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terça-feira, abril 22, 2014

A “Síndrome de Hardy Har Har” (meu texto sobre reclamões e pessimistas)

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Lembram-se do Hardy Har Har? A hiena que era puxa saco do Lippy, o leão. Pois então, tem muita gente que sofre de “Síndrome de Hardy Har Har”. O personagem, ao contrário de todo o resto de sua raça, que vive rindo de tudo, é infeliz, uma figura negativa em todos os sentidos. Hardy ficou famoso pela frase: “Oh dia! Oh azar!”

Conheço muitos Hardy Har Hars, alguns são invejosos, outros fofoqueiros e ardilosos, mas todos têm algo em comum, são insatisfeitos. Essas pessoas acham que suas felicidades sempre dependem de outra ou de outro lugar. Nunca estão 100% com a vida, vivem doentes ou acham que merecem muito mais do que suas pífias existências lhe oferecem.

Sempre se acham a vítima, suas histórias parecem novelas mexicanas regadas a lágrimas por tudo. Não satisfeitos, ventilam sua infelicidade aos quatro cantos, se queixam para amigos, colegas de trabalho e família. Haja saco para aturar os Hardy Har Hars.

Eles sempre foram mais felizes no passado, “antes é que era legal, pois eu era isso, eu fazia aquilo”. Pôtaqueparéu!

Ah, os Hardy Har Hars são sempre coadjuvantes ou figurantes da história. Alguns tem até talento, mas se escondem, com a desculpa de descrição. São aqueles que sempre dizem amém. São abestados, pois derrotam a si mesmos. Ah, são ótimas escadas para os mais espertos. “Eu prefiro ser tipo o Lippy, o leão que sempre dizia:”Hardy, sorria! A esperança é a última que morre!” E a hiena: “É, mas morre”.

Tanta gente passando por dificuldades reais, com muita dignidade e você, Hardy Har Hars, enchendo o saco de todo mundo com suas pequenezas. Portanto, se tens saúde, emprego e família, por gentileza, se toque. 

Tenho um conselho para os Hardy Har Hars, saibam separar tiros de festim dos de metralhadora. Voltem a serem hienas (no bom sentido, claro) e a sorrir. Parem com as lamúrias e vivam suas vidas. Os supostos algozes podem não ser os verdadeiros vilões que foram pintados. Pensem nisso. 

*Texto escrito há quatro anos e continuo pensando isso dos que exageram na auto-piedade, pessimismo e rabugem.

Elton Tavares            

domingo, março 09, 2014

Sobre a desculpa esfarrapada da Você Telecom

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Como muitos, assisti na TV a nota da empresa Você Telecom sobre o problema que deixou (e ainda deixa, à exemplo da oscilação) muitos consumidores sem internet. Ao conversar com meu tio, entendi que a desculpa é esfarrapada. 

Vamos por partes. A Você Telecom diz na nota que as chuvas e a alta do rio “histórica” fizeram pifar ou dar problema nas torres de transmissão. Ahan. Acontece que todo ano chove muito nesta época e eles deveriam ter feito um estudo minucioso da tábua de maré, já que a “tecnologia” da empresa consiste em transmissão de internet por meio de cabos vindos do Pará, via Ilha do Marajó. 

E a respeito de nas "localidades por onde passam as torres e não existe energia elétrica, as quais a alimentação das baterias é feita por meio de energia solar", segundo a empresa, porque não dizem isso no ato da venda ou nos comerciais que possuem "gente feliz" exaltando o serviço?

Pagamos por internet Banda Larga no Amapá. Às vezes, a net é até boa, noutras o serviço é deficitário e em muitas simplesmente não funciona. O certo é que não queremos uma net “devesenquantoária” e sim sempre. 

No final das contas, larga mesmo é a paciência dos clientes da prestadora de serviço incompetente. Para estes, como eu, dois conselhos: exijam que os dias sem internet sejam descontados da fatura, não podemos pagar pelo que não foi usufruído.  E procurem seus direitos no Procon (se é que o órgão fará algo, pois já devia ter agido contra a Você Telecom), está tudo no Código de Defesa do Consumidor

Depois, ficam mordidos quando chama de “Você Telecu”.

Égua! É isso.

Elton Tavares

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Devaneio de agora: As Mirandas que encontramos na vida

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Quem curte cinema lembra-se da Miranda Priestly, a nojenta editora de uma revista de moda famosa, interpretada por Meryl Streep, no filme The Devil Wears Prada ( O Diabo Veste Prada). 

Então, conheço algumas “Mirandas” que vivem a atazanar a vida dos outros. É, tem gente mestre na arte da escrotidão. Ah, se tem. 

Uma em especial parece muito com a do cinema, só não possui a fineza (mas pensa que sim) e nem a sinceridade da personagem de Streep. A editora do filme deixava claro quem era para todos e não dava uma de “gente boa”, de acordo com sua conveniência. 

Fico só observando essas figuras, que pensam ser a bala que matou Lennon, o supra sumo da competência, mas não são.  Ainda bem que, apesar de continuar um cara cascudo, brabo, encrenqueiro, irônico e genioso, aprendi a lidar com elas. 

Portanto, querido leitorado, não dê moral para este tipo de canalha. A não ser que já seja "assédio moral", ignorem as "Mirandas", pois é tudo que elas não querem.  É isso! 

