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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Que vença o melhor

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A Barca, abre alas do Piratas da Batucada - Foto: Portal Na Balada

O desfile da Escola Piratas da Batucada foi ótimo, passamos pela Ivaldo Veras no tempo correto, as fantasias estavam luxuosas, como sempre e as alegorias bem trabalhadas. A comunidade da zona Sul de Macapá deu um show á parte, um mar amarelo nas arquibancadas. Sabemos que o nosso rival, Boêmios do Laguinho, também fez um carnaval grandioso, agora, ficará nas mãos dos jurados e que vença o melhor.

Parabéns á todos os organizadores (menos a presidente da Liga das Escolas de Samba do Amapá), foliões, público, enfim, as pessoas que fazem do carnaval do Amapá seja um dos mais belos do Brasil. Amanhã sairei na Banda, o maior bloco de sujos do país, afinal, carnaval é só uma vez no ano, cinco dias de cachaça e diversão (risos).



domingo, fevereiro 14, 2010

Alô zona Sul, chegou a hora!!

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Eu e Dan, comemorando o título de 2009, queremos o de 2010!


Abram alas, o atual campeão vai passar. É hoje, vamos Piratão! Seremos a penúltima escola a desfilar, por volta de 230h, na Avenida Ivaldo Veras, no Sambódromo de Macapá. Faremos um grande desfile. Infelizmente, ouvi dizer que um dos membros da Comissão de Frente do Piratas da Batucada teria sido espancado e não poderia desfilar, mas que coreógrafa da Escola já havia resolvido o problema. Não sei se o boato é fato, só sei que tem muita gente que confunde carnaval com guerra.

Das agremiações que disputarão o título de campeão do carnaval 2010, somente a Maracatú da Favela desfilou ontem. A Maracatu teve problemas, leiam o que a Alcinéa Cavalcante escreveu:

"Maracatu da Favela, a minha escola querida, entrou empolgando a torcida e ouvindo o grito de “é campeã”. A comissão de frente foi perfeita, a bateria de mestre Riba impecável, inovou em alegoria saindo das mesmice do quadrado e das saias. Fantasias luxuosas e bem acabadas, mas… sempre tem um “mas” no caminho… a terceira alegoria apresentou problemas, os diretores de harmonia foram ao desespero, alas tiveram que ser mudadas de lugar prejudicando o desenvolvimento do enredo na avenida. Conclusão: a partir da terceira alegoria – que com muito custo entrou – parecia que era uma outra escola, sem empolgação. A quebra do carro, prejudicou o enredo, a harmonia e a evolução. Dizem os verde-rosa que foi “feitiço” do índio do Boêmios do Laguinho. Um feitiço bem feito que quebrou a perna do vice-presidente da escola, delegado Claudionor Soares, e a alegoria da escola."

Que pena para eles e que bom para nós, já que a Maracatu está cotada como grande favorita para 2010. A última escola a desfilar será a Boêmios do Laguinho, eles querem o primeiro título da “era Sambódromo”, corriqueiro para nós (risos). Se a mandinga dita no blog da Alcinéa for verdadeira, bem que poderia voltar ao feiticeiro (risos).

Será mais uma experiência emocionante, aquele mar de gente vestida de amarelo nas arquibancadas, a vibração, o grito do puxador de samba aos portões do Sambódromo: “Alô zona Sul, chegou a hora!!”. Coisas que só sentem e entendem, amapaenses que tem o prazer de ser Piratão.



Censura no carnaval amapaense

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Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá



                                                                       NOTA OFICIAL

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amapá (Sindjor/AP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) protestam e repudiam, mais uma vez, a decisão da presidente da Liga das Escolas de Samba do Amapá – Liesa -, Maria José Silva, conhecida por “Marjô”, de não credenciar para a cobertura do carnaval 2010, jornalistas e veículos de comunicação que, reconhecidamente, fazem esse trabalho há anos. Fato parecido aconteceu no ano passado.

Além de impor a censura, a decisão fere de morte o direito constitucional do livre exercício da profissão. Não custa nunca lembrar que os grandes prejudicados pela censura são os cidadãos, privados do seu direito de serem livremente informados.

Este ano, veículos de comunicação como o Diário do Amapá, Rádio Difusora, sites, blogs e etc, além de profissionais, são vítimas desse tipo de violência praticada por dona Marjô. Não pode haver privilegio, tão pouco, discriminação por pura vingança ou pirraça.

Estamos novamente acionando as autoridades competentes, na tentativa de não permitir que jornalistas sejam impedidos de exercer a profissão. Isso é um retrocesso do estado democrático de direitos, com prejuízos sem precedentes à sociedade

                                                                             Volney Oliveira - Presidente

Sambinha no sábado de Carnaval

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                                                                                                 Por Elton Tavares
Eu e Lula Jerônimo


Nada como uma roda de amigos, cerveja gelada e um cara com um violão. Ontem (14), sábado de Carnaval, eu, Guga, Anderson e Paulo fomos ao Norte das Águas, nosso bar preferido do Complexo do Araxá. A agradável surpresa foi encontrar o velho amigo Lula Jerônimo, que conheci por meio do meu saudoso pai.

Lula estava com sua inseparável viola, além do ótimo papo, ele levou sambas do Chico Buarque, Paulinho da Viola e tantos outros, além das velhas marchinhas de Carnaval. Foi Paidégua!

O velho Lula

Lula é um músico Pernambucano, tem 63 anos de idade e mora na capital amapaense há 23 anos. Na próxima terça-feira (16), dia da Banda, fará 64 anos, muito bem vividos, como ele mesmo diz.


 

Um mês de blog!

