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segunda-feira, maio 20, 2013

Poema de agora: Consumo voraz (Bianca Andrade)

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Consumo voraz (Bianca Andrade)

Se ele não fosse mistério
Eu me renderia à rotina
Doce...
Delicioso consumo

Mas sendo eu esta incógnita
Sorrio o óbvio
Porque a fome que chega é voraz
Estonteante e sagrada ânsia de mais

domingo, maio 19, 2013

Compromissos (@stormbias )

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Por Bianca Andrade

Entre os acúmulos de tarefas, de sentimentos, onde a correria do dia-a-dia se faz presente, qual a importância de um compromisso?

Os comprometimentos são responsabilidades que chegam para nos fazer enxergar a vinda do amadurecimento, seja no âmbito profissional, amoroso ou nos ciclos de amizade.

Se você é comprometido, tem que desenvolver um trabalho em equipe, mas sua equipe não colabora, infelizmente, todo o esforço de tentar acertar, fazer um trabalho de ponta, muitas vezes, cai por terra, mas vai de você não se corromper pelos que lhe cercam, e fazer sua parte, independente da má vontade alheia. É estressante? Sim! Mas é viável um jogo de cintura.

Trabalhar em equipe é algo delicadíssimo, precisa ter a tal de paciência quase que como sua melhor amiga, além de aprender a trabalhar sua respiração para não explodir, para não perder a razão e o foco. Aí lembro que, volta e outra, falamos: “Deus, me dê paciência!”, acredito que este é o teste.

Saber manter alguém ao lado, seja namorado (a), esposo (a), amigos (as), também é um tipo de compromisso, afinal, uma promessa não se faz somente por contratos, falas formais, de um profissional para outro... Fala-se pelos olhos, pelo silêncio, pela vontade de querer construir algo sólido e prazeroso diante daqueles que queremos ao nosso lado.

Comprometer-se consigo mesmo é o primeiro passo para as coisas fluírem, mesmo com os obstáculos, é uma missão árdua, de policiamento, mas necessário para a evolução. E como é gostoso quando vem o resultado almejado... Mesmo que lentamente, um dia chega!

*Texto republicado, mas apropriado. 

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Poema de hoje: O que melhor te alimentar (Bianca Andrade)

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O que melhor te alimentar (Bianca Andrade)

[Entre]

Guerra e paz, doce e amargo, doença e cura, flores e espinhos
Expectativas, decepções, emoções...
As causas, os diagnósticos, buquês... Hipóteses e misturas.

[O velho ou o novo?]

Entre Janeiro e Dezembro, dez meses... Ou menos de trinta dias.
Tudo é preenchido pelo seu ponto...  De vista, de vivência.
 Teorias, observações e cortes na carne.

[Colorido ou em preto e branco?]

Entre tantas palavras e o silêncio... A colheita.
E dela, o que melhor te alimentar.
“A colheita é comum, mas o capinar é sozinho”
  
A todos e todas que compartilharam, curtiram e comentaram meus escritos neste blog ao decorrer de quase dois anos, meu muito obrigada! E para 2013, eu desejo a vocês boas histórias de um futuro brilhante.

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Ponto final (Por Bianca Andrade)

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Por Bianca Andrade 

Quinta-feira, 20 de Dezembro... Pelo horário de Brasília, menos de 24h para o mundo ter um ponto final, segundo o Calendário Maia, mas já “desconsiderado” pela NASA e Vaticano. Mas... Por quantos pontos que possivelmente seriam finais já passamos? Até que consistência somos pontos na vida de alguém?

Um dia você tem alguém que te ligará a outro, mas na verdade você queria que este ficasse, e não entende porque juntos não dão certo, mesmo com tantas afinidades... - Assim como você pode ser esse alguém que vai partir e fazer essa interligação, salientada também a inúmeras situações. Então descobrirá as peculiaridades das pontes.

Fixos? Determinados? Quantos pontos abertos ao tempo/universo?

Temos grandes responsabilidades, muitas delas nem analisamos, todavia, ajudamos ou somos ajudados constantemente, mesmo quando não percebemos a designação e toda a forma vivenciada é contrária ao que de fato queríamos que fosse. As hipóteses se unem como um traçado e consequentemente se concluem feito bordados.

