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segunda-feira, novembro 24, 2014

23 anos sem Freddie Mercury (um dos maiores cantores da história)

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Hoje (24) fazem 23 anos que o mundo perdeu Farrokh Bulsara, o "Freddie Mercury" (nome artístico do cantor). Ele morreu na noite de 24 de novembro de 1991, em sua casa, chamada Garden Lodge, em Londres (ENG). Na época, sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo.

Em 1991, após ficar muito doente, surgiam rumores de que estaria com AIDS, o que se confirmou afinal, através de uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer.

Freddie Mercury era inglês, foi vocalista e líder da banda britânica Queen. Também lançou dois discos-solo, aclamados pela crítica e pelo público. Ele foi um dos maiores cantores do Rock and Roll. Por muitos é tido como o melhor frontman de todos os tempos, pois o cara dominava a platéia com sua performance e vozeirão.

O cara era foda cantando Rock , Pop , Ópera ou o que se propusesse. Não à toa, é um ícone do Rock and Roll e virou um mito na história da música mundial.

Não quero mudar o mundo. O que mais me importa é a felicidade. Quando estou feliz, meu trabalho reflete. No final, os erros e as desculpas são minhas. Gosto de sentir que estou sendo honesto. No que me compete, quero aproveitar a vida, a alegria, a diversão, o máximo que puder nos anos que ainda me restam” - Freddie Mercury.


Freddie Mercury impressionando um bebê: 


segunda-feira, novembro 17, 2014

Festival Lollapalooza 2015 (eu vou!)

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Ontem (16), durante a exibição do programa Fantástico, foi divulgada a lista de atrações do Festival Lollapalooza 2015, que será realizado em São Paulo, nos dias 28 e 29 de março do ano que vem. O local do evento Rock and Roll é o mesmo de 2014: Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

As atrações principais do Lolla 2015 são sensacionais. Trata-se de Interpol e The Smashing Pumpkins (duas de minhas bandas favoritas). Jack White, da dupla White Stripes e Robert Plant, vocalista da lendária Led Zeppelin também confirmaram presença. Sem falar na Kasabian (indie de qualidade) e mais uma porrada de atrações nacionais e gringas. 

Vamos esperar a divisão de artistas por data para ver qual dos dois será o mais firmeza. Os ingressos, com preço variado entre R$ 300,00 e R$ 800,00 (ainda) estão à venda no site da Tickets For Fun.

À exemplo dos shows de Radiohead (2009), U2 (2011), The Cure (2013) e Lollapalooza 2014, a ansiedade já me corrói. Para finalizar, quem já foi a um grande festival de Rock and Roll sabe: é uma onda caralhenta de porreta! É claro que estarei lá!




Elton Tavares

Gifs sobre as atrações do Festival Lollapalooza 2015

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Robert Plant
Interpol
The Smashing Pumpkins
Jack White
                                                                    Kasabian

terça-feira, outubro 28, 2014

Musica de agora: Lou Reed - Perfect Day (um ano da morte do gênio) - Texto GENIAL de @AndrEverEnding

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Lou Reed nos deixou dezenas de musicas imortais, pessoas que ainda nem nasceram vão ouvir, gostar, se emocionar e passar para próxima geração. Entre todas essas canções, Perfect Day é talvez a mais atemporal das músicas já compostas por ele.

A letra da música é de uma simplicidade fabulosa que combina perfeitamente com a progressão de acordes de um piano preguiçoso e cadenciado.

É o retrato de um dia suave, lento, calmo: "Apenas um dia perfeito/Bebendo sangria no parque/E então mais tarde quando escurecer/Nós iremos para casa/ Oh!, é um dia tão perfeito/eu estou feliz de passar com você/ Oh, um dia tão perfeito/Você segura minha barra". (Pra quem não sabe, sangria é um cocktail a base de vinho) e eu pensava que era só um vinho barato, tipo Dom Bosco.

Gosto de imaginar que o cenário desse passeio seja uma manhã dominical de verão, com o sol brilhando e pessoas felizes ao redor, sem ressaca e tal.