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Um mês de blog

Estou escrevendo neste espaço há um mês. A expressão “de rocha” é um termo muito usado pelos amapaenses, uma gíria como que quer dizer que o papo é reto, firme e dez, como dizem alguns. Eu tento falar um pouco de tudo, alfinetar, elogiar e retratar, seja de maneira séria ou humorada.

Os textos, meus e de amigos, já deram o que falar, já me criticaram, parabenizaram e corrigiram. Alguns gostaram, concordaram e discordaram, fora os que me execraram. Para mim, as pessoas ouvem ou lêem quem tem algo a dizer.

Não sou o dono da razão, muito longe disso, a única coisa que garanto é que não minto, não aqui (risos). Meu obrigado a todos os leitores assumidos (seguidores deste blog) e aos anônimos.




sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Vamos que vamos!

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Quadra da Escola Hildemar Maia, pessoal produzindo fantasias do Piratão

Hoje fui comprar minha fantasia do Piratão, pelo que vi na quadra da Escola Hildemar Maia, no bairro do Trem, onde as fantasias são fabricadas, elas estão lindas. O pessoal está trabalhando a todo vapor por lá, tudo para fazer um carnaval de qualidade, digno do maior vencedor da festa. Sim, somos nós, 15 vezes.

Com todo respeito às agremiações Boêmios do Laguinho e Maracatu da Favela, vamos para o Sambódromo para ganhar, como sempre. Mas isto não é o mais importante, o que importa é desfilar pela escola de coração e curtir a magia do carnaval. Vamos que vamos!

Novo uniforme

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Direto do Kibe Loco (risos)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

É Carnaval!!

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                                                                                                  Por Elton Tavares
Alguns desfiles da minha vida, as pessoas nas fotos são meus tios Vadinho e Tatá, minha namorada Dan e meu amigo Fábio.

Amanhã começará mais um Carnaval, a maior festa popular do Brasil. Eu amo Carnaval, particularmente o de rua, o Desfile das escolas de samba, A Banda e o bloco do Formigueiro. Macapá já teve bons carnavais de clube, na época, os foliões compravam temporadas carnavalescas, bons tempos. Cresci no meio de gente alegre, meus pais, tios e os amigos deles, todos “pulavam” no Trem Desportivo Clube ou no extinto Círculo Militar, ainda adolescente, participei de muitos bailes memoráveis.

Odeio o rótulo “roqueiro”, costumo dizer que sou um apreciador do velho Rock, de música popular e Samba, o velho e bom Sambão. Por isto, sou um folião fervoroso, costumo beber durante todas as noites e, se possível, dias do Carnaval. Os “pseudo” intelectuais e “roqueiros’ radicais fazem biquinho, cara torta, tratam a época com desdém, besteira, cada um com sua preferência.

Carnaval é paixão, só entende quem sente. Para aquels quem acham tudo uma grande besteira, azar o deles! Como faço, desde 1992, sairei no Piratas da Batucada, seja para ser campeão ou não, o lance é curtir o Carnaval, a emoção e a alegria que ele proporciona. Apesar da incompetência da Liga das Escolas de Samba (Liesa), o desfile será um sucesso, afinal, o amapaense tem paixão pela festa e pela tradição.

Falando em Liesa, acho que essa gestão já fez besteiras o suficiente, basta! Voltando aos antigos Carnavais, nestes dias que antecedem a folia, nos anos 80 e 90, meu pai, José Penha e meu tio Itacimar já estavam estocando uísque Passport ou Natu Nobilis (a grana era curta, era bebida barata mesmo). A birita entrava nas “sedes” pelas mãos do baterista Gôgô, amigo da família. Tempo bom, hoje em dia não existe carnaval como aqueles.

Não temos mais bons carnavais de clube, em compensação, temos um dos melhores carnavais de rua do Norte do Brasil. Como falei dos bons tempos da festa privada, aí vai uma música que retrata o sentimento nonsense, hedônico e festivo, que atende pelo nome de CARNAVAL:


Noite Dos Mascarados (Chico Buarque e Elis Regina)

Composição: Chico Buarque



Quem é você? [Chico]

Adivinha se gosta de mim [Elis]

[Coro]

Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim
Quem é você?, diga logo [Chico]
Que eu quero saber o seu jogo [Elis]
Que eu quero morrer no seu bloco [Chico]
Que eu quero me arder no seu fogo [Elis]

Eu sou seresteiro, poeta e cantor [Chico]
O meu tempo inteiro só zombo do amor [Elis]
Eu tenho um pandeiro [Chico]
Só quero um violão [Elis]
Eu nado em dinheiro [Chico]
Não tenho um tostão [Elis]

Fui porta-estandarte, não sei mais dançar [Elis]
Eu, modéstia à parte, nasci para sambar [Chico]
Eu sou tão menina [Elis]
Meu tempo passou [Chico]
Eu sou Colombina [Elis]
Eu sou Pierrot [Chico]

[Coro]
Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar
Deixa o barco correr
Deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira
Que você me quer
O que você pedir, eu lhe dou
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser



terça-feira, fevereiro 09, 2010

Xinga, Alicate.

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"Carrinho é igual camisinha furada: não adianta se arrepender, tampouco pedir desculpa.Tem como não se emocionar? Tem?" - Frase e foto: Alvarélio Kurossu.



Eu estava assistindo futebol e me recordei quando, ainda moleque, gostava de “bater uma bola”. Herdei o gosto pelo futebol do meu saudoso pai, Jose Penha Tavares, goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA), depois conto a história dele (que foi o meu herói).

Voltando ao meu futebol, nos anos 80 e 90, ainda magro, fiz de tudo para me tornar um bom jogador, mas nunca consegui. Eu era ruim, ruim mesmo, daqueles que levava “caneta”, “chagão” (ou drible da vaga), elástico, perdia gols na cara e, por causa de todas estas ações que citei, era um dos últimos ou o último a ser escolhido para um dos times (ou completá-lo). Há, eu era zagueiro (risos).