Somos pontos de luz, mesmo quando estamos na escuridão servimos de fonte para quem queira absorver o calor ou saber as diferenças de um ponto frio. Margens opostas, que acrescidas ou diminuídas proporcionam aprendizados. E qual é a menor diferença entre dois pontos? 

Penso que somos contínuas reticências, mesmo declarando o fim da jornada. 

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Poema de hoje: Sem peso nem pesares (Bianca Andrade)

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Sem peso nem pesares (Por Bianca Andrade) 

Acordei com vontade de escrever o passado
Peguei o papel... Mas ao olhar para ele vi o óbvio
Limpo! - Sem peso nem pesares
Percebi que o que passou não precisava estar ali
Foi quando o relógio disse:
Ora! Deixe-o numa brisa, certa nuvem...
Ou melhor, limite-se no deixe-o, apenas.
Sem sustos!
Quando leres o tempo, compreenderás a cura


[Nesses dias de pés no chão, a paciência sorri. É um novo dia de sol, teu convite a seguir]



quinta-feira, novembro 29, 2012

Os feitiços da conquista ( Bianca Andrade ).

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Por Bianca Andrade


Quando se é atingido por certo “gostar” todos tentam de alguma forma ter atitude de conquistar ou deixar ser conquistado. E independente de status, intelectual, profissional ou financeiro, parece que a insegurança bate de uma maneira, que nem o “melhor do melhor do mundo em autoconfiança” deixa de ficar vulnerável e pensar: “Será”? - E são tantos... 

A outra pessoa parece estar num pedestal. Os defeitos... Onde? Que olhos... Que boca... Que papo encantador, gestos envolventes... Chegas em casa e começa a repetir 1003x a discografia do Johnny Lee, acha no fundo do baú Goo Goo Dolls, Paul McCartney, Scorpions... Tenso, não? Mas prefiro dizer: Suave. 

Mesmo sendo situações bobas e tão comuns, você trava! A mente te boicota com um monte de obstáculos, principalmente se não estás feliz consigo mesmo ou por total timidez. Então, busca-se forças até incalculáveis para demonstrar a intenção.

Na natureza, por exemplo, há umas espécies que surpreendem com sua beleza de conquista.

Ninhos decorados...
  
Os Amblyornis Inornatus fazem ninhos e os enfeitam com flores, frutos silvestres, sementes, pedaços de carvão, fios de tecido e pedras coloridas. Um bom gosto extremo!

A dança... 

A ave aquática Podiceps Cristatus faz um show exuberante aquático. Um dos parceiros nada mergulhando e emergindo em direção ao outro com as assas abertas e o corpo completamente ereto. Então seguem juntos, dando mergulhos e piruetas... É assim que começa o namoro dessa espécie.

O canto sincronizado...   

Gibão-Hylobates Muelleri... Para conquistar a fêmea, o primata sobe nas árvores a cantar algo como: Rúúú... A fêmea o observa e com um “uááá” rola o feedback. E nessa sincronia, o ato amoroso se concretiza.

Carinhos... 

Os ratos também sabem agradar... O Musaranho-Typia Belangeri enche a fêmea de carinhos, com muitas lambidas no pescoço e no rosto dela, que os recebem com a cabeça de lado e os olhinhos semicerrados de prazer.

Qualquer semelhança com a espécie humana é não é mera coincidência... Assim como não é segredo que o modo de pensar é divergente entre homens/machos e mulheres/fêmeas, mas as estratégias de jogos para a consquista faz uma enorme diferença, visto que as circunstâncias colaboram com os resultados, mas para tanto, se faz necessário os ingredientes, não só as peças. 

As intenções são inúmeras, podem ser lindas, mas também desastrosas... A ordem é preponderar! Fazer uma análse real dos fatos – Como se fosse fácil – E é exatamente aí que o amor próprio tem que prevalecer, pois não adianta apenas ter o conhecimento de que ele existe, mas compreender sua importância, uma vez que nunca se saberá ao certo se nessa caça quem escolhe ou quem é o escolhido.