Mas sendo este Lou Reed, conhecido sob a alcunha de "príncipe da escuridão", "poeta do obscuro" e outras denominações sombrias, a canção de verão dá logo uma guinada para o lado negro, mesmo que sutilmente: "Apenas um dia perfeito/Você me fez esquecer de mim mesmo/Eu pensei que eu era outra pessoa/Alguém bom".

A partir daí ele leva a abordagem romântica e para novo nível. O que fez o dia se tornar tão azedo de repente? Porque o narrador assume agora um tom tão amargo? Não sabemos ao certo, mas ele certamente parece estar em guerra consigo mesmo. Parece que o " dia perfeito " é agora apenas uma memória.

E finalmente ele termina com o refrão repetitivo e ameaçador: "Você vai colher aquilo que você plantou/Você vai colher aquilo que você plantou".

Essa música está no segundo disco solo de Lou Reed "Transformer" (1972) mas ganhou impulso comercial quando foi usada no filme Trainspotting (1996), após o personagem principal, Mark Renton (Ewan McGregor), ter uma overdose de heroína.

O clássico album "Transformer" foi produzido por David Bowie e este trabalho influenciou o mesmo Bowie por toda a sua longa carreira.

Em 1997, ela foi lançada como um single de caridade para ajudar crianças necessitadas. Promovida por uma rede de TV britânica, a musica chegou ao topo das paradas arrecadando mais de 2 milhões de dolares. A música foi apresentada por uma série de cantores e artistas bem conhecidos. Entre eles Bono, David Bowie e Elton John.


De acordo com Victor Bockri, que escreveu a biografia de Lou Reed "Transformer: The Story Lou Reed", a letra da música, que sugere uma devoção romântica, simples e convencional, é possivelmente atribuída ao relacionamento de Reed com Bettye Kronstadt (que logo se tornou sua primeira esposa) e os próprios conflitos de Reed com sua sexualidade, uso de drogas e ego.


Perfect Day tem um clima muito parecido com a música "Ouro de Tolo", de Raul seixas (1973), o que me leva a pensar que Belchior estava muito certo quando escreveu "A Palo Seco" (1973): 

"Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero que esse canto torto
Feito faca corte a carne de vocês"

Ano passado, alguém editou um vídeo que fez muito sucesso na internet onde um bebê se emociona com a sua mãe cantando, e substituiu pela musica de Lou Reed. Encaixou perfeitamente!

Ontem fez um ano que Lou Reed morreu e a data me motivou a compartilhar com vocês esse texto e essas curiosidades dessa que eu considero uma das musicas mais bonitas que existem. Abraços!

André Mont'Alverne

sábado, outubro 25, 2014

Há 25 anos: O dia que Mick Jagger furou o olho de Eric Clapton

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A modelo, cantora e atualmente mulher do ex presidente francês Nicolas Sarkozy, Carla Bruni, foi o centro de uma rivalidade de dois monstros sagrados do rock’n'roll em 1989. E olha que ela só tinha 21 anos. A menina namorava o astro Eric Clapton, que tinha 44 anos na época e disse : “começamos a sair, e em pouco tempo fiquei obcecado por ela” - contou o guitarrista em sua autobiografia, lançada em 2007.

O lance foi o seguinte: quando a turnê Steel Wheels, dos Rolling Stones, passou por Nova York, ela pediu a Clapton levá-la ao show. Há exatos 24 anos e três dias, em 22 de outubro de 1989, Eric levou Bruni ao Shea Stadium e a apresentou ao líder dos Stones. Foi aí que a merda agarrou na palheta. A cara de mau de Mick Jagger levou a melhor sobre o jeito de bom moço de Eric Clapton.

De acordo com a biografia “Jagger Não-Autorizado”, do jornalista Chistopher Andersen escreveu: "Quando Eric Clapton apareceu nos bastidores com uma modelo, Jagger olhou-o com inveja". Pode ser, mas fato mesmo é Mick Jagger (malacão todo) ficou encantado com a beleza de Bruni e nem um pouco preocupado com a velha amizade com Eric Clapton. 