Eu e meu irmão jogávamos futebol na Associação da CEA (Aerc), Associação dos Servidores do Banco do Brasil (AABB), clube da loja maçônica Duque de Caxias e outros, sempre levados pelo papai. Tive uma grande infância, mas nunca consegui ser um bom boleiro. Para piorar a situação, eu ainda batia, na verdade, eu batia MUITO! Era um jogador desleal.

Ainda nos dias de hoje, aprecio o futebol pegado e, é claro, o futebol arte. Vão dizer que ver o zagueiro do seu time dar um tranco no atacante adversário não é legal? Claro que é! Recebi este texto de um amigo, há cerca de dois anos, retrata o que é um zagueiro, na essência, aí vai:

Xinga, Alicate.

Voltei a refletir sobre a arte de ser zagueiro. O requisito básico, pode ter certeza, é ser feio. Observe os grandes zagueiros. Eram todos feios, muito feios. Atílio Genaro Ancheta talvez seja uma exceção, mas o que dizer de Hugo De Léon? De León é o símbolo máximos dos defensores. Barbudo, desengonçado, grosso e violento. Isso que é zagueiro. Não sabe nem ler o De Léon, até hoje.

Sabe quem também jogou muito na zaga? O Alicate. Não manja o Alicate, né? Pois eu vou dizer quem foi Alicate. Alicate foi o maior jogador que já passou pelos campos de várzea do Brasil. Carioca, foi injustiçado e nunca aceito nos times fluminenses. Um jogador que certamente seria ídolo no Rio Grande do Sul, Região onde, no seu campeonato estadual, do pescoço para baixo tudo é canela. Jogo de homem é o futebol de lá, de homem.

Alicate tinha as pernas tortas, por isso à alcunha. Sempre preferiu o Rivarolla, achava o Gamarra muito metrosexual. Alicate não sorria. Nunca. Tinha um chute forte tratado como arma mortífera do nosso time. Quando a coisa estava feia, Alicate se mandava para o ataque. Ficava de costas para o gol como se fosse fazer o pivô, mas não tocava a bola. Apenas virava o corpo e soltava uma chicotada. “Ziiiiiiiiiu” fazia a esfera, colocando adversário, goleiro, juiz, tudo pra dentro do gol.

Alicate era zagueiro.

Num sábado qualquer, após nova vitória sobre o Uirapuru, realizávamos nosso tradicional ritual de comemoração no boteco da Beti. Tudo parecia normal até o relógio acusar a meia noite. Surge no respeitoso estabelecimento uma jovem. Mas não engane-se, não é uma jovem qualquer. É um jovem, baixa e de seios grandes. E você sabe como são as jovens baixas e de seio grandes: nefastas.

O que mais surpreendeu foi à atitude da jovem, baixa e de seios grandes. Os olhos dela miravam Alicate. Ela o desejava loucamente. Volta e meia ela olhava, sorria, olhava de novo, bebia e, no final, sempre sorria. Alicate viu. Eu vi. Aquela era a noite do zagueiro.

Lembrando que Alicate, pé frio em relacionamentos, nunca se deu bem com as mulheres. Normalmente era o Buricá, nosso meia esquerda, que tinha as melhores chances. Em campo nos colocava na cara do gol, fora dele matinha um excelente aproveitamento dentro da área. Alicate, não. Tanto que tal situação criou expectativa no time, pois viviamos uma novidade.

O zagueiro, no melhor estilo zagueiro, não quis perder a chance. Pensou como um matador. Um centroavante. Foi em direção à moça sem tropeçar e distribuindo cotoveladas em quem estivesse no seu caminho. Não houve tempo para cantadas, drinks ou coisas do tipo. Pegou-a pelo braço e disse:

- “Hoje tu és minha”.

Poucos minutos depois os dois já caminhavam, de mãos dadas, até a saída. A atmosfera do ambiente acusava o início de uma longa noite. No bar, festejávamos a vitória do time e brindávamos pela felicidade de Alicate. No carro, o zagueiro via que a festa estava apenas começando. No quarto de um motel vagabundo de BR, ela se fez.

Logo ao entrarem, a jovem, baixa e de seios grandes, tal como uma jovem, baixa e de seios grandes, atacou Alicate. Ele, meio assustado, não se fez de lateral direito (laterais direitos são péssimos com mulheres) e foi entrando no ritmo. Rapidamente já se via despido na cama com a nefasta jovem, baixa, de seios grandes e, agora, finalmente despidos.

Enquanto os dois já copulavam numa velocidade e intensidade frenética, Alicate foi absolutamente surpreendido. Num breve momento de insanidade sexual, inspirada pelo momentos e contrariando todas as leis do amor, da física, da robótica, da astronáutica, da matemática, da retórica e da gramática, a jovem, baixa e de seios grandes despidos disse:

- “Me xinga!”

E disse de novo. Silabicamente e em caixa alta:

- “ME XIN-GA!”

Alicate não sabia o que fazer. Não esperava aquela situação, não tinha ouvido falar de mulheres que gostavam de ser xingadas. Quem gostava de ser xingado? Como xingar alguém assim, do nada? Pôxa, ele gostava dela. E não entendia dessas coisas. Era um cara tradicional, nem de preliminares ou camisinhas de hortelã curtia.

Quando a jovem, baixa e de seios grandes e despidos já perdia a paciência e gritava aos socos “me xinga, me xinga, me xinga”, Alicate, com a serenidade de um auxiliar técnico e inocência de um quarto árbitro, enfim, xingou:

- “Sua gorda!”

A respiração diminuiu. O nheco-nheco da cama parou. Agora, os únicos gemidos eram do filme vagabundo que passava na TV. A jovem, baixa e de seios grandes e despidos levantou-se, vestiu-se e, antes de chamar um taxi, simplesmente disse:

- “Seu zagueiro”.