Outro dia uma pessoa escreveu no facebook: "A gente sabe que está apaixonado quando até pagode começa a fazer sentido". (Tosco e verdadeiro). Mas nada de sustos... O som que ficará para descontrair essa confusão é Bele & Sebastian - “Write About Love” (Show realizado no ano de 2010, RJ):



quinta-feira, novembro 15, 2012

Poema de hoje: Quão cego se é! (Por Bianca Andrade)

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Quão cego se é! (Por Bianca Andrade)

Por que
Preferimos fechar os olhos
Não para sentir o beijo, o sabor, o cheiro
Mas para não ver o que se quebrou?

Por que
Não abrimos os olhos
Para todas as fontes de aprendizados que surgem
                                        Como se pote de ouro em arco-íris fosse?

Por que
Negamos o amor e sorrimos para uma ilusão?
Queremos o mais rápido e não buscamos lutar pela conquista?
Enfatizamos o término e esquecemos como e onde tudo começou?

Num piscar de olhos a vida vai passando, e a gente também!  A cada momento, a todo instante... Até que bem na sua frente, letras brancas emergem de fundo preto. Um grande e luminoso outdoor te faz ler a mensagem: Aqui jaz! Ironicamente assinado pela mudança que ninguém soube absorver.

Se todo o “por que” meu tivesse resposta concreta, talvez não houvesse espaço e nem tanta graça nos “porquês” que procuro, na minha introspecção, desvendar.

domingo, setembro 16, 2012

Conto de hoje: Ruídos (Bianca Andrade)

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                                                       Por Bianca Andrade


Eles buscavam a mesma sintonia, mas houve ruídos na comunicação. Um interpretou de uma maneira o dito, enquanto o outro recepcionou de outra o expressado, e a escultura construída se desfez. Dos cacos, o caos barroco se fez.

Ironia do destino? Deus? Diabo?

Ah! Ruídos... Sejam mal-vindos!

Um chora amargor por ter gostado, o outro de ali um dia estado. Mesmo sabendo que no fundo queriam voltar, negavam. Cada um dizia pelo silêncio: bola pra mim! Orgulhosamente, como todo fim.

Nenhum dos dois estava pronto para ir em frente, bebiam doses duplas de puro lamento. Antes que o primeiro seguisse, o segundo atropelou seu próprio sentir, correu na frente... Esqueceu-se que havia prisões, correntes indissolúveis até então. As fraturas eram expostas e bruscamente sangravam. A emoção ludibriou a dor, carteadas pelo vilão, sempre o culpado coração!

-Quando terá sua absolvição?

Se abertas estivessem as janelas, alimentando seus jardins, teriam visto o sol de um diálogo sorrir para esclarecer as más interpretações, aquecendo todo frio daquele inverno. Mas a chuva prevaleceu, transformou gotas em tempestades em copo d’água.

E na estrada interditada pela erosão, os cones cuidadosamente gritavam, era o momento de todas as horas pararem para o ajuste dos ponteiros... Mas naquela ocasião, não se imaginou que o sinal verde fosse abrir e nenhum quis captar o subliminar quando o relógio disparou o alarme. Subitamente a bola de neve desmoronou.

O primeiro, por ser míope, fora o que mais fingia não se importar, não quis enxergar o que havia embaçado com o gelo, deixando o que o rodeava com o ar de tanto faz, lamentável ignorância. Com sua pressa, o segundo ultrapassou o sinal amarelo, sem esperar o selo do vermelho. Os dois estavam embriagados pela tal razão.

Erguido do situacional descaso e superego, o primeiro viu com lupa o segundo manobrar contramão para a pista que se encontrava o terceiro. Chorou. Perguntou o que fizera de errado, mas não quis arriscar a reta direção.

O terceiro gargalhava. Envolto aos seus falsos encantos, trapaceava... Opa! Mais um ponto na carteira de sedução para quem agia como aprendiz. Tudo se somava, assim como facilmente se descartava.

