua morte significaria (e rolou) um mau agouro para os Starks.

“Game of Thrones” é uma saga de batalhas épicas, discórdia, tramas, alianças e jogos políticos sujos. Na série, várias há casas nobres, cada uma delas possui um brasão e um lema. A principal da história é a Stark de Winterfell, os nobres do Norte. Muitas casas menores são subordinadas a eles. Eles tem como brasão um lobo gigante cinza sobre um fundo branco e seu lema é "Winter is coming" ("O Inverno está Chegando").

De volta aos lobos, os filhotes foram criados pelos filhos de Eddard Stark. Cada lobo cresce (e muito) com um pouco da personalidade de seu dono, que possuem uma ligação sobrenatural com os animais. Até o final da terceira temporada da série, três lobos são mortos. São eles: Vento Cinzento (Grey Wind) é o lobo de Robb Stark (que levou o farelo também), Lady é a loba de Sansa Stark, Nymeria é a loba de Arya Stark. 

Os outros três lobos são Fantasma (Ghost) é o lobo de Jon Snow (que é filhjo legítimo de Need, mas não possuei seu sobrenome por ser bastardo), Verão (Summer) de Bran Stark e Cão felpudo (ShaggyDog), de Rickon Stark. 

Fantasma é albino, tem a pele branca e os olhos vermelhos como os rostos esculpidos nas árvores das florestas sagradas. O lobo recebeu esse nome por que nunca emitiu nenhum som. Assim como seu dono, é como um estranho entre seus irmãos e o mais rápido a amadurecer. Foi o primeiro dos filhotes a abrir os olhos entre a ninhada e vagueava despercebido quando a ninhada foi encontrada pelos Starks. 

Já Verão está sempre ao lado de Bran e em determinados momentos salva sua vida. Após um tempo, o menino (que ficou paralítico durante a série) descobre que tem uma forte ligação com seu lobo, pode assumir seu corpo e viver como ele, o que se torna uma grande tentação.

Ghost e Summer tiverem participações fundamenteis na série. Além de Cão felpudo ainda sem grande expressão na série. Estou na torcida para que mais nenhum lobo morra e estes sejam ainda mais explorados dentro da história. 

Os Stark

Os Stark são descendentes de Brandon o Construtor, uma figura lendária da milenar Era de Heróis, que construiu Winterfell e a Muralha. São também descendentes dos Primeiros Homens. Os Stark foram os Reis do Inverno no Norte desde a Era de Heróis, começando com Bran o Construtor, até Torrhen Stark se render a Aegon o Conquistador no fim da Guerra da Conquista. Desde então os Stark têm mantido o Norte para os Reis de Westeros, sendo chamados de Senhores de Winterfell e Guardiões do Norte.


terça-feira, janeiro 21, 2014

Firme => Paul e Ringo juntos no Grammy

0

Paul McCartney e Ringo Starr juntos serão a maior arma do Grammy para garantir bons números de audiência em sua 56.ª edição. A entrega do grande prêmio da indústria fonográfica norte-americana será no próximo domingo, às 23h, com transmissão ao vivo pelo canal TNT. Paul e Ringo não revelaram o que vão tocar. Depois da apresentação, eles receberão uma premiação especial em homenagem aos Beatles. Outro encontro esperado será entre Daft Punk e Stevie Wonder.

Paul e Ringo se viram no palco pela última vez em 2009, no Royal Albert Hall, de Londres. Foi quando tocaram para homenagear a memória do amigo George Harrison, em um show dirigido por Eric Clapton e lançado em CD e DVD com o titulo Concert for George, um ano depois de sua morte.

Os ex-Beatles estão em negociações para uma apresentação em um programa de TV que irá marcar o 50.º aniversário da primeira apresentação dos Beatles nos Estados Unidos, quando eles estiveram no palco do The Ed Sullivan Show. Os Beatles, na ocasião, foram assistidos por 73 milhões de pessoas na ocasião e iniciaram sua "invasão" à América. Os dois devem fazer o show A Noite que Mudou a América no Ed Sullivan Theather, em Nova York. A exibição está marcada para o dia 9 de fevereiro, pela emissora CBS.


domingo, janeiro 19, 2014

Hoje (19), o programa Fantástico exibe uma reportagem sobre o Sistema de Bandas e Orquestras do Amapá

0

O renomado jornalista Marcelo Canelas passou alguns dias em Macapá. O repórter da TV Globo produziu, com a ajuda de colegas da TV Amapá, uma reportagem sobre o projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Amapá, realizado pela premiada Associação Educacional e Cultural Essência (Aece). 