Eis o problema de Alicate. Ele era zagueiro. Nunca será um amante. Nunca será um, tipo, meia esquerda.







segunda-feira, fevereiro 08, 2010

A volta do Robinho

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Direto do blog Kibe Loco (risos)

Tenho alguns amigos que acham que o Robinho é uma espécie de "triatleta", segundo eles, o futebolista corre, pedala e nada. É verdade que o jogador anda em baixa, mas acredito na recuperação, afinal, o cara não precisa provar mais nada a ninguém. Torço para que este retorno ao Brasil seja proveitoso para o atleta, assim como aconteceu com Ronaldo, Adriano e Fred.

O moleque arrebentou ontem (7), jogou muito e até fez um gol de letra nos "bambis" e para nós, rubro-negros, gol bonito no São Paulo ou no Vasco é impagável.

domingo, fevereiro 07, 2010

Rock e censura?!

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                                                            Por Elton Tavares


Quero parabenizar o Coletivo Palafita pelo segundo dia do Festival O Grito do Rock, realizado ontem (6), na Praça da Bandeira, no centro de Macapá. Passei por lá, mas não fiquei muito tempo. Não sei o que causou a mudança do local do evento, que seria no Trapiche Eliezer Levi, como anunciado anteriormente, mas o importante é que tudo rolou direitinho. O palco, som, público, sucesso total.

Talvez o único ponto negativo, foi o fato de uma fotógrafa ter sido impedida de fazer fotos da banda Amaurose. Pelo que sei, várias pessoas subiram ao palco para congelar aqueles momentos do nosso rock, mas a profissional em questão foi barrada, literalmente. Admira-me muito, tomara que uma picuinha destas nunca role comigo, pois o papo é diferente.

Fiquei triste em saber do ocorrido, os nobres organizadores do evento não poderiam impedir um profissional de exercer seu ofício (que seria mais uma forma de divulgação do ótimo trabalho realizado pelo Coletivo). Eu gostaria, sinceramente, de escrever somente sobre os aplausos e não precisar dar puxões de orelha.

Volto a ressaltar o brilho do evento, tomara que fatos como este não se repitam nas próximas realizações do Coletivo Palafita ( grupo que admiro e colaboro como posso). Não sei se fotógrafa é sindicalizada, pois impedir um jornalista de trabalhar pode causar problemas para o próprio Coletivo Palafita, afinal, Rock e censura são termos opostos, ou estou enganado?











Ressaca

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Imagem: Google

Eu sou um boêmio nato, adoro estar pelos botecos da cidade trocando idéias com os amigos. Quando meu irmão está aqui então, é gelada no centro, como dizem alguns. Hoje resolvi dar uma pausa, afinal, ninguém é de ferro e estávamos em uma maratona de farras desde terça (risos).

Passei o domingão vendo TV com a patroa e curando a mardita ressaca. Isto me lembrou um e-mail que recebi há tempos, não sei quem o escreveu, mas descreve a situação “Morgante”.

Aí está:

“Acordo. Ou melhor, sou retirado de um turbilhão confuso de pensamentos e lembranças que precisariam de mais umas quatro horas para que fossem chamados de sono pelo blá blá blá longínquo de um locutor de rádio que saía do rádio-relógio mal sintonizado.

Entre isto e acordar há um abismo de diferença. Sento na cama.Imediatamente o quarto dá uma volta completa em torno do que restou do meu fígado e eu lembro que estou de ressaca.O giro do quarto somado à sensação de que estou vestindo uma meia de algodão na língua estimulam o meu primeiro pensamento lúcido do dia e talvez um dos únicos: puta-que-pariu!!

Depois de deitar e levantar umas 10 vezes, em uma dúvida cruel entre pedir demissão para dormir mais um pouco e chegar até o chuveiro para salvar o meu emprego, decido manter-me no mercado de trabalho e vou cambaleando até o banheiro. Faço uma parada no corredor e tomo 750 ml de água no bico da garrafa térmica. Os 250 ml restantes escorrem pelos cantos da boca molhando aminha camiseta.

Chego até o espelho do banheiro, vejo o meu reflexo com um misto de pena e uma expressão do tipo depois-eu-converso-com-você-mocinho.Dou aquela checada no pânceps-aquele músculo logo abaixo do abdômen, mas nem me dou o trabalho de encolhê-lo. Preguiçosamente começo a escovar os dentes.

A secura da desidratação alcoólica molhada pela água há pouco ingerida formaram uma gosma espessa de cuspe que em contato com a pasta de dentes começa a produzir uma quantidade inominável de espuma na minha boca.Depois de quase engasgar, entro no chuveiro determinado a tomar um banho gelado.

Mas ainda não foi desta vez. Eu tenho alguns pensamentos recorrentes quando estou de ressaca, como a obrigação auto-impingida de tomar um banho frio, parar de fumar pelas próximas três semanas, e outras mais comuns.É claro que, como toda promessa de ressaca, no dia seguinte você está fazendo tudo de novo.

Mas uma coisa que eu nunca consegui foi tomar banho gelado para curar bebedeira. Claro que não estou contando aquele banho de roupa que sua mãe (ou avó, ou tia, ou namorada, ou irmão) t e deu quando você tomou o primeiro fogo. Ah! O primeiro porre! Este passaporte de entrada para um universo que começa em euforia, termina em arrependimento e tem uma complicada contabilidade de horas de sono no meio.

Este universo com o qual você vai conviver durante toda a sua vida adulta, só saindo dele através de um SIM proferido em uma igreja, templo, mesquita, ou qualquer que seja o foro apropriado da sua religião. E olhe lá!