O segundo quis se iludir, ligou a luz alta e acelerou... Já era tarde, estava escuro no túnel dos jogos. Sem temer, resolveu apostar mais fichas na pista de azar e... Game over!

Por essa comunicação corroída, menosprezaram os cortes que estavam em carne viva, sem curativos, que borravam a delicada tatuagem de suas vidas... E um paradoxo não cicatrizado leva qualquer amador para muitas estradas, sem resgates. E seus destinos se perderam na decadência das convicções equivocadas e nos buracos do auto-abismo.

E nessa história, só os donos de bares foram felizes. Até hoje, entre tantos acidentes e choques, eles sorriam... Queimando todo o estoque!

quinta-feira, setembro 06, 2012

Poema de hoje: Fins

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Fins (Bianca Andrade)

Se eu te contar que não estou preparada para te ver partir
Entenderás a minha prece?
Se eu só te olhar, silenciar...
Alcançarás as minhas orações?

Penso que não!Pois nem eu compreendo o que te digo
Em suplicos, apenas sinto
E por agirmos com apropriação, os eus gritam e paralisamos
Ficamos surdos, cegos, sem olfato e sem motivos... Mudos!

O lamento é ver alguém que amamos ir
Ou seria a apresentação do egoísmo?
Sair de um romance, de uma vida... Esvair-se!
A primeira vez ou mais uma vez?
É chegada a hora de deixar
Se desfazer da carne, esquecer das hipóteses 
E neste adeus, perceberás que ninguém é dono
Nem de si, nem do outro... Muito menos da eternidade!

Quem sabe aí estejam as respostas
As idas e vindas... O diagnóstico!
Paz? Inferno?
- O Abstrato!

Gentilmente me despeço
Eu sigo e tu prosseguirás
Não posso lamentar!
Talvez, amanhã, a fé retornará

Esperança para ti, tranquilidade para mim
E assim, flutuamos...
Sem dor, sem começos, sem fins
Ou tudo seria uma letal anestesia de um inocente engano?

[Quem sabe... Amor!]

quinta-feira, agosto 23, 2012

Poema de hoje: No meio do caminho tinha... Um buraco!

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No meio do caminho tinha... Um buraco! (Bianca Andrade)

"No meio do caminho tinha um BURACO
Tinha um BURACO no meio do caminho
Tinha um BURACO
No meio do caminho tinha um BURACO
Nunca me esquecerei desse acontecimento
... Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha um BURACO
Tinha um BURACO no meio do caminho
No meio do caminho tinha um BURACO"

(No meio do caminho - Poema de Drummond, adaptado para não esquecermos dos buracos nas ruas  e os supostos nos cofres públicos!)

quinta-feira, julho 26, 2012

Poema de hoje : Estima

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Estima (Bianca Andrade)

Não!
Isso não pode ser o que eu me proponho a ser
Ou que se planejou por caminhos retos ou
Por estradas desastrosas chegar

Ser a fantasia de um deserto, a espuma de um mar
Sou a luz branda num túnel
Sou a escuridão longe do luar
Sem hora de partir, sem minuto para recordar

Uma dor no silêncio, um grito na paz
Ardo em ti sem ferir, machuco sem sangrar
Um foguete que não decola, uma nave que não quer pousar
Uma brisa que se esqueceu de sussurrar

sexta-feira, julho 06, 2012

Poema de hoje: Sentido (Bianca Andrade)

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Sentido (Bianca Andrade) 

Quando o nada dá o sentido para tudo
E este por vezes confuso
Por que dizer não?
O não caberia ao negar o passado      

Negar para quê?
Para quê o passado negar?
Ofuscar o brilho do abstrato
Tão perto, tão concreto... Sensato!

Olhar para trás também é seguir
Sim!
E aos poucos, em pedacinhos de desculpas,
O perdão se dá, para o aprendizado renovar

Ficar em teu colo
Assim, baixinho... Ouvir o óbvio
O bobo, o real, o utópico!
Aguçar o respirar

Por assim fluir
A vida se torna leve
Ao degustar dos ritmos
Esquecer o juízo... Libertar! 

quinta-feira, maio 31, 2012

Poema de hoje: Norte das Águas

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Norte das Águas - Por Bianca Andrade

Quando pensei que o amor virou dor
 Joguei-me ao rio-mar
No intuito de que o sal corroesse o doce

Depois de tantas oscilações, suas ondas viraram intensas marés
 Ecoavam sons que derrubavam folhas e matavam pássaros
 Nas ventanias de todo mês de Abril, outras no mês de Maio

Mas já é Junho, e o amor passa! 
- O amor passa?
Desculpe-me decepcionar, mas o que passa é a dor
 O amor é agridoce!
 E quando se é, transforma-se e te transforma...  Permanece! 

Não para em marés, não se afoga em ondas, nem morre na praia
É o norte das águas, da essência... Da preciosidade, cada vez mais rara!
Que transita do caos ao mais belo dos abstratos
Ladrilha caminhos e realinha toda e qualquer passagem
Em reais panoramas, surpreende com bonança.

terça-feira, maio 15, 2012

O novo

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Por Bianca Andrade.

O novo... - Quando menos se espera, este moço de pouca idade chega e confronta... Revira-nos do avesso e nos faz analisar o lado mais desafiador: o desconhecido. 

No fundo, ele gera aquele friozinho e as incertezas do que será. Enfrentamos dúvidas, medos, problemas... Que com o tempo são respondidos e solucionados através de nossos esforços de construção/reconstrução; com determinação, foco e fé no que se deseja, isto, dentro de nossas próprias limitações, sem pressa. Aí traz a paz, independente de redemoinhos externos, sem monitorar horas de duração desta intrínseca calmaria.

Gosto quando Quintana diz: “Nós vivemos a temer o futuro, mas é o passado que nos atropela e mata”. Forte! Um choque de palavras que me fez despertar. Penso que nestas horas, de quando nos libertamos do que passou, vem o que almejamos. É como uma voz que soa: Eu quero seguir! - E o que é o futuro, se não a execução de etapas? O que se trabalha hoje em busca da elevação do amanhã! Inegável é o sabor de saber onde se está e para onde se quer ir.

Cada um escolhe uma trajetória, tem sua experiência. Eu aprendi a duras penas que, me montando ou desmontando, é revigorante se entregar, e o novo nada mais é que um presente da vida e, como tal, temos que fazer jus ao nome: Pre-sen-te! Pois, quem sabe um dia este se prolongue além de embrulhos e faça uma “eterna” renovação de existência? – Decifrá-lo além dos olhos e longe de palavras...

É importante analisar que nós mesmos somos responsáveis por este processo, pois é o que cultivamos dentro de nós, diariamente, em nossas diferentes ações. Nascemos ignorantes, nos alimentamos de leituras, de vivência, enfim! Conhecimentos teóricos e práticos... E ainda assim, não aprenderemos tudo. Entregar-se aos mistérios é ímpar e, com sorte, vira par... Uma busca a dois, eterna em momentos.

Como falta eu aprender muito, eis um até logo com sabor de Guimarães Rosa: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”, seja para um novo emprego, um novo curso, um novo amor... E mesmo nas dúvidas que nos movem, o que não é tolerável é estagnar em pleno play, sem se inovar. E o que nós queremos mesmo da vida?

E para o que virá ou já está. Ficará ou passará: Tarrus Riley – Superman.


quinta-feira, maio 10, 2012

Poema de hoje: Destarte (Por Bianca Andrade)

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Destarte (Por Bianca Andrade) 

A cada convite para um inesquecível jantar
Certifique-se do que te alimentarás
Pois o romantismo das velas também ilumina vulnerais.

Alimentos corrompidos causam estragos... Desfloram!
Então os vomite!
Expelir o que não revigora é um bem adiante.

Vegetais murchos e secos
- Outtais!
Não colorem, nem proferem pratos principais.

quinta-feira, abril 19, 2012

Poema de hoje: Arflores

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Arflores (Por Bianca Andrade)

O enigma envolto na Árvore da Vida se eleva
Dentro e fora, faz o épico renascer
Com suas ramificações, transmuda paisagens
- Pois escolhi a ti!

Mesmo que este sentir tente em pássaro se transformar
 Fingindo ignorar teu cheiro... Esqueça!
Lembrar-me-ei de suas asas, que voam acima do bem e todo o mal
Mesclando tintas, musicando vidas, florescendo jardins.

E se me perguntas como eu o quero, digo que assim... Bem natural
Preenchendo os espaços, sem pressa
Para quando a calmaria se enraizar, sentir um leve sussurrar:
- Poucos são os que ainda enxergam e se alimentam do verdadeiro néctar.

quinta-feira, abril 12, 2012

Eu inimigo

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Por Bianca Andrade

Há dores que vão muito além de lágrimas, de imagens, da espera prolongada de respostas.  Que passam por nossos ouvidos como gritos, penetram a alma mais que músicas, dos sussurros da nostalgia de um grande amor fracassado.

Há dores que são tão maiores que nem desabafo alivia, nem mesmo uma taça de vinho ou qualquer copo de destilado.

Há dores que nos indignam, onde nossos pés parecem estar paralisados e as mãos sem forças para lutarem. Que mutilam, nos negando a reconstrução.

Há dores que nos fazem acordar nas madrugadas, sufocando mais que a ausência... De olhar para o lado da cama e não poder abraçar aquela pessoa que acolhia no frio e nos derretia em diversos calores.

Há dores que nos mostram o decepcionante com uma perspectiva jamais vista, nunca sentida. Inexplicáveis por talvez nunca terem sido sorrisos, apenas pontos de fuga de si mesmo para lugar algum.

Essas dores não vêm do nada, do acaso. Elas ocorrem por nos escondermos no turbilhão dos medos... Não. Não há compaixão, nem condolências. Paremos com os pesares!

Estagnados? - Ainda vão nos acordar por muitas madrugadas, travar inúmeras guerras em nossas mentes, nos fazendo  perder totalmente a vontade de sonhar,  chorar por diversos luares e lugares... Sozinhos!

Qual o problema de aproveitar o grande presente de estarmos aqui e dizer: Sim, estamos vivos!?  - Metódico!

Sejamos alunos do desconhecido, de todos os obstáculos e prazeres. Tentemos ser tocáveis,  nos entregar... Sentir! - Sem máscaras. Verdadeiramente...



sexta-feira, março 16, 2012

Poema de hoje: Erros viciados

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Erros viciados

Convicção de que algo estava desconexo
Deitada e levemente entorpecida, se desencontrava
Sua mente girava aos tormentos de sua solidão propriamente imposta
Seu grito interno era tão nítido que discrição alguma disfarçava
E seu corpo... Ah! Seu corpo!
Invisíveis marcas, demarcações de outrora
E quando aquela súbita vontade de reagir se aproximava
A roda girava, lamentavelmente, parando no mesmo lugar
Sim, eu disse parando!
Naquele pedaço do passado desgastado, ferido, mas que lhe proporciona prazer
Era sua carne que uivava, felinamente...
Porém, a carne, ela se desconfigura, e assim leva a mente
E como o próprio nome diz... Mente!
Quem sabe finge por achar que não vai se diluir...
Mas mal sabe que é a primeira a esvair

Bianca Andrade

quinta-feira, março 01, 2012

Marcação de território

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Por Bianca Andrade


Tudo bem que ninguém é propriedade de ninguém, mas cá entre nós, quem nunca fez ou se diverte quando alguém faz uma marcação de território? Algo bastante salutar e, na maioria das vezes, engraçadas (pelo menos eu fico rindo...). Óbvio, com exceções em alguns casos. 

Tanto animais irracionais como os racionais praticam este comportamento. É uma forma equivocada (ou não) de pensar: “Vou defender o que é meu!”. Mas isso não quer dizer que se faz necessário traçar uma luta corporal, como muitos povos faziam/fazem, claro que não! Refiro-me a singelos ou exacerbados avisos visuais, auditivos ou olfativos, que por vezes ocorrem até involuntariamente.