Elton Tavares

terça-feira, janeiro 14, 2014

Placa necessária em quase toda parte de Macapá

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Porque aqui, a violência tá demais!

Imagem encontrada aqui:http://instagram.com/uoloficial

domingo, dezembro 15, 2013

O “Mó Sabido” e o papo furado

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Tem gente que conhecemos há tempos, não possuímos nenhuma afinidade e tratamos bem por conta de amigos em comum. É o caso de “Mó Sabido” (na verdade o cara é um completo imbecil, mas se acha sabidão, por isso o rotulei assim). 

Mó Sabido é um bom guitarrista. Eu o conheço desde que ele era um adolescente. Sou amigo de sua irmã mais velha, que aliás é uma excelente cantora. Mas o pobre Mó não, ele é instrumentista e passa longe de ser um cantor.

Mó Sabido sempre foi um bom músico de apoio. Mas ofuscado pelo talento de sua irmã Dolores Morissette (Bel, arrumei esse apelido por gostar quando você canta as duas) e Mandela (o caçula dos três músicos, canta bem e toca pra caramba). Eu até falei do Mó Sabido aqui, quando ele tocou com os Brothers, mas só por isso. 

Um tanto ridículo, Mó Sabido resolveu tocar em “shows acústicos”, uma mistura de cover dos los patetas e execução de canções pop rock bem batidas. Nem preciso dizer que, por conta de sua voz 'slow-motion', tais apresentações monótonas são  uma verdadeira tortura sonora. 

Sem falar que Mó Sabido é um tonto xarope, pois possui papinhos furados e conversas inúteis, que agradam somente as “roqueiras” de final de semana. Sei disso por já ter tentado bater papo com o figura. Mas ele é demais coquinho. 

Eu poderia ignorar a mediocridade e a falta de senso do ridículo do projeto de cantor. Mas descobri que ele possui um talento descomunal em distorcer o que outros falam, pois o figura inventou que EU afirmei que músicos são vagabundos. Logo eu, que sempre divulgo todo tipo de arte, principalmente bandas e tocadores em geral. 

Sobre a mentira de Mó, leiam essa postagem do mês passado e tirem suas conclusões: http://eltonvaletavares.blogspot.com.br/2013/11/hoje-e-o-dia-do-musico-post-em.html

Já sobre o tal “Sabido”, ele tem sorte de eu gostar muito de sua família, senão o cara ia pegar uns tapas pra aprender a não falar merda. É isso!

Elton Tavares

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Uma realidade aparente (texto crítica do jornalista Adnoel Pinheiro)

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Estamos cansados de presenciar arbitrariedades na imprensa brasileira, mas a que pretendo me debruçar é sobre a Amapaense, especificamente o meio de comunicação de massa mais eficaz: a TV. O objetivo aqui é questionar as atitudes amadoras e moralistas de alguns programas “policiais” que preenchem as telas dos telespectadores tucujus, que por sinal são vários, na maioria, feito aos “trancos e barrancos” e muitos “jornalistas” esquecem preceitos básicos como; entrevistar várias fontes, ter boa oralidade e agir com interesse, reflexo muitas vezes, de falta de formação acadêmica.

Além da linguagem informal, técnicas de filmagens amadoras e profissionais muitas vezes sem formação, parece existir por parte dos apresentadores uma explicita “razão autoritária”, um moralismo sistêmico que constitui uma relação do programa com seus telespectadores, estes anestesiados por uma “agulha hipodérmica” e  enxurrada de tragédias, contaminados pelo “jornalismo espreme que sai sangue”. 

Sem dúvidas há uma finalidade última de pontificar os acontecimentos acima do bem e do mal, uma razão até mesmo acima da constituição, que afirma que “ninguém será julgado até decisão judicial transitada em julgado” (art.5º inc. LVII CF), ferindo também o código de ética dos jornalistas na qual afirma que o jornalista não pode divulgar informações “de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes ou acidentes”. (art. 11, paragrafo II).

Quanto a nós, jornalistas e formadores de opinião, será que temos perdido algumas das melhores oportunidades para discutir e colocar em pauta um pouco mais sobre o funcionamento desses desencontros e arbitrariedades? Temos deixado de acumular reflexão a respeito da imprensa, de seu autoritarismo e da maneira equivocada e sem questionamentos que as pessoas têm encontrado de reagir a tudo isso. 

Adnoel Pinheiro, jornalista (e amigo deste blogueiro). 

sábado, dezembro 07, 2013

Nota de Repúdio do Sindjor/AP

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Macapá(AP), 06 de dezembro de 2013.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (Sindjor/AP) repudia a atitude do advogado Marlon Nery da Costa, na tentativa de obstruir o trabalho da imprensa durante apresentação de dois (2) militares do exército suspeitos de participação em assalto na casa de um juiz. O ato de dar uma rasteira no repórter cinematográfico da TV Equinócio (Rede Record), Ronaldo Brito e de danificar o equipamento vão de encontro à Liberdade de Imprensa. Não podemos compactuar com este tipo de atitude.

O caso será analisado pela diretora do Sindjor/AP e todas as medidas serão tomadas para que fatos desta natureza não continuem se repetindo.