A reportagem será exibida hoje (19), no programa Fantástico, tradicional nos domingos do Brasil, da TV Globo. 

Com o projeto, a Aece ajuda na inclusão social de crianças, adolescentes e jovens por meio da Música. Já escrevi sobre o Sistema de Bandas, entrevistei seus idealizadores e estou feliz pelo sucesso. Meus parabéns!

Elton Tavares

terça-feira, dezembro 24, 2013

O melhor comercial de natal dos anos 80 (Banco Nacional)

1
Quando eu era moleque, adorava quando passava o comercial de natal do extinto Banco Nacional na TV. O jingle da propaganda, "Quero Ver Você Não Chorar", é muito legal e marcou por o período natalino da minha geração. Me emocionei muito agora. Esse comercial resgata a minha infância...

O comercial é de 1985 e  faz parte de minha memória afetiva.  É emocionante e nostálgico. Assistam:


"Quero Ver Você Não Chorar"

Quero ver você não chorar
Não olhar pra trás
Nem se arrepender do que faz

Quero ver o amor vencer
Mas se a dor nascer
Você resistir e sorrir

Se você pode ser assim
Tão enorme assim eu vou crer



Que o Natal existe
Que ninguém é triste
Que no mundo é sempre amor

Bom Natal um feliz Natal
Muito amor e paz pra você
Pra você...

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Uma realidade aparente (texto crítica do jornalista Adnoel Pinheiro)

0

Estamos cansados de presenciar arbitrariedades na imprensa brasileira, mas a que pretendo me debruçar é sobre a Amapaense, especificamente o meio de comunicação de massa mais eficaz: a TV. O objetivo aqui é questionar as atitudes amadoras e moralistas de alguns programas “policiais” que preenchem as telas dos telespectadores tucujus, que por sinal são vários, na maioria, feito aos “trancos e barrancos” e muitos “jornalistas” esquecem preceitos básicos como; entrevistar várias fontes, ter boa oralidade e agir com interesse, reflexo muitas vezes, de falta de formação acadêmica.

Além da linguagem informal, técnicas de filmagens amadoras e profissionais muitas vezes sem formação, parece existir por parte dos apresentadores uma explicita “razão autoritária”, um moralismo sistêmico que constitui uma relação do programa com seus telespectadores, estes anestesiados por uma “agulha hipodérmica” e  enxurrada de tragédias, contaminados pelo “jornalismo espreme que sai sangue”. 

Sem dúvidas há uma finalidade última de pontificar os acontecimentos acima do bem e do mal, uma razão até mesmo acima da constituição, que afirma que “ninguém será julgado até decisão judicial transitada em julgado” (art.5º inc. LVII CF), ferindo também o código de ética dos jornalistas na qual afirma que o jornalista não pode divulgar informações “de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes ou acidentes”. (art. 11, paragrafo II).

Quanto a nós, jornalistas e formadores de opinião, será que temos perdido algumas das melhores oportunidades para discutir e colocar em pauta um pouco mais sobre o funcionamento desses desencontros e arbitrariedades? Temos deixado de acumular reflexão a respeito da imprensa, de seu autoritarismo e da maneira equivocada e sem questionamentos que as pessoas têm encontrado de reagir a tudo isso. 

Adnoel Pinheiro, jornalista (e amigo deste blogueiro). 

sábado, novembro 30, 2013

Pecados, demônios e tentações em Chaves

0

Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de inferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela solução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Ninguém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.

Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.

O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.

Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.

Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.

A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.

O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.

Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.

Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.

Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.

Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma­tica­mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.

Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.

De fato, os frequentadores da vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.

O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho­acán, trata-se de uma alegoria. Se­gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a  terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.

Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.


*Contribuição do amigo André Mont'Alverne

segunda-feira, setembro 30, 2013

Adeus, MTV !