Este universo que você só vai perceber quando for tarde demais, consome todo aquele dinheiro do plano de previdência privada que você nunca fez, apesar das constantes investidas da sua gerente do banco.O universo do macho solteiro.

Quando volto a mim, ainda estou debaixo do chuveiro com os olhos fixos em nada, divagando sobre estas e mais uma porção de outras bobagens.

Recomeço a função mecânica matinal, um tanto prejudicada por um conflito inequívoco de hardware.< BR>Ao lavar os olhos, só consigo deixá-los mais vermelhos, já que com tão poucas horas de sono o corpo nem deu tempo de produzir remela suficiente.

Em compensação o nariz trabalha incessantemente produzindo cacas enormes, escuras e malcheirosas que dão um prazer imenso de tirar, produzir bolinhas, e dispô-las com um peteleco.Não me recrimine, o banheiro serve para essas coisas. Feio é fazer no trânsito...

No meio do banho, eu olho para ele. Ele quem? Ele, oras. O seu companheiro que neste momento está encolhido, ensopado, sujo e mal-humorado (sim, ele tem humor!). E aí você começa a lembrar da noite anterior.E aí começam os seus problemas.

A coreografia de "Ganso do Sargentelli" que você fez para as amigas da sua prima. Aquela hora que você acreditou piamente que era o cara mais bonito do lugar e ficou trocando olhares com todas as mulheres, você de sedução, elas, de desprezo ou piedade.

Aquele beijo que você tentou arrancar a força da garota mais feia do lugar, e não conseguiu.E finalmente, aquele momento em que você se tornou milionário, pediu uma garrafa de Taittinger para brincar de pódio de Fórmula 1 (cantando tã tã tã!) e encerrou a noite deixando o restante do seu salário em um prostíbulo de luxo, não sem antes tentar sexo gratuito com todas as "amigas" da casa (afinal de contas você ainda era o cara mais tesudo da cidade).

Daí para frente, só o que você vai sentir ao longo do dia são pequenas dores, morais e físicas, causadas pela noite anterior. A taquicardia provocada pela quantidade paquidérmica de energéticos que você ingeriu, o telefonema da sua gerente do banco dizendo que só aumenta o seu já estourado limite se você fizer o tal do plano de previdência, uma vontade incrível de ir ao banheiro para um número 2 que você segura porque não há bidet no escritório e você também não quer interditar o toalete.

Além do maço de cigarros, todo úmido e amassado que você insiste em manter no bolso mesmo que jure para si mesmo que vai parar de fumar até que, depois de fingir que trabalhava o dia inteiro, chega o final do expediente, toca o telefone e você ouve aquela voz familiar:

Faaaaaala, seu mééééééérda! Onde é a cachaçada hoje???!? Pronto. Começa tudo de novo."

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Sonzeira no Araxá

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                                                                                               Por Elton Tavares

Nei Conceição, um dos melhores contrabaixistas do Brasil.


O Bar Norte das Águas, localizado no Complexo do Araxá, apresentará hoje (4), a partir das 22h, o músico Nei Conceição. O instrumentista, reconhecido nacionalmente, tocará com a banda de Jazz Amazon Music. O show, com entrada franca, marcará o início das atividades musicais do estabelecimento, em 2010. O músico tem no currículo tocadas com o Sebastião Tapajós e João Bosco.

Nei Conceição

1972 - Nasce em Belém do Pará, no dia 8 de dezembro.

1983 - Aos 11 anos de idade, teve seu primeiro contato com a música, através do violão, logo em seguida veio a paixão pelo contrabaixo.

1985 - Subiu no palco pela primeira vez, tocando em um circo em Belém do Pará.

1987 - Já estava tocando em bandas de baile pela cidade e pelo interior do estado.

1988 - Começou a gravar e produzir discos de cantores locais e também tirou sua primeira carteira de músico profissional.

1990 - Conheceu o "Weather Reporter", parou de tocar baile e começou a estudar divisão musical, com o livro "Pozoli".

1996 - Mudou-se para o Rio de Janeiro, e conheceu Robertinho Silva, Sebastião Tapajós, entre outros grandes músicos do cenário da música instrumental brasileira.

1997 - Viajou pela primeira vez para o exterior - Espanha - com Sebastião Tapajós e Robertinho Silva.

2002 - Foi convidado por Nelson Faria a gravar o disco do cantor e compositor João Bosco.

2003 - Iniciou a tournê do Cd "Malabaristas do Sinal Vermelho", de João Bosco.

2005 - Junto com Nelson Faria e Kiko Freitas, lançou o CD e DVD do Nosso Trio, "Vento Bravo". Também lançou seu primeiro disco solo intitulado "Ney Conceição".

2006 - Participou do DVD do cantor e compositor João Bosco, "Obrigado Gente!"

Amazon Music

O quarteto Amazon Music é formado por músicos e professores da Escola de Música Walkíria Lima, localizada no centro de Macapá. A Proposta da banda é suprir a carência de música instrumental no Amapá, desenvolvendo um trabalho de qualidade.

O que será, que será?

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                                                                                                   Por Elton Tavares


Amigos, o bicho ta pegando. Tem gente falando isso, escrevendo aquilo e o povo continua sem saber quais serão os candidatos ao Governo do Amapá (GEA). Como eu já disse antes, pertenço ao grupo dos que não pertencem a grupos. Mas fico acompanhando, observando.

Conforme o blog "Notícias daqui", a aliança do deputado Jorge Amanajás (PSDB) e Pedro Paulo Dias (PDT) é encenação política. Já "A Gazeta" confirma a parceria, o "Diário do Amapá" afirmou que PP é candidato ao GEA, vai saber quem está com a razão.

Certo mesmo estava Raul Seixas, quando cantou, na música Cawbói Fora da Lei: “Eu não preciso ler jornais, Mentir sozinho eu sou capaz...”