Prevendo a periculosidade do ardiloso Jagger, então com 46 anos de idade, Eric teria dito ao amigo britânico: “Por favor, Mick, esta aqui, não. Acho que estou apaixonado”. Foi o mesmo que pedir a uma pedra, que rola, mas ainda sim uma pedra.

Segundo Clapton, em sua autobiografia, o romance foi interrompido quando, durante uma turnê dele pela África, Carla Bruni cedeu (e deu) às investidas de Mick Jagger. Resumo da ópera: o autor de “I cant’t get no (satisfaction)" passou a ripa na gata do compositor de "Cocaine". 

Foi a vitória do rock saltitante sobre o Blues melancólico.  O romance entre a modelo e o líder dos Stones não durou muito, mas dizem que Clapton demorou um ano para se recuperar da “furada de olho”.

Ah, isso tudo aí só reforça a tese de ação e reação ou que o inferno é aqui mesmo, pois o mesmo Clapton tomou a esposa do beatle George Harisson. Mas esta é outra história de sexo, drogas e rock and roll.

Fonte: Revista Status (edição de lançamento)
Adaptação: Elton Tavares.

sábado, outubro 11, 2014

18 anos da morte de Renato Russo

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Era sexta-feira, 11 de outubro de 1996. Acordei com o telefonema do Adelson: “Cara, o Renato Russo morreu!”. Fiquei no mínimo uns 10 minutos processando a informação, quase em choque. 

Hoje (11), completam 18 longos anos sem Renato, que foi vitimado pela Aids. E como ele mesmo dizia: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", pois o para sempre não dura muito tempo. 

Renato Manfredini Júnior não foi só mais um carioca que cresceu em Brasília (DF), mas sim um cantor e compositor sem igual. O cara liderou a Legião Urbana (composta por ele, Marcelo Bonfá, Dado Villa Lobos e Renato Rocha) e obteve o sucesso de público e crítica. 

A Legião foi e sempre será a maior de todas as bandas deste país. Eles venderam 20 milhões de discos durante a carreira, mais de uma década após a morte de Russo, a banda ainda apresenta vendagens expressivas. O som dos caras me remete ao passado, à situações, pessoas, alegrias e perrengues, enfim, foi a trilha sonora da adolescência de minha geração. A Legião Urbana acabou oficialmente no dia 22 de outubro de 1996. 

Renato foi genial, sereno e místico. Um melancólico poeta românico, quase piegas, mas visceral. Era capaz de compor canções doces, musicar a história cinematográfica do tal João do Santo Cristo, cantada na poesia pós-punk de cordel (159 versos e quase 10 minutos) intitulada Faroeste Caboclo ou melhorar Camões (desculpem a blasfêmia lírica), como em Monte Castelo.

Como disse meu sábio amigo Silvio Neto: "Renato Russo foi Poeta pós-punk, de toda uma “Geração Coca-Cola. Intelectual, bissexual assumido desde os 18 anos de idade, ele foi uma espécie de Jim Morrison brasileiro, não tanto pela sua beleza física, mas pela consistência de suas letras que poderiam muito bem ter sido publicadas em livro sem a necessidade de ser musicadas". Cirúrgico! 

Por tudo isso e muito mais, hoje homenageio Renato Russo, que se eternizou pela sua música, poesia e atitude.  

*Naquela mesma sexta-feira, o filho dos meus amigos Lígia Pontes (Marruá) e Paulo Bittencourt (Boca-Mole) nasceu. Fui buscar Lígia e o bebezinho na maternidade. O nome dele? Lucas Renato. Urbana Legio Omnia Vincit !

Elton Tavares

quinta-feira, outubro 09, 2014

Se vivo, John Lennon faria 74 anos hoje

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Por Elton Tavares

John Lennon foi um músico, compositor e cantor brilhante e um ativista fervoroso. Um artista original, que fazia questão de expressar o que pensava e sentia, ainda que várias vezes caísse em contradição ou criasse confusão com isso. O cara foi, além de talentosíssimo, muito polêmico

Se estivesse vivo, John teria 74 anos e, com toda certeza, seria ainda maior do que é e do que representa para todos que admiram ótimas idéias, belas músicas e atitude. Como disse meu grande amigo André Mont'Alverne: Lennon é imortal!