Cada ser tem seu ritual. Exemplos claros sobre tais práticas de comunicação são vistos em cães, gatos e aves. Os dois primeiros se utilizam de uma necessidade fisiológica, a urina, para demarcarem seu território. Já as aves emitem sons, que são de fundamental importância para sua defesa e, também, para pegar animais, e isso se propaga em outras espécies. Eis um vídeo de quem sabe marcar seu território com estilo: 


Expressões corporais, verbais, insinuações através de coisas materiais, adesivos no carro com frases como “fulano e sicrana se amam”, desenhos de casais... - E a pala interna de proteção contra sol (para-sol) do carro? Essa se transforma em: “eis o nome da (o) namorado (a)/esposo a)”, uma forma de “fica a dica”, passageiro (a)! - Tudo isso é complemento de estratégia territorial.

Nas redes sociais estas práticas “brincam de pira”, desde o status de relacionamento até um comentário aqui, uma postagem ali, que pode ser dita diretamente para a pessoa, mas que se insiste em anunciar: “estamos aqui”. E estas ações são realizadas em todos os níveis de relacionamento afetivo, mas que nem sempre se traduzem como tal, esses são alguns casos específicos. Se assim fosse, ninguém mais se comunicaria por analisar com este olhar. 

Assim como estas situações são hilárias, algumas pessoas levam isso muito a sério, a ponto de se comportarem com deslumbramentos excessivos, atingem a si próprias e ao outro, isso, em vários âmbitos: pessoal, social, profissional, etc. Muitos especialistas afirmam que a possessividade anda de mãos dadas com o ciúme, podendo ocasionar até morte. A psicóloga Karen Camargo afirma que o ciúme patológico é uma preocupação infundada, irracional e descontextualizada. 


Penso que seja mais interessante unir o elementar ao agradável, definir território através da presença amiga (independente do tipo de relacionamento), do companheirismo, das ações acolhedoras, sendo bom /boa amante, do que deixarmos tais fixações virarem bola de neve e se tornarem grandes marcações... Gafes! 

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Funcionário do mês

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[Não sei afirmar se o que vos direi é amarga realidade ou chocante ilusão, mas esmero]

Senhores e Senhoras, foi com muito esforço e dedicação que vesti a camisa desta empresa, tentando organizar o que não tem ordem, segmentar opção que, por um email, telefonema ou tweet, se tornaria corrosão, mas aprendi muito.

Nesta escola, este ser aprendeu a nadar, dançar e voar. Hoje, mergulho com tubarões, abraço ursos e, com muito jogo de cintura, danço valsa com os lobos, sambando com urubus e vampiros. Santo balé, divina yoga! Que me faz flutuar com os dragões, os tais anfitriões.

No calor, desembrulhei-me com uma gastrite. No frio, veio-me vestir um câncer, que a propósito, caiu como luva... Luva esta que combina perfeitamente com essa vestimenta azul, ilustre diretor. Faltam-me palavras que possam narrar o sublime. Acreditem! Respirar é uma arte. E eu ainda respiro bem... Bem fundo! Sem perder a pulsação... Profunda!

Sou um sortudo, pois sei que nem todos os outros seres são presenteados. Vejam: não sou desempregado! Por isso, não me canso em dizer outros o-bri-ga-dos pelos apoios - comprimidos, alucinógenos, médicos e enfermeiras. Oh! Não posso esquecer desta confortável cama, de lençóis limpos e travesseiros macios.

Agradeço por virem me prestigiar: querido chefe, caros colegas... Que, inclusive, raramente os via, mas se fazem presentes hoje. Imagino o esforço para estarem aqui. Sintam-se a vontade, a festa não é só minha, é nossa! Somos uma equipe! Ainda tem wiskys antigos e os vinhos são bons. Degustem as tábuas, os salgadinhos... Para quem preferir, há caviar...  O jantar será à vela.

Agora, me pego a pensar: “Há tanta vida lá fora...”, recordo em enredos nostálgicos... Uma vez que a existência aqui virou eterno passado, eis minhas poucas horas de sucesso, de elogios e homenagens. Entre tantos cânceres malignos, um matou a mim: a armadilha da comparação, achando que sair de mim seria bom.

Bianca Andrade