A Diretoria. 

sábado, maio 25, 2013

Hoje em dia, todo mundo quer ser Nerd

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 Hoje (25), é o Dia do Orgulho Nerd, por isso resolvi repostar o texto abaixo. Leiam:                                                                      

Hoje em dia, todo mundo quer ser Nerd


Observando blogs, programas televisivos e conversas alheias, cheguei a conclusão que, nos dias de hoje, todo mundo quer ser nerd. 


Ser nerd virou sinônimo de ser "Cult", ser foda em algo e, sobretudo, ser safo. Acho que sou 30% nerd, gosto de ler, até hoje jogo videogame e me interesso por coisas como a série Star Wars e Senhor dos Anéis, quatro coisas bem nerds.

O gosto pela leitura veio depois, graças a Deus, antes tarde do que nunca. O conceito de Nerd diz:“Um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.


Quando eu e meu irmão, Emerson Tavares, éramos adolescentes (meados de 92/93), a “Cúpula do Trovão” (a velha turma de amigos) nos apelidou de “Nerds”. Mas nós não éramos nerds. Líamos pouco, não éramos estudiosos e nem estranhos, éramos moleques comuns. A única semelhança com os nerds era o fascínio por videogame. O apelido foi nos dado meramente por que usamos óculos desde aquela época.

Concordo que os nerds são fodas, mas tem tanta coisa legal que os nerds não gostam, como por exemplo, o Futebol. Aí vem todo aquele blá, blá, blá, sobre o esporte “ser o ópio do povo” e “alienação das massas” e por aí vai.

Eu adoro futebol, não sou bom com tecnologia, se alguém tirar com a minha cara e não tiver outra saída, eu dou porrada mesmo (no sentido literal), não gosto de mangás, nunca joguei (RPG), apesar de saber que é bem legal e tantas outras atividades incomuns, tidas como esquisitices ou nerdces. Mas me acho razoavelmente inteligente, mesmo não sendo um nerd.


Acho que todo este esforço de parecer nerd, por gente que não é, uma babaquice. Eu sou fã de alguns nerds (e não nerds também). Entre eles, destaco a minha amiga Hellen Cortezolli. A menina saca de tecnologia, é antenada e debate sobre tudo, ela sim é uma nerd em essência.

Tem neguinho e pesetinha que paga de “pseudo-nerd-intelectual-descolado-safo-pá-caralho”, mas que não pode ouvir uma música baiana, que saem procurando um abadá para se botar dentro e cair na linha de montagem. Outras citam autores em seus blogs ridículos ou no twitter, mas não lêem, de fato, nem cardápio de lanchonete.

Ao ser convidado por uma escola para dar uma palestra, Bill Gates leu para os alunos 11 regras. A ultima delas se refere aos nerds: "Seja legal com os NERDs. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles", disse.

Este post é só um “setocation” para patetas que querem parecer inteligentes, mas que no campo de batalha das idéias, como uma mesa de bar, caem feitos moscas ao vento, diante de argumentos dos verdadeiros nerds. Por isso assumo, não sou nerd e sou feliz. Então, parem de fazer capa. Para estes otários, "fica a dica".


Elton Tavares

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Open mesmo esse bar?!

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Nunca duvide da capacidade alcoólica do indivíduo que teve a motivação de pagar caro em um ingresso de Open Bar. E vou além: em uma cidade como Macapá, NUNCA SUBESTIME a capacidade de ingestão alcoólica de um grupo de amigos que pagara 40 dilmas em uma festa dessas.

É uma conta simples, caros. Cinco amigos juntam R$ 200 e bebem 10 caixas de cerveja, e podem emendar por dias, principalmente se forem tomar destilados caóticos. Sem filas, sem bebida batizada, sem Natasha em garrafa se Orloff, sem cerveja quente, sem pisar no vômito desconhecido, sem rouquidão por tanto gritar para o garçom abastecer seu copo em meio a multidão.

Não que não valha a pena ir a um open bar, é muito válido se a bebida não acaba, as atrações são variadas e de boa qualidade e a organização do bar for digna ao ponto de não ser necessário passar 4h, das 6h previstas de festa, mendigando bebida.

Gosto muito de beber, mas prefiro pagar pela minha bebida individualmente e aproveitar a festa e os amigos sem ficar escorada em um balcão gritando igual àqueles bichinhos que saíam da geladeira da Família Dinossauro.  

Já vi diversas tentativas de Open Fail aqui em Macapá e sempre quis escrever sobre isso, mas deixei passar o tempo pra ver se as coisas iriam se resolver com a experiência, por fim, não rolou. Exceto por dois eventos em que o open realmente deu certo.

Então aqui fica o toque para a galera que fez ou pensa em fazer eventos desse naipe. Não me tenham por antipática, não sou só eu. As pessoas reclamam sim, e muito. Sei que vocês se esforçam pra que tudo dê certo, mas as pessoas saem dos seus eventos reclamando igual aquelas tias distantes que vão aos aniversários em que a família não corta o bolo e só serve vatapá de frango.

Dito isto, consumidores, sejam mais exigentes quanto a qualidade do serviço oferecido nos eventos que vocês freqüentam, não reclamem encolhidos no canto do seu quarto abraçando os joelhos, expressem sua insatisfação diretamente com a organização e ajude-os a planejar melhor suas festas. E promotores, sejam mais primorosos na organização dos eventos que vocês se dispõem a fazer.