Além da trajetória com os Beatles, teve uma carreira solo consistente e recheada de sucessos inesquecíveis, como a canção “Imagine”. Sim, ela transformou suas alegrias e tristezas em música, de forma sublime.

Ele não foi o mais louco, o melhor guitarrista e nem o mais boa pinta, mas foi o maior de todos os rock stars. Um cara genial, com um talento ímpar, que viveu como quis. O cara era  PHODA demais!

Sim, o velho Lennon sabia das coisas. Certa vez ele disse:

"Eu acredito em Deus, mas não como uma coisa única, um velho sentado no céu. Eu acredito que o que as pessoas chamam de Deus, está dentro de cada um de nós. Eu acredito que Jesus ou Maomé ou Buda e todos os outros estavam certos. Foi só a tradução que foi feita errada" - John Lennon

Um relato para finalizar: certa vez, um colega jornalista (daqueles chegados num pagode, micaretas e afins) me perguntou por que sou “tão fã” de Lennon. Nem me dei ao trabalho, só disse: “realmente preciso explicar?” (risos).

Fonte: Revistas, filmes, discos, livros, sites, papos com os amigos nos bares da vida e minha imensa admiração por John Lennon. 

Elton Tavares

sexta-feira, outubro 03, 2014

Love Will Tear Us Apart (por @AndrEverEnding)

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Por André Mont'Alverne 

"Love Will Tear Us Apart" é uma canção que foi escrita pelo cantor e compositor Ian Curtis. Gravada em 1979 nos estúdios da BBC, essa música foi o último single gravado pelo grupo de pós-punk inglês Joy Division, uma das bandas mais intensas que já existiram na face da Terra. Nessa canção, Ian Curtis não foi simplesmente tocado pelas mãos Deus quando a compôs, ele segurou forte nas mãos Dele.

“Love Will Tear Us Apart” foi lançada nos ouvidos do mundo em 1980 e se tornou, quase que instantaneamente, a canção de uma geração. Ian Curtis não chegou a presenciar o sucesso que faria a música que compôs. Ele seguiria aquela velha e trágica máxima do rock: “viva rápido e morra jovem”. Ian se enforcou na cozinha de sua casa, prestes a completar 24 anos, quando o Joy Division havia lançado somente um disco, "Unknown Pleasures" (1979), mas já tinha gravado o segundo álbum "Closer" (1980). Este saiu um mês após a morte de Ian Curtis.

A melancolia e a depressão, ao longo do tempo, se tornaram temas perfeitos para fazer rock, e esses sentimentos são tão evidentes na música "Love Will Tear Us Apart", que nem precisa saber a letra da musica pra senti-los. Essa canção resume, em pouco mais de três minutos, o que era o Joy Division: pesado, sombrio e ao mesmo tempo dançante. A sonoridade inovadora conduzida pelo contrabaixo inconfundível de Peter Hook, e a presença de um sintetizador (que seria uma das marcas do New Order no futuro), dão a "Love Will Tear Us Apart", uma atmosfera épica em sua melodia.

A letra da canção, que foi considerada pela revista NME, como o melhor single da história, é baseada no casamento frustrado que Ian tinha com a sua esposa, Deborah Curtis. É uma manifestação poética e angustiante da insatisfação, que reflete um descontrole desesperador causado pelas paixões que chegam ao seu (inevitável) final. A contradição do amor (que nunca havia rimado tanto com "DOR") que Ian descreve em seus versos como um sentimento que separa e afasta as pessoas, faz com que sua poesia seja facilmente comparada a de grandes mestres da literatura e ícones do rock, como Jim Morrison.