Eu vivo falando que gosto de música, a incerteza para o pleito 2010 me lembrou outra canção, do compositor Chico Buarque de Holanda:

“O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza..”






Programação

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Há, como demorei para postar sobre o niver da cidade, só vai a programação da tarde:

14h30 – Show musical com apresentação de grupos de Chorinho, Marabaixo, Hip hop e Samba Raiz no Largo dos Inocentes


17h – Carnaval do povo – infantil


19h – Solenidade de entrega da Chave da Cidade ao Rei Momo Sucuriju e fogos de artifício no Largo dos Inocentes.


19h30 – Carnaval do Povo – Av. FAB/ Praça da Bandeira


21h – Show Banda 4.com (Warilow) – Teatro das Bacabeiras (Entrada franca)

Parabéns Macapá!

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                                                                                                 Por Camila Karina

                                                    Fotos de Macapá sendo construída - Arquivo pessoal
 
Hoje, a jovem cidade de Macapá completa seus 252 anos e pareabenizo a cidade como há tempos não fazia. Cai na velha história de “pense em perder e saiba o verdadeiro valor”! E nunca tão claramente percebi o quanto nossa cidade, pequena cidade, é um grande e bom lugar para se viver, para andar “tranquilamente”, recorrer ao amigo/colega/conhecido porque já tem algum tipo de reconhecimento, nem que seja apenas “de vista”.

Macapá abraça seus filhos e filhas e nos presenteia com uma tranquilidade pouco vista em outros lugares. Tudo bem, vamos ser sinceros, a jovem Macapá ainda tem muito que crescer, muito que “aprender” e “ensinar” seus filhos a respeito do desenvolvimento cultural e, principalmente, mental. Sim, mental, pois Macapá sofre ainda com filhos e filhas de mente pequena, mimados ao extremo pelas facilidades que um bom pai/mãe dá à seus primogenitos.

Mas não podemos condenar, Macapá é “mãe” zeloza, toma conta, acolhe, embala na madrugada, acorda e sustenta com amor seus rebentos. Então você como bom filho que valoriza o amor de sua mãe, sua pátria, seu lar, seu berço, nada mais do que sua obrigaçao tentar retribuir com louvores, reconhecimento e muito, mas muito empenho em deixar a casa arrumada para que a cidade fique em paz e sossegada, vendo da “janela” que todo zelo com seus filhos valeu a pena!

Parabéns Macapá!!

 

Macapá 252 anos

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                                                                                                      Por Elton Tavares

Fotos de Macapá sendo construída - Arquivo pessoal

Sou macapaense de nascimento e, principalmente, de coração. Sei que a capital do Amapá possui diversos problemas sociais, políticos, estruturais e a velha queixa da falta de entretenimento. Mas Macapá não é só coisa ruim, pelo contrário, é 70% boa. A cidade está em crescimento, tem muito potencial turístico e, se bem cuidada, pode se tornar uma das cidades mais belas do Norte do Brasil. Hoje, a cidade completa 252 anos, portanto, uma jovem adolescente, tentando se firmar e passando por transformações.

A cidade é a capital do Estado mais preservado do país, já foi chamada de “Cidade Jóia da Amazônia” e está em franca transição para o aguardado progresso. É claro que nem todos os filhos desta terra ajudam, muitos deles até atrapalham. Somos um povo acolhedor, as pessoas que vieram de outros lugares sabem disso, por mais que muitos digam que não estão felizes por isto ou aquilo, quase ninguém vai embora. Claro, que lugar melhor para ganhar grana? (risos).

Espero que possamos curtir nossa cidade, torço para que muitos se orgulhem, como eu, de ser macapaense. Conheço paraenses, maranhenses, mineiros, gaúchos, paulistas, cariocas, enfim, um montão de figuras que dizem: “Isso só acontece em Macapá mesmo”, então o que fazem por estás bandas? Isso não é xenofobismo, somente um comentário. O lado bom é que saco um monte de gente destes mesmos lugares que amam nossa cidade. Enfim, feliz aniversário Macapá!


quarta-feira, fevereiro 03, 2010

A história do rock amapaense – 4ª capítulo

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                                        Por Elton Tavares, Igor Reale e Camila Karina

Coletivo Palafita, a galera que movimenta o rock do Amapá - Imagem: Blog do Coletivo Palafita

Não podemos contar a história do rock local sem falar do grupo cultural Coletivo Palafita. Fundado em 2006, os palafitas se lançaram na difícil missão de alavancar o rock local e, com muita competência e força de vontade, conseguiram. O Coletivo firmou uma parceria com o cantor compositor Naldo Maranhão (que na época tinha gravado um CD no estúdio Poliphonic Records, do Otto Ramos, um dos mentores do grupo cultural). O trabalho em equipe resultou, em julho do mesmo ano, na inauguração do Bar Tribal.O Coletivo Palafita por ele mesmo:

“O Coletivo Palafita tem o objetivo de atuar na cena cultural Independente no Amapá e facilitar, em sintonia com outros centros, a articulação de seus produtores e agentes. Nosso foco é a produção, divulgação e distribuição, entre outras atividades da arte e da cultura, mais especificamente aquelas de setores alternativos da música, do audiovisual, da literatura e etc.”

O Bar Tribal agitou as noites amapaenses durante algum tempo e depois fechou, pois a parceria com Naldo não rendeu muito. Mas o local ajudou o público rock a entender a proposta do coletivo. Muita coisa mudou de lá para cá, muitos integrantes saíram do grupo, que ganhou muitos novos colaboradores. O Coletivo Palafita é hoje um dos grupos mais ativos, organizados e respeitados do Circuito Fora do Eixo, que é formados por equipes do Brasil todo.

