O leitorado que acompanha este blog sabe, vez ou outra, falo de minha família. Sim, aqueles que me são caros é assunto sério para mim. No meu caso, eles não são somente as pessoas da sala de jantar que dividem refeições tristonhas, mas sim seres fantásticos, cheios de vida, personalidade e amor.
Tenho mais dos meus pais do que pensava. Sim, mesmo que eu seja uma pessoa diferente deles, possuo características semelhantes de ambos. O que é ótimo!
Vou explicar sobre nossa criação e hereditariedade. Mama é responsável bem decidida e impetuosa. Possui temperamento forte, atitude, honestidade e é trabalhadora. Ensinou-nos a enfrentar as agruras da vida, a escolher e não ser escolhido. É dela que herdei minha força e sinceridade.
Já o pai era/é (ele fez a passagem em 1998) um cara brincalhão, sempre educado e querido por todos. Nos ensinou a sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades e valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Ah, tudo isso sem deslumbramento com poder ou riqueza.
Meu velho era/é coração e minha mãe a razão. As características se misturaram. Vejo em mim e no meu irmão virtudes e defeitos de ambos pais. Nunca fui dado a hipocrisias, verdades invertidas ou farsas reais. A personalidade forte é coisa da mãe. Em contrapartida, o carisma é coisa do pai.
Vejo pessoas que são “ótimas” com os outros, mas não valorizam nem um pouco suas famílias, mesmo sendo (com o perdão do gerúndio) totalmente dependente delas. Triste, mas é fato. Ainda bem que aqui não somos como esses imbecis, graças aos nossos pais.
Como eles, penso positivamente e trabalho para criar oportunidades. É, graças a Deus, assim como possuo a capacidade de fazer amigos do meu pai, identifico cretinice a léguas de distância, como minha mãe. Não por acaso, somos pessoas boas, com defeitos, claro, mas em algum lugar do passado, entendemos que é preciso batalhar, respeitar, amar e, se preciso, brigar.
*Texto republicado por conta de hoje ser o Dia Mundial da Infância e eu ser muito grato aos meus pais por tudo.
Elton Tavares






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