Ian Curtis, morreu jovem. Mesmo assim, conseguiu deixar um legado incontestável na história do rock. Influenciou movimentos como o post-punk e o gótico e muitas bandas surgiram logo após assistirem suas performances viscerais, desde o New Order (a banda que surgiu das cinzas do Joy Division), U2 e uma infinidade de grupos da década de 80. No Brasil, a Legião Urbana certamente não seria nada, se Renato Russo (que imitava as danças frenéticas de Ian nos palcos) não tivesse bebido dessa fonte melancólica e depressiva de Ian.

Hoje, bandas como Arcade Fire, Editors, Interpol, Elefant, She Wants Revenge e The National levam seu legado adiante. Muitos documentários e dois filmes (com pontos de vista diferentes) já foram feitos retratando a vida e morte de Ian Curtis e merecem ser vistos por todos os amantes do bom som: ‘Control’, de Anton Corbijn, e ‘24 Hour Party People (A Festa Nunca Termina)’, de Michael Winterbottom.

Existem vários artistas que tocam e tocaram "Love Will Tear Us Apart". Desde U2 até The Cure. Mas eu prefiro ouvir e ver os próprios. Esse vídeo é simplesmente magnífico e emblemático. Aumente o volume porque com o Joy Division, isso é uma obrigação: 


Love Will Tear Us Apart - O amor vai nos despedaçar, de novo

And there's taste in my mouth
As desperation takes hold
Fique com o gosto da minha boca
Enquanto o desespero toma conta

Just that something so good
Just can't function no more?
Será que pode uma coisa tão boa
Simplesmente não funcionar mais?

But love, love will tear us apart, again
Love, love will tear us apart, again
Mas o amor, o amor vai nos despedaçar, de novo
O amor vai nos despedaçar, de novo.

When routine bites hard
And ambitions are low
Quando a rotina bate pesado
E as ambições são pequenas

And resentment rides high
But emotions won't grow
E o ressentimento voa alto
Embora as emoções não cresçam

And we're changing our ways
Taking different roads
e vamos mudando nossos caminhos
Pegando estradas diferentes

Then love, love will tear us apart, again
Love, love will tear us apart, again
Então o amor, o amor vai nos despedaçar, de novo
O amor vai nos despedaçar, de novo

Why is the bedroom so cold?
You've turned away on your side
Por que esse quarto está tão frio?
De costas, do seu lado

Is my timing that flawed?
Our respect runs so dry?
Foi o meu tempo que estragou?
Nosso respeito murchou tanto?

Yet there's still this appeal
That we've kept through our lives?
Mas ainda há esta atração
Que mantivemos ao longo de nossas vidas?

But love, love will tear us apart, again
Love, love will tear us apart, again
Mas o amor, o amor vai nos despedaçar de novo
O amor vai nos despedaçar de novo

You cry out in your sleep
All my failings exposed
Você chora durante o sono
Todos os meus fracassos expostos

quarta-feira, setembro 24, 2014

Há 23 anos, Nirvana lançava o álbum Nevermind

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Na manhã do dia 24 de setembro de 1991, uma terça-feira, começaram a chegar caixas nas lojas de discos dos Estados Unidos e da Inglaterra trazendo CDs e vinis com uma capa azul, com um bebê nu nadando atrás de uma nota de um dólar em um anzol. A quantidade de cópias, pouco menos de 50 mil, dava a exata dimensão da expectativa moderada que a gravadora Geffen esperava vender de Nevermind, o álbum de uma banda nova vinda do interior do país, chamada Nirvana. 

Ainda fruto do final da década de 1980, Nevermind seria mais um disco de rock independente numa época assolada por Michael Jackson, boy’s bands e cabeludos do heavy metal. Porém, o disco quebrou o mainstream, tirou Michael Jackson do topo das paradas e transformou o grunge melancólico e a cidade de Seattle no centro do mundo. O disco está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame (Uma espécie de ranking da fama do rock).

Desde o seu lançamento, Nevermind já vendeu mais de 30 milhões de cópias. Número comparável com o Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. As 12 músicas logo se tornaram um clássico e o impacto que o disco causou na música e na cultura pop é sentido até hoje. Recentemente, o jornal inglês The Guardian citou o disco como um dos eventos mais importantes da história do rock. O Nirvana chegou a se apresentar no Brasil em 1993.