As bandas independentes sempre caminharam, e como já foi escrito aqui, várias delas ganharam seus louros (à quem de direito, claro), mas é fato que nunca a cena de música independente teve tanta amplitude como agora, que o Coletivo Palafita movimenta, e que movimentação!

O velho Liverpool Rock Bar, que o povo rock´n roll freqüenta, agora quase não tem atrações de bandas covers e sim de bandas com músicas autorais.Alguns órgãos do Estado começaram a olhar, timidamente é verdade, para os talentos musicais tucujús e dar aquela força. Os festivais de música independente de outros estados têm atrações macapaenses na lista e revistas de circulação nacional pintaram por aqui para fazer matéria e tudo mais.

E mais, já ouviu falar do Festival Quebramar e Grito Rock? Já foram cinco festivais, sendo três “O Gritos do Rock” e dois “Festivais Quebramar”. O último Festival Quebramar, que contou com a atração nacional Ratos de Porão, surpreendeu pela força de vontade dos seus organizadores. Sim, o Coletivo Palafita corre atrás mesmo, e isso é louvável. Macapá ainda é um bebezinho no quesito “entretenimento”, mas é impossível negar o impulso quase colossal que o Coletivo Palafita deu para a cena amapaense.

Além de festivais, o Coletivo Palafita promove oficinas de produção musical,circulação de bandas amapaenses, por meio do projeto Toque no Brasil (TNB), Calendário Palafita de Atividades de Formação. Com o incentivo do Programa Mais Educação, do Governo Federal, o grupo também tem membros dando aulas de reforço, caratê e esportes em geral, em escolas da rede pública.

As bandas do Coletivo Palafita que já saíram do Amapá, para fazer shows em outras cidades do Brasil foram: stereovitrola, que se apresentou em Belém(PA) em três oportunidades, no evento Agosto do Rock, em 2006, Festival Serasgum, em 2007 e no bar Café com Arte, no ano passado.

A banda Mattyrium foi a Belém em dois anos consecutivos (2008 e 2009), para o festival de bandas do chamado “white metal”. A Godzilla também foi tocar na capital paraense, no Serasgum 2009. A SPS12 tocou no Acre, em setembro passado, no Festival Varadouro.

Apresentaram-se na “cidade das palmeiras”, como Belém é chamada pelos vizinhos maios apaixonados, o cantor e compositor Roni Moraes (por sinal, muito foda!), banda Relles e Nova Ordem, todos no Fórum Social Mundial (FSM), realizado em janeiro do ano passado.

A Mini Box Lunar é, como eu já contei no capítulo anterior, a banda mais experiente do Coletivo no quesito “estrada”, por assim dizer. Também fez shows na capital paraense, no Serasgum 2008, em Rondônia, no Festival Casarão, O Grito do Rock em Cuiabá (MT), Festival Release Alertnativo e Goiânia Noise, em, é claro, Goiânia (GO), Fórum de Cultura Digital, em São Paulo (SP), São Carlos (SP) e São Caetano (SP) e Uberlandia (MG), tudo em 2009, ufa!

Não é a tôa que a Mini Box é chamada, por alguns insatisfeitos, como “A banda do Coletivo Palafita”, mas eu concordo, tem que sair daqui sim e eles correm atrás disso. Afinal, ninguém consegue reconhecimento sem trabalho, talento e correira.

Em 2010, dentre todos o Coletivos do Circuito Fora do Eixo, o Palafita é o que mais enviará bandas para fora, são elas : Amaurose, que tocará em Campo Grande (MS) em 12-02 e Cuiabá (MT) no dia 14-02; SPS12, Brasília (DF) em 28-02 e Cuiabá, no dia 20-02; Profétika, que se se apresentará em Rio Branco (AC), em 15-02; Nova Ordem, na cidade paraense Abaetetuba, em 12-02; E Fax Modem, que tocará em Belém, no dia 06-02 e Abaetetuba, em 12-02.

Algumas bandas de fora do Coletivo Palafita tembém começaram a se articular. O cantor e compositor amapaense, Alan Yared, lançou, em 2009, a música “Sai fora tio Sam”. A canção, homônima ao single, foi executada nas rádios Cultura de São Paulo (SP) e Cultura de Belém (PA). Em meados dos anos 80, foi um dos precursores do movimento de rock na capital (como já contei no primeiro capítulo). Outra galera que trabalha, ainda de forma desorganizada, é o “Liberdade Ao Rock”.
Liberdade ao rock

O “Liberdade Ao Rock” é um movimento, originado em 2008, que visa a democratização de espaço para as bandas amapaenses possam mostrar o seu trabalho. O evento ocorre na Praça da Bandeira (famosa por manifestações políticas e estudantis), no centro de Macapá.

A entrada no movimento é livre. A banda precisa, apenas, freqüentar as reuniões (que ocorrem as quartas feiras, no mesmo local onde ocorre o evento), se inscrever e ajudar, quando puder, com a gasolina para o transporte dos equipamentos.

O evento ocorre no sábado, a partir das 19h. A livre participação de bandas, proporciona, ao público, bons e maus momentos de entretenimento (às vezes o som está uma merda), mas na maioria das vezes, a iniciativa garante bons momentos de diversão gratuita aos amapaenses.

Espaço Aberto

Um grupo de pessoas ligadas a cultural amapaense, como a vocalista e instrumentista Rebecca Braga, organizou, em 2009, o Espaço Aberto (EA). A idéia inicial do EA era de um “espaço livre”, onde todas as formas de arte convergissem para a melhora do (ainda) precário cenário cultural amapaense. A proposta era entretenimento e cultura por um custo mínimo (entrada R$ 1,00 e bebida mais barata que nos outros estabelecimentos).

