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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Aproveitar a Vida

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                                   Por André Mont'Alverne 

                                                                                   
Sempre me pego pensando se eu estou aproveitando ao máximo da vida, pois ela é tão curta e nenhum de nós gostaria de no leito de morte ter o seguinte pensamento: “Puta que pariu! Acho que eu não deveria ter dito aquilo, feito aquilo ou agido de tal forma. Deveria ter aproveitado melhor as oportunidades... É, agora já era!”

Nesse momento você pode pensar o que quiser, mas não vai poder fazer merda nenhuma. Engano meu. Talvez você ainda vá sujar suas calças enquanto seus filhos te vêem agonizando em uma cama de hospital.

Toda vez que eu penso nisso acabo chegando à seguinte indagação: “O que é aproveitar a vida?” ou “Como diabos eu aproveito a vida?” e até hoje não consegui chegar a uma resposta conclusiva sobre o meu próprio pensamento, entretanto, cheguei a hipóteses (afinal tudo evolui através de hipóteses).

A minha primeira hipótese ou tentativa de resolução do meu maior problema é que a felicidade (que é o aproveitar a vida, pois estando feliz a vida está sendo aproveitada, então descobrir como aproveitar a vida também é o caminho para a felicidade) não está em transar com o maior número de mulheres que se conseguir ou ficar fazendo coisas loucas como pular de pára-quedas e pousar em cima do Himalaia, descer o Rio Nilo de caiaque ou viajar por todo o mundo sozinho.

O melhor jeito de aproveitar a vida é casar com uma mulher que você goste e que goste de você, ter bastante contato com a sua família, eventualmente sair com os amigos, trabalhar no que gosta, nas férias viajar uma vez com a família, ir com os amigos em Las Vegas, ou seja, pequenas coisas te fariam feliz e se você fizesse essas coisas, você teria um leito de morte sem remorso.

Já a minha outra hipótese é de que tudo isso é besteira. Ninguém consegue um casamento de amor recíproco e interminável, os filhos só enchem o saco e sugam o dinheiro, um emprego que você goste não vai pagar quase nada e esse quase nada será sugado pelos seus filhos. Logo você será obrigado a trabalhar em algo que seja demasiadamente tedioso, a sua família só dá problema, enfim, a vida estaria resumida em trabalhar em algo que desse dinheiro o suficiente para ser possível sair para se divertir todos os dias.

E caso ninguém te convidasse ou ninguém aceitasse o seu convite, ainda existiria a possibilidade de contratar prostitutas de luxo. Ou seja, para aproveitar a vida ao máximo, bebidas e sexo devem ser abundantes e talvez também drogas, quem sabe?

Esta terceira e última hipótese foi pensada por mim recentemente, após ler uma Superinteressante antiga, onde uma reportagem diz que os amigos são a base para uma vida feliz.
 

Faz sentido, pois sem amigos, as coisas perdem a graça, entretanto, eu vi uma pesquisa que dizia que o seu número de amigos cai muito quando se envelhece. Então será que se ficaria menos feliz com menos amigos ou os poucos que sobram são os que realmente faziam diferença? Realmente não sei. Talvez cada caso, seja um caso.

Provavelmente não existe uma formula certa para a felicidade. O único jeito de saber é vivendo. É obvio que é impossível estar feliz o tempo todo, a busca pela felicidade consiste basicamente em viver uma vida que se analisada por si mesmo (os outros mentem mais pra você do que você mesmo?) tenha valido a pena no aspecto geral. Apesar de eu ainda achar que é mais simples é nem pensar nisso tudo.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Acredito que buscar certo equilíbrio entre tantos questionamentos seja mais coerente. Pensar muito, geralmente, faz com que se faça menos, visto que as dúvidas nos boicotam. Não dá para simplesmente apontar na placa aonde quer ir sem ter a consciência que toda e qualquer escolha tem suas conseqüências, positivas e negativas, é um pacote.

    Beijo, Andre!

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  3. Como sempre, muito bom seu texto senhor André Mont`Alverne. O fato é que levamos muito tempo para desenvolver o comportamento e os hábitos mentais que contribuem para nossos problemas. Levaremos um tempo igualmente longo para estabelecer os novos hábitos que trazem a felicidade. Não há como evitar esses ingredientes essenciais: determinação, esforço e tempo. Esses são os verdadeiros segredos para alcançar a felicidade.

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