E vamos beber, moçada! 

Camila Ramos - Jornalista.  

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Poema de hoje: É o sistema, mermão! (Graciliano Santos)

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É o sistema, mermão!

Em prol do desenvolvimento
E do progresso do Brasil
Vista grossa e mão molhada
Tudo certo, ninguém viu

E assim se vai passando
Da quitanda à empreiteira
Vão aos poucos se ajeitando
Quase de qualquer maneira

Até que estoure uma barragem
E inunde várias cidades
Até que tenha um apagão
E os hospitais não possam salvar os doentes
Até que contaminem a água
E a população sofra intoxicada
Até que incendeie uma boate
E mais de 200 morram sem razão

Todo mundo enxerga o problema,
Mas quem vai querer uma solução
Quando maior rigidez em tudo
Das obras à educação
Vão entravar todo o sistema
De facilidades e corrupção?

Graciliano Santos

Crônica de uma morte anunciada (Por Ronaldo Rodrigues)

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As condições de segurança da maioria das casas noturnas são precárias e isso não é novidade.

Agora vão discutir o assunto,que será esquecido com o passar do tempo até que nova tragédia aconteça.

O que também não é novidade.E assim vai rolando essa história sem que as (ir)responsabilidades sejam apuradas, sem que haja punição,sem que se dê uma resposta a familiares e amigos das vítimas.

Vamos fingir que ninguém sabe que a culpa não é da cobiça dos empresários que só pensam no lucro imediato sem se preocupar com a segurança de seus clientes.

Vamos fingir que a culpa não é das autoridades que deveriam fiscalizar esses lugares.

Vamos fingir que está tudo bem.

Ronaldo Rodrigues

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Meu amigo Lênio Mont’Alverne, sobre meu texto “Odeiô Sambô” (observação firmeza!)

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Cara, isso não é nem digno do meu ódio. Eu odeio Bon Jovi, Poison e todo pessoal do Glam Rock. Odeio kiss e seu rock farofa travestido de Hard Rock. Odeio Blur, Verve e toda ala pseudo intelectualóide do Indie... Odeio Korn, Limp bizkit e o pessoal do New Metal. 

Se é pra odiar, vamos odiar alguém que pelo menos tenha uma criação própria, represente algo e tenha uma forma de expressão. Uma bandinha oportunista e descartável que logo vão estar mais esquecida que a Vange Leonel não vale a pena odiar.

Eu acho que fazer uma versão pagode de Sunday bloody Sunday, "cantando" com um sorrisinho patético de comercial de Colgate, sem levar em consideração do que a música fala, é um exemplo perfeito de "desvalorização da cultura brasileira". 

O compositor da música, passou mais de 10 anos sem toca-la ao vivo e sempre que o faz, lembra e fala com pesar do massacre de seus irmãos que a música retrata... "garrafas quebradas sob os pés das crianças e corpos jogados na rua sem saída" diz a letra... Isso em ritmo de pagode mela cueca é algo tão execrável e escatológico que deve ficar pra sempre registrado nos anais do mau gosto e falta de noção e bom senso.

Lênio Mont’Alverne

*"Sunday Bloody Sunday" é uma canção da banda irlandesa U2. É a primeira faixa e terceiro single do álbum War, lançada em 11 de março de 1983, na Alemanha e na Holanda. A música é conhecida pela sua batida militarista, guitarra dura, e harmonias melódicas. Umas das letras mais políticas do U2, descreve o horror sentido por um observador "The Troubles" na Irlanda do Norte, com destaque no incidente do Domingo Sangrento em Derry, onde as tropas britânicas atiraram e mataram manifestantes de direitos civis. (Wikipédia). 

domingo, janeiro 20, 2013

Odeiô Sambô e foda-se!

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Amo Samba, o de raiz, o malandro, o de enredo, o de breque, mas pagode não. Aquele som mela-cueca não é Samba. Também amo o Rock’n'roll, o estilo mais porreta da Galáxia. Digo ainda que amo a minha cidade, Macapá. Mas é incrível, para a capital amapaense só vem show ridículo. Culpa da maioria de pessoas alienadas musicalmente, acostumadas a gostarem mais da cagada do que está tocando. A síndrome de “eu quero é onda”.  

Quando não é Tecnobrega, são duplas sertanejas ou algum grupo decadente de Axé Music. Taqueparéru!! Talvez meus 36 anos escutando MPB refinada e Rock And Roll tenha me deixado um tanto quando intolerante com música idiota. Graças a Deus!

Hoje (20), é a vez do Sambô, grupo que toca canções de rock e ritmo de Samba (que está mais para pagode). Os legais dizem que eles sabem tocar e são carismáticos. Pode ser. Mas também existem os bregueiros, funckeiros e afins que também são gente boa. O que não muda o fato deles tocaram músicas idiotas. 

Voltando ao Merdô, o que eles fizeram com 'Sunday Bloody Sunday' e demais canções foi uma afronta aos amantes do Rock. Sambô é merda sonora. O pior é que o vocalista é a cara de um ex-cunhado meu, um babacão pagodeiro. Ele deve ter até orgulho disso. 