2

sábado, setembro 21, 2013

Máquina de fazer doido

0

quarta-feira, julho 31, 2013

A Armação Ilimitada era paidégua!

0

Não é segredo para ninguém, sou nostálgico. Entre outras coisas bacanas do passado, está o genial seriado “Armação Ilimitada”. O programa era exibido nas sextas-feiras, às 21:20h, entre 1985 e 1988. A série misturava aventura e esportes, além de outros temas da época, tudo apresentado em ritmo de videoclipes.

Exemplo de criatividade e liberdade na TV Brasileira, o seriado usava uma linguagem debochada e esperta para falar com os jovens. Tudo é bem diferente do politicamente correto de hoje.

Na série, Juba e Lula são vagabundos que fazem bicos para manter sua “empresa”, enquanto dividem a mesma mulher (Zelda) e adotam um moleque de rua (Bacana).

O seriado inovou em diversos aspectos, tanto no texto quanto nas imagens. Os episódios eram narrados por Black Boy (Nara Gil), um DJ que tocava músicas e, ao mesmo tempo , narrava e comentava as tramas, num cenário de estúdio radiofônico. Nostálgico!

A Armação Ilimitada tocava rock, tinha um diálogo bacana e seria ótimo assistir o seriado num sábado a tarde, bem melhor que os chatos de hoje em dia. Realmente, a série era paidégua!

Elton Tavares

quinta-feira, junho 20, 2013

Mídia marcha sem rumo diante das manifestações (@tagahasoares)

0

A vênus platinada está perdida, acuada pelo movimento das ruas. e transmite en vivo como se tudo fosse carnaval. por isso, sou convicto:

Mídia marcha sem rumo diante das manifestações

Quanto mais forte e ágil a mobilização dos manifestantes que toma o país e chega até ao exterior, maior a perplexidade e as interrogações de autoridades do governo. A falta de uma liderança clara e a existência de uma pauta difusa de reivindicações se alia às ferramentas das redes sociais para consolidar uma onda de protestos imprevisível. A única certeza é a de que a indignação é generalizada e a população se identifica cada vez mais com o que acontece nas ruas.

Mas não são apenas governo e autoridades da segurança que parecem perdidos em meio às palavras de ordem dos ativistas. A própria mídia, com sua incurável mania de rotular e definir fenômenos sociais, atira a esmo, errando muitas vezes o alvo.

O Jornal do Brasil, atento às tendências, decidiu abrir um canal direto com as mídias sociais criando o espaço "Tá nas redes" e mostrando como os ativistas estão se articulando.

A gafe mais clássica talvez tenha sido a de Arnaldo Jabor. Semana passada, em sua crônica no Jornal da Globo, o comentarista questionou o protesto, comparando-o a manifestações criminosas de São Paulo. "Não pode ser por causa de vinte centavos", decretou, afirmando ainda que a maioria dos manifestantes era de classe média. "Tudo é uma imensa ignorância política. A causa é a ausência de causas. Esses revoltosos de classe média não valem nem vinte centavos", disparou precipitadamente para, na semana seguinte, após ser massacrado nas redes sociais, voltar atrás em sua coluna na rádio CBN:

"Outro dia eu errei, sim. Errei na avaliação do primeiro dia das manifestações contra o aumento das passagens em São Paulo. Falei na TV sobre o que me pareceu um bando de irresponsáveis fazendo provocações por causa de 20 centavos. Era muito mais que isso", admitiu.

Mas os erros não param por aí. Numa onda de protestos que já foi batizada como "Revolta do Vinagre", "Primavera Carioca" e até "Salad Uprising" (Revolta da Salada), não é difícil perceber que aprisioná-la numa única definição é uma tarefa inútil.

Contudo, as tentativas persistem. Em seu blog no site de O Globo, o jornalista Merval Pereira resume de forma imperativa: "Mesmo que as reivindicações sejam várias e muitos cartazes exibam anseios mal explicados ou utopias inalcançáveis, há um ponto comum nessas manifestações dos últimos dias: a luta contra a corrupção".

O jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja, não ficou atrás. Em seu blog, disparou: "Movimento Passe Livre, chamado de pacífico por certa imprensa, se nega a condenar saqueadores e diz que eles são protagonistas de uma "revolta popular". E ainda há gente que me pede para aplaudir essa gente! Não há a menor chance de isso acontecer!", escreveu para depois ser também atacado por ativistas que lembravam as inúmeras pautas de reivindicações que estão nas ruas.

No editorial desta quinta da Folha de S. Paulo, intitulado Incógnita nas ruas, o texto destaca cenas isoladas de vandalismo e a mobilização da classe média, para concluir que "...como na marcha de muitas cabeças, em São Paulo, é difícil prever onde esse caudal irá desembocar. Nem os manifestantes sabem".

Já o Valor faz conjecturas financeiras, alertando que a economia não gosta de incerteza, que os protestos assustam os investidores e que a questão social pode entrar de vez no radar do mercado.

Bem definiu o cientista político e professor da UFRJ Paulo Baía, em entrevista à GloboNews na noite de terça-feira: "Estamos diante de uma coisa nova. Quem tentar fazer comparações e definições estará cometendo um erro".

(*Colcha de retalhos/Tãgaha Luz, jornalista)

terça-feira, maio 28, 2013

Às vezes, todo mundo meu odeia

0

Por conta da minha mania de datar acontecimentos (anos 90, início dos anos 2000), a colega de trampo Karen Pimenta disse que pareço o Cris, do seriado Everybody Hates Chris (Todo Mundo Odeia o Chris).que sempre começa suas histórias com "Brooklin, 1985...". Dei valor na contextualização. Afinal, às vezes, todo mundo meu odeia!

Elton Tavares

domingo, abril 14, 2013

Fenômeno da pororoca do Rio Araguari no Amapá no Fantástico de hoje, 14

0


O Fantástico, programa jornalístico da Rede Globo, exibi neste domingo, 14, a reportagem sobre a transmissão ao vivo do Fenômeno da Pororoca feito pela estatal chinesa CCTV, que exibiu para todo o continente asiático o surfe brasileiro na pororoca, nos dias 10 e 13 de abril.

A equipe de jornalistas da Rede Globo chegou ao Amapá com o objetivo de registrar o fenômeno da pororoca e acompanhar o trabalho de transmissão ao vivo feito pela CCTV. Na última sexta-feira, 5, a equipe embarcou da rampa do bairro Santa Inês a caminho do rio Araguari, onde acontece o fenômeno.

Durante quatro dias, o fenômeno da pororoca, no Araguari, no município de Cutias, no Estado do Amapá, ganhou visibilidade aos olhos estrangeiros.


terça-feira, março 26, 2013

As expectativas para a terceira temporada de Game of Thrones (por @giandanton)

0


Com estreia marcada para 31 de março de 2013, a terceira temporada de Game of Thrones promete trazer ao público o que há de melhor na televisão. Fantasia, drama, aventura, sexo e muita ação nos dez episódios que serão transmitidos pela HBO e suas correspondentes internacionais. A sinopse oficial, divulgada pelo canal, já mostra o que podemos esperar:

“À medida que a Baía da Água Negra esfria, os vitoriosos consolidam seu poder e reconstroem Porto Real. Mas novos desafiadores do Trono de Ferro surgem dos lugares menos esperados. Personagens antigos e novos devem navegar entre as exigências da família, da honra, da ambição, do amor e – acima de tudo – da sobrevivência, uma vez que a guerra civil em Westeros avança outono adentro.

Ivan Carlo, Professor da Universidade Federal do Amapá. Consultor do SEBRAE. Jornalista colaborador de diversas revistas da editora Escala. Roteirista de quadrinhos, colaborando com diversas publicações, entre elas a MAD. Além do dono do blog "Ideias de Jeca Tatu" (http://ivancarlo.blogspot.com.br). 

domingo, fevereiro 17, 2013

TV no domingo...

0




                                       É PHoda, uma verdadeira máquina de doido. 

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Espiadinha eliminada

0

quinta-feira, agosto 02, 2012

Televisão domina o Twitter no Brasil, diz estudo

0

São Paulo - Quer saber o que os brasileiros mais discutem no Twitter? A empresa E.life fez um estudo sobre isso e concluiu que o assunto número um entre os tuiteiros brasileiros é a programação da TV. Temas ligados à televisão estão presentes em metade dos trending topics, os assuntos mais citados no Twitter brasileiro, no segundo trimestre do ano.