A iniciativa atraiu outros grupos culturais, como o Coletivo Palafita e, apesar das diversas limitações estruturais do local, o Espaço Aberto se tornou mais uma opção nas noites amapaenses.Não se sabe como o grupo que organizava o EA se dispersou, mas a verdade é que, dos membros originais do projeto, restou somente o dono da residência que o Espaço funciona. O Coletivo Palafita, se tornou responsável pela organização da agenda cultural do Espaço.

Hoje, o Espaço Aberto está com uma proposta bastante diferente da idéia que o originou. No local, o Coletivo Palafita realiza as suas atividades e eventos. O Espaço ainda conta com a participação de outros grupos culturais (como o pessoal do Hip Hop), porém, menos freqüentes. Apesar da nova ideologia comercial do local, o espaço ainda sofre com a falta de estrutura e regularização do estabelecimento.

MTV Macapá


Todos nós, amapaenses, ainda estamos aguardando as ações da MTV Macapá. Alguns mais sedentos afirmam que a emissora não contribui como deveria, não sei, prefiro acreditar que eles estão se organizando e que ainda farão muito pela cena local (tomara).

O Grito do Rock 2010




E ainda virá mais por aí, na próxima sexta (5), o Coletivo Palafita abrirá, na Praça Civica de Santana, a 4ª edição do festival O Grito do Rock. O evento é um movimento simultâneo, onde diversas cidades brasileiras são as sedes, e o Amapá está dentre elas. A novidade desta edição é que o evento será realizado em três cidades do Estado, Macapá, Santana e Mazagão, nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro de 2010.

Outra boa nova é o apoio dado pelas prefeituras das cidades e governo (isso aqui não é jabá, só reconhecimento). É meus amigos, o velho chavão de que “A união faz a força” toma forma, onde todos unidos, no mesmo objetivo, um ideal coletivo movido pelo inconformismo, vontade de fortalecer o rock local e integrá-lo à cena alternativa nacional.


A verdade é que as verdadeiras bandas de rock do Estado se mantêm no underground, onde o equipamento de som pode não ser melhor, mas os músicos não precisam tocar O Rappa mais do que o próprio Rappa, Latino e outros fúteis então, nem pensar. O “problema”, para muitos, é que tais bandas não possuem um repertório só de “covers”, que tanto agrada o público amapaense, que é chegado em um “pop rock” (odeio estas duas palavras juntas). As bandas covers pouco diferem umas das outras, onde o público de tãntãns é o mesmo de todos os “pubs”, “lounges” ou outro nome para bar fresquinho da cidade.


Não esqueçam, o rock é um estilo de vida e não uma diversão burguesa e pretensiosa. Serviu e serve como protesto, o comportamento que não se comporta e a atitude que não se ata. Apesar dos pesares, calipsos e calcinhas, ainda tem gente que gosta de rock em Macapá. O importante é ressaltar que, aos poucos, estamos deixando o isolamento, e temos a oportunidade de mostrar a força amapaense pela célebre arte da música. Tomara que os produtores consigam impulsionar e alavancar o rock. Estilo com melodia, mensagem, idéias, pensamentos e opiniões. Estamos deixando de ser uma “sonífera ilha”.

Aquele papo de que roqueiro é marginal já era. É o mesmo que dizer que só bandido usa tatuagem, coisas de um passado equivocado. As coisas no Amapá mudaram, afinal, cultura é bem de consumo. Precisamos simplesmente de apoio para um estilo com identidade inovadora, livre, inventiva, criativa, anti-convencional e inteligente. E está acontecendo agora e convenhamos, um pouco de cultura e diversão nunca fez mal a ninguém... Viva o rock’n’roll !!!















terça-feira, fevereiro 02, 2010

Feliz aniversário mamãe!

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                                                                                              Por Elton Tavares
Maria Lúcia Neves Vale (minha mãe)

Eu não sou um cara muito religioso, mas sempre agradeço pela família que tenho. Amanhã (3), será aniversário da minha mãe, Maria Lúcia Neves Vale. Ela fará 56 anos, destes, 33 dedicados a mim e 30 ao meu irmão. Mama é uma pessoa forte, temperamental, trabalhadora e, acima de tudo, honesta. Minha genitora é de quem herdei meu perfil, sincero, duro e, para alguns, ranzinza.

Maria Lúcia é exemplo de superação e determinação. Natural de uma família muito humilde, começou a trabalhar ainda adolescente, no comércio da antiga Macapá. Cidade onde nasceu, casou-se, estudou, criou os filhos e avelhanta-se (ela está muito bem para alguém que caminha para a sexta década) com muita dignidade. Foi lojista, professora e orientadora educacional. Formou-se em 1990, mesmo tendo que cuidar do marido, casa e dois filhos pequenos.

Apesar do gênio forte, a educadora aposentada possui muitos amigos e é respeitada pelos profissionais da educação do nosso Estado. Durante a carreira, exerceu diversos cargos no setor, foi por muitos anos, diretora de diversas escolas da rede pública de Macapá. Lúcia sempre foi boa filha, ajudou (e ainda ajuda) muito a mãe e aos irmãos. Como boa mãe que é, deu todo o suporte necessário para a educação dos filhos (eu até abusei).

Nos dias de hoje, está casada com o professor Enilton Cardoso, com quem costuma viajar duas vezes ao ano. Ela é o meu “porto seguro”, no critério zelar pelos seus, é nota 10. Não sou melhor dos filhos, na verdade, dei e dou trabalho, mas nos entendemos muito bem, em uma relação de amor mútuo (com algumas discussões, é verdade).

Enquanto meu pai foi o exemplo de como devemos viver o hoje (aprendemos muito bem), ela tenta, todos os dias, nos ensinar a planejar o amanhã. Tenho muito orgulho de ser seu filho, feliz aniversário mamãe, eu amo você!