Formado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, o Nirvana acabou com a morte prematura de Cobain. Aos 27 anos, em 5 de abril de 1994, o letrista e líder da banda se suicidou.

Meu comentário:

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Tempos de festinhas de garagem e TDK 90 minutos, com os nomes das músicas anotadas no papel interior da capa da fita cassete.

O Nevermind surgiu para os jovens amapaenses no mesmo período que outra boa nova, a MTV. Lembro como se fosse ontem, em 1992, a recém chegada emissora exibia o vídeo de "Smells Like Teen Spirit” incessantemente e nós não enjoávamos. Foram grandes momentos para a minha formação cultural. Eu tinha 16 anos e toda aquela adorável barulheira ainda ecoa no meu coração.

Viva os 23 anos de lançamento do Nevermind, eu escutarei Nirvana para sempre, assim como Beatles, Led Zepellin, Ramones e Pink Floyd. Musica é a trilha sonora das nossas vidas e a da minha é o bom e velho Rock And Roll.

Elton Tavares

Fontes: http://veja.abril.com.br/ & http://www.divirta-se.uai.com.br/ , Além das minhas duas décadas e meia escutando Rock.

sábado, setembro 20, 2014

Crianças, acordem!! Os 10 anos do FUNERAL (disco do Arcade Fire) – Por @AndrEverEnding

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O ser humano vive sempre no passado, estamos sempre lembrando e celebrando eventos passados em nossas vidas. Talvez como uma forma de trazê-los para no presente, há muitos eventos que, ocasionalmente, buscamos para o aqui e o agora. Provavelmente, a coisa mais lembrada em toda a nossa vida é o nosso nascimento, por isso todos os anos comemoramos mais um suspiro neste planeta.

Pois bem... Todos nós vivemos a nossa dor de formas diferentes. Todo mundo expressa o luto que traz consigo e o peso de seus mortos de maneira que possa tornar essa dor mais suportável, e a música tem sido é um terreno fértil para semear e colher a dor a alegria de estarmos vivos.

Há dez anos, uma dezena de pessoas se reuniu e resolveu chamar essa união de Arcade Fire. Decidiram que iriam expressar o prazer de ter convivido com seus entes querido da melhor forma que podiam fazer: Não era apenas uma homenagem aos seus tios, avós e outros parentes que faleceram durante o processo de gravação do primeiro álbum da banda, mas também uma forma de expressar gratidão por ter estado com eles. 

Poucos álbuns foram batizados com um título tão adequado, tão simbólico e tão evocativo. FUNERAL era, de fato, um convite para um velório musicado. 

"Neighborhood # 1 (Tunnels)", "Rebellion (lies)" e "wake Up" são canções monstruosas. Do ponto de vista da composição, elas são exemplos perfeitos do potencial arrebatador que a música possui para expressar os sentimentos mais profundos do ser humano.

Este disco esta longe de ser bem produzido como foram os trabalhos posteriores da banda, o álbum carece de nitidez e clareza em alguns pontos, mais compensa na originalidade e na pura força de vontade.

Funeral trás um som feito por pessoas em luto, tristes e em processo de canalização dessas suas tristezas. Reúne cada última gota de paixão e fervor para explodir isso tudo para os confins do universo, ou seja...  Tudo isso o que você está passando, essa música vai varrer e levar com ela. De alguma forma, essas musicas convertem toda essa dor e confusão em uma espécie de devaneio que é capaz de aliviar.

Entre letras misteriosas, melodias líricas, clima denso, refrãos evocativos, enredos fantasiosos e corações dilacerados, em seu núcleo, esse disco trás um apelo inocente por amor e a necessidade de seguir em frente enfrentando seus medos apesar do caos pessoal.