Para chegar a essa conclusão, a empresa monitorou o Twitter entre 14 de abril e 30 de junho, observando tanto a lista de tópicos mais ativos no Brasil como as das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Nos três casos, a categoria de temas mais citada na rede social foi TV. Em segundo lugar vem esporte e, em terceiro, música.

O estudo classifica na categoria TV os termos que têm relação direta com a programação televisiva, como novelas, seriados e atores. Os temas mais citados foram o programa humorístico CQC e a minissérie Gabriela. A atriz Juliana Paes recebeu muitas menções. O Rola ou Enrola, quadro do Programa da Eliana, no SBT, e o reality show A Fazenda, da Rede Record, também estiveram entre os trending topics.

Além disso, a televisão influencia outras categorias de assuntos. No caso da categoria esporte, por exemplo, 100% dos assuntos que chegam aos trending topics estão relacionados a eventos esportivos que foram televisionados, como jogos de futebol, corridas de automobilismo e lutas de MMA.

A E.life estudou nove categorias de assuntos no total. Em internet e tecnologia, os dois assuntos que mais apareceram nos trending topics foram o jogo Song Pop (para celular e Facebook) e a versão para Android do Instagram.


domingo, julho 29, 2012

Record está preocupada com a falta de divulgação das Olimpíadas na Globo

0

A direção da Record está preocupada com a Globo. Tudo porque a emissora carioca não está dando total atenção para as Olimpíadas de Londres, onde a exclusividade pertence ao canal de Edir Macedo.

E não e só isso… olhem a genial conclusão:

A cúpula da Record chegou a conclusão de que se a Globo não divulgar a Olimpíada a audiência, consequentemente, não vem. E tem mais, apresentadores da emissora já fazem campanha contra o canal nas redes sociais.

segunda-feira, maio 28, 2012

Clichês de novela que já encheram

0

Tem alguns clichês de novelas que, sinceramente, acho que nem a mais empedernida noveleira de plantão aguenta mais - eu mesmo, que não sou fã de novela e não as assisto com frequência, já estou farto de certas situações novelescas. Aqui vão apenas algumas delas:

1) Sempre alguém passa uma procuração com poderes irrestritos para o(a) pior canalha da novela. E perde tudo pra ele(a);

2) Sempre tem alguém ouvindo os segredos mais escabrosos por uma porta entreaberta - sim, os segredos mais escabrosos são contados sem a menor cautela, sem que ninguém verifique pelo menos se as portas estão fechadas;

3) Desde a personagem Sarita Vitti, interpretada pelo ator Floriano Peixoto, em 1995, na novela Explode Coração, toda novela tem um homem vestido de mulher, seja gay ou não. Aliás, já há vários anos que toda novela tem um gay afetado, caricato e desmunhecadíssimo, mas os casais gays normais nunca se beijam; 

4) Sempre tem um casamento no final (do par romântico, que só fica junto no último capítulo...); uma reviravolta monumental no meio ou um homicídio misterioso sempre que a audiência está em baixa - ou quando precisam tirar um personagem que não vingou;

5) A quantidade de homens que transam bêbados (sempre com a personagem mau-caráter e golpista da barriga) e nunca lembram de nada depois é espantosa;

6) A mocinha só tem vida feliz no último capítulo. Até lá ela vai sofrer feito uma condenada, nada dará certo pra ela, mas ela vai atravessar a novela inteira com um sorriso plastificado na cara;

7) O vilão (ou a vilã) morre, foge, enlouquece ou vai preso(a). Sempre, inapelavelmente.

8) Advogados dizem barbaridades sobre Direito, médicos fazem tratamentos que nunca dariam certo na vida real e engenheiros nunca estão com a roupa suja ou amassada. Aliás, quase nunca alguém é visto trabalhando de verdade, só os pobres;

Enfim, novela é sempre tudo igual, só muda o nome. O roteiro é sempre o mesmo, e se tem quem assista é  por pura teimosia.