Sambô é como misturar cerveja, vinho e vodca  sempre dá merda. Foi o que fizeram, começaram a fazer cover de belas canções, misturando ritmos e deu nisso. Uma porcaria!

Não quero impor meu gosto aqui. O show do Merdô vai lotar, com toda certeza. Assim como os pagodes, bregões e afins. Enfim, este texto é só um desabafo, pois grupos como este tal Sambô continuarão vindo aqui, ganharão uma boa grana as custas do mal gosto generalizado local, pois como disse Nelson Rodrigues: “a burrice é invencível!”. E bom gosto não se discute,  adquire-se ou lamenta-se. 

É, queridos leitores, como sempre digo: não tenho preconceito musical,o que tenho é conceito mesmo. Definitivamente, odeio Sambô e foda-se! 

Elton Tavares

quarta-feira, novembro 07, 2012

O “Bullying” é uma tempestade no copo d'agua

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Uma das coisas que mais se falam nos dias de hoje é o “Bullying”. Aportuguesando, trata-se de maus tratos (físicos e psíquicos), intimidação e coação da criança ou adolescente na escola. Tudo bem que o mundo evoluiu e tals. Mas tirar sarro de um colega de escola ou amiguinho de infância, desde que não haja violência, faz parte da vida. 

Claro que sou leigo no assunto, minhas opiniões não podem ser tomadas como verdades. Mas é o que eu acho e ponto.

Seguindo a linha de raciocínio do famigerado comportamento, a coisa pode causar traumas para a vida toda. Pronto, que geração de pessoas fracas é essa? Eu fui sacaneado na escola, porque era ruim de bola e porque era gordinho. Nem por isso virei um pateta problemático, pelo contrário, ao chegar ao Colégio Amapaense, resolvi virar o jogo e consegui. Claro que houve efeitos colaterais como o desinteresse por estudos e mais interesse por farras e garotas. Coisa de adolescente.

Aquele moleque afeminado (não sou homofóbico, tenho vários amigos gays) quase sempre é estudioso e inteligente, ele quase sempre se torna um figura bem sucedido. Aquela gordinha de óculos ou a magricela de aparelho virarão gatas e esnobarão os patetas que lhe sacanearam no colégio (ou como dizem no Nordeste, “buliram" com elas). Vi e ouvi tantos exemplos assim, mas essas pessoas sofreram com o tal bullying e hoje são figuras normais (tá, em muitos casos são acima da média, digo, mais safas), ou pelo menos aparentam. Será que são ótimos atores? Duvido muito.

Voltando ao assunto, a velha encarnação ou zoação (bullying) virou um assunto sério e preocupante para a sociedade, que devia se preocupar com coisas mais importantes, como o alto índice de filhinhos de papai que estão entregue á drogas como Crack. Isso sim é um problema muito sério. Ah, não tenho nada contra os malucos, desde que eles se garantam, claro. 

O que desejo com todo esse papo é gerar debate, discutir assuntos do mundo real, problemas reais. Porque neste “admirável mundo novo”, existem coisas malucas, como, por exemplo, pais não poderem dar palmadas nos filhos (peguei algumas surras merecidas e foi ótimo para corrigir alguns erros). 

Enfim, pessoas reais passam por dificuldades reais e em todos os campos e idades da vida, inclusive por burllynguices e tolices afins. Pense nisso.

Elton Tavares

quinta-feira, outubro 25, 2012

Reciprocidade e impulsividade

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Pensando aqui com os meus botões, entrei em mais um dos devaneios e auto-análises. Muita gente me chama de impulsivo, tudo bem, apesar de ser muito menos que antes, sou um tanto passional de mais em algumas situações. 

Sou verdadeiro. Trato todos que amo bem, muito bem e espero reciprocidade neste setor. Porque em minhas relações, sejam de amizade, familiar, amorosa ou profissional, as cartas estão sempre na mesa.

Vamos por partes. O conceito de reciprocidade diz que se deve responder a uma ação positiva com outra ação positiva e um ato negativo da mesma forma. Não tem nada haver com aquele papo de altruísmo, porque só Deus te ama sem dares nada em troca.

Já a impulsividade, para muitos, é a falta de controle emocional. Mas eu prefiro o meu descontrole transparente do que figuras dissimuladamente centradas. Sou do tipo que briga pelos que ama, daquele que chega dando porrada, até em deuseomundo, se preciso for. Confio em poucas pessoas e elas em mim, pois é uma via de mão dupla, sem papo furado, sem meias verdades, tudo preto no branco e é assim que deve ser.

Não gosto de correspondência sentimental extraviada ou cognitiva, do tipo “você não entendeu”. Porra! Seja claro, sempre. E isso não tem nada haver com ser afobado.

Senão, acontecerá como já ocorreu com muita gente, um arquivo de memórias secas, de um passado nada saudoso.

Então, amigos leitores, fiquem cabreiros com gente muito boazinha, evoluidinha, sem defeitos e com muuuuitos amigos. Este ser humano é uma farsa. Gosto mais de amigos imperfeitos que dizem a verdade, sempre. Detesto santinhos, coitadinhos e afins, que exalam falsidade, futilidade e ignorância por todos os poros, disfarçando algum interesse específico. É isso!

Elton Tavares

terça-feira, julho 31, 2012

Hoje, no Projeto Botequim, rola mais um Tributo fraco a Cazuza

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Hoje (31), Tom Rodrigues canta Cazuza mais uma vez no Projeto Botequim. Não recomendo, pois o outro show do cara, com a mesma proposta, foi horrível. 


Neste blog, escrevo meus devaneios, achismos, certezas, textos do trabalho e divulgo Cultura. Aliás, ajudar na divulgação de eventos culturais é uma das coisas que os leitores mais curtem e eu também. Portanto, acredito que todos os envolvidos, direta e indiretamente, tem o direito de elogiar ou criticar. 

No dia 15 de maio de 2012, rolou o Tributo a Cazuza no Sesc Centro, durante o Projeto Botequim. A atração foi o ator (sim, pois ele passa muito longe de ser cantor) Tom Rodrigues e banda de apoio, além de cantores convidados, que executaram várias canções do poeta carioca, falecido nos anos 90. 

Sempre digo que tenho uma inveja branca de quem toca, compõe ou canta. Quem faz Música é foda! São pessoas que fazem a trilha sonora da vida, sejam nas madrugadas em bares enfumaçados, teatros, boites ou palcos ao ar livre. Mas tem uma coisa: se você se propõe, faça direito!

Eu também queria tocar e cantar, mas não possuo tais talentos e me acostumei a ser plateia. E incentivador, claro. Só que o que Tom Rodrigues fez no último "show" deve ter deixado Cazuza muito puto lá no céu dos poetas (repertório bacana ele tinha de sobra). As interpretações do cara foram fraquíssimas e decepcionantes. 

Ah, só para não dizerem que só detono, gostei da caracterização (com direito a óculos escuros e lenço na cabeça a lá Cazuzete) e da empolgação de Tom Rodrigues. Mas não foi suficiente para minimizar sua limitação como cantor. Definitivamente, não gostei.  Espero que o figura continue nos palcos, mas do Teatro. 

Já fui a dois tributos no mesmo Sesc Centro, um a Raul Seixas, com interpretações de Silvio Carneiro e outro a Legião Urbana, quando Alan Yared executou canções da velha banda oitentista. Ambos foram maravilhosos. Inclusive, resenhados aqui, com todos os elogios que mereceram.

Se alguém resolver fazer algum Tributo, por favor, faça direito. Continuarei divulgando as boas iniciativas, mas os elogios e a criticas fazem parte da coisa. Por isso, o Projeto Botequim de hoje não será legal. Só se o maluco aprendeu a cantar nestes dois meses, o que acho pouco provável. E tenho dito. 

Elton Tavares

domingo, julho 22, 2012

Sempre lamento a decepção alheia

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Sem nenhum tipo de demagogia, digo a vocês: a decepção alheia me afeta. Vou explicar, sou um cara passional, característica que vive em atrito com minha inteligência (sim, me acho meio inteligente). Quando gosto de alguém, sejam familiares ou amigos, involuntariamente, tomo as dores da pessoa querida. 

Podem me chamar de ciumento, desconfiado, estranho, maldoso, mas de sujeira não. Sei que cada caso é um caso, cada relacionamento é um relacionamento. Sei também que não deveria julgar, afinal, não tenho nada com isso. Na verdade, não dou pitaco, mas traição é sempre um assunto delicado. Não meto minha colher, pois fiz isso no passado e sai como o vilão da história. Mas que é decepcionante, ah isso é.

O dramaturgo, jornalista e cronista, Nelson Rodrigues, dizia: “se a traição aconteceu é porque alguma coisa estava errada, ausência de desejo, carência, superficialidade, e afins, não há ser humano que aguente, inclusive as mulheres".

Essa galera, metida a moderninha e sabichona, detém o dom de sifudê na vida. Vão desperdiçando as oportunidades sistematicamente, seguindo o ledo engano de que a sorte nunca lhe faltará.  Como li certa vez: “essas figuras possuem síndrome de Gabriela: ‘eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim’…”. Ahan, então tá. 

Como todos sabemos, há pessoas que não lidam bem com a verdade e sempre há os dois lados da história. Mas é preciso assumir os erros, sem maquiar a realidade. O pior mesmo é depois aturar as simuladas lágrimas de crocodilo de quem produziu a cagada. Se for o caso, claro. 

Ainda existem aqueles que soltam fogos com a desgraça alheia. Eu só lamento e sinto pena. Será mais um casal de amigos que “partiram por outros assuntos, mas no meu canto estarão sempre juntos”, como cantou Milton Nascimento na música Paula e Bebeto. 

Elton Tavares

domingo, junho 17, 2012

Juiz que ordenou prisão de Cachoeira é trocado de vara e processo da Monte Carlo fica ‘acéfalo’

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A ação penal em que figuram como réus Carlinhos Cachoeira e outras 80 pessoas vinculadas à sua quadrilha está acéfala. O juiz federal que ordenou a deflagração da Operação Monte Carlo, Paulo Augusto Moreira Lima, não é mais o titular da 11a Vara da Seção Judiciária de Goiás, onde corre o processo.

Por ordem do desembargador Mário César Ribeiro, presidente do Tribunal Regional Federal da 1a Região, sediado em Brasília, o magistrado Moreira Lima passará a dar expediente, nesta segunda-feira (18), noutra frequezia, a 12a Vara da mesma Seção Judiciária de Goiás. Vai substituir o colega Társis Augusto de Santa Lima.

O blog obteve cópia do ato que formalizou a troca. Leva o número 882. Foi assinado, sem alarde, há três dias, na última quinta-feira (14). Anota que Moreira Lima vai à 12a Vara, “com prejuízo de suas funções na 11a Vara”. Significa dizer que as ações que presidia até então, entre elas a Monte Carlo, já não lhe dizem respeito.

O documento não faz menção ao nome do substituto de Moreira Lima. Tampouco explica as razões do seu deslocamento. Limita-se a informar que a dança de cadeiras decorre do “processo administrativo número 4.319/2012”. Nos subterrâneos, o que se diz é que o próprio magistrado pediu para trocar de ares.

Seja quem for, o futuro substituto de Moreira Lima será submetido a uma maratona que empurrará o processo do caso Cachoeira para uma fase de hibernação. O novo juiz terá de desbravar 53 volumes. Apenas a transcrição dos grampos telefônicos ocupa 36 volumes. Estão anexados aos autos, de resto, mais de uma centena de relatórios da Polícia Federal.

A análise de todo o material demandará tempo. O caso envolve, além de Cachoeira, uma quadrilha de 80 pessoas. Entre elas seis delegados e dois agentes da polícia civil goiana, dois delegados e um servidor da própria Polícia Federal, 30 policiais militares e um servidor da Polícia Rodoviária Federal.

A mudança no comando do processo ocorre em momento delicado. Na última terça-feira (12), dois dias antes da assinatura do ato de transferência do juiz Moreira Lima, iniciou-se na 3a turma do TRF-1 um julgamento que pode levar à anulação dos grampos telefônicos colecionados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Discute-se um habeas corpus ajuizado por Márcio Thomaz Bastos e sua equipe, defensores de Cachoeira. Alega-se na petição que a investigação estaria viciada por ter nascido de uma denúncia anônima. Relator do caso, o desembargador Tourinho Neto deu razão à defesa de Cachoeira.

No seu voto, Tourinho Neto (foto ao lado) anotou que o sigilo das comunicações telefônicas é assegurado pela Constituição. Só pode ser quebrado em casos excepcionais. Para o desembargador, o juiz Moreira Lima autorizou as escutas sem fundamentar adequadamente a decisão. Assim, as provas seriam ilegais e devem ser anuladas.

Integram a 3a turma do TRF-1 três desembargadores –Tourinho Neto e outros dois. Um deles, Cândido Ribeiro, pediu vista dos autos, adiando a decisão. O julgamento deve ser retomado nesta semana. Basta que um dos desembargadores siga o voto do relator para que todas as escutas da Monte Carlo sejam enviadas ao lixo.

A perspectiva de anulação das provas deixa desalentados os procuradores da República Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira, que acompanham o caso Cachoeira pelo Ministério Público Federal. Em privado, a dupla avalia que, prevalecendo o entendimento de Tourinho Neto, ficarão comprometidos os inquéritos e as ações penais abertas contra Cachoeira e seu bando.

O questionamento das provas é apenas parte da guerrilha judicial que assedia a Monte Carlo. Ironicamente, coube a Márcio Thomaz Bastos protagonizar a ofensiva. Ex-ministro da Justiça de Lula, ele vem colecionando êxitos que minam o inquérito feito pela Polícia Federal que já dirigiu.

Graças a Thomaz Bastos, o processo contra Cachoeira encontra-se em banho-maria desde 31 de maio. Nesse dia, o juiz Moreira Lima deveria ter tomado o depoimento do contraventor, de outros seis réus e de 15 testemunhas. Seria a primeira audiência de instrução da ação penal. Julgando um habeas corpus da defesa de Cachoeira, o desembargador Tourinho Neto suspendeu as oitivas.

O magistrado Moreira Lima havia determinado o desmembramento do processo. Desejava acelerar o julgamento dos réus que se encontravam presos, entre eles Cachoeira. Thomaz Bastos alegou que o desmembramento prejudicou a defesa. Por quê? Como a denúncia inclui o crime de formação de quadrilha, o que for declarado por um réu pode influir no destino dos outros. Portanto, todos teriam de ser julgados em conjunto.

Para fundamentar o pedido de suspensão do depoimento de Cachoeira, Thomaz Bastos citou o processo do mensalão, no qual os 38 réus, mesmo os que não têm mandato, estão submetidos ao mesmo foro privilegiado do STF. Ao acolher as alegações, o desembargador Tourinho deu-lhe razão. Anotou:

“Observe-se o que afirmou o ministro Joaquim Barbosa, citado pelas impetrantes, no processo conhecido por mensalão, em que são denunciadas 40 pessoas: ‘o contexto em que tais fatos ocorreram não aconselha esse desmembramento, sob pena de perdermos a sequência lógica e a conjunta em que teriam sido praticados os crimes. Isso para o julgador.’ Para a defesa, seria pior.”

Ironicamente, o trecho citado por Tourinho Neto fora escrito num despacho em que, vinte dias antes, Joaquim Barbosa indeferira um recurso do mesmo Thomaz Bastos. O ex-ministro defende no STF um dos réus do mensalão: José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural.

Como seu cliente não tem mandado eletivo, Thomaz Bastos solicitara que as acusações contra ele fossem apartadas do processo principal e enviadas para a primeira instância do Judiciário.

Quer dizer: o advogado pediu no STF o oposto do que iria requerer no TRF-1 vinte dias depois: o desmembramento dos autos. E utilizou em favor de Cachoeira os mesmos argumentos que o ministro da Corte Suprema usara para negar o que pretendia para José Salgado, o outro cliente.

Como se fosse pouco, os últimos oito réus da Monte Carlo que continuavam presos estão deixando, um após o outro, a cadeia. O próprio Cachoeira obteve na sexta-feira (15) uma liminar ordenando sua libertação. Expediu-a o mesmo desembargador Tourinho Neto, sempre ele.

A ordem só não foi cumprida porque está em vigor um decreto de prisão do contraventor baixado noutra ação penal. Decorrência da Operação Saint Michel. Trata-se, por assim dizer, de um filhote da Monte Carlo.

sábado, abril 07, 2012

JORZINHEIROS E COZINHISTAS, VAMOS COMEMORAR O NOSSO DIA!!!

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Direto do blog "A vida é foda", no endereço : http://avidefoda.wordpress.com/


                                                                                                       Por Silvio Carneiro
Hoje é 7 de abril. Portanto, convoco todos os JORzinheiros e cozinhISTAS para, juntos, prepararmos um bom prato e comemorarmos essa data tão importante não só para a imprensa (seja ela industrial ou caseira), mas para todas as cozinhas do Brasil (sejam elas industriais ou caseiras também)!



Ser jorzinheiro ou cozinhista é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias do tipo feijão-com-arroz; dados factuais ao molho de sangue sensacionalista e divulgação de informações insípidas.



Também define-se como a prática de coletar pepinos e abacaxis, redigir receitas e fórmulas prontas, editar pirâmides invertidas e publicar informações quentes ou frias de acordo com o gosto do freguês. Tem para todos os gostos!



Ao profissional desta área, antigamente dava-se o nome de jornalista, porém, desde o dia 17 de junho de 2009, a partir de uma sapientíssima decisão do STF (Suprema Tolice Federal), dá-se também o nome de cozinheiro. Assim, sendo um misto de jornalista com cozinheiro, esse novo profissional pode atuar em várias áreas (inclusive a área de serviço e cozinhas domésticas) ou em veículos de imprensa…



Uma das principais figuras dessa profissão é o Chef (editor-chef; chef de reportagem, etc.). É o indivíduo que elabora os pratos a serem servidos ao público e organiza toda a cozinha, além de supervisionar os serviços dos jorzinheiros em hotéis, restaurantes, hospitais, delegacias, residências e outros locais sem amínima importância, planejando cardápios de pautas e elaborando o pré-preparo, o preparo e a finalização de bobagens que alimentam a sociedade, observando métodos de cozimento de fatos e padrões “globais” de qualidade.



Seu papel é fundamental para trazer os fatos e pratos importantes do cotidiano para a mesa do povo brasileiro – que, como diria o nosso querido presidente “Filho do Brasil”, “nunca na História desse país”, precisou tanto ficar de bucho cheio e cabeça vazia, para não ver os desmandos que andam ocorrendo por aí…



Assim sendo, comemoremos todos essa importante data do nosso calendário, antes que tudo vire caldo de batatas de uma vez por todas!

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

A evolução do mau gosto

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Como já escrevi antes aqui, nunca, nunca fui dado a hipocrisias. Por isso, confesso: em meados de 1993 e 1994, fui algumas vezes a pagodes. Afinal, eu era adolescente, ainda freqüentava lugares com trilhas sonoras tenebrosas. 

Também, pudera, minha geração andava de um lado para o outro na frente do “Novo Hotel”. Erros e bobagens da adolescência (época de auto-afirmação, onde fazemos cometemos alguns erros do tipo calça “begue”, cabelo com corte “sorvete” e freqüentar pagodes).

 Mas, há tempos, curto somente Rock and roll. Claro que também gosto de MPB e Samba (samba não é pagode).

Porém, as letras infames e versos mela-cuecas do pagodeiros não são tão irritantes quanto o tal sertanejo. Passadas as febres do axé e pagode, fãs de sertanojo, que se multiplicam como gremilis a cada chuva que cai em Macapá, principalmente o tal de incisivo sertanejo universitário. Cruzes!

Já disseram que isso é uma limitação minha, se for, amo tais limites. Outros me chamam de preconceituoso, não acho. Na verdade, brinco e afirmo que o que tenho é conceito, isso sim. Afinal, se eu gostasse de Brega, Pagode e Sertanejo, universitário ou não, seria “eclético” (desculpa recorrente do mau gosto musical de 9 entre 10 amapaenses). Pôta merda!

Ontem (26), acompanhando o twitter, li a molecada efusiva comemorando a atração na domingueira de uma casa noturna local, uma dupla sertaneja. Aí pensei com os meus botões: “taqueparéu, é a evolução tucuju do mau gosto!”. Como diz o meu amigo jornalista Silvio Carneiro: “A vida é foda, mas é a vida”.

Elton Tavares