"Crianças, acordem / aguentem seus erros" - gritam em "Wake Up", exorcizando demônios entre distorções de guitarra e batidas de tambor

Funeral já tinha esse poder transformador em 2004. Foi um álbum honesto, emocional e muito bem elaborado como um soco na cara, simples e direto. Um álbum definido pela morte e que ainda é capaz de encontrar vida no outro lado. E, 10 anos depois, ainda é tudo isso. Apesar do seu status de lenda, é um álbum tão atual como era no dia em que foi lançado.

André Mont’ Alverne – colaborador do blog De Rocha para assuntos como música e cinema, além de velho brother deste jornalista (agora vou tomar umas com ele).  

sábado, agosto 30, 2014

Gabba Gabba Hey! Martin Scorcese dirige longa sobre Ramones

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O diretor Martin Scorcese irá dirigir um longa metragem sobre a banda de punk rock Ramones. Após o término de Silence, o novo filme do cineasta que começa a ser produzido ano que vem, a cinebiografia entra na mira do homem que conduziu as filmagens de Taxi Driver, O Lobo de Wall Street e Gangues de Nova York.

Ainda muito seminal, o filme ainda não conta com roteirista, mas vem em boa hora porque o conjunto começou a enfrentar a rotina de palcos há quarenta anos e data gera ocasião para um filme. O primeiro disco data de 1976 e a previsão é que o filme saia em 2016. 

Os integrantes originais da banda, Joey, Johnny, Tommy e Dee Dee faleceram ao longo das últimas duas décadas.

Scorcese é fã declarado de rock e blues. Já dirigiu alguns documentários, inclusive com a lendária Rolling Stones no filme Shine a Light. Como os Ramones são de Nova York, Scorsece se encaixa perfeitamente no papel de diretor, pois sua filmogafria é basicamente centrada na utilização da cidade como ambiente e cenários para seus longas.


quarta-feira, agosto 27, 2014

Morrissey está preparando uma coletânea do Ramones

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O nome de Morrissey não deixa o noticiário. A novidade do antigo líder do Smiths, contudo, não tem mais nada a ver com o fato dele ter sido ou não demitido da gravadora que lançou o mais recente disco solo dele, mas, sim, sobre Ramones.

De acordo com a True To You, página de fãs que acabou se tornando uma espécie de ligação entre o músico e os outros fãs (e a imprensa), Morrissey está trabalhando em uma coletânea do Ramones.

Em um parágrafo curto, o site diz que o material será lançado em CD e vinil, através da gravadora Sire-Rhino. “Morrissey está muito agradecido pelo convite”, diz o fim do texto.

O músico nunca escondeu o apreço pelo movimento punk que surgiu em Nova York na década de 1970. Ele já citou New York Dolls e Patti Smith entre as influências mais diretas dele, mas o Ramones também está sempre entre os mais amados pelo músico de Manchester. 

*Contribuição do amigo Marcelo Guido

quinta-feira, agosto 21, 2014

Há 25 anos, morreu Raul Seixas

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Raul Seixas foi encontrado morto em seu apartamento no dia 21 de agosto de 1989, há 25 anos. Nascido em Salvador (BA) em 28 de junho de 1945, ele foi um dos pioneiros do rock no Brasil. O músico baiano teve diversas fases ao longo de sua carreira. Na Bahia, ainda jovem, foi defensor do rock'n'roll - que naquela época pregava uma mudança radical nos costumes. Com versões de Dick Glasser e dos Beatles, lançou com a banda Os Panteras o LP "Raulzito e Os Panteras", em 1968.

No restante dos anos 70, a popularidade de Raul só fez aumentar.  Em 1973 saiu o primeiro álbum como artista solo, ‘Krig-ha, Bandolo’, já com músicas escritas em parceria com o escritor Paulo Coelho, no qual continha os hits ‘Metamorfose Ambulante’, ‘Ouro de Tolo’, ‘Al Capone’ e ‘Mosca na Sopa’.

Longe de ser só musical, a dupla com Paulo Coelho fez com que Raul aprofundasse o seu interesse por questões místicas. Em 1974, criaram a Sociedade Alternativa, baseada nas ideias do bruxo inglês Aleister Crowley. Os principais preceitos da crença foram divulgados na música Sociedade Alternativa, lançada no LP Gita, de 1974.

Raul ainda lançou 2 discos em que a parceria com o "mago" produziu canções famosas: Novo Aeon e Há 10 Mil Anos Atrás.

A partir de 1977, os discos do músico baiano ganharam menos atenção da crítica e em 1978 o cantor passou por complicações decorrentes do consumo excessivo de álcool que lhe acompanhariam pelo resto da vida.

Já em 1987 surge a canção ‘Muita Estrela, Pouca Constelação’, a primeira música em parceria entre Marcelo Nova e Raulzito. Um ano depois, já em carreira solo, Marcelo convidou Raul para participar de um show que faria na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. O que seria uma participação virou uma turnê de 50 shows por todo o Brasil, e terminou no lançamento de um dos discos mais importantes do rock nacional, ‘A Panela do Diabo’. O disco vendeu 150 mil cópias e rendeu a Raul um disco de ouro póstumo.

Música

Raul criou uma mistura entre blues, folk e música brasileira que o distinguiu de outros artistas que faziam rock na época, como a Jovem Guarda. Já em seu primeiro disco solo, o cantor misturava baião, country rock e música gospel em canções como Ouro de Tolo e Metamorfose Ambulante.

Passou pelo brega, pelo rockabilly, pelo blues, pela MPB e diversos outros estilos que ampliaram o conceito de 'roqueiro', como Raulzito era visto na adolescência. Longe de ser só um representante da Sociedade Alternativa, ele se questionava, fazia crônicas, dialogava com canções da MPB e tinha consciência de que precisava se dividir entre a verdade do universo e a prestação a pagar, como canta em Eu Também Vou Reclamar.

Em 26 anos de carreira ele lançou 21 discos. Com toda a certeza, foi um dos maiores gênios da música brasileira. E lá se vão 25 anos de saudades. Viva Raul!

"Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem, eu sei que você pode mais" - Raul Seixas

quarta-feira, agosto 20, 2014

Liverpool começa a 'Beatleweek', semana de homenagens aos Beatles

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A cidade de Liverpool, na Inglaterra, começa nesta quarta-feira (20) a "Beatleweek", uma semana em que bandas de mais de 20 países e fãs de todo o mundo se reúnem para homenagear os Beatles. A programação tem shows, exposições ou palestras de ilustres convidados.

Repetindo um evento que acontece há 30 anos, sempre durante o mês de agosto, fãs do quarteto invadem as ruas dessa cidade ao norte do país. Nos sete dias de festa, vários vêm caracterizados de John Lennon, George Harrison, Ringo Star e Paul McCartney.

A realização da "Beatleweek", que ocorre até 26 de agosto, não é uma coincidência: este mês foi determinante na carreira do grupo britânico. Em 18 de agosto de 1962, Ringo Star tocou pela primeira vez como membro do quarteto.

Um dos principais palcos dessa festa, que conta com mais de 15 horas de música ao vivo a cada dia, é o The Cavern Club, onde o quarteto fez seus primeiros shows e onde atuaram ao vivo pela última vez há 51 anos.

Entre os eventos mais especiais desta edição, estão: "Paul McCartney, a retrospective", em cartaz nas salas do Royal Court, e a convenção anual "Beatles all day", no Hotel Adelphy.

Os visitantes poderão também desfrutar das canções mais emblemáticas do quarteto em um dos palcos mais singulares desta semana, o restaurante Alma de Cuba.

Em paralelo à realização da "Beatleweek', Liverpool também sediará a Convenção Internacional e o Festival Internacional de Música, cuja programação inclui diversos shows gratuitos no Sefton Park.

Meu comentário: John Lennon e companhia nos ensinaram que devemos valorizar o amor, sermos críticos e termos ideais. Eles cantavam “All you need is Love” e após 45 anos, continuamos e sempre precisaremos de amor. E como!

Portanto, nossos aplausos e agradecimentos aos geniais caras de Liverpool. Viva